Política: Diretora do fisco chamada ao parlamento sobre cobrança de impostos das barragens

Política: Diretora do fisco chamada ao parlamento sobre cobrança de impostos das barragens

O parlamento aprovou uma audição à diretora-geral da Autoridade Tributária e Aduaneira (AT), para Helena Borges fazer um ponto de situação sobre a cobrança dos impostos relativos à venda das barragens edificadas em Trás-os-Montes.

O requerimento apresentado pelo partido Chega foi aprovado por unanimidade na Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública (COFAP) com os votos favoráveis de todos os grupos parlamentares presentes na reunião de hoje no momento da votação (Chega, PSD, PS e Chega).

A deputada do Chega Patrícia Almeida considerou ser “necessário, ao fim de cinco anos, que haja uma explicação cabal por parte da AT não só perante o parlamento, mas principalmente aqueles que mais afetados se sentem pela não tributação dos impostos relativos” às barragens.

O deputado do PSD Hugo Carneiro disse que o partido concorda com a presença da diretora-geral da AT.

Também o deputado do PS Miguel Costa Matos disse que, sendo este “um tema que tem barbas”, é vantajoso “nova prestação de contas” sobre o assunto.

Uma das operações que suscitou debate público sobre a tributação das barragens foi a venda, em 2020, pela EDP, de um conjunto de seis centrais hidroelétricas no Douro internacional a um consórcio francês liderado pela Engie, por 2.200 milhões de euros.

A venda das barragens de Miranda do Douro, Picote, Bemposta, Baixo Sabor, Feiticeiro e Tua não foi sujeita a Imposto do Selo e Imposto Municipal sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis, o que levou o Ministério Público a abrir um inquérito, no qual a AT participa enquanto órgão de polícia criminal, para averiguar as suspeitas iniciais de fraude fiscal.

Quando esteve no parlamento a 08 de janeiro a falar sobre barragens, Helena Borges afirmou que o apuramento dos impostos associados à transação estava “em condições de ser concluído” e referiu havia “condições” para liquidar o valor a “qualquer momento”.

A par da questão fiscal desta venda em concreto, o grupo cívico Movimento Cultural da Terra de Miranda (MCTM) tem apresentado argumentos jurídicos nos últimos anos para considerar que, à luz da legislação em vigor, as barragens produtoras de energia – as seis do Douro e outras localizadas pelo país em outros concelhos – estão sujeitas a IMI.

O anterior Governo de António Costa mandou a AT liquidar o IMI das centrais até ao final do ano de 2023, relativamente aos quatro anos anteriores, aplicando à cobrança do IMI o sentido de um parecer de 2006 do Conselho Consultivo da Procuradoria-Geral da República (PGR) que estabelece como são qualificados juridicamente os bens incorporados nas concessionárias das barragens e cuja consequência, no caso do IMI, faz com que as construções e edificações das barragens devam ser consideradas prédios para efeitos desse imposto.

Relativamente ao IMI das seis barragens vendidas no Douro, a diretora-geral afirmou em janeiro não ter havido caducidade do imposto relativo a 2019 e 2020.

Fonte: Lusa | Fotos: Flickr e HA

Sociedade: Presidente da República promulgou Lei dos Estrangeiros

Sociedade: Presidente da República promulgou Lei dos Estrangeiros

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, promulgou a Lei dos Estrangeiros, indica uma informação divulgada no ‘site’ da presidência, que aprova o regime jurídico de entrada, permanência, saída e afastamento de estrangeiros do território nacional.

Na nota, Marcelo Rebelo de Sousa considera que o diploma, revisto e aprovado por 70% dos deputados, “corresponde minimamente ao essencial das dúvidas de inconstitucionalidade suscitadas por si e confirmadas pelo Tribunal Constitucional”.

O diploma da Assembleia da República altera a lei, de 4 de julho, que aprova o regime jurídico de entrada, permanência, saída e afastamento de estrangeiros do território nacional.

O diploma tem de ser publicado em Diário da República para ter aplicação efetiva e onde deve constar a data de entrada em vigor das medidas.

