Miranda do Douro: “A Cor do Limão” nas bibliotecas

Miranda do Douro: “A Cor do Limão” nas bibliotecas

No dia 29 de janeiro, a Biblioteca António Maria Mourinho, em Miranda do Douro, acolheu o encontro mensal da Rede Intermunicipal de Bibliotecas, uma iniciativa da CIM-TTM, cujo objetivo é promover a cooperação, partilha de recursos e atividades, como a peça de teatro “A Cor do Limão”, que vai ser representada nas oito bibliotecas transmontanas.

De acordo com a Elisabete Preto, da Biblioteca Municipal António Maria Mourinho, em Miranda do Douro, o encontro de 29 de janeiro, teve como ordem de trabalhos aprovar o plano de atividades para o ano 2026.

“Neste novo ano, três das atividades programadas nas bibliotecas da Comunidade Intermunicipal das Terras de Trás-os-Montes são: no mês de maio, a representação da peça de teatro “A Cor do Limão”, realizada pela Companhia Andante. Em outubro, é a vez do contador de histórias e ilustrador, Pedro Seromenho, percorrer as oito bibliotecas dos municípios transmontanos. Foi ainda solicitado à Direção Geral do Livro, Arquivo e Bibliotecas (DGLAB) uma atividade de dinamização de jogos de tabuleiro, nas oito bibliotecas”, informou.

Outra das novidades do encontro dos bibliotecários, em Miranda do Douro, foi o agendamento de uma reunião de trabalho no mês de março, sobre a utilização do novo software de requisição e empréstimo de livros nas bibliotecas.

“De momento, apenas as bibliotecas de Bragança e Mirandela já utilizam o sitema de empréstimo digital. As restantes bibliotecas ainda não utilizam o software, por isso, até março vai decorrer a instalação do programa das bibliotecas, para depois aprendermos a usá-lo”, informou a bibliotecária, Elisabete Preto.

Questionada sobre as vantagens de trabalhar em rede com as bibliotecas de Alfândega da Fé, Bragança, Macedo de Cavaleiros, Mirandela, Mogadouro, Vila Flor e Vimioso, a bibliotecária destacou a partilha de saberes e experiências como uma mais-valia.

“Este trabalho em rede entre as bibliotecas permite-nos partilhar conhecimentos, recursos e realizar atividades em conjunto. Nos encontros mensais entre os bibliotecários dos vários municípios é possível aprendermos uns com os outros, trocar ideias, esclarecer dúvidas e definir estratégias conjuntas para cativar público”, disse.

Sobre que estratégias é possível implementar para incutir o hábito da leitura nas pessoas, Elisabete Preto, respondeu que tudo começa na família, pelo exemplo dos pais e educadores.

“O gosto pela leitura começa em casa, pelo exemplo dos pais e educadores, que incentivam as crianças e jovens a descobrir os benefícios do acto de ler. Entre os benefícios destaco a aquisição de novos conhecimentos, o desenvolvimento da linguagem, da memória e da concentração”, disse.

No ambiente das bibliotecas, Elisabete Preto, acrescentou que cada vez mais se realizam atividades, como encontros com escritores, sessões de contos e peças de teatro para atrair a vinda de público.

«No âmbito do Festival dos Sabores Mirandeses, vamos receber a visita do escritor, Raúl Minh’Alma, no dia 14 de fevereiro, às 15h30, para a apresentação do livro “Fomos mais que um erro”. Para os mais jovens, a Biblioteca António Maria Mourinho, acolhe a contadora de histórias, Mariana Machado», indicou.

A Comunidade Intermunicipal das Terras de Trás-os-Montes (CIM-TTM), através da sua Rede Intermunicipal das Bibliotecas, pretende fomentar a formação, aprendizagem e valorização profissional, promovendo uma cultura de cooperação intermunicipal e trabalho em rede.

