Oração, jejum e caridade

I Domingo da Quaresma

Oração, jejum e caridade

Deut 26, 4-10 / Slm 90 (91), 1-2.10-15 / Rom 10, 8-13 / Lc 4, 1-13

O Povo Eleito recordava, em ação de graças, a intervenção de Deus em seu favor, principalmente aquando da libertação da opressão no Egito. E não se limitavam a palavras piedosas, pois ofereciam a Deus as primícias do que colhiam da terra e consagravam ao Senhor o filho primogénito, resgatando-o mediante a oferenda de um sacrifício no templo. Uma bela manifestação de agradecimento (1.ª Leitura).

Somos exortados a acreditar na ressurreição de Jesus, a reconhecer que Ele está vivo na Palavra da Boa Nova, a professar a fé no Senhor que não faz aceção de pessoas e escuta a oração de quantos o invocam (2.ª Leitura).

Jesus também foi tentado como nós. Não sucumbiu e venceu o maligno, apoiando-se na Palavra da Sagrada Escritura. A sua vitória sobre o mal é um estímulo para resistirmos, com a sua ajuda, às crises a que estamos sujeitos no dia a dia (Evangelho).

Ser tentado não é pecado. As seduções do apego às riquezas, da busca de prestígio e da aspiração ao poder são algo a que todos estamos em risco de sucumbir. Queremos ter e isso pode arrastar-nos para a avareza e para o apego excessivo aos bens materiais, tornando-nos egoístas e incapazes de repartir com os necessitados.

É quase inevitável que quem tem muito deseje sempre possuir ainda mais. E com facilidade as pessoas passam a vangloriar-se da sua fortuna, cultivando a presunção e o sentimento enganador de ser importantes. E que se segue? O orgulho.

Contra esses perigos, os respetivos antídotos: atenção aos menos favorecidos de bens, repartindo com eles algo mais do que o supérfluo; as humilhações que, de uma forma ou de outra, batem a todas as portas; e a humildade, que é a atitude correta perante Deus, conscientes de que d’Ele dependemos, de que nada possuímos que não tenhamos recebido e de que não temos o direito de nos considerarmos ou de nos deixarmos tratar como mais dignos de respeito e consideração do que os nossos irmãos.

Em tempo de Quaresma, fixemos a atenção nas atitudes e nos gestos que nos são propostos pela Igreja: oração mais frequente e intensa, jejum de tudo o que é supérfluo e dispensável, prática da esmola generosa, inspirada na caridade de Jesus para com os necessitados.

Caminhemos para a alegria da Páscoa, alimentando a fé que nos é oferecida e alcançada mediante a oração. A caridade é fruto do contacto com Deus e traduz-se em serviço aos irmãos. O fruto é a paz. De maneira que: caridade, de dia; à noite, alegria.

Fonte: Rede Mundial de Oração do Papa

Ambiente: Palombar quer desmitificar medo em relação aos animais selvagens

Ambiente: Palombar quer desmitificar medo em relação aos animais selvagens

A associação Palombar apresentou o projeto artístico “Futuros Partilhados”, através do qual pretende desmistificar o medo proveniente das narrativas orais, sobre os animais selvagens que habitam o território transmontano.

“Muitas vezes ouvimos que são largados pelo ambientalista lobos, aves de rapina, ou até mesmo répteis para desequilibrar o meu meio ambiente e as povoações, o que não corresponde à realidade, sendo que estas narrativas carecem de alguma desconstrução através da várias artes e assim ir ao encontro das populações ”, disse Miguel Nóvoa, um dos membros da direção da Palombar que tem sede em Vimioso.

Para o promotores desta iniciativa, tudo isto “são boatos que nascem através do vizinho do lado e que se massificam, o que desequilibra as comunidades, sendo preciso reverter esta situação, porque vai aumentando o rumor de geração em geração e que se assume com o passar do tempo como uma verdade absoluta.”

Por este motivo, o projeto “Futuros Partilhados” da Palombar – Conservação da Natureza e do Património Rural pretende reinventar e construir narrativas sobre a natureza inspiradas na tradição oral do Nordeste Transmontano, onde os animais selvagens são os protagonistas, sem mitos ou falsidades.

“Este projeto inovador e multidisciplinar alia a arte à conservação da natureza e tem como objetivo principal recriar histórias que conectem as comunidades humanas e a vida selvagem, desconstruindo preconceitos sobre o ambientalismo, bem como mitos associados a várias espécies, enquanto promove uma compreensão profunda e não hierárquica das relações multiespécies e a proteção da biodiversidade”, explicou Miguel Nóvoa.

