Igreja: Morreu o Papa Francisco

Igreja: Morreu o Papa Francisco

Ao início da manhã desta segunda-feira de Páscoa, às 07h35 locais (menos uma hora em Lisboa), faleceu o Papa Francisco, aos 88 anos de idade, informou o Vaticano.

O Papa tinha estado internado entre 14 de fevereiro e 23 de março, a hospitalização mais longa do pontificado, devido a uma infeção respiratória que se agravou para uma pneumonia bilateral.

Jorge Mario Bergoglio nasceu em Buenos Aires, capital da Argentina, a 17 de dezembro de 1936; filho de emigrantes italianos, trabalhou como técnico químico antes de se decidir pelo sacerdócio, no seio da Companhia de Jesus, licenciando-se em filosofia e teologia.

Ordenado padre a 13 de dezembro de 1969, foi responsável pela formação dos novos jesuítas e depois provincial dos religiosos na Argentina (1973-1979).

João Paulo II nomeou-o bispo auxiliar de Buenos Aires em 1992 e foi ordenado bispo a 27 de junho desse ano, assumindo a liderança da Arquidiocese argentina a 28 de fevereiro de 1998, após a morte do cardeal Antonio Quarracino.

Jorge Mario Bergolgio seria criado cardeal pelo Papa polaco a 21 de fevereiro de 2001, ano no qual foi relator da 10ª assembleia do Sínodo dos Bispos.

O cardeal de Buenos Aires foi eleito como sucessor de Bento XVI a 13 de março de 2013, após a renúncia do pontífice alemão, assumindo o inédito nome de Francisco; foi também o primeiro Papa jesuíta e o primeiro sul-americano na história da Igreja.

São Gregório III, da Síria, que liderou a Igreja Católica entre 731 e 741, tinha sido o último Papa não-europeu, antes da eleição de Francisco.

O falecido Papa tinha como lema ‘Miserando atque eligendo’, frase que evoca uma passagem do Evangelho segundo São Mateus: “Olhou-o com misericórdia e escolheu-o”.

Francisco fez 47 viagens internacionais, tendo visitado 67 países, incluindo Portugal (2017 – centenário das Aparições de Fátima – e 2023 – para a JMJ Lisboa, tendo passado também por Fátima).

Dentro da Itália, o Papa fez mais de 30 visitas a várias localidades, incluindo uma passagem pela ilha de Lampedusa, primeira viagem do pontificado, e cinco deslocações a Assis.

Entre os principais documentos do atual pontificado estão as encíclicas ‘Dilexit Nos’ (2024), texto dedicado à devoção ao Coração de Jesus; ‘Fratelli Tutti’ (2020), sobre a fraternidade humana e a amizade social; ‘Laudato Si’ (2015), dedicada a questões ecológicas; a ‘Lumen Fidei’ (A luz da Fé, 2013), que recolhe reflexões de Bento XVI; as exortações apostólicas ‘Evangelii Gaudium’ (A alegria do Evangelho), texto programático do pontificado, de 2013; ‘Amoris laetitia’, de 2016, dedicada à família; o documento sobre a “Fraternidade Humana em prol da Paz Mundial e da convivência comum” assinado pelo Papa Francisco e o grão imã de Al-Azhar, Ahamad al-Tayyi, em Abu Dhabi (2019).

A reforma dos organismos centrais de governo da Igreja Católica, levada a cabo com a ajuda de um inédito conselho consultivo de cardeais, dos cinco continentes, foi concretizada através da Constituição Apostólica ‘Praedicate Evangelium’, de 2022, propondo uma Cúria Romana mais atenta à vida da Igreja Católica no mundo e à sociedade, com maior protagonismo para os leigos e leigas.

Francisco convocou cinco assembleias do Sínodo, dedicadas à sinodalidade (2023 e 2024), à Amazónia (2019), aos jovens (2018) e à família (2015 e 2014), além de uma cimeira global sobre o combate e prevenção aos abusos sexuais (2019).

Durante este pontificado foram proclamados mais de 900 santos e santas – incluindo um grupo de 805 cristãos que morreram em Otranto (Itália), às mãos dos otomanos muçulmanos em agosto de 1480.

