Bragança-Miranda: Visitas pastorais são «uma experiência decisiva» em todas as comunidades

Bragança-Miranda: Visitas pastorais são «uma experiência decisiva» em todas as comunidades

O bispo de Bragança-Miranda, Dom Nuno Almeida, está a realizar as visitas pastorais à diocese, tendo iniciado a 5 de outubro, a visita à Unidade Pastoral da Santíssima Trindade, no concelho de Miranda do Douro e até ao fim de 2026, pretende terminar o primeiro ciclo de visitas por toda a diocese transmontana.

“Para mim, tem sido, de facto, uma experiência decisiva, porque estou há dois anos aqui na diocese. E é uma peregrinação que faço a cada comunidade, com a preocupação de visitarmos mesmo todas as comunidades onde houver alguém. Temos visitado algumas localidades onde só estão duas pessoas”, disse D. Nuno Almeida, em entrevista à Agência ECCLESIA.

O bispo diocesano recordou a visita a Vinhais, na Unidade Pastoral Senhora da Encarnação, no verão de 2024, um dos párocos, quando começavam a Eucaristia, “numa capelinha pequena”, dizia ao ouvido, ‘estão todos aqui’, e “todos, às vezes, eram seis, sete pessoas, mas estavam todos”.

“E, quando estamos todos, e quando estamos inteiramente, até com a nossa pobreza, às vezes, e com o nosso cansaço, porque, às vezes, os dias também eram muito exigentes, o Senhor faz maravilhas”, assinalou.

D. Nuno Almeida iniciou uma nova visita pastoral este domingo, dia 5 de outubro, agora, às paróquias da Unidade Pastoral da Santíssima Trindade, no concelho de Miranda do Douro, e explica que procura “estar muito vigilante”,  consigo próprio, para “não ser o centro da visita, nem o pároco, nem nenhuma outra realidade”, porque vão “unidos, na amizade, na comunhão, mas em nome de Cristo”.

“E, muita coisa aconteceu ao longo destes dois anos,  porque fomos fiéis a este propósito, de deixar que o Senhor se torne como que visível, audível, e até tangível pelas pessoas””, assinalou.

A visita pastoral às comunidades, acrescenta o bispo de Bragança-Miranda, é uma oportunidade de levar essa “presença feliz às pessoas”, e é “sempre” um momento de encontro, de revisão da vida das próprias comunidades,  de perceberem “as dificuldades com um olhar muito realista, mas sempre com esperança, que é sempre possível avançar”, para além da “faceta importante” da visita do bispo “às realidades, às forças vivas, às instituições, às entidades públicas”, que é sempre uma possibilidade.

“É sempre muito importante a visita às escolas, é mesmo gratificante, porque se quebra o gelo com as crianças, e com os jovens, vêm muitas perguntas. E, nestes dois anos, nunca ouvi da boca das crianças e dos jovens perguntas banais, são sempre certeiras. Há uma pergunta que durante sete anos a ouvi em Braga, e durante sete anos também a ouvi em Viseu, porque acompanhei o bispo em muitas visitas pastorais: ‘Gosta de ser bispo? É feliz? Foi feliz como padre? É feliz como bispo?”, desenvolveu D. Nuno Almeida.

O bispo diocesano que responde “com sinceridade”,  dizendo que é “feliz com lágrimas”, explicou que as lágrimas são muito importantes até para lavarem o coração e a alma”, porque a tristeza e as lágrimas “não são o contrário da alegria, o pessimismo é que é o contrário da alegria”, porque bloqueia e impede de sere “pessoas de esperança.”

Na Diocese de Bragança-Miranda vivem três Franciscanos Capuchinhos, da Fraternidade Itinerante de Presença e Apostolado (FIPA), que antecipam as visitas pastorais do bispo de dinamizam um Curso Bíblico, durante uma semana, 15 dias, que têm sido “momentos de descoberta para as pessoas”, e surgindo alguns ‘Grupos Semeadores da Alegria’.