Este projeto-piloto é desenvolvido em parceria com a Câmara de Miranda do Douro, Santa Casa da Misericórdia e Agrupamento de Escolas local, com coordenação artística de Nuno Preto e Gonçalo Mota e conta ainda com uma equipa de artistas convidados de diferentes áreas que irão contribuir em momentos específicos do projeto.

“Em vez de comunicar de forma unidirecional e institucional, o projeto utiliza uma metodologia colaborativa na criação artística de conteúdos e performances, com foco no diálogo crítico e reflexivo com as comunidades locais, que serão envolvidas de forma ativa na perceção e reinvenção de histórias que têm como palco principal o território onde vivem”, disse

O projeto pretende, assim, capacitar jovens, empoderar comunidades e criar espaços de diálogo nessa região do interior do país marcada pelo êxodo e isolamento.

“Democratizar a arte e dar voz a quem representa o passado e o futuro e criar pontes para melhor conservar a rica biodiversidade da região, com destaque para a fauna do Parque Natural do Douro Internacional (PNDI), é outro dos objetivos”, defendeu Miguel Nóvoa.

A recriação destas narrativas, baseada numa rede colaborativa de artistas, cientistas e comunidades, será feita através de oficinas criativas multidisciplinares e irá materializar-se por meio da produção de publicações de áudio, vídeo e texto numa plataforma digital, criação teatral e cinema ambiental.

“O propósito é o de mostrar que a vida está assente em relações de benefícios mútuos, e que humanos e natureza podem e devem construir futuros partilhados, onde não há hierarquia, mas sim coexistência harmoniosa e sustentável”, vincou.

A iniciativa é financiada pelo programa PARTIS & ART FOR CHANGE da Fundação Calouste Gulbenkian, BPI e Fundação “la Caixa”, sendo que a fase piloto arrancou no concelho de Miranda do Douro e poderá estender-se até 2027 a todo o Nordeste Transmontano.

Fonte: Lusa

Política: Moção de confiança debatida e votada a 11 de março no parlamento

Política: Moção de confiança debatida e votada a 11 de março no parlamento

A moção de confiança que o Governo entregou ao parlamento vai ser discutida e votada na terça-feira à tarde, dia 11 de março, confirmou fonte do gabinete do presidente da Assembleia da República.

De acordo com a mesma fonte, o presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, consultou os partidos e teve a concordância de todos, para que o debate da moção de confiança decorra na próxima terça-feira, dia 11 de março, a partir das 15:00.

O Conselho de Ministros reuniu-se por via eletrónica, na manhã de 6 de março e aprovou o texto da moção de confiança que será entregue no parlamento, anunciou o Governo.

O primeiro-ministro anunciou que o Governo avançará com a proposta de uma moção de confiança ao executivo pelo parlamento, “não tendo ficado claro” que os partidos dão ao executivo condições para continuar.

Fonte: Lusa

Cinema: Filme “Anora” em Miranda do Douro

Cinema: Filme “Anora” em Miranda do Douro

O filme “Anora”, grande vencedor dos Óscares deste ano vai ser exibido no serão desta sexta-feira, dia 7 de março, no auditório municipal, em Miranda do Douro, sendo que os bilhetes podem ser adquiridos no posto de turismo.

O filme com a duração de 2 horas e 19 minutos é uma comédia dramática, que conta a história de Anora Mikheeva, uma jovem “stripper” cheia de sonhos, cuja vida muda quando conhece Ivan Zakharov, um jovem russo que se apaixona por Anora e a pede em casamento.

No entanto, Ivan é filho de uma poderosa família de oligarcas russos e quando os pais sabem da união do filho, viajam até Nova Iorque para anular o casamento e levar Ivan de volta para a Rússia.

O filme “Anora” foi o grande vencedor da recente gala dos Óscares, em Los Angeles (EUA), ao conquistar cinco prémios, em seis nomeações: melhor argumento original, melhor filme, melhor realizador, melhor ator secundário (Yura Borisov) e melhor atriz, para Mikey Madison.

Os bilhetes para o filme têm um custo de 3 euros e podem ser adquiridos no posto de turismo, em Miranda do Douro.

ANORA | Trailer Oficial (Universal Pictures) 

HA

Mogadouro: Amendoeiras em flor proporcionam Feira de Produtos e Artesanato

Mogadouro: Amendoeiras em flor proporcionam Feira de Produtos e Artesanato

Com o propósito de promover turisticamente o concelho, o município de Mogadouro aproveita a floração das amendoeiras, para organizar nos fins-de-semana de 8 e 9 de março e 15 e 16 de março, a 38ª Feira Franca de Produtos da Terra e do Artesanato, cujos maiores destaques são os cerca de 30 expositores e os concertos dos “Marotos da Concertina” e “Tiago Silva”.