O elenco inclui incluindo várias figuras ligadas a Portugal: Francisco e Jacinta Marto, pastorinhos de Fátima, canonizados a 13 de maio de 2017 na Cova da Iria; D. Frei Bartolomeu dos Mártires (1514-1590), arcebispo de Braga, por canonização equipolente (dispensando o milagre requerido após a beatificação); o sacerdote português Ambrósio Francisco Ferro, morto no Brasil a 3 de outubro de 1645 durante perseguições anticatólicas, por tropas holandesas; o padre José Vaz, nascido em Goa, então território português, a 21 de abril de 1651, que foi declarado santo no Sri Lanka; e José de Anchieta (1534-1597), religioso espanhol que passou por Portugal e se empenhou na evangelização do Brasil.

Francisco convocou dez Consistórios, nos quais criou 163 cardeais, entre eles D. Manuel Clemente, patriarca emérito de Lisboa; D. António Marto, bispo emérito de Leiria-Fátima; D. José Tolentino Mendonça, prefeito do Dicastério para a Cultura e Educação; D. Américo Aguiar, bispo de Setúbal.

No seu pontificado, a Igreja Católica celebrou dois Jubileus – em 2016, num Ano Santo Extraordinário, dedicado à Misericórdia, e o atual Ano Santo ordinário, dedicado à esperança; criou, entre outros, o Dia Mundial dos Pobres, o Domingo da Palavra de Deus e o Dia Mundial dos Avós e dos Idosos.

Francisco foi o sexto pontífice mais velho da história da Igreja, atrás de Lúcio III (c. 1097-1185), Celestino III (c. 1106-1198), Gregório XVII (c. 1325-1417), Leão XIII (1810-1903) e Bento XVI (1927-2022).

Fonte: Ecclesia

Aleluia, louvai o Senhor!

Domingo de Páscoa da Ressurreição do Senhor

Aleluia, louvai o Senhor!

At 10, 34a.37-43 / Slm 117 (118), 1-2. 16ab-17.22-23 / Col 3, 1-4 ou 1 Cor 5, 6b-8 / Jo 20, 1-9 ou (à tarde) Lc 24, 13-35

O dia de Páscoa foi o primeiro a receber o nome de «domingo», dia do Senhor. É verdadeiramente «o dia que o Senhor fez», em que devemos exultar e cantar de alegria. «Aleluia» = Louvai o Senhor. A Semana Santa dos grandes mistérios desembocou na explosão de regozijo do «terceiro dia» da Ressurreição de Jesus.

O sepulcro vazio e as aparições do Senhor, com a mensagem pascal da paz que supera todos os medos, trazem-nos a notícia de que a morte não tem a última palavra, de que as nossas mortes quotidianas podem e devem ser vencidas, porque Jesus está vivo e connosco, para nos retirar do túmulo das tristezas, receios e desilusões.

A Páscoa fez germinar um mundo novo, provocou um volte-face na história. Se temos fé, tornamo-nos «pascais», irradiadores de serenidade evangelizadora, de alegria convincente de que tudo tem sentido no desenrolar das peripécias da existência. Por amor, Jesus viveu e morreu como nós. Queremos ressuscitar como Ele, no quotidiano dos altos e baixos do nosso pensar, falar e agir.

«Sabemos que passámos da morte para a vida, porque amamos os nossos irmãos. Aquele que não ama, permanece na morte» (1 Jo 3, 14). Ressurge-se para uma vida transformada, praticando o mandamento novo do amor mútuo. «Como Eu vos amei».

Seremos «pascais», novas criaturas, se pensamos nos outros, os amamos e servimos, se sofremos e nos alegramos com o próximo. Jesus esconde-se e revela-se nos nossos irmãos.