D. Nuno Almeida nota “imediatamente” uma visita pastoral que foi preparada, “e sobretudo preparada a partir desta presença também dos frades Capuchinhos e destes encontros com a Palavra de Deus”, daquelas em que “não houve propriamente este tempo preparatório”, porque “as pessoas estão muito mais mobilizadas, muito mais também recetivas” aos passos que a visita pastoral convida a fazer, que “uma Igreja mais unida, mais sinodal e mais missionária”, é serem “fiéis, no fundo, à Palavra de Deus”.

O bispo da diocese do nordeste de Portugal adiantou ainda que as visitas pastorais estão no ritmo que, mais ou menos, estabeleceram, de durarem três anos, e já estão “a mais de meio”, de janeiro de 2026 até ao verão, é o Arciprestado de Mirandela, depois Moncorvo, e até ao fim do ano civil fazem “o primeiro ciclo por toda a diocese”.

A Diocese de Bragança-Miranda vai começar o Ano Pastoral 2025/2026 no 1.º Domingo do Advento, este ano a 30 de novembro, “porque está ao ritmo também da liturgia”, e este é o último do triénio do projeto pastoral: ‘Caminhar juntos para sermos Igreja sinodal de todos e para todos. Peregrinar unidos para anunciar, celebrar e testemunhar a alegria e a esperança do Evangelho’.

“No fundo, trata-se de estarmos unidos, sinodalmente unidos, para celebrarmos, para anunciarmos e testemunharmos o Evangelho. Dentro deste objetivo, estão alguns pontos muito concretos e também muito circunstanciados à Diocese de Bragança-Miranda”, explica D. Nuno Almeida, referindo-se às unidades pastorais, iniciativa, “em boa hora”, do seu antecessor D. José Cordeiro.

A diocese transmontana tem, atualmente, “18 unidades pastorais que congregam as paróquias”, e a intenção, este ano 2025/2026, é que “todas estivessem mais ou menos ao mesmo ritmo”, mas estão “conscientes” que “as estruturas não existem” sem um caminho espiritual, sem uma vivência espiritual profunda,  sem uma conversão ao Evangelho, “e se existem ficam simplesmente organização humana”.

“Isso significa para que haja, de facto, unidade pastoral, que em cada paróquia, mesmo nas mais pequeninas, se constitua, uma equipa pastoral presidida pelo pároco, que depois reúnam com regularidade num concelho da unidade pastoral, para, em diálogo, se faça também o discernimento sobre o caminho a seguir em cada unidade pastoral. Este passo é fundamental”, desenvolveu o bispo de Bragança-Miranda.

Fonte: Ecclesia | Fotos: HA

Sociedade: Complemento Solidário para Idosos vai subir 40 euros no OE2026

Sociedade: Complemento Solidário para Idosos vai subir 40 euros no OE2026

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, anunciou que o Complemento Solidário para Idosos vai aumentar 40 euros no próximo ano, subindo para 670 euros, medida que estará inscrita no OE2026.

Luís Montenegro, presidente do PSD, fez este anúncio num discurso no âmbito de uma ação de campanha eleitoral para as autárquicas de domingo, em Évora.

O Complemento Solidário para Idosos, cujo aumento em 2026 foi avançado pelo JN, consiste num apoio mensal em dinheiro a idosos e pensionistas de invalidez com baixos rendimentos, que não recebem a prestação social destinada a pessoas com deficiência.

Em declarações aos jornalistas após ter discursado o Évora, Montenegro foi questionado se não teme críticas de eleitoralismo depois deste anúncio.

“Eu não receio nada, a minha responsabilidade é partilhar a nossa visão para o país, partilhar o sentido estratégico que, no caso do PSD, nós damos nas várias formas de intervenção que temos”, afirmou.

Montenegro disse que a campanha eleitoral para as autárquicas de domingo decorre num contexto em que o Governo “tem a obrigação de apresentar à Assembleia da República o Orçamento”, no dia 10 de outubro.

“O facto de algumas pessoas poderem dizer que a sua apresentação tem uma vertente eleitoralista significa que se reveem no conteúdo do Orçamento, porque só é eleitoralista aquilo que agrada aos eleitores”, afirmou.