A vereadora da cultura do município de Mogadouro, Márcia Barros, informou que esta feira tem por finalidade valorizar e comercializar os produtos Origem do concelho, como são o vinho, o azeite, o queijo, o fumeiro, o pão e os doces, o mel, os frutos secos, os licores e também o artesanato.

“A XXXVIII Feira Franca de Produtos da Terra e do Artesanato vai realizar-se no Parque de Feiras e Exposições, onde vão expor cerca de 30 produtores e decorre aos sábados e Domingos, até ao final da tarde. No recinto da feira há um espaço infantil para que as crianças possam brincar”, avançou a autarca mogadourense.

No Domingo, dia 9 de março, a feira contar com várias atividades: o XXI Trail e Caminhada “Trilhos de Mogadouro” e o IX Passeio de Carros Antigos, pela rota das Amendoeiras em Flor.

“Neste primeiro fim-de-semana da XXXVIII Feira Franca de Produtos da Terra e do Artesanato, em Mogadouro, destaco a animação musical dos gaiteiros de Mogadouro, as danças dos pauliteiricos e as atuações dos grupos da Universidade Sénior. No sábado, o destaque é o concerto musical da Banda Filarmónica dos Bombeiros de Mogadouro e na tarde de Domingo, o concerto dos Marotos da Concertina”, indicou.

No fim-de-semana seguinte, a 38ª Feira Franca de Produtos da Terra e do Artesanato prossegue no sábado, dia 15 de março, com a apresentação do espaço Origem Mogadouro, na Casa de Artes e Ofícios. Para o serão de sábado, está programado o Encontro de Tunas Santa Ana 2025, na Casa da Cultura.

Finalmente, no Domingo, dia 16 de março, o programa da feira inclui um passeio turístico motard pela rota das “Amendoeiras em Flor”. Durante a tarde, vai realizar-se o Festival Douro Superior, com a atuação dos grupos etnográficos dos vários municípios durienses. O certame, em Mogadouro, encerra com o concerto musical do artista, Tiago Silva.

HA

Vimioso: Teatro de improviso celebra o Dia da Mulher

Vimioso: Teatro de improviso celebra o Dia da Mulher

No serão desta sexta-feira, dia 7 de março, o auditório da Casa da Cultura, em Vimioso, é o palco do espetáculo “Inserir Título”, uma peça de teatro de improviso, que convida à participação do público e tem como maior propósito celebrar o Dia da Mulher.

«“INSERIR TÍTULO” é um espetáculo de improviso, com música ao vivo, que procura incentivar a criatividade, através da participação do público» – informa a Libert’Art Agency.

Em Vimioso, o espetáculo está agendado para as 21h30 e cada espectador vai receber dois cartões: um para sugerir um título e outro para propor desafios criativos.

“A partir destas sugestões, os atores transformam ideias aleatórias em histórias cativantes, repletas de humor e com surpresas”, informa a organização.

As cenas podem ir da comédia ao drama, passando por situações absurdas que desafiam a espontaneidade e a criatividade dos atores.

Este espetáculo é criado pelos “Os ImproMix”, um grupo profissional de Teatro de Improviso, fundado em Lisboa, em 2022 e cuja missão é criar apresentações, ensaios e aulas regulares.

FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA:

Elenco: Mari Goldani, Mariana Trindade, Pedro Pedroso, Tiago Negrão Pinheiro
Música: Zinky
Design Gráfico: Daniel Lucas
Vídeo e Fotografia: Just Frame It e Zayara
Desenho de Luz: Paulo Santos
Produção: Luís Santos Mascarenhas
Produção Executiva: Pedro Pedroso e Tiago Negrão Pinheiro

HA

Vimioso: Termas promovem o Dia da Mulher

Vimioso: Termas promovem o Dia da Mulher

Para assinalar o Dia da Mulher, as Termas de Vimioso estão a promover de 1 a 9 de março, uma campanha de cuidado facial feminino, com oferta ao circuito de piscina termal, banho turco e sauna.

As Termas de Vimioso informam que a oferta do circuito “Vales de Vimioso” consiste numa hora de piscina de água termal, com acesso a banho turco e sauna. Por sua vez, o “Vimioso Facial – Cuidado Feminino” é um tratamento e hidratação de rosto. A promoção para assinalar o Dia da Mulher tem um custo de 22 euros.