Fonte: Rede Mundial de Oração do Papa

O amor vence a morte

Sexta-Feira Santa – Solene Ação Litúrgica da Paixão do Senhor

O amor vence a morte

Is 52, 13 – 53, 12 / Slm 30 (31), 2.6.12-13. 15-16.17.25 / Hebr 4, 14-16; 5, 7-9 / Jo 18, 1 – 19, 42

Adoramos a cruz de Jesus Cristo que disse que, elevado nesse trono de ignomínia e glorioso, atrairia todos a si. Proponho que centremos a nossa reflexão nas sete palavras proferidas pelo divino Crucificado. São as seguintes: «Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem» (Lc 23, 34). «Em verdade te digo: Hoje estarás comigo no paraíso» (Lc 23, 43). «Tenho sede» (Jo 19, 28). «Mulher, eis o teu filho»; «Eis a tua Mãe» (Jo 19, 26-27). «Meu Deus, meu Deus, porque me abandonaste?» (Mt 27, 46; Mc 15, 34). «Tudo está consumado» (Jo 19, 30). «Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito» (Lc 23, 46).

Ler, refletir, tirar proveito! Pensar nos outros, mesmo no auge das nossas dores. Queixar-nos a Deus do aparente abandono a que nos sujeitou, mas acreditando que, mesmo a morrer, não deixamos de estar nas suas mãos de Pai. Jesus deu-nos tudo, deu-se a si mesmo, deu-nos Maria por Mãe. Continua a ter sede do nosso amor e gratidão. Cumpriu sem reservas a sua missão.

O amor venceu a morte. Segue-se a Ressurreição.

Fonte: Rede Mundial de Oração do Papa

Vimioso: Semana Santa anuncia a Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus

Vimioso: Semana Santa anuncia a Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus

De 13 a 20 de abril, a Semana Santa, na Unidade Pastoral de Nossa Senhora da Visitação, no concelho de Vimioso e na localidade de São Pedro da Silva, é celebrada com procissões, a dramatização da Paixão de Cristo, Ceia do Senhor e o Lava Pés, adoração da Santa Cruz, Vigília Pascal, a Missa de Páscoa e as visitas pascais para anunciar a ressurreição de Jesus.

A Igreja Católica iniciou a 13 de abril, a Semana Santa, com a celebração do Domingo de Ramos, momento central do ano litúrgico, que recorda a prisão, julgamento e morte de Jesus.

Para viver esta semana maior do calendário católico, a Unidade Pastoral de Nossa Senhora da Visitação, preparou um programa de celebrações nas várias comunidades paroquiais de Algoso, Angueira, Avelanoso, Caçarelhos, Campo de Víboras, Pinelo, Sáo Pedro da Silva, Vale de Frades, Vilar Seco, Vimioso e Uva.

Entre as celebrações, destaque para o “Auto da Paixão de Cristo”, agendado para o serão de 16 de abril, na igreja matriz de Vimioso. Este espetáculo de teatro religioso, tem a duração de cerca de três horas e retrata os momentos dramáticos vida de Jesus Cristo, como a recriação da Última Ceia, o Lava-pés, a entrada de Jesus em Jerusalém e a Crucifixão, Morte e Ressurreição.

No Tríduo Pascal, os três dias que começam com a Quinta-Feira Santa, celebra-se a missa vespertina da Ceia do Senhor e o Lava-pés, seguida da procissão do Senhor dos Passos ou da Carreira do Senhor.

Na Sexta- Santa, celebra-se em várias localidades da unidade pastoral, a Adoração da Santa Cruz.

No Sábado Santo, na igreja matriz de Vimioso realiza-se a vigília pascal. E em Algoso celebra-se o peregrinação noturna à capela de Nossa Senhora da Assunção, no castelo, para celebrar o Sábado de Aleluia.

No Domingo de Páscoa celebra-se a Missa da Ressurreição do Senhor. E realizam-se as tradicionais visitais ou compassos pascais para anunciar a Ressurreição de Jesus.

HA

Pecuária: Falta de pastores jovens está a reduzir o efetivo do cordeiro mirandês 

Pecuária: Falta de pastores jovens está a reduzir o efetivo do cordeiro mirandês

A falta de jovens pastores põe em risco a sobrevivência do cordeiro mirandês, considerado uma das mais emblemáticas raças autóctones do planalto mirandês, cujo efetivo de 5 mil animais é insuficiente para satisfazer o mercado, em particular na época festiva da Páscoa.

O cordeiro ou canhono mirandês, é uma espécie de ovino cuja carne é muito procurada neste período da Páscoa, mas não há efetivo suficiente para alimentar o mercado, e esse é um dos fatores que faz com que o seu preço duplique por esta altura do ano.