O Governo do PSD aprovou várias alterações na atual lei, com impactos para quem já está em Portugal e, principalmente, para os que pretendem morar no país.

O objetivo é limitar os fluxos de entrada de imigrantes em Portugal. Segundo o ministro António Leitão Amaro, esta é uma etapa essencial para que a Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA) funcione melhor.

Entre as alterações está o aumento do tempo necessário para que um imigrante possa requerer o reagrupamento familiar (cônjuge, filhos, etc.). Outra medida para desencorajar a procura de Portugal como destino de imigração passa por restringir o visto de procura de trabalho a profissionais com “elevadas qualificações”. A lista de profissões abrangidas ainda não foi divulgada pelo Governo.

No que concerne à lei da nacionalidade, por enquanto, nada muda. No entanto, o Governo mantém a intenção de aumentar de cinco para sete anos o prazo de moradia com título de residência no caso de cidadãos CPLP e dez anos para os demais.

Fontes: Lusa e Euronews | Foto: Flickr

Sendim: Curso Técnico/a de Geriatria tem empregabilidade e permite concluir o 12º ano

Sendim: Curso Técnico/a de Geriatria tem empregabilidade e permite concluir o 12º ano

A União de Freguesias de Sendim e Atenor viu aprovada uma candidatura para a realização do curso “Técnico/a de Geriatria“, uma formação que permite concluir o 12º ano, numa área com elevada empregabilidade e cuja frequência é financiada com bolsa, subsídios de alimentação, de transporte e seguro.

A vice-presidente da União de Freguesias de Sendim e Atenor, Ana Paula André, adiantou que a formação têm por objetivo proporcionar às pessoas que se encontram em situação de desemprego uma oportunidade de trabalho e simultaneamente conferir-lhes mais habilitações académicas, com a conclusão do 12º ano.

«Dado o envelhecimento da população, a formação em geriatria oferece uma qualificação profissional com elevada procura no mercado de trabalho. Até ao momento, o curso “Técnico/a de Geriatria” já conta com 16 inscrições. Os destinatários deste curso têm que ter pelo menos 21 anos e devem estar inscritas no Centro de Emprego”, indicou.

Na vila de Sendim, a formação vai decorrer ao longo de um ano, na sala de formação da freguesia, durante as tardes, de segunda a sexta-feira.

A frequência do curso “Técnico/a de Geriatria” confere aos formandos uma bolsa de formação no valor de 261,25€/mês; subsídio de alimentação de 6€/dia; despesas de transporte no valor de 156,75€/mês, relativo a 30% do IAS (Indexante dos Apoios Sociais); e um seguro.

A inscrição no curso pode ser realizada presencialmente na Junta de Freguesia de Sendim, (ou por telefone 273 739 670/ 933 845 219) com a entrega ou envio dos seguinte documentos:

- Ficha de inscrição (preenchida no local).

- Cópia do Certificado de Habilitações (9.º ano concluído, sem 12.º ano);

- Comprovativo de inscrição como desempregado no IEFP;

- Documento de Identificação válido;

- Ficha de inscrição (preenchida no local).

A formação é financiada pelo programa Portugal 2030 e pretende reforçar competências, melhorar a empregabilidade e contribuir para um território mais qualificado e coeso.

HA

Política: Há mais mulheres na política mas igualdade plena ainda não foi atingida – relatório

Política: Há mais mulheres na política mas igualdade plena ainda não foi atingida – relatório

A lei da paridade permitiu aumentar a presença das mulheres na política, mas a “igualdade plena” no exercício do poder ainda não foi atingida, conclui o relatório de avaliação desta legislação, remetido ao parlamento.

O relatório de avaliação da aplicação da lei da paridade, que ficou concluído em setembro, foi remetido à Assembleia da República e o Ministério da Cultura, Juventude e Desporto divulgou algumas conclusões.

Em comunicado, o Governo refere que a “lei da paridade foi determinante para o aumento da representação política das mulheres, assegurando uma presença mínima e estável nas listas eleitorais e induzindo mudanças nas práticas dos partidos políticos desde a sua entrada em vigor”.