O líder do PSD considerou que, se houver críticas da oposição nesse sentido, só pode ficar satisfeito “com o reconhecimento de que o Orçamento possa ser bom para as pessoas, porque é esse o objetivo”.

Fonte: Lusa

Saúde: Mais de 800 mil vacinas administradas contra a gripe e a covid

Saúde: Mais de 800 mil vacinas administradas contra a gripe e a covid

Entre 23 de setembro e 5 de outubro, foram administradas mais de 800 mil vacinas contra a gripe e a covid-19, indicam dados da Direção-Geral da Saúde (DGS).

No segundo relatório semanal da vacinação sazonal indica-se que nesse período foram vacinadas 304.554 pessoas com reforço sazonal contra a covid-19 e 514.906 pessoas contra a gripe.

Segundo o documento hoje divulgado foram vacinadas só na última semana 330.961 pessoas contra a gripe, mais de 172 mil em farmácias e 158 mil no Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Contra a covid-19 foram vacinadas nos últimos sete dias 198.029 pessoas, mais de 100 mil em farmácias.

Segundo os dados da DGS até ao passado domingo tinham sido vacinadas contra a gripe 77.401 pessoas com mais de 85 anos, com uma taxa de cobertura vacinal de 22,65%. Contra a covid-19 foram administradas nesta faixa etária 55.288 vacinas, com uma cobertura vacinal de 16,18%.

A faixa etária com mais vacinação foi até agora a das pessoas entre os 70 e os 79 anos, com 180.010 a receberem a vacina contra a gripe e 109.392 a vacina contra a covid-19.

O total de pessoas com 60 anos ou mais vacinadas contra a gripe chegou nas primeiras duas semanas aos 449.105 (14,94% de cobertura vacinal), tendo 279.147 (9,29%) recebido a vacina contra a covid-19.

A campanha de vacinação Sazonal outono-inverno 2025-2026, decorre até 30 de abril de 2026, em unidades de saúde do SNS e em 2.500 farmácias comunitárias e o objetivo da DGS é vacinar cerca de 2,5 milhões contra a gripe e 1,5 milhão contra a covid-19.

Sob o lema “Vacine-se e proteja os momentos mais importantes”, a campanha sazonal, que arrancou em 23 de setembro, traz este ano como novidade a vacinação gratuita contra a gripe para todas as crianças entre os seis e os 23 meses e comparticipada para as que têm entre os dois e os cinco anos.

A DGS recomenda a vacinação contra a gripe e a covid-19 a todos os maiores de 60 anos, aos doentes crónicos de todas as idades e aos profissionais de saúde, recordando a importância da imunização contra estes vírus.

Fonte: Lusa

Palaçoulo: Xavier Rodrigues é o candidato do PSD à freguesia

Palaçoulo: Xavier Rodrigues é o candidato do PSD à freguesia

No comício em Palaçoulo, os candidatos do PSD aos órgãos autárquicos prestaram contas à população local sobre o trabalho realizado desde 2021, informaram sobre o que pretendem fazer caso sejam reeleitos e apelaram à participação e ao voto nas eleições autárquicas de 12 de outubro.

O atual executivo municipal e novamente candidatos sociais-democratas (PSD) à governação da Câmara Municipal de Miranda do Douro, Helena Barril, Nuno Rodrigues e Vitor Bernardo detalharam o trabalho realizado entre 2021 e 2025.

“O Seguro de Saúde Municipal permitiu à população de todo o concelho de Miranda do Douro aceder rapidamente a exames de diagnóstico e consultas de especialidade médicas. Ainda na saúde, asseguramos o transporte gratuito para os doentes oncológicos. Em Palaçoulo, realizaram-se arranjos urbanísticos, pavimentamos a estrada para o mosteiro trapista, apoiamos a freguesia, a cooperativa e as associações. As danças dos Pauliteiros nas festas rituais da Terra de Miranda já estão inscritas no Inventário Nacional do Património Imaterial”, elencaram.