Os pastores do Planalto Mirandês afiançam que a carne de cordeiro de raça churra mirandesa, espécie de ovinos autóctones com chancela de Denominação de Origem Protegida (DOP), é bem paga, mas o efetivo é escasso porque as gerações mais novas não querem dar continuidade a este trabalho.

Andrea Cortinhas, secretária técnica da Associação Nacional de Cordeiros de Raça Churra Mirandesa, reiterou que falta um pouco de tudo para continuar a criação desta raça, principalmente pastores jovens, o que contribui para a perda de efetivo pecuário.

“É preciso reverter a situação. Para isso, é preciso gente nova que se queira dedicar à pecuária e à profissão de pastor. A profissão de pastor é digna e está a ser valorizada, principalmente nas raças autóctones, mas é preciso interessados”, lembrou.

Segundo a técnica, o efetivo desta raça vai-se mantendo “graças ao trabalho dos pastores mais idosos, com oscilações ao longo do ano”, mas os mais velhos, “devido às suas limitações físicas, vão abandonando a atividade”.

“Trata-se de uma património genético único a nível nacional e internacional, já que [a carne deste cordeiro] tem as suas características próprias devido ao seu maneio no Planalto Mirandês, sendo importante olhar para o setor de forma criativa”, disse Andrea Cortinhas.

Acrescentou que o efetivo pecuário dos ovinos de raça churra galega mirandesa ronda atualmente as 5.500 cabeças e recordou que “há 10 anos eram 6.900 animais que compunham o efetivo desta raça autóctone”.

“No último meio ano há um registo de nascimento de cordeiros a rondar os 2.700. Para satisfazer o mercado, precisaríamos de mais do dobro”, salientou.

Por seu lado, os produtores de cordeiro de raça churra ainda no ativo garantiram à agência Lusa que o aumento do preço se deve a uma maior procura desta carne nesta altura do ano, que é superior à oferta.

Bento dos Santos Pires contou que “está tudo caro”. “É o combustível e é o aumento dos fatores de produção, o que leva os mais novos a afastarem-se deste trabalho, porque consideram que não é rentável”, disse.

“No Natal os cordeiros até saíram bem, porque estavam na idade e no peso certo, agora é mais difícil, porque os animais cresceram muito e quanto mais peso tiverem os animais, menor é o preço pago por quilo”, indicou.

 Já Francisco Pires, outro pastor mirandês, disse que preço pago ao lavrador ronda este ano os nove a 10 euros por quilo, mas nos supermercados ou nos talhos pode chegar aos 20 euros por quilo.

“O lucro fica sempre nos intermediários”, indicou o pastor.

Este pastor disse ainda que “houve tempos em que vendia 15 a 16 cordeiros à porta de casa, e este ano pouco vendeu”, sobretudo porque as pessoas procuram carne mais barata.

Para ser considerada carne de cordeiro mirandês, o animal tem de ser abatido até aos quatro meses de idade, e tem de ser nascido e criado num sistema de exploração extensivo tradicional na área geográfica do concelho de Miranda do Douro, Mogadouro e Vimioso. As carcaças devem ter entre quatro e 12 quilos.

Fonte: Lusa

 

Vitivinicultura: EUA bloquieam encomendas de vinhos portugueses e europeus

Vitivinicultura: EUA bloqueiam encomendas de vinhos portugueses e europeus

O presidente da Associação Nacional dos Comerciantes e Exportadores de Vinhos e Bebidas Espirituosas (ANCEVE), Paulo Amorim, disse que “os EUA pararam as encomendas de vinhos portugueses e de vinhos da Europa”.

“A incerteza é terrível e com a incerteza a cadeia de distribuição nos Estados Unidos parou as encomendas de vinhos portugueses e de vinhos da Europa e, portanto, neste momento estamos a enfrentar um problema terrível e não estamos a conseguir vender”, afirmou o presidente da associação.

Paulo Amorim teme ainda que, a concretizarem-se as tarifas, a “maior parte do prejuízo seja assumido pelos produtores de vinho”, o que considera uma “injustiça gigantesca”.