A Rede Intermunicipal das Bibliotecas das Terras de Trás-os-Montes é constituída por oito bibliotecas: biblioteca municipal de Alfândega da Fé, biblioteca municipal de Bragança, biblioteca municipal A.M. Pires Cabral (Macedo de Cavaleiros), biblioteca municipal Padre António Maria Mourinho (Miranda do Douro), biblioteca municipal Sarmento Pimentel (Mirandela), biblioteca municipal Trindade Coelho (Mogadouro), biblioteca municipal de Vila Flor e biblioteca municipal Norberto Lopes (Vimioso).

HA

Ifanes: Cantou-se e leiloou-se o ramo na Festa de São Sebastião

Ifanes: Cantou-se e leiloou-se o ramo na Festa de São Sebastião

Na aldeia de Ifanes, no concelho de Miranda do Douro, voltou a celebrar-se a festa em honra de São Sebastião, no sábado, dia 31 de janeiro, uma festividade que tem como caraterísticas distintivas, o canto e a benção do ramo na eucaristia, seguido da procissão e do leilão, no adro da igreja.

Este ano, os mordomos da festa em honra de São Sebastião, em Ifanes, foram os jovens Simão Cabreiro, Maria Inês Cabreiro, Gonçalo Marcos e Joel Antão. A escolha dos jovens para mordomos, tem como propósito assegurar a continuidade da festa e a preservação das tradições que lhe estão associadas.

Coube às mães dos jovens mordomos, Gina Marcos e Marisa Ortega, confecionar ao longo do ano, os saborosos roscos, para angariar dinheiro para a festa e para ornamentar os cinco ramos de oferenda a São Sebastião.

“Em Ifanes, os roscos são feitos com farinha, ovos, essência de aniz e açúcar. A receita é um segredo. Alguns destes ingredientes, como os ovos e o açúcar, são doados pela comunidade de Ifanes, sendo que este ano utilizámos 150 dúzias de ovos”, indicaram.

Feitos os roscos, segue-se a minuciosa tarefa de ornamentar os cinco ramos (pequenas estruturas de madeira), com os roscos e pães. Em Ifanes, cada ramo é encimado por três roscos em forma de pomba e três maçãs.

Outra tradição associada à festa de São Sebastião, em Ifanes, é o jantar das “claras”. A designação advém das claras dos ovos que não são utilizadas na confeção dos roscos e são reaproveitadas para fazer outros doces.

“Com as claras dos ovos, a comunidade de Ifanes decidiu fazer outros doces que são servidos num jantar comunitário, a que se deu o nome de jantar das claras”, explicaram.

Este ano, a missa solene em honra de São Sebastião, celebrou-se ao início da tarde de sábado, dia 31 de janeiro, na igreja matriz. A celebração religiosa começou com a tradição do canto do ramo, entoado pelas mordomas da festa.

“Queremos pedir licença,
para cantar nesta igreja.
Ao mártir, São Sebastião,
Rogai a Deus que assim seja...”

Na homilia da missa, o pároco de Ifanes, padre Manuel Marques, destacou as virtudes da Fé e da Esperança de São Sebastião, que deu a vida em defesa da adesão a Cristo, Filho de Deus.

“O mártir, São Sebastião, sofreu o martírio por causa da prática da caridade. Nas Bem-aventuranças, Jesus chama de bem-aventurados aqueles que sofrem perseguição por amor do Evangelho. Alegrai-vos e exultai porque é grande a vossa recompensa nos céus”, disse o pároco.

A eucaristia conclui-se com a procissão da imagem de São Sebastião, pelas ruas de Ifanes e com o acender da fogueira.

No adro da igreja, realizou-se o tradicional leilão dos ramos, cuja venda destinou-se a angariar dinheiro para pagar as despesas da festa.

Um dos participantes no leilão, o presidente da União de Freguesias de Ifanes e Paradela, Nélio Seixas, afirmou que na aldeia de Ifanes, a festa em honra de São Sebastião e as tradições que lhe estão associados são um legado cultural que importa preservar.

“Em Ifanes, a festa em honra do mártir, São Sebastião, é a festividade em que há uma maior participação da comunidade local, nas diferentes tarefas como a confeção dos roscos, na ornamentação dos ramos, no leilão, no preparar a fogueira, na missa e procissão. Esta festividade que terá alguns séculos é a mais distintiva de Ifanes”, disse o jovem autarca.