No entanto, “apesar dos progressos alcançados, a igualdade plena no exercício do poder político ainda não foi atingida”.

“Nenhuma das eleições realizadas após a revisão de 2019 alcançou o limiar de 40% de mulheres efetivamente eleitas, o que revela um desfasamento entre a paridade formal nas candidaturas e a paridade real nos cargos de decisão”, indica.

O ministério liderado por Margarida Balseiro Lopes indica também que “persistem barreiras estruturais e culturais dentro dos partidos políticos e das instituições, nomeadamente o posicionamento desfavorável das mulheres em lugares elegíveis, a concentração em áreas de menor visibilidade, as dificuldades de conciliação entre a vida política e familiar e a exposição crescente à violência política, especialmente no espaço digital”.

O comunicado assinala ainda que esta lei “aplica-se às listas eleitorais, mas não abrange a composição dos órgãos de poder constituídos após as eleições”, e “subsistem assimetrias na sua aplicação no poder local e fragilidades na recolha e monitorização de dados”.

O relatório de avaliação à aplicação da lei da paridade recomenda “a adoção do princípio da representação igualitária (50/50) com alternância obrigatória de sexo nas listas”, bem como “a extensão da lei a outros órgãos de poder, como as mesas das assembleias e os órgãos intermunicipais, e o reforço dos mecanismos de fiscalização e transparência”.

Neste comunicado, o Governo aproveita para reiterar o compromisso com o “aprofundamento da igualdade entre mulheres e homens na vida política, reconhecendo que a paridade formal é apenas o primeiro passo para uma democracia plenamente inclusiva”.

Fonte: Lusa | Foto: CM

Ensino: Promulgação das alterações ao currículo de Cidadania e Desenvolvimento

Ensino: Promulgação das alterações ao currículo de Cidadania e Desenvolvimento

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, promulgou as alterações ao currículo da disciplina de Cidadania e Desenvolvimento, que passa a ser regulada por Aprendizagens Essenciais, em linha com a nova Estratégia Nacional de Educação para a Cidadania.

“O Presidente da República promulgou o diploma do Governo que altera o Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho, que estabelece o currículo dos ensinos básico e secundário e os princípios orientadores da avaliação das aprendizagens, com vista a reforçar o papel da educação para a cidadania na formação integral dos alunos através da valorização da componente de Cidadania e Desenvolvimento”, lê-se na nota publicada na página da Presidência da República.

As alterações à disciplina entram este ano em vigor, mas as escolas terão até às férias do Natal para elaborar as suas estratégias de Educação para a Cidadania.

A disciplina vai passar a ser regulada por Aprendizagens Essenciais, em linha com a nova Estratégia Nacional de Educação para a Cidadania.

Os até agora 17 domínios – alguns obrigatórios e outros facultativos – serão integrados em oito dimensões obrigatórias: Direitos Humanos, Democracia e Instituições Políticas, Desenvolvimento Sustentável, Literacia Financeira e Empreendedorismo, Saúde, Media, Risco e Segurança Rodoviária, e Pluralismo e Diversidade Cultural.

A proposta do Governo, que esteve em consulta pública no verão, gerou polémica, sobretudo devido à aparente ausência de questões relacionadas com a educação sexual.

Na versão final, o Ministério da Educação, Ciência e Inovação não introduziu novos temas e manteve, no essencial, o que já estava previsto na versão que esteve em consulta pública, mas clarificou alguns conceitos, que passar a ter mais peso, respondendo a algumas críticas apontadas.

Fonte: Lusa | Foto: HA

Saúde: Mais de 500 mil pessoas vacinadas contra a Covid-19

Saúde: Mais de 500 mil pessoas vacinadas contra a Covid-19

Nas primeiras três semanas da campanha de vacinação, mais de meio milhão de pessoas foram vacinadas contra a covid-19, período em que também foram administradas 872.419 vacinas contra a gripe, revelam dados da Direção-Geral da Saúde (DGS).

