Espanha: Papa manifestou «profunda tristeza» pelo desastre ferroviário

Espanha: Papa manifestou «profunda tristeza» pelo desastre ferroviário

O Papa Leão XIV manifestou “profunda tristeza” pelo “trágico acidente” ferroviário em Adamuz, na Córdova (Espanha), do qual resultaram inúmeras mortes e feridos, tendo oferecido orações pelo descanso eterno dos falecidos, num telegrama ao presidente da Conferência Episcopal Espanhola.

Leão XIV expressou as suas “sinceras condolências às famílias das vítimas, juntamente com palavras de conforto”, a “profunda tristeza” e votos de rápida recuperação aos feridos”, lê-se no telegrama assinado pelo secretário de Estado do Vaticano, D. Pietro Parolin, publicado, a 19 de janeiro, na sala de imprensa da Santa Sé.

Um descarrilamento envolveu dois comboios de alta velocidade, a 18 de janeiro, em Córdoba, no sul de Espanha; o portal Vatican News informa que pelo menos 39 pessoas morreram, incluindo um dos maquinistas. 122 pessoas ficaram feridas, 48 ​​das quais permanecem hospitalizadas, incluindo cinco menores, segundo dados do jornal El Mundo.

Algumas composições de um comboio da Iryo – 289 passeiros, quarto tripulantes e um maquinista, segundo a empresa privada -, que fazia a viagem Málaga-Madrid, invadiram a linha contígua quando um comboio da empresa pública Renfe, passava em sentido contrário, na ligação Madrid-Huelva.

O Papa Leão XIV manifestou a “profunda tristeza” quando teve conhecimento da “dolorosa notícia” deste acidente ferroviário em Adamuz, e ofereceu também as “suas orações pelo descanso eterno dos falecidos”, no telegrama enviado ao presidente da Conferência Episcopal Espanhola (CEE), D. Luis Javier Argüello García (arcebispo de Valladolid).

A CEE expressou também as suas “condolências” às famílias das vítimas, e a todos os feridos desejando “uma rápida recuperação”.

“Unimo-nos à dor das comunidades afetadas e de toda a sociedade e pedimos orações por todas as vítimas nas celebrações da comunidade cristã. Que o Senhor da vida e da paz conceda às vítimas o dom da Vida e às suas famílias esperança e paz”, acrescenta a Conferência Episcopal Espanhola, numa nota publicada na sua página na internet.

O Papa Leão XIV incentiva também as equipas de resgate a “perseverarem nos esforços de socorro e assistência”, e concede a todos, “por intercessão de Nossa Senhora do Pilar, a consoladora Bênção Apostólica, como sinal de esperança no Senhor Ressuscitado”, no telegrama divulgado pela sala de imprensa da Santa Sé.

Fonte: Ecclesia | Foto: Guardia Civil

Malhadas: Aulas de ginástica proporcionam bem-estar e convívio

Malhadas: Aulas de ginástica proporcionam bem-estar e convívio

O salão da Casa do Povo, em Malhadas, é o recinto das aulas semanais de ginástica, uma iniciativa da freguesia local, com os propósitos de combater o isolamento social das pessoas, proporcionar momentos de convívio e incentivar a prática da atividade física, de modo a favorecer um envelhecimento ativo e livre de doenças.

Em Malhadas, as aulas realizam-se às terças-feiras (às 20h00) e às sexta-feiras, às 18h00 e são orientadas pelos professores de ginástica do projeto “Mexe-te Sempre”. De acordo com a jovem autarca de Malhadas, Micaela Igreja, esta iniciativa visa proporcionar momentos de bem-estar e de convívio à população.

“Acima de tudo, o objetivo desta iniciativa é proporcionar momentos de convívio às pessoas de Malhadas e também das localidades vizinhas. Inicialmente, os destinatários das aulas de ginástica eram a população sénior, no entanto dado o interesse de outras pessoas mais jovens, alargamos a inciativa a todas as idades: séniores, jovens e até crianças”, disse a autarca de Malhadas.

As aulas de ginástica são ministradas pelo professor de ginástica, André Pires, formado em Educação Social e auxiliar de reabilitação e fisioterapia, que adiantou que os exercícios são direcionados para proporcionar um envelhecimento ativo aos participantes.

“Dado que as aulas despertaram o interesse de jovens e crianças, procuramos que os exercícios sejam do agrado de todos, tendo especial atenção aos idosos, com simples exercícios de mobilidade, postura, flexão dos joelhos e dos braços, entre outros exercícios. As aulas de ginástica também têm como propósito combater o isolamento social e proporcionar momentos de convívio, duas vezes por semana”, disse o professor de ginástica.

Questionado sobre a importância da atividade física ao longo da vida, André Pires, afirmou que é uma mais valia, quer na fase de crescimento, quer na idade adulta, já que o exercício previne o aparecimento de doenças como a demência e o Alzheimer.

“O exercício físico promove a autonomia da pessoa, a sua autoestima, a socialização e o bem-estar geral da população. Daí o nome do projeto Mexe-te Mais, porque a atividade física ou o movimento é fonte de vida. Por isso, convido todas as pessoas a participarem nas aulas de ginástica”, defendeu.

Do lado dos participantes, Maria da Conceição Mendes, ex-emigrante que regressou recentemente à sua terra-natal, Malhadas, elogiou a iniciativa da freguesia pela organização das aulas de ginástica.

“Regressei há pouco tempo de França e decidi vir experimentar as aulas de ginástica. No meu dia-a-dia, procuro estar ativa em atividades como a limpeza da casa, pequenos passeios, no cuidado da horta e das galinhas. Acredito que a atividade física faz muito bem e por isso vim conviver e participar nas aulas de ginástica”, disse.