A festa em honra de São Sebastião, na aldeia de Ifanes, prosseguiu durante a tarde de sábado, com as danças das Pauliteiras. Ao serão, a festividade encerrou com as atuações dos grupos musicais NV3 e Zíngarus.

Em várias localidades da Terra de Miranda, o ritual de confeção e oferenda dos ramos, ornamentados com roscos (tradicionalmente feitos com farinha, ovos, açúcar e aguardente ou aniz) está relacionado com o ciclo agrícola. Segundo o etnógrafo, Mário Correia, os roscos são ofertas a Deus, sendo mesmo benzidos pelos sacerdotes no decorrer da eucaristia. 

"Os roscos são feitos com farinha de trigo e por isso simbolizam o pão, considerado um alimento essencial e garante da sobrevivência. As comunidades ao ornamentarem o andor com os roscos ou o pão, estão a agradecer a Deus pela colheita e a pedir a sua intercessão para o novo ano agrícola, que vai começar com a chegada da primavera”, explicou o etnógrafo.

HA

Política: Francisco Parreira integra órgãos sociais da Anafre

Política: Francisco Parreira integra órgãos sociais da Anafre

Nos dias 30 e 31 de janeiro, realizou-se em Portimão, o XX Congresso da Associação Nacional de Freguesias (Anafre), tendo sido eleitos os órgãos sociais para o quadriénio 2026/2030, numa lista que conta com Francisco Parreira, presidente da Freguesia de Miranda do Douro, como vogal no conselho fiscal da Anafre.

O presidente da União de Freguesias de Évora, o social-democrata Francisco Brito, foi eleito presidente da Associação Nacional de Freguesias (Anafre).

Francisco Brito encabeçou uma lista única apresentada a sufrágio, que resultou de um acordo entre PSD, PS e PCP.

Cerca de 1.300 delegados participaram no XX Congresso da Anafre, com o lema “+Freguesias – Agir e Pensar Portugal”.

Composição dos órgãos sociais da Anafre


Conselho Diretivo:

Presidente: Francisco Branco de Brito – União de Freguesias de Évora, distrito de Évora

Ricardo Marques – Junta de Freguesia de Benfica (Lisboa)

Jorge Amador – Junta de Freguesia Serra D’El Rei (Lisboa)

Luís Miguel Correia – União de Freguesias de Eiras e São Paulo de Frades (Coimbra)

Paulo António de Carvalho – Junta de Freguesia de Matosinhos (Porto)

José Manuel Ferreira – Junta de Freguesia de Maceira de Rates, concelho de Barcelos (Braga)

Luís Marques Mendes – Junta de Freguesia da Estrela (Lisboa)

Nelson Ramos – Junta de Freguesia da Amora (Setúbal)

Ana Rita Leal – Junta de Freguesia Carvalhal Bem Feito, Caldas da Rainha (Leiria)

Ana Isabel Merêces – União de Freguesias Crato e Mártires, Flor da Rosa e Vale do Peso, concelho do Crato (Portalegre)

Raquel Freitas – União de Freguesias S. Pedro de Fins, Maia (Porto)

João Carlos Simões – União de Freguesias Alcoutim e Pereiro (Faro)

Rui Mendes – Junta de Freguesia de Silgueiros (Viseu)

Vítor Besugo – Junta de Freguesia de Beringel (Beja)

André da Rocha, Junta de Freguesia Santa Maria de Lamas, Santa Maria de Lamas (Aveiro)

Márcia Lima – Junta de Freguesia Repeses e São Salvador (Viseu)

Pedro Araújo – Junta de Freguesia Imaculado Coração de Maria, Funchal (Madeira)

Pedro Matias – União de Freguesias Charneca de Caparica e Sobreda, Almada (Setúbal)

Francisco Kreye – Junta de Freguesia Cascais e Estoril (Lisboa)

Hélder Afonso – União de Freguesias Mouçós e Lamares (Vila Real)

Palmira da Costa - União de Freguesias Nogueira, Fraião e Lamaçães (Braga)


Mesa do Congresso:

Maria da Graça Silva, Junta de Freguesia de Fajã de Cima, Ponta Delgada (Açores)