Segundo o terceiro relatório semanal da vacinação sazonal, entre 23 de setembro de 2025 e 12 de outubro, foram vacinadas 517.215 pessoas com o reforço sazonal contra a covid-19 e 872.419 pessoas contra a Gripe.

Na última semana, foram vacinadas 211.178 pessoas contra a covid-19, das quais 106.231 em farmácias e 104.858 no Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Contra a gripe foram vacinadas nos últimos sete dias 355.018 pessoas, sendo que 178.945 receberam a vacina nas farmácias e 175.740 no SNS.

Segundo os dados da DGS, até ao passado domingo tinham sido vacinadas contra a covid-19 91.167 pessoas com mais de 85 anos, com uma taxa de cobertura vacinal de 26,68%. Contra a gripe foram administradas nesta faixa etária 127.749 vacinas, com uma cobertura vacinal de 37,39%%.

A faixa etária com mais vacinação foi até agora a das pessoas entre os 70 e os 79 anos, com 298.877 a receberem a vacina contra a gripe (29,37% de cobertura vacinal) e 183.760 a vacina contra a covid-19 (18,05%).

A campanha de vacinação Sazonal outono-inverno 2025-2026 decorre até 30 de abril de 2026 em unidades de saúde do SNS e em 2.500 farmácias comunitárias e o objetivo da DGS é vacinar cerca de 2,5 milhões contra a gripe e 1,5 milhão contra a covid-19.

Sob o lema “Vacine-se e proteja os momentos mais importantes”, a campanha sazonal, que arrancou em 23 de setembro, traz este ano como novidade a vacinação gratuita contra a gripe para todas as crianças entre os 6 e os 23 meses e comparticipada para as que têm entre 2 e 5 anos.

A DGS recomenda a vacinação contra a gripe e a covid-19 a todos os maiores de 60 anos, aos doentes crónicos de todas as idades e aos profissionais de saúde, recordando a importância da imunização contra estes vírus.

Fonte: Lusa

Miranda do Douro: Helena Barril (PSD) reeleita presidente da Câmara Municipal de Miranda do Douro

Miranda do Douro: Helena Barril (PSD) reeleita presidente da Câmara Municipal de Miranda do Douro

Nas eleições autárquicas de 12 de outubro, Helena Barril (PSD) foi reeleita presidente do município de Miranda do Douro, num ato eleitoral onde se registou um aumento da abstenção, não votaram 38,72% dos eleitores inscritos e os dois partidos mais votados PSD, com 47.57% e PS, com 39,79%, receberam menos votos do que em 2021.

Em Miranda do Douro, o PSD voltou a ser o partido mais votado, tendo obtido 2029 votos. Em comparação com as eleições de 2021, os sociais-democratas tinham alcançado 2892 votos, tendo-se agora registado uma diminuição de 863 votos.

Também o PS, teve uma queda na votação, pois passou de 2196 votos, em 2021; para 1697 votos, em 2025, ou seja, obteve menos 499 votos.

Já os partidos PEV/CDU e Chega registaram ligeiros crescimentos, tendo obtido nestas eleições 51 e 141 votos, respetivamente.

O PSD de Miranda do Douro justifica a diminuição na votação, com o significativo aumento da abstenção, dado que em 2021 votaram 5341 eleitores, enquanto que em 2025, votaram 4265 pessoas, ou seja menos 1076 votantes, segundo dados do Ministério da Administração Interna (SIGMAI).

“A população do concelho de Miranda do Douro participou menos nestas eleições autárquicas devido à inexistência de listas da oposição para as várias assembleias de Freguesia. Veja-se o caso do partido socialista (PS), que só apresentou candidaturas para duas, das 13 freguesias do concelho”, indicou a presidente reeleita de Miranda do Douro, Helena Barril.

Outra alteração no concelho de Miranda do Douro, foi a redução do número de eleitores inscritos, de 7376 eleitores, em 2021, para 6960, em 2025, ou seja, menos 416 eleitores votantes.

A presidente do município de Miranda do Douro, Helena Barril, indicou que esta redução do número de eleitores inscritos deveu-se “às novas regras do domicílio fiscal, que para efeito de participação nas eleições, obriga as pessoas a manterem a mesma residência durante quatro anos consecutivos”.