O responsável falou aos jornalistas após reunir-se, em conjunto com outras 16 associações setoriais, com o ministro da Economia e com o ministro da Agricultura e Pescas, em Lisboa, no âmbito das tarifas anunciadas pelo Presidente dos Estados Unidos.

O presidente da ANCEVE disse ainda que o vinho português precisa “de um novo plano Porter”, que “ajude a promover o vinho português de uma forma mais dinâmica”, tendo em conta que “o vinho leva longe o nome de Portugal”.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a suspensão das chamadas “tarifas recíprocas” por 90 dias, sendo que estas incluíam a União Europeia.

Fonte: Lusa

Economia: Ovos fazem subir preço do pão-de-ló

Economia: Ovos fazem subir preço do pão-de-ló

O custo dos ovos fez aumentar 10 a 15% o preço do pão-de-ló de Ovar, ainda assim este aumento tem menos repercussão noutras variedades da doçaria tradicional de Páscoa.

É a própria presidente da Associação de Produtores de Pão-de-Ló de Ovar, Alda Almeida, a explicar que “os preços já aumentaram em março, quando começámos a receber os ovos muito mais caros. Cada produtor gere a sua casa como bem entende, sem influência da associação, mas, no geral, o quilo vai aumentar dois ou três euros”.

No seu próprio estabelecimento, que não atualizou os preços no Natal, Alda cobra agora 20 euros pelo que antes custava 18. Noutras casas, o pão-de-ló cremoso enformado em papel passou de 19 para 21 euros e há ainda aquelas onde a iguaria “agora chega aos 22 e 23”.

Expectativas de diminuição do preço não há: “Depois da Páscoa, a caixa de 360 ovos pode descer um ou dois euros, mas, isso não se vai repercutir no pão-de-ló. Só em termos técnicos, uma mudança de preço custa tanto a alterar no sistema de faturação que não se justifica o trabalho por tão pouco”.

Já noutro concelho do distrito de Aveiro, a casa “Pão-de-ló de Arouca”, fundada por Angelina Teixeira Pinto e agora gerida por Tiago Brandão, admite que atualizou os preços, mas garante que os que está a praticar na Páscoa “não refletem o aumento real do custo dos ovos” porque, caso contrário, “ia vender muito menos”.

Dos doces com mais saída nesta época, a casa destaca três: a variedade chamada “bôla” de pão-de-ló, que tem a forma tradicional, mas, cozida em forno a lenha, exibe uma camada superior de açúcar; a típica “fatia” de pão-de-ló, que se apresenta como um bloco mais húmido encharcado em calda açucarada; e, de criação mais recente, o “pão-de-ló cremoso”, que, maciço e redondo, parece um queijo da serra, tem uma superfície central esbranquiçada e, logo sob essa camada de açúcar, revela um topo cremoso e uma base consistente, que lhe permite que seja cortado à fatia em vez de comido à colher como o seu congénere vareiro – e que, por encomenda, também está disponível em chocolate.

“Isto não pára”, afirma Tiago. “Começamos às três da manhã e não temos hora para parar”, acrescenta, em referência a uma labuta que tanto se destina a satisfazer os pedidos entregues em mão como as encomendas online.

Na “Loja dos Doces Conventuais”, de Jorge Bastos, também há mais azáfama por estes dias, com oito funcionários na cozinha e 16 ao balcão, dispersos pelos estabelecimentos fixos de Arouca e Porto, e pelo sazonal de Gaia. Cheira bem logo à entrada, a amêndoas e ovos, e há uma mesa inteira forrada a pasta granulada cor-de-laranja, que senhoras exímias moldam em linha: uma faz da massa um rolo, outra desfaz o rolo em pequenos cubos e enfarinha-o, e as seguintes transformam cada cubo numa bolinha ovalada que dispõem sobre os tabuleiros e marcam com um garfo no topo, para lhe dar uns risquinhos de textura.

Essas castanhas doces que vão depois a assar na brasa são das iguarias mais procuradas em Arouca, cumprindo a mesma receita que as freiras do mosteiro local da Ordem de Cister criaram há séculos, mas para as mesas pascais também se procuram os tradicionais charutos e morcelas, a que se juntam agora receitas contemporâneas como pedras parideiras, ovos de pega e doce de chila.