Sobre o trabalho que pretendem continuar a realizar, no caso de serem eleitos nas autárquicas de 12 de outubro, a equipa social-democrata, avançou que têm como objetivos: criar incentivos à natalidade; melhorar e reforçar o sistema de abastecimento de água; criar o selo “100% Mirandês” para certificar os produtos do concelho de Miranda do Douro; apoiar setores de atividade como a cunicultura e a apicultura; construir um espaço multiusos para eventos e feiras; e continuar a apoiar as freguesias e associações; entre outras iniciativas que constam no programa eleitoral.


Por sua vez, o candidato social-democrata (PSD) à presidência da freguesia de Palaçoulo, Xavier Rodrigues, afirmou que em trabalho com a sua equipa, pretende governar a freguesia em estreita proximidade com a população.

“Candidato-me para estar ao vosso lado, ouvir as vossas opiniões e trabalharmos em conjunto para resolver os problemas da nossa freguesia. Sei que temos valor, força e capacidade para construir o futuro com trabalho, dedicação e proximidade”, disse Xavier Rodrigues.

A ser eleito presidente da freguesia de Palaçoulo e Prado Gatão, Xavier Rodrigues indicou que pretende proporcionar formação profissional para o setor do comércio, indústria, turismo e a restauração; recuperar a fonte das Lhagonicas; requalificar as Estações de Tratamento de Águas Residuais (ETAR); remodelar do salão de festas; e requalificar a antiga escola de Prado Gatão, para a converter num centro de convívio comunitário.

Para a assembleia municipal de Miranda do Douro, o candidato do PSD é o jovem Pedro Velho, que justificou a sua candidatura com o trabalho realizado ao longo dos últimos quatro anos (2021-2025), como secretário deste órgão autárquico.

HA



Portugal: Autárquicas mostram que o «verdadeiro poder» está nas «organizações mais próximas do cidadão»

Portugal: Autárquicas mostram que o «verdadeiro poder» está nas «organizações mais próximas do cidadão»

A professora universitária, Silvia Mangerona, disse que o “primeiro recurso da sociedade é a família”, defendendo um Estado subsidiário, que colabore e responsabilize instâncias de governo intermédias, onde ganham relevo as autarquias.

“Eu diria que, enquanto politóloga, contrariamente ao que a maior parte das pessoas pode entender, as eleições autárquicas são as que têm maior relevância, maior importância, exatamente porque estão próximas dos cidadãos”, afirmou.

Para a professora de Ciência Política da Universidade Lusófona “as eleições autárquicas são um bom exemplo da proximidade e da naturalidade que é congregar a comunidade e responder aos seus anseios, às suas necessidades e aos seus propósitos”.

“Somos únicos, irrepetíveis e insubstituíveis. E essa dimensão dá-nos uma responsabilidade acrescida de participar, porque se não participarmos, ninguém nos pode substituir”, sublinhou.

Sílvia Mangerona é autora do livro “Subsidiariedade: Doutrina Política e Modelo de Estado”, que publica os resultados da investigação para o doutoramento em Ciência Política e Relações Internacionais, no Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa, e defende a implementação de um Estado subsidiário, onde cada cidadão, as famílias e as comunidades devem assumir as suas responsabilidades.

“O Estado subsidiário que eu apresento nesta obra de investigação é, de facto, a ideia de que temos que salvaguardar os princípios que estão subjacentes à ideia de subsidiariedade. E esta ideia de subsidiariedade, evocando as tais responsabilidades próprias de cada instância, também é um grande promotor, defensor, protetor da omnipotência do Estado”, afirmou.

Para Sílvia Mangerona, “a família, que é a primeira célula da sociedade, e as sociedades intermédias, as comunidades, têm o direito e o dever de assumir as suas responsabilidades”.

A politóloga considera que o Estado “não deve substituir”, antes ser “subsidiário”.

“Ser subsidiário obriga não só a haver uma realidade de descentralização – e as autarquias são isso, são unidades territoriais descentralizadas – mas obriga a reconhecer que o verdadeiro poder, o ónus da responsabilidade estão nessas organizações mais próximas do cidadão”, afirmou.