Outras causas para o decréscimo da votação nos partidos, foram os 231 votos em branco e os 116 votos nulos.

“Os resultados eleitorais são uma expressão da vontade popular. Relativamente ao aumento dos votos em branco e à persistência dos votos nulos, preocupa-me, pois os eleitores não se identificaram com nenhuma das candidaturas ou não cumpriram o procedimento correto para os que os seus votos fossem considerados válidos. Ainda assim, assinalo a vontade das pessoas em querer participar no ato eleitoral”, salientou Helena Barril.

No novo mandato (2025-2029) as prioridades do executivo municipal de Miranda do Douro, são segundo a presidente reeleita, a modernização do sistema de água na zona sul do concelho, a construção de um pavilhão multiusos e apoios à natalidade e à criação de emprego.

“Com a abertura do programa Portugal 2030, o município de Miranda do Douro submeteu várias candidaturas, que estão em fase de aprovação e são estruturantes para o desenvolvimento do concelho. No decorrer deste novo mandato, esperamos também inaugurar o novo matadouro intermunicipal, o hotel Vila Galé e o centro de inspeção técnica de veículos”, disse a autarca mirandesa.

Após as eleições autárquicas, é muito comum ouvir dizer-se que os políticos só se aproximam do povo quando precisam dos votos. Questionada sobre o que pretende fazer o executivo municipal, ao longo dos próximos quatro anos para manter a proximidade às pessoas, Helena Barril, respondeu que esse é o seu modo de trabalhar, pois permite-lhe “acompanhar de perto às populações e inteirar-se dos problemas das várias localidades do concelho”.

HA

Imagens: SIGMAI

Igreja/Política: «Governar é cuidar e escutar as pessoas» – patriarca de Lisboa

Igreja/Política: «Governar é cuidar e escutar as pessoas» – patriarca de Lisboa

O patriarca de Lisboa enviou uma mensagem aos responsáveis políticos eleitos para os órgãos autárquicos, afirmando que “governar é cuidar” e “escutar as pessoas”.

“O verdadeiro poder não se mede pelo domínio, mas pela capacidade de servir. Governar é cuidar: é escutar as pessoas, procurar o bem de todos, especialmente dos mais esquecidos”, refere D. Rui Valério.

“Estou confiante que os novos eleitos assumirão o seu mandato com espírito de serviço, de diálogo e de proximidade, construindo uma sociedade mais justa, fraterna e solidária”, acrescenta.

O texto é publicado um dia após as eleições autárquicas, que elegeram responsáveis dos municípios e freguesias de Portugal.

“Quero, antes de mais, saudar cordialmente todos os que foram eleitos para servir as nossas comunidades no governo local. A todos manifesto o meu apreço pela disponibilidade e generosidade com que se dispuseram a dedicar tempo, talento e esforço ao bem comum”, indica D. Rui Valério.

Também expresso gratidão a todos os que participaram neste exercício democrático, seja apresentando-se como candidatos, seja exercendo o seu direito de voto – sinal de corresponsabilidade cívica e amor à terra onde vivemos.”

O patriarca de Lisboa destaca que a missão política é “uma das formas mais elevadas de caridade, como tantas vezes recorda a Doutrina Social da Igreja”.

“Vivemos um momento decisivo para a nossa sociedade ocidental. As mudanças culturais e sociais desafiam-nos a reafirmar, com coragem e esperança, os valores que sustentam a vida em comum: a dignidade inviolável de cada pessoa humana, o valor insubstituível da família, a atenção aos mais pobres e fragilizados e o cuidado pela casa comum que Deus nos confiou”, aponta.

A mensagem deixa votos de que o serviço político “seja sempre expressão deste compromisso, ao serviço da paz, da justiça e da esperança”.

“Rezo por todos vós e peço a Deus que a todos abençoe”, conclui D. Rui Valério.