Só de castanhas doces, por exemplo, Jorge conta vender nesta Páscoa umas 2.000 caixas de 24 unidades, cada uma a 11 euros. O preço dessas delícias já foi atualizado em janeiro, antes do aumento dos ovos, e não vai sofrer mais alterações.

“É uma opção nossa, para o preço não ficar muito elevado”, explica, “mas ficamos prejudicados porque, além de estes produtos envolverem um processo manual de fabrico muito mais delicado, têm ainda a desvantagem do IVA: à mesa servimos os doces a 13%, mas, mal os embalamos para o cliente levar para casa, a caixa já tem que ser taxada a 23%, pelo que é difícil competir com as outras pastelarias”.

Fonte: Lusa

Paradela: Trail deu a conhecer a beleza natural e a história do contrabando

Paradela: Meio milhar de pessoas percorreram os trilhos do contrabando

Meio milhar de pessoas participaram na corrida e na caminhada do III Trail Contrabando do Café, uma prova de atletismo que decorreu em Paradela, a localidade mais oriental de Portugal, onde os visitantes se maravilharam com a beleza das encostas do rio Douro e a história do contrabando para Espanha.

A prova de atletismo realizou-se no Domingo, dia dia 6 de abril e o atleta do Clube Desportivo de Miranda do Douro (CDMD), Ilídio Moreiras, voltou a vencer a corrida masculina, ao concluir os quinze quilómetros do percurso, em 1 hora 13 minutos e 34 segundos.

Nas senhoras, a espanhola, Tânia Lucas venceu com um tempo de 1 hora 35 minutos e 58 segundos. A atleta do Clube Desportivo de Miranda do Douro (CDMD), Anabela Cameirão, foi a terceira classificada na corrida feminina, ao concluir a prova em 1 hora, 41 minutos e 11 segundos.

A prova de atletismo incluiu também uma caminhada de 12 quilómetros, pelo que no total, entre atletas, caminhantes e acompanhantes estiveram em Paradela, cerca de 500 pessoas.

A terceira edição do Trail Contrabando do Café foi organizada pelo Clube Desportivo de Miranda do Douro (CDMD) teve os apoio da União de Freguesias de Ifanes e Paradela e da Associação de Atletismo de Bragança.

O presidente de União de Freguesias de Ifanes e Paradela, Nélio Seixas, expressou grande satisfação pela consolidação desta prova desportiva em Paradela, o que contribui para a dinamização turística da localidade.

“Esta é já a terceira edição do Trail Contrabando do Café e de ano para ano, a seção de atletismo do Clube Desportivo de Miranda do Douro vai melhorando a organização da prova. Pelo feedback dos atletas e dos caminhantes apercebemo-nos que a participação neste prova desportiva é um excelente motivo para futuras visitas à localidade, que tem como maior atração o miradouro da Penha das Torres”, disse o autarca.

Para além da beleza natural, Paradela também fica na memória dos visitantes pela história do contrabando com a vizinha Espanha. Esta antiga atividade é evocada durante o trail, com uma representação teatral da caça aos contrabandistas pelos guardas fiscais.

“Este ano foi descerrada uma placa comemorativa do I Trail do Contrabando do Café, realizado em abril de 2023. Este ato visa também homenagear as gentes de Paradela, que noutros tempos tiveram que recorrer ao contrabando para sobreviver e sustentar as suas famílias”, disse.

Em Paradela, tal como noutras localidades situadas na fronteira entre Portugal e Espanha, as trocas comerciais com o povo vizinho sempre existiram. Mas, foi a partir de 1936, com o deflagrar da guerra civil espanhola, que o contrabando aumentou muito entre portugueses e espanhóis. 

Diz-se que nessa época, os portugueses levavam para Espanha, produtos como o café, farinha, pão, azeite, gado suíno, tripa de porco ou têxteis.

De Espanha, os portugueses traziam gado, volfrâmio, a moeda (na altura, a peseta) e bens valiosos como artigos de ouro, prata, obras de arte e outros artigos de fácil comercialização.