De 11 a 19 de março, as Termas de Vimioso vão também assinalar o Dia do Pai (19 de março), com uma campanha promocional destinada aos homens. A campanha inclui duche jato, com a oferta do circuito Vales de Vimioso (piscina, banho turco e sauna). A promoção para o Dia do Pai custa 10 euros.

Para usufruir destas promoções, nas Termas de Vimioso, deve efetuar marcação através do número de telefone 273 511 381.

As Termas de Vimioso fazem parte do roteiro termal, em Portugal. Segundo investigações hidrológicas, às águas termais de Vimioso, têm efeitos terapêuticos nos sistemas músculo-esquelético, dermatológico, reumático, aparelho respiratório (ORL) e na saúde oral.

Dia da Mulher

O Dia Internacional da Mulher é comemorado, anualmente, a 8 de março.

O Dia Internacional da Mulher pretende celebrar os direitos que as mulheres já conquistaram e continuam a reivindicar. Entre estas conquistas destacam-se o direito ao voto, a luta pela igualdade salarial, a maior representação em cargos de liderança, a proteção em situações de violência física e/ou psicológica e o acesso à educação, direitos que continuam por cumprir em vários países do mundo.

HA

Barragens: Associação do Baixo Sabor surpreendida com a não negociação antes das autárquicas

Barragens: Associação do Baixo Sabor surpreendida com a não negociação antes das autárquicas

A Associação de Municípios de Baixo Sabor (AMBS) mostrou-se surpreendida com a posição da empresa Movhera, de não querer negociar a revisão das contribuições financeiras para o Fundo do Baixo Sabor e de Foz-Tua, antes das eleições autárquicas.

O presidente da AMBS, Eduardo Tavares, disse que a posição da Movehera é de espanto, porque os autarcas que dirigem os quatro municípios que integram os Baixo Sabor são eleitos para mandatos de quatros e não para mandatos de três anos e meio.

“Nós não compreendemos o porquê de a Movhera ter tomado esta posição. Somos eleitos para quatro anos e temos o direito e a responsabilidade de gerir e tomar as nossas decisões em prol do nossos territórios durante quatro e não três anos e meio e não concordamos com a posição da empresa ”, reforçou o também autarca socialista de Alfândega da Fé.

A Movhera, empresa concessionária de seis barragens transmontanas, mostrou-se disposta a iniciar negociações para rever as contribuições financeiras para os Fundos do Baixo Sabor e de Foz-Tua, mas só após as eleições autárquicas.

A empresa elétrica explicou que está “preparada para estas negociações dos dois fundos assim que o processo eleitoral autárquico esteja finalizado e os resultados das eleições oficialmente publicados”.

A concessionária dos aproveitamentos hidroelétricos do Baixo Sabor e de Foz-Tua espera ainda que as negociações “sejam regidas pelo espírito de boa-fé e seriedade que caracteriza as suas relações no território, e que seja outro passo em frente para o desenvolvimento da região”.

Eduardo Tavares lembrou que o protocolo que estabelece um montante de 400 mil euros para o Fundo Baixo Sabor termina no próximo mês de abril, sendo considerada pelas autarcas uma boa oportunidade para iniciar a negociações

“Esta é uma boa oportunidade também para iniciar o diálogo sobre as energias renováveis, sendo um bom sinal que empresa dava aos políticos e aos portugueses, como sinal de proatividade, chegar-se a um consenso nesta matéria mais cedo”, vincou o líder da AMBS.

Os fundos do Baixo Sabor e Foz-Tua são contrapartidas financeiras criadas pelas Declaração de Impacto Ambiental (DIA) dos respetivos aproveitamentos hidroelétricos.

No caso do Baixo Sabor, o concessionário é obrigado a dotar “anualmente com uma verba calculada de base de 3 % do valor líquido anual médio de produção do Aproveitamento Hidroelétrico e no caso de Foz Tua, o montante é de 2,25%, revertendo os restantes 0,75% para o Fundo Ambiental”.

A AMBS e a Movhera acordaram igualmente negociar os termos de um novo acordo entre si, “que espelhe os princípios deste memorando e que possibilite a revogação dos protocolos anteriormente em vigor”.

O Fundo Baixo Sabor (FBS) é um instrumento financeiro que está previsto na DIA e na avaliação comparada dos aproveitamentos hidroelétricos do Alto Côa e Baixo Sabor, emitida a 15 de junho de 2004.

O FBS foi criado no âmbito da Avaliação de Impacto Ambiental do Aproveitamento Hídrico do Baixo Sabor (AHBS), com a missão de financiar iniciativas que promovam o desenvolvimento sustentável e a conservação da natureza e da biodiversidade.