Jorge Pestana - Junta de Freguesia São Pedro, Funchal (Madeira)

Carlos Gonçalves - União de Freguesias Alverca do Ribatejo e Sobralinho, Vila Franca de Xira (Lisboa)

Carlos Oliveira - Junta de Freguesia Polvoreira, Guimarães (Braga)

Carlos Coelho - União de Freguesias Freixeda do Torrão, Quintã de Pêro Martins e Penha de Águia, Figueira de Castelo Rodrigo (Guarda)

Nuno Gonçalves - União de Freguesias Almacave e Sé, Lamego (Viseu)

Carmina Parreira - Junta de Freguesia Ventosa do Bairro, Mealhada (Aveiro)


Conselho Fiscal:

Presidente:
Filipe Dourado – Junta de Freguesia de Arrentela, concelho do Seixal (Setúbal)

Vice-presidente:
Carla Longo – Junta de Freguesia de Pombal (Leiria)

Vogais:

João Carneiro – Junta de Freguesia de Rebordões, Santo Tirso (Porto)

Francisco Parreira - Junta de Freguesia de Miranda do Douro (Bragança)

Maria da Luz Nunes – Junta de Freguesia de Portimão (Faro)

Fonte: Lusa

Sociedade: Idosos em solidão recorrem mais ao serviço de saúde

Sociedade: Idosos em solidão recorrem mais ao serviço de saúde

Um estudo da Universidade do Porto (UP) inquiriu mais de 300 idosos na região do Baixo Alentejo, tendo concluído que as pessoas que vivem em maior solidão, são quem utiliza com mais frequência os serviços de saúde.

“Quanto maior o nível de solidão, maior é a utilização de recursos de saúde”, é a conclusão resultante de um estudo da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP).

Segundo a investigação, “os idosos que vivem em solidão severa, registam um maior número de consultas, mais episódios de ida às urgências e um consumo mais elevado de medicamentos”.

O estudo, intitulado “A solidão como determinante da utilização dos serviços de saúde em idosos” e publicado na revista European Geriatric Medicine, envolveu a realização de um inquérito a mais de 300 pessoas idosas residentes no Baixo Alentejo (correspondente ao distrito de Beja).

Trata-se de “uma região predominantemente rural, envelhecida e socialmente vulnerável”, explicou a FMUP, referindo que os resultados mostram que “mais de metade dos participantes referiram solidão leve e cerca de 15% apresentaram níveis de solidão severa”.

“A solidão severa associou-se a uma média de quase sete medicamentos por dia, cerca de seis consultas anuais nos cuidados de saúde primários e duas visitas ao serviço de urgência, números substancialmente superiores aos observados nos participantes sem solidão”, adiantou Paulo Santos, professor da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto e um dos autores do estudo.

A solidão, pode ler-se, “surge como um determinante clínico que aumenta a procura de cuidados médicos, não por agravamento da doença, mas frequentemente como forma de substituir a ausência de relações sociais, com potenciais impactos humanos e económicos relevantes”.

Segundo os investigadores, “a falta de identificação da solidão como qualquer outro fator de risco contribui para a medicalização do sofrimento social e para respostas de saúde menos ajustadas às necessidades reais das pessoas idosas”.

Por isso, são necessárias “mudanças estruturais na forma como a solidão é reconhecida e tratada” e é preciso reforçar o “investimento em transportes, espaços públicos, programas comunitários e estratégias de envelhecimento ativo”.

“A solidão é prevenível, identificável e dispõe de tratamento adequado”, lembram os autores do trabalho, que contou com a colaboração das médicas e investigadores Ângela Mira e Cristina Galvão, da Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo (ULSBA), que abrange 13 dos 14 concelhos do distrito de Beja.

Integrar o rastreio sistemático da solidão nos cuidados de saúde e implementar modelos de prescrição social, como atividades comunitárias, programas intergeracionais ou grupos de vizinhança, são duas das medidas que os investigadores apontam no estudo como “uma resposta eficaz e alinhada com a evidência internacional”.