A entrevista a Sílvia Mangerona foi emitida no programa Ecclesia de 6 de outubro, na RTP2, no contexto das eleições autárquicas, marcadas para dia 12 de outubro, no próximo Domingo.

Fonte: Ecclesia

Águas Vivas: Lobos voltam a matar 21 ovelhas e cordeiros

Águas Vivas: Lobos voltam a matar 21 ovelhas e cordeiros

Na noite de 4 para 5 de outubro, uma exploração pecuária, na aldeia de Águas Vivas, no concelho de Miranda do Douro, foi atacada por lobos, tendo provocado a morte de 21 ovelhas e cordeiros e ferimentos graves noutros nove ovinos.

“O ataque dos lobos aconteceu de madrugada. Ao início da noite vim dar de comer às ovelhas, que estavam paridas, e estava tudo tranquilo. Quando cheguei ao local, que está vedado com rede, verifiquei que os animais mortos e feridos estavam espalhados por todo o lado”, indicou o pastor, José Pais.

Com ar desolado, o pastor interrogava-se como tudo poderia ter acontecido, justificando que o terreno estava vedado e com um cão de guarda nas proximidades, mas depressa concluiu que os lobos terão entrado por um ponto mais baixo da vedação.

“Eles [os lobos] aproveitaram este ponto da vedação para saltar para dentro do terreno que está numa parte mais elevada e atacaram. Tinham de ser pelo menos quatro ou cinco. Um só lobo não fazia [isto tudo]”, vincou.

José Pais fala, para já, num prejuízo que rondará os quatro mil euros, mas poderá aumentar, porque pode haver animais que não vão resistir aos ferimentos.

“Anda aqui um homem a trabalhar todo ano e acontece isto, tem de se fazer alguma coisa”, desabafou.

Segundo o pastor, os animais mortos e feridos são de raça Manchega, conhecida pela qualidade do leite para produção de queijo, que podem atingir o valor de 200 euros por unidade.

O ataque foi comunicado à GNR e ao Instituto da Conservação da Natureza e Floresta (ICNF).

Em pouco mais de um mês este é o quarto ataque de lobos registado no concelho de Miranda do Douro.

Em 2024, ICNF informou que ocorreram 32 ataques de lobos, na região do planalto miirandês.

Só no concelho de Miranda do Douro, num mês, foram registados quatro ataques de lobos nas localidades de Malhadas, Fonte Ladrão, Genísio e agora em Águas Vivas que resultaram na morte de algumas dezenas de animais e ferimentos graves noutras dezenas.

A falta de alimentos provocada pelos incêndios e o facto de o lobo ser um animal “territorial”, foram algumas das razões avançadas para os ataques, por especialistas.

As proximidades dos ataques dos lobos às aldeias também estão a sobressaltar os produtores de ovinos e caprinos deste território transmontano.

Segundo o ICNF, o lobo ibérico possui em Portugal o estatuto de espécie em perigo, que lhe confere o Estatuto de Espécie Protegida.

Em julho, foi apresentado o Programa Alcateia 2025-2035, de proteção do lobo ibérico, que tem para este ano um orçamento de 3,3 milhões de euros e contempla a revisão das indemnizações por ataques de lobos a gado, aproximando-as dos valores de mercado.

Segundo a direção do ICNF, indemnizações podem atingir valores de, por exemplo, 60 ou 70 euros por animal, quando no mercado seria de 170 ou 180 euros, realçando que não se acompanha completamente o valor do mercado, mas há uma aproximação.

Fonte: Lusa | Fotos: Francisco Pinto e Alcino Antão

Ambiente: Programa E-Lar com 40 mil candidaturas

Ambiente: Programa E-Lar com 40 mil candidaturas

O programa E-Lar, que visa substituir equipamentos a gás por elétricos nas habitações, registou cerca de 40 mil candidaturas, o que “esgotou a dotação prevista” de 30 milhões de euros, indicou o Governo.