No documento ficou expresso que o Fundo Baixo Sabor teria um financiamento de 3% sobre a receita líquida do AHBS.

A albufeira do Baixo Sabor estende-se ao longo de 60 quilómetros, desde a zona da barragem até cerca de 5,6 quilómetros a jusante da confluência do rio Maçãs com o rio Sabor, ocupando áreas dos concelhos de Torre de Moncorvo, Alfândega da Fé, Mogadouro e Macedo de Cavaleiros.


Fonte: Lusa

Política: Hernâni Dias retoma mandato como deputado

Política: Hernâni Dias retoma mandato como deputado

Hernâni Dias, que se demitiu de secretário de Estado da Administração Local e Ordenamento do Território no passado dia 28 de janeiro, retomou o seu mandato como deputado do PSD, na Assembleia da República.

O parecer relativo à retoma do mandato foi aprovado por unanimidade, na Comissão de Transparência e Estatuto dos Deputados.

O regresso teve efeitos desde o passado dia 1 de março, sábado, sendo que hoje se realiza a primeira reunião plenária desde esse dia, com o debate da moção de censura ao Governo apresentada pelo PCP.

O ex-governante foi eleito pelo círculo eleitoral de Bragança, é professor, e toma o lugar de Clara da Conceição de Sousa Alves, advogada e professora universitária, que o substituiu.

Hernâni Dinis Venâncio Dias tinha pedido a suspensão do seu mandato por um período de 30 a 180 dias, na sequência da sua demissão do executivo minoritário PSD/CDS-PP, depois de ter sido noticiado pela RTP que criou duas empresas imobiliárias já enquanto governante, responsável pelo decreto que altera o Regime Jurídico dos Instrumentos de Gestão Territorial, a polémica lei dos solos.

Esta foi a primeira demissão registada no XXIV Governo Constitucional PSD/CDS-PP que tomou posse a 2 de abril do ano passado.

Em 24 de janeiro, a Assembleia da República recusou revogar o diploma que permite a reclassificação de terrenos rústicos como urbanos, cuja apreciação parlamentar tinha sido solicitada por BE, PCP, Livre e PAN.

No âmbito desta apreciação parlamentar, no passado dia 28 de fevereiro, os deputados aprovaram, com os votos do PSD, CDS-PP e PS, alterações ao diploma, estabelecendo que a construção de habitação terá que ser, em parte, destinada para “arrendamento acessível” e construção a “custos controlados”.

Fonte: Lusa

Política: Governo vai apresentar moção de confiança

Política: Governo vai apresentar moção de confiança

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, anunciou que o Governo vai avançar com a proposta de uma moção de confiança ao executivo, pelo parlamento, “não tendo ficado claro” que os partidos dão ao executivo condições para continuar.

“Avançaremos para a última oportunidade de o fazer que é a aprovação de um voto de confiança”, afirmou Luís Montenegro , na Assembleia da República, na abertura do debate da moção de censura ao Governo apresentada pelo PCP para “travar a degradação da situação nacional, 12 dias de responder a outra do Chega, com origem na situação da empresa familiar do primeiro-ministro.

Montenegro defendeu que “o país não pode ficar prisioneiro do egoísmo e do taticismo dos responsáveis da oposição”.

“Não estamos disponíveis para aqui estar na atmosfera das insinuações e intrigas permanentes que só têm um objetivo: a degradação da vida política e governativa com a pretensão de daí tirar dividendos partidários ou mesmo individuais para a concreta situação dos responsáveis dos partidos das oposições”, acusou.

E acrescentou: “Por isso, não ficando claro como resulta das intervenções dos maiores partidos da oposição, que o parlamento dá todas as condições ao Governo para executar o seu programa, avançaremos para a última oportunidade de o fazer que é a aprovação de um voto de confiança”, afirmou.

Montenegro admitiu que “a antecipação de eleições não é desejável”, onze meses depois de o Governo minoritário PSD/CDS-PP ter entrado em funções.

“Mas será um mal necessário para evitar a degradação das instituições e a perda da estabilidade política por vontade de alguns agitadores. Numa palavra, se os partidos da oposição não assumem a legitimidade política do Governo para governar, mais vale dois meses de suspensão da estabilidade política do que um ano e meio de degradação e paralisia”, disse.

De acordo com a Constituição da República, o Governo pode solicitar à Assembleia da República a aprovação de um voto de confiança sobre uma declaração de política geral ou sobre qualquer assunto relevante de interesse nacional.

A rejeição de uma moção de confiança implica a demissão do Governo.

Fonte: Lusa