“A solidão afeta negativamente a saúde dos idosos e acarreta uma maior pressão sobre o sistema de saúde. A solução não pode passar pela prescrição de mais comprimidos, mas sim por reforçar este sentido de comunidade”, defendeu Paulo Santos.

Fonte: Lusa | Foto: SCMM

Solidariedade: Fundo de Emergência Social para apoiar vítimas da tempestade

Solidariedade: Fundo de Emergência Social para apoiar vítimas da tempestade

A Cáritas Diocesana de Leiria-Fátima criou o Fundo de Emergência Social de Apoio às Vítimas da Tempestade Kristin, para “reforçar” a sua capacidade de resposta imediata e continua a recolher bens essenciais e materiais de emergência.

“A criação do Fundo de Emergência Social permitirá acelerar e reforçar o apoio às famílias atingidas. A solidariedade que já começamos a testemunhar é um sinal de esperança”, explica a presidente da Cáritas Diocesana de Leiria-Fátima, num comunicado enviado, esta sexta-feira, à Agência ECCLESIA.

Ana Mota apela a todos para que “continuem a estar ao lado das famílias afetadas pela tempestade Kristin”, salientando que juntos conseguirão “reconstruir, apoiar e restaurar a dignidade de cada pessoa atingida”.

A passagem da depressão Kristin pelo território português, no dia 28 de janeiro, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos seis mortos, vários feridos e desalojados.

A Cáritas Diocesana de Leiria-Fátima explica que para reforçar a sua “capacidade de resposta imediata” criou o Fundo de Emergência Social de Apoio às Vítimas da Tempestade KRISTIN, e todos os donativos recolhidos por MB WAY, transferência bancária, com a descrição ‘Tempestade KRISTIN’ (IBAN) e donativos online “revertem integralmente para este fundo”.

A organização da Igreja Católica na Diocese de Leiria-Fátima está a acompanhar “de forma permanente” os impactos provocados pela tempestade Kristin, que “afetou de forma severa várias localidades” deste território diocesano, e adianta que, hoje, participou na reunião de briefing da Proteção Civil, “reforçando a articulação com as autoridades e garantindo uma resposta coordenada, rápida e ajustada às necessidades identificadas no terreno”.

“Neste momento difícil para tantas famílias da nossa Diocese, a Cáritas Diocesana de Leiria está totalmente empenhada em assegurar uma resposta rápida, humana e coordenada. A participação na reunião de briefing da Proteção Civil reforça o nosso compromisso de trabalharmos em conjunto para apoiar quem mais precisa”, sublinha Ana Mota.

A Cáritas Diocesana “em estreita colaboração” com o Município de Leiria, e “intensificando contactos” com os restantes municípios desta diocese, têm identificadas “várias famílias com habitações danificadas, perda de bens essenciais e necessidade urgente de apoio social e logístico”.

Os distritos mais afetados foram Leiria, por onde a depressão entrou no território continental, Coimbra, Santarém e Lisboa.

A Cáritas está a recolher bens essenciais, materiais de emergência e donativos financeiros, e continua a apelar à doação de bens alimentares não perecíveis, de produtos de higiene pessoal e produtos de limpeza, que podem ser entregues no Centro Logístico dos Pousos e na sede da Cáritas Diocesana de Leiria‑Fátima (horário da sede 09h00-18h00).

Cáritas Diocesana de Leiria-Fátima, que também teve danos devido à tempestade nas suas infraestruturas sociais, situadas na Praia do Pedrógão, “agradece profundamente cada gesto de solidariedade”.

O Governo português decretou a situação de calamidade nas zonas mais afetadas pela ‘Kristin’, 60 municípios abrangidos, “entre as zero horas de dia 28 até 1 de fevereiro às 23h59”, após reunião do Conselho de Ministros, esta quinta-feira na residência oficial do primeiro-ministro.