“Devido à elevada adesão ao programa E-Lar que, em seis dias, teve cerca de 40 mil candidaturas, encontra-se esgotada a dotação prevista para este aviso, no total de 30 milhões de euros”, lê-se na página do Fundo Ambiental na Internet.

Por esse motivo, Ministério do Ambiente e Energia indica que “encerrou o período de submissão de candidaturas”.

O programa esteve em destaque no ‘site’ do Fundo Ambiental, do Ministério do Ambiente e Energia, e as candidaturas abriram em 30 de setembro, tendo encerrado no domingo.

O E-Lar destina-se a melhorar o conforto térmico das habitações e apoiar famílias na compra de equipamentos eficientes e na eletrificação de consumos de energia.

O programa destina-se também a incentivar a substituição de equipamentos antigos por equipamentos novos de menor consumo, e acelerar a eletrificação de consumos substituindo equipamentos a gás por elétricos.

Os apoios destinam-se, por exemplo, a placas elétricas de indução e convencionais, fornos elétricos ou termoacumulador elétricos. As pessoas que se candidatam e cuja candidatura é aprovada recebem um “voucher” de apoio à operação.

No dia 3 de outubro, o Governo anunciou que vai apresentar uma proposta à estrutura de missão do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e a Bruxelas, para reforçar o programa E-Lar.

O executivo tem um montante total de 100 milhões de euros para combater a pobreza energética, 60 milhões dos quais que estão destinados, por exemplo, a obras. Tendo em conta que o PRR termina em 2026, a ministra vai propor a transferência de parte desta verba para os eletrodomésticos.

Fonte: Lusa

Vimioso: Trânsito automóvel para Alcanices desviado para a antiga estrada de Avelanoso

Vimioso: Trânsito automóvel para Alcanices desviado para a antiga estrada de Avelanoso

A partir de 7 de outubro, por motivo de substituição de uma passagem hidráulica na estrada municipal das Três Marras, que liga Vimioso a Alcanices (Espanha), o município de Vimioso vai encerrar durante seis meses um troço desta estrada municipal, no cruzamento de Separicos, pelo que o trânsito efetuar-se-á pela antiga estrada de Avelanoso.

Em comunicado, a Câmara Municipal de Vimioso esclarece que o desvio do tráfego automóvel tem por finalidade realizar a empreitada de substituição de uma passagem hidráulica, na estrada que liga Vimioso à localidade espanhola de Alcanices.

Por causa do abatimento da estrada na passagem da ribeira de Santa Marinha, o trânsito aos camiões já estava interditado há vários meses.

A obra designada “Construção/reforço estrutural da passagem hidráulica na estrada das Três Marras (Ribeira de Santa Marinha)” tem um custo de 300 mil euros, vai decorrer ao longo de seis meses, pelo que a reabertura do troço desta estrada municipal para Espanha deve acontecer em abril de 2026.

HA

Palaçoulo: Dom Nuno Almeida visita da Unidade Pastoral da Santíssima Trindade

Palaçoulo: Dom Nuno Almeida visita a Unidade Pastoral da Santíssima Trindade

No Domingo, dia 5 de outubro, o Bispo de Bragança-Miranda, Dom Nuno Almeida, iniciou a visita à Unidade Pastoral da Santíssima Trindade, com a celebração da eucaristia, em Palaçoulo e Águas Vivas e a oração do terço, em Prado Gatão.

Na paróquia de São Miguel, em Palaçoulo, o bispo diocesano presidiu à eucaristia dominical, acompanhado pelo pároco, o padre António Pires. Na homília, Dom Nuno Almeida, explicou à comunidade de Palaçoulo, que a fé cresce na medida em que nos reconhecemos necessitados do amor de Deus.

“Corremos o risco ou engano de viver uma fé orgulhosa, confiada nas nossas muitas boas ações.”, alertou o prelado.

De seguida, Dom Nuno Almeida interpelou a assembleia com a questão: “Mas afinal, para que serve a fé?”.

“Neste mundo, onde há tanta evolução tecnológica e científica, para que serve a fé? A fé dá-nos um olhar de filhos muito amados! A fé aquece o nosso coração, ilumina o nosso olhar e abre a nossa inteligência”, respondeu.