Fonte: Ecclesia

Política: PS debate resultados autárquicos e posição sobre OE2026

Política: PS debate resultados autárquicos e posição sobre OE2026

A Comissão Política Nacional do PS vai analisar esta terça-feira, dia 14 de outubro, os resultados das autárquicas e discutir a sua posição sobre o Orçamento do Estado para 2026 (OE2026), documento que vai ser analisado numa reunião do líder socialista com a bancada parlamentar.

Segundo fonte oficial do PS, o secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, terá uma reunião com a direção da bancada parlamentar ao final da manhã, seguindo-se, às 18:00, de um encontro com os deputados do PS na Assembleia da República para discutir a posição do partido sobre o OE2026, cuja abertura para a viabilização foi manifestada ainda em período de campanha eleitoral.

À noite, no Largo do Rato, em Lisboa, vai reunir-se a Comissão Política Nacional do PS para discutir não só o OE2026 como analisar os resultados eleitorais das autárquicas de domingo.

Nas eleições autárquicas de Domingo, o PS deixou de ser a principal força autárquica em Portugal e ficou com a presidência de 128 câmaras, duas delas em coligação, quando em 2021 tinha 149 câmaras, uma delas em coligação.

Os socialistas perdem assim a liderança da ANMP para o PSD e voltaram a falhar o objetivo de conquistar Lisboa e Porto.

Carneiro conseguiu travar a erosão eleitoral do PS depois da hecatombe nas legislativas e cumpriu a meta de aumentar o número de capitais de distrito, tendo algumas das principais vitórias sido precisamente a conquista de Évora, Faro, Coimbra, Bragança e Viseu.

Fonte: Lusa

Autárquicas: Direção do PSD reúne-se após vitória eleitoral

Autárquicas: Direção do PSD reúne-se após vitória eleitoral

A comissão permanente da direção do PSD reúne-se em Lisboa, após a vitória eleitoral do partido nas eleições autárquicas.

De acordo com uma nota à imprensa, a Comissão Permanente Nacional reúne-se esta terça-feira, dia 14 de outobro, a partir das 10:30, num hotel em Lisboa, prevendo-se que Leonor Beleza, primeira vice-presidente do partido, faça uma declaração à imprensa no final.

Este órgão integra o presidente do PSD e também primeiro-ministro, Luís Montenegro, os seis ‘vices’ do partido, o secretário-geral e líder parlamentar Hugo Soares e, como convidado, o coordenador nacional autárquico Pedro Alves.

Apesar de não ter sido indicado qualquer tema para a convocatória à imprensa, a reunião acontece dois dias depois das autárquicas de domingo que o PSD venceu.

Sozinho e em coligações, os sociais-democratas conseguiram eleger o maior número presidentes de câmara, 136, de acordo com os resultados provisórios do Ministério da Administração Interna, sendo que em 109 concelhos governarão com maioria absoluta.

Destes, 78 foram eleitos em listas apenas do PSD e 58 em coligações. No total, o PSD conseguiu perto de 1,9 milhões de votos e 34,31% do total.

Em relação às anteriores autárquicas, em 2021, o partido conquistou mais 22 câmaras (tinha 114) e inverteu a liderança do poder local, com mais câmaras e freguesias do que o PS, o que lhe permitirá liderar a Associação Nacional dos Municípios Portugueses (ANMP) e a Associação Nacional de Freguesias (Anafre), o objetivo traçado por Luís Montenegro.

O PSD, sozinho ou em coligações, ganhou os cinco municípios com mais população no país – mantém Lisboa e Cascais, recuperando Porto, Vila Nova de Gaia e Sintra -, vencendo também no bastião socialista Guimarães.

No entanto, os sociais-democratas perderam algumas capitais de distrito, em relação há quatro anos (lideram agora sete, contra nove em 2021): o PSD ficou sem os bastiões de Bragança e Viseu e câmaras que detinha como Coimbra e Faro; em contrapartida, ganhou Beja pela primeira vez e recuperou o Porto, mantendo Aveiro, Braga, Lisboa, Portalegre e Santarém.

Nas autárquicas de 12 de outubro, o PS foi o segundo partido mais votado e conquistou sozinho, 126 câmaras e mais duas em coligação com o Livre e PAN.

Fonte: Lusa