Fonte: Ecclesia

Bem-aventurados

IV Domingo do Tempo Comum – Ano A / Dia da Universidade Católica Portuguesa

Bem-aventurados

Sof 2, 3; 3, 12-13 / Slm 145 (146), 7.8-9a. 9bc-10 / 1 Cor 1, 26-31 / Mt 5, 1-12a

São Mateus apresenta-nos as Bem-aventuranças (5, 1-12). É o início do Sermão da Montanha (5, 1 – 7, 29) em que Jesus expõe o espírito novo do reino de Deus, o exercício da cidadania desse Reino. Deste Sermão far-se-ão leituras também nos cinco Domingos seguintes do Tempo Comum.

Cada Bem-aventurança apresenta a fórmula «Bem-aventurados…, porque…». A primeira parte da fórmula é a situação que o ser humano está a viver. Pode ser essencialmente sofrida: «os que choram», «os que sofrem perseguição». Mas também pode ter um aspeto ativo, quanto a si próprio: «os pobres em espírito», «os humildes», «os puros de coração». Ou então um aspeto ativo, relativamente aos outros e à coletividade: «os misericordiosos», «os que têm fome e sede de justiça», «os que promovem a paz». A segunda parte da fórmula é a intervenção de Deus. Deus atua com base na sua força: opera a reviravolta, oferece a recompensa.

Já o profeta Sofonias falava nesta linha das Bem-aventuranças: a mostra da boa atitude (a humildade), a luta pela boa causa (a justiça). São situações a que o Senhor responde com a sua recompensa de abundância e de paz: «terão pastagem e repouso, sem ninguém que os perturbe».

São Paulo (1.ª Coríntios) vai também na linha das Bem-aventuranças. Acentua a transformação (reviravolta) operada por Deus naquele que se abre ao seu toque. Enfatiza o contraste entre o ponto de partida em que a pessoa estava e o ponto a que Deus a faz chegar. O ponto de partida: «Vede quem sois vós, os que Deus chamou: não há muitos sábios, naturalmente falando, nem muitos influentes, nem muitos bem-nascidos». O ponto de chegada: «Deus escolheu o que é louco aos olhos do mundo… o que é fraco… o que nada vale aos olhos do mundo». O objetivo de Deus é claro: que ninguém se glorie naquilo que é ou tem; mas que todos se gloriem no Senhor, se, de facto, pensam gloriar-se. Cada um reconheça o que Deus faz em si. Destaque-se a graça de Deus e viva-se com um coração agradecido.

Fonte: Rede Mundial de Oração do Papa

Teatro: Filandorra celebra 40 anos mde atividade

Teatro: Filandorra celebra 40 anos de atividade

A companhia de Teatro Filandorra celebra 40 anos de “atividade e resiliência” na região de Trás-os-Montes, com uma programação que inclui, em dezembro, a estreia, na concatedral de Mirando do Douro, de “O Menino Jesus da Cartolinha”, de Vergílio Alberto Vieira, falado em mirandês.

O diretor da companhia sediada em Vila Real, David Carvalho, indicou que nestes 40 anos de atividade e resiliência, a Filandorra produziu cerca de 100 produções, cinco mil espetáculos e perto de um milhão de espetadores.

O responsável fala num “reportório universal, nacional e local” e de palcos que se estendem de Trás-os-Montes à capital Lisboa, mas também ao Porto, Setúbal, festivais nacionais, e países como França, Alemanha e Espanha.

As comemorações têm início com a estreia, esta noite, no Teatro de Vila Real, da peça “Um pedido de casamento”, de Anton Tchekhov, mas segundo David Carvalho, ao longo de 2026 a companhia vai realizar ainda as iniciativas Teatro e Comunidade, com os casamentos do carnaval em Murça, o enterro do entrudo em Vilarandelo (Valpaços), mil diabos à solta em Vinhais.

Prevê ainda estrear, em fevereiro, “O Urso”, de Anton Tchekhov, em Vila Flor, e depois, no Dia Mundial do Teatro, em 27 de março, “O Morgado de Fafe Amoroso”, de Camilo Castelo Branco, em Fafe, associando-se às comemorações dos 200 anos deste escritor português.

Em abril, a Filandorra realiza a iniciativa “Memoriar Abril” a partir das montanhas, numa homenagem a António Borges Coelho, que acontece em Murça, e, nos meses a seguir, há um “Encontro na praça”, em Vila Real, e a estreia de “As Bacantes”, de Eurípides.