Em Palaçoulo, o bispo de Bragança-Miranda, criticou a difusão através da televisão e redes sociais, das ideologias racistas e xenófobas contra as pessoas migrantes.

“Para Deus, não há migrantes, há simplesmente irmãos. A fé liga-nos uns aos outros, como irmãos, como um único povo de Deus”, disse.

Para crescer na fé, Dom Nuno Almeida, recomendou a participação nos sacramentos da Igreja, em especial na eucaristia e sublinhou a importância de aprofundar o conhecimento de Deus.

“A nossa fé pode apagar-se se não a aprofundamos e fortalecemos. Em cada paróquia, a fé transmite-se através da oração comunitária, da vida sacramental, da catequese e da atenção e caridade para com os irmãos mais necessitados de companhia, de apoio espiritual e material. Quando a nossa fé é viva, ajudamos a comunidade a crescer”, disse.

No final da eucaristia, o bispo diocesano sugeriu a constituição de uma equipa paroquial, o chamado Conselho da Unidade Pastoral da Santíssima Trindade.

Após a eucaristia, Dom Nuno Almeida, acompanhado pelo padre António Pires, visitaram em Palaçoulo, o eremitério diocesano, as capelas e o Lar de São Miguel.

No âmbito da visita à Unidade Pastoral da Santíssima Trindade, na tarde de Domingo, dia 5 de outubro, Dom Nuno Almeida celebrou a eucaristia em Águas Vivas e participou na oração do terço e numa visita ao cemitério, em Prado Gatão.

A visita do bispo do Bragança-Miranda à Unidade Pastoral da Santíssima Trindade prossegue a 11 de outubro, com uma oração na igreja matriz de Fonte da Aldeia. Às 14h30, Dom Nuno Almeida celebra eucaristia em Vila Chã de Braciosa e às 17h00, desloca-se a Freixiosa, para uma oração comunitária.

HA

Bragança: Serviço consular para a comunidade angolana

Bragança: Serviço consular para a comunidade angolana

A partir de 2 de outubro, a comunidade angolana dispõe de um serviço consular em Bragança, uma cidade onde os imigrantes angolanos dizem sentir-se bem acolhidos, apesar das diferenças que encontraram à chegada a Portugal.

A distância dos principais centros de Portugal, que os naturais de Bragança também sentem, está agora atenuada com a inauguração, do Consulado Honorário de Angola em Bragança.

Tratar de documentação, como passaporte ou Bilhete de Identidade, deixa de implicar uma viagem ao Porto, a mais de 200 quilómetros e passa a ser possível neste novo espaço a funcionar nas instalações da Associação Comercial, Industrial e Serviços de Bragança (ACISB).

Ao certo não é conhecido o número de angolanos a viver em Bragança, um levantamento que irá ser feito, indicou à Lusa o cônsul honorário, António Cunha, responsável pelo Consulado Honorário que abriu hoje em Bragança e também pelos de Vila Real e Guarda, que já estão a funcionar, e pelo que abrirá em breve em Viseu.

Em Bragança, estudam mais de 200 angolanos, o que contribui para o crescimento da comunidade africana lusófona nesta cidade do interior de Portugal.

Wilson Correia chegou há dez anos a Bragança, com 20 anos, para estudar no Instituto Politécnico (IPB), formou-se em Engenharia Ambiental e ficou.

Como contou à Lusa, “no início, não foi fácil”, teve trabalhos ocasionais enquanto estudava, depois começou a trabalhar numa empresa de logística” até encontrar trabalho na área de formação, em Vimioso.

Quando chegou a Bragança, eram “cerca de 20 angolanos” a estudar no politécnico e nos dias de hoje são “uma comunidade muito forte e grande”.

Wilson foi presidente da Associação de Estudantes Angolanos em Bragança que continua a receber e a apoiar os estudantes que vão chegando.

Garante que não teve “grandes dificuldades” de adaptação, pese embora o frio transmontano extremo do calor tropical angolano, porque “a cidade sempre esteve preparada para isso, as casas são equipadas com tudo”.