HA | Fotos: CDMD

Sendim: Tríduo Pascal com celebrações e procissões

Sendim: Tríduo Pascal com celebrações e procissões

Na vila de Sendim, as celebrações do Tríduo Pascal iniciam-se na quinta-feira Santa, dia 17 de abril, com a missa vespertina da Ceia do Senhor seguida da procissão do Senhor da Piedade e nos dias seguintes as celebrações pascais prosseguem com a procissão do Senhor da Boa Morte e a Missa da Ressurreição do Senhor.

O programa da Semana Santa é organizado pela freguesia de Sendim, em colaboração com a paróquia e o apoio do município de Miranda do Douro.

A par das celebrações religiosas, o programa festivo contempla na Sexta-feira Santa, o Concurso de Vinhos Caseiros e o Encontro de Músicos Sendineses.

No Sábado Santo, a vila de Sendim é o palco dos eventos desportivos: I Trail Arribas do Douro e do tradicional jogo de futebol Casado(a)s versus Solteiro(a)s.

No Domingo de Páscoa, dia 20 de abril, a alegria da Ressurreição de Jesus é celebrada com o repicar dos sinos, a música do gaiteiro no campanário da Igreja matriz e a Missa Pacal, às 11h30. À tarde, na praça central, realiza-se o concerto da Banda Filarmónica Mirandesa, as danças do Rancho Folclórico e dos Pauliteiros de Sendim, a música da Lérias e o jogo da caça aos ovos de Páscoa, para as crianças.

Finalmente, na segunda-feira, dia 21 de abril, as celebrações de Páscoa encerram com os jogos tradicionais e a degustação do Folar e da Bola Doce nos Pisões, onde está ainda programado o passeio de barco pelo rio Douro.

A Páscoa assinala a ressurreição de Cristo, a mais importante festa do calendário católico.

HA

Miranda do Douro: Feira da Bola Doce dá sabor à Páscoa

Miranda do Douro: Feira da Bola Doce dá sabor à Páscoa

No fim-de-semana de Páscoa, a cidade de Miranda do Douro é o palco da Feira da Bola Doce Mirandesa, um certame que visa promover este ícone da doçaria tradicional e outros produtos, como o folar de carne e o artesanato, animados pela música tradicional e as danças dos pauliteiros.

O certame decorrre de 17 a 19 de abril, no Jardim dos Frades Trinos, em Miranda do Douro e conta com a participação de uma centena de expositores.

Na feira, os visitantes têm a oportunidade de adquirir a bola doce mirandesa, assim como produtos locais e regionais como o folar de carne, pão tradicional, fumeiro, licores e vinhos regionais, frutos secos, azeite, peças de artesanato, entre outros produtos.

Segundo a tradição, a bola doce mirandesa é confeccionada com farinha de trigo, ovos, canela, açúcar, fermento padeiro, manteiga, azeite e sal. A bola doce é feita às camadas, sendo cozida em forno tradicional a lenha.

De 17 a 19 de abril, o evento conta também com a animação dos gupos do concelho, como a Banda Filarmónica Mirandesa, os Pauliteiros de Miranda, a Tuna da Universidade Sénior, Grupo de Danças Mistas do AEMD e L’s Madrigadores.

Outros destaques na Feira da Bola Doce são as sessões de culinária protagonizados pelos Chef´s Marcelo Dias, Lídias Brás e Marco Gomes, nos dias 17, 18 e 19 de abril, respetivamente.

Segundo o programa, na Feira da Bola Doce estão ainda previstos uma peça de teatro “Empresta-me a tua mulher”, a apresentação do livro “Hospital das Alfaces” e os concertos musicais de Nena e os D.A.M.A.

Na cidade de Miranda do Douro, o programa religioso do Tríduo Pascal inclui na tarde de quinta-feira Santa, dia 17 de abril, a missa vespertina da Ceia do Senhor, às 21h00, na igreja da misericórdia. Na Sexta-feira Santa, o largo Dom João III é o palco da dramatização da “Paixão de Cristo”, seguido da celebração do Enterro do Senhor.

A Feira da Bola Doce é um evento anual, organizado pelo município de Miranda do Douro e que conta com a colaboração das associações culturais do concelho.

HA