Em setembro, a companhia associa-se ao Congresso de Medicina Popular de Vilar de Perdizes, em Montalegre. Depois realiza o congresso nacional “O Teatro no interior”, coordenado por Marcelino Lopes, e promove a exposição “Quarenta Anos – memórias e imagens”.

Em dezembro, acontece a estreia, na concatedral de Mirando do Douro, de “O Menino Jesus da Cartolinha”, de Vergílio Alberto Vieira, que é falado em mirandês.

A vereadora do pelouro da Cultura da Câmara de Vila Real, Mara Minhava, enalteceu as “quatro décadas de muito trabalho, sobretudo quatro décadas de muita resiliência” da companhia.

“E também quatro décadas de um grande comprometimento com o território”, realçou, destacando ainda o trabalho da Filandorra nas aldeias e o cuidado de, paralelamente, “investir na criação” e demonstrar que “também é possível fazer teatro a partir do interior”.

Sucedendo ao TET (Teatro de Ensaio Transmontano), extinto em 1984, a Filandorra nasceu em 1986, integrando o então Centro Cultural Regional de Vila Real, vindo a autonomizar-se desta instituição a partir de janeiro de 1992.

Fonte: Lusa

Saúde: Há falta de médicos na Unidade Local de Saúde do Nordeste (ULSN)

Saúde: Há falta de médicos na Unidade Local de Saúde do Nordeste (ULSN)

O Sindicato dos Médicos do Norte (SMN) alertou para a falta de médicos na Unidade Local de Saúde (ULS) do Nordeste, onde indicam que há um défice de “dezenas” de profissionais de saúde.

O sindicato integrante da Federação Nacional dos Médicos visitou o hospital de Bragança, onde esteve reunido com os profissionais de saúde, que manifestaram várias preocupações, nomeadamente no que toca à colocação de médicos nos quadros.

“Há falta de quadros em alguns serviços, que estão entregues aos colegas que fazem prestação de serviço, como por exemplo na ginecologia/obstetrícia, e não estamos a falar de urgência, estamos a falar mesmo de consulta, internamento, e é dos sítios mais difíceis. Também a questão da ortopedia, é outro serviço que está muito dependente de especialistas que são prestadores de serviço, portanto não são médicos do quadro”, apontou Joana Bordalo e Sá, presidente do SMN.

De acordo com o sindicato, faltam dezenas de médicos na ULS do Nordeste e o serviço só é garantido porque os “resistentes” “vestem a camisola” e fazem “o seu trabalho o melhor que conseguem”.

Outro dos problemas é a falta de progressão na carreira.

Ainda segundo Joana Bordalo e Sá, praticamente todos os médicos da ULS do Nordeste “não são avaliados e estão no primeiro patamar da categoria a que pertencem, sem qualquer evolução”, quer em termos verticais, quer em termos horizontais, por categorias.

“É um processo normal, regular que não está a existir (…) É uma boa pergunta para ser feita ao conselho de administração e é algo que o Sindicato dos Médicos do Norte vai questionar e exigir que seja efetivado”, afirmou.

O sindicato criticou assim a falta de investimento do Governo de Luís Montenegro na contratação de médicos, nomeadamente para fazer formação geral e especializada, pedindo que haja “equidade” na distribuição de vagas entre Litoral e Interior.

Em dezembro do ano passado, a Unidade Local de Saúde do Nordeste adiantou à Lusa que o número de médicos internos a fazer formação nesta instituição tem vindo a diminuir. Num total de 46 vagas, em 2024 entraram 38 médicos internos, em 2025, 26 e em 2026 vão entrar apenas 11, ficando por preencher 35 lugares.

Também o encerramento da urgência cirúrgica do hospital de Mirandela, há mais de dois anos, continua a ser um tema debatido, com o sindicato a exigir a sua reabertura.

Contactada pela Lusa, a Unidade Local de Saúde do Nordeste informou “que não tem informação a acrescentar relativamente ao assunto em questão”.