A cidade acolheu-o bem, disse, e “apoio institucional sempre existiu”, quer das instituições locais, quer a nível académico.

O Consulado Honorário é encarado como “muito importante”, pois “a maior parte dos angolanos residentes em Bragança são estudantes e para tratar alguma documentação é necessário quase perder um dia, tem que se deslocar ao Porto ou a Lisboa”.

“Abrindo cá, diminui o esforço de uma forma exponencial, a nível de apoio, de conhecimento, o facto de ter alguém aqui disponível para lhe dar um abraço, para conversar, para orientar”, apontou.

Salomão Ferreira chegou há quatro anos para estudar e é agora o presidente da Associação de Estudantes Angolanos em Bragança, no politécnico conhecido pelo intercâmbio cultural com mais de 70 nacionalidades entre os alunos, sendo a comunidade cabo-verdiana a maior entre os estudantes estrangeiros do IPB.

“O mérito é também da cidade de Bragança que nos recebeu muito bem, falo dos professores, do presidente do Politécnico e outras instituições”, afirmou.

Para quem chega e não conhece ninguém, a associação disponibiliza apoio e o presidente aconselha quem precisa a “expor a aflição no momento”.

Salomão diz-se integrado em Bragança, realçando “a abertura que encontra e a rede de contactos que tem a associação”, desde o politécnico à Câmara Municipal ou autoridades policiais.

“Sou angolano em Bragança, muito amado e muito bem acolhido, também”, vincou.

O Consulado Honorário de Angola em Bragança vai colmatar as situações que afligem a comunidade “de forma mais rápida, eficiente e eficaz”, disse.

Além de encurtar distância com os serviços, o novo espaço será também para Ivana Delfina Machado Jorge um motivo para aproximar mais a comunidade a residir em Bragança, que vai passar a “ter um ponto de encontro”.

Para esta angolana, Bragança distingue-se de outras zonas de Portugal por ser uma cidade pequena onde todos se conhecem, o que torna mais fácil encontrar os restantes conterrâneos.

Outra vantagem que aponta é que, exatamente por ser pequena, viver em Bragança permite “resolver muitas coisas num único dia”, o que não é possível a quem vive em Lisboa ou no Porto.

Ivana decidiu mudar-se de Angola para Bragança, de onde é natural o marido, vai fazer cinco anos, para trabalhar e “dar uma melhor educação” aos filhos que, garante, “adaptaram-se perfeitamente”.

“A minha principal força veio deles porque todos os dias chegavam: mamã fui eleito delegado de turma, aconteceu tal coisa boa na escola e aquilo foi-me fortalecendo para gostar mais de Bragança”, contou.

Ivana ainda sentiu algum “sufoco” com a mudança, a falta da família, dos amigos e da casa cheia típica da cultura africana e diferente do que encontrou em Portugal.

Aos poucos acostumou-se e concluiu que o frio de Bragança “não é assim tão mau”.

“Há o calor das pessoas e vamo-nos habituando”, acrescentou,

Sente-se integrada, tem trabalho como auxiliar de supermercado e tenta “estar presente para quem chega e também dar conforto para quem já está há mais tempo”.

Aprofundar a relação entre portugueses e angolanos é também o propósito do novo espaço, realçou o cônsul honorário, António Cunha, que se propõe ainda ser elo para investidores entre os dois países, estimular a rede de contactos empresariais e dinamizar trocas comerciais.

O espaço servirá também de local de difusão da cultura angolana.

Presente na inauguração, a embaixadora de Angola em Portugal, Maria de Jesus dos Reis Ferreira, lembrou as palavras recentes do Presidente angolano, João Lourenço, sobre as dificuldades na integração, resultado da legislação.

“Os portugueses em Angola não encontram a mesma dificuldade”, declarou, apelando “à reciprocidade” e para que “sejam criados mecanismos para facilitar a integração dos cidadãos angolanos em Portugal”.

Fonte: Lusa | Imagens: Flickr e IPB