Fonte: Lusa

Portugal: Situação de calamidade decretada em 60 municípios

Portugal: Situação de calamidade decretada em 60 municípios

Após a devastação provocada pela tempestade a 28 de janeiro, o Governo decretou a situação de calamidade, em cerca de 60 municípios dos distritos de Leiria, Santarém e Coimbra, até ao próximo Domingo, dia 1 de fevereiro.

O anúncio foi feito pelo ministro da Presidência, António Leitão Amaro, na conferência de imprensa após a reunião semanal do Conselho de Ministros.

Segundo Leitão Amaro, o decreto abrangerá cerca de 60 municípios que vão desde o concelho de Mira, a norte, até aos de Lourinhã e Torres Vedras, a sul, podendo ser acrescentados outros por despacho da ministra da Administração Interna, sem necessidade de nova reunião do Conselho e Ministros.

Na fase de perguntas, o ministro foi questionado se o município de Alcácer do Sal – que já pediu a declaração dessa situação – poderia ser um dos incluídos, tendo respondido afirmativamente.

A 1 de fevereiro, Domingo, serão revistas as condições para perceber “se se justifica um prolongamento” da situação de calamidade.

“O Sistema Português de Proteção Civil e todo o aparelho do Estado estão em prontidão máxima desde o início da noite de 27 para 28 de janeiro e, portanto, antes da chegada fenómeno mais extremo de ciclo génese explosiva”, salientou o ministro.

Leitão Amaro referiu que essa prontidão permitiu ativar, “desde as primeiras horas”, todas as forças e serviços de segurança, forças da Proteção civil, serviços de saúde, Forças Armadas e as várias autoridades competentes.

“Também muitos operadores privados na área da energia, das comunicações, de várias infraestruturas de gestão rodoviária, públicos e privados têm estado no terreno desde as primeiras horas ao lado das populações”, afirmou.

O ministro aproveitou para deixar um aviso para os próximos dias, alertando que “os efeitos desta tempestade não passaram”.

“Preveem-se climatericamente ainda perturbações nos próximos dias, muito em especial a precipitação e o risco de cheias em zonas sensíveis. São perigos sérios que merecem que as populações estejam atentas aos avisos das autoridades, evitem a circulação em zonas afetadas, evitem riscos”, apelou.

O ministro disse que o âmbito temporal da declaração da situação de calamidade se aplica desde a meia-noite de quarta-feira “para efeito de cobertura a todas as medidas em curso, incluindo os apoios”.

“Porquê que o estado de calamidade não termina hoje? Porque, como disse, há riscos importantes que é preciso continuar a acautelar”, disse, pedindo aos portugueses que continuem atentos aos avisos das autoridades.

A passagem da depressão Kristin pelo território português, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos seis mortos, vários feridos e desalojados.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.

A depressão atmosférica entrou no continente pelo concelho de Leiria, tendo depois provocado estragos nas regiões de Coimbra e Santarém.

A Cáritas Portuguesa ativou uma conta de emergência nacional para apoiar situações de maior vulnerabilidade. A instituição está a contactar as várias Cáritas diocesanas — em particular as das zonas mais afetadas — para identificar necessidades concretas e definir a melhor forma de canalizar a ajuda.

Fonte: Lusa | Fotos: GL

Palaçoulo: “ La Galhada” a 31 de janeiro

Palaçoulo: “ La Galhada” a 31 de janeiro

A aldeia de Palaçoulo, no concelho de Miranda do Douro, acolhe no dia 31 de janeiro, a iniciativa cultural “La Galhada” que visa transformar ramos e galhos, símbolos ancestrais das rondas populares em arte, cultura e educação.

Segundo a organização, a iniciativa pretende criar um espaço de convívio entre artistas, organizações e a comunidade, resgatando a memória cultural da região do planalto mirandês.

“O festival é itinerante, com passagens planeadas por diferentes aldeias do município, incentivando a participação local e a preservação das tradições”, indicam os promotores desta tradição, agora renovada.

A organização é da Câmara Municipal de Miranda do Douro, Associação Caramonico, Museu da Terra de Miranda e Associação para o Estudo e Proteção do Gado Asinino (AEPGA), com inscrições abertas para todos que queiram participar nas atividades culturais.

Fonte: Lusa