Entre os homens, Francisco Mateus Ortega, com 82 anos, foi operado aos joelhos e o médico aconselhou-o a exercitar-se regularmente. O habitante de Malhadas revelou que decidiu aproveitar as aulas de ginástica para se exercitar na companhia de outras pessoas.

“Estou aqui desde a primeira aula de ginástica. É uma boa iniciativa para sair de casa, mesmo no inverno, para me exercitar um pouco e conviver. Nesta idade, se ficamos presos em casa, depois temos mais dificuldade em levantar-nos e andar. Diariamente, procuro andar 1 a 2 quilómetros”, disse.

Em Portugal, a Direção Geral de Saúde (DGS) em colaboração com diferentes parceiros da atividade física, educação e saúde, pretende incentivar a população a ser fisicamente ativa, de modo a usufruir de um maior número possível de anos de vida saudáveis e livres de doenças.

HA

Futsal: “Ping-pong” de golos em Vimioso

Futsal: “Ping-pong” de golos em Vimioso

Num dos jogos da 13ª jornada do campeonato distrital de futsal, o Águia Futebol Clube de Vimioso, último classificado, recebeu a visita do Vila Flor SC (até então 6º classificado) e num jogo emocionante com um “ping-pong” de golos, a vitória calhou aos visitantes num renhido 7-8 final.

O desafio decorreu a 16 de janeiro, no pavilhão multiusos de Vimioso e não começou bem para os vimiosenses, pois aos 20 segundos sofreram o primeiro golo (0-1). No entanto, logo após a reposição da bola no meio campo, eis que a equipa de Vimioso restabeleceu o empate (1-1), por Bruno Santos.

Aos 4 minutos, os visitantes voltaram a adiantar-se no marcador (1-2), na sequência de um canto e aproveitando uma desatenção defensiva dos vimiosenses. Este golo desconcentrou a equipa da casa e no lance seguinte, novamente numa displicência defensiva, os vilaflorenses aumentam para 1-3.

A desvantagem não desanimou a equipa liderada por Ricardo Diz e ao quinto minuto de jogo, o brasileiro, Bruno Santos, reduziu para 2-3.

A alternância no marcador continuou aos nove minutos, com o quarto golo dos visitantes 2-4, ao aproveitar uma perda de bola que deu origem a um contra-ataque concluído com êxito.

Aos 12′ minutos, o vimiosense, Filipe Carvalho, reduziu para 3-4.

O Vila Flor voltou a responder no minuto seguinte, na conversão de um penalti (3-5).

Antes do intervalo, Tiago Ventura, reduziu a desvantagem da equipa de Vimioso, para 4-5.

Na segunda parte do jogo, os vilaflorenses voltaram a entrar melhor e aos 21 minutos, ampliaram o marcador para 4-6.

Os bileiros não desanimaram e ao minuto 31′ voltaram a reduzir para 5-6, graças a uma recuperação de bola de Bruno Santos. Este golo animou a equipa da casa e os adeptos de Vimioso e passados dois minutos, chegaram ao empate (6-6), através de Filipe Carvalho.

O “ping-pong” de golos continuou e logo a seguir a equipa de Vilar Flor voltou a adiantar-se no marcador, ao marcar o 6-7.

De assinalar alguns lances com excesso de dureza e picardias por parte de alguns jogadores do Vila Flor, que a arbitragem não soube admoestar, o que levaria a exaltação de ânimos dentro e fora do campo, à medida que o final do jogo se aproximava.

Os vimiosenses responderam aos 38 minutos, novamente por Filipe Carvalho, na cobrança de um livre direto que fez o 7-7.

Aos 39 minutos, erro grosseiro da artitragem ao não assinalar o derrube à entrada da área do vimiosense Filipe Carvalho pelo guarda-redes do Vilar Flor, o que seria um livre direto para os vimiosenses. O não assinalar o livre desesperou a equipa da casa e provocou a insatisfação dos adeptos do Vimioso.

Os vimiosenses ficaram desconcentrados com o lance, a equipa de Vila Flor, aproveitou os segundos finais para chegar ao golo da vitória (7-8), num cruzamento a meia altura para a área do Vimioso, que foi concluído com um cabeceamento certeiro.

O resultado foi uma derrota “amarga” para os vimionsenses que se esforçaram muito para alcançar a primeira vitória no campeonato distrital de futsal.


Equipas

Águia Futebol Clube de Vimioso: Vitor Xavier, Ricardo Diz, Rui Silva, Filipe Carvalho, Rúben, Thierry, Bruno Santos, Tiago Ventura e Leandro.

Treinador: Vitor Cardoso.

“Apesar desta frustrante derrota, estou muito orgulhoso da prestação da minha equipa ao longo do jogo. Relembro que nesta época estamos de regresso ao campeonato distrital de futsal e a formação de uma equipa demora o seu tempo. Apesar dos resultados ainda não serem os que desejamos, verifico um grande crescimento na equipa do Vimioso e isso ficou demonstrado neste jogo em que discutimos o resultado até ao apito final. Podíamos ter vencido o jogo, mas a ansiedade perturbou-nos em momentos decisivos. Ainda assim, acredito que vamos voltar aos bons resultados” – Ricardo Diz



Vila Flor Sport Clube: Rui, Soqueiro, Rúben, Fabrizio, Tim, Pedro, Francisco, David, Fábio e Luís.

Treinador: Tó Zé

“Neste jogo prevíamos dificuldades porque o Vimioso quer melhorar o seu desempenho na classificação. Começámos bem o jogo, assumimos a iniciativa e adiantamo-nos no marcador. No entanto, consentimos vários golos que ajudaram o adversário a acreditar que poderiam vencer o jogo. Ainda assim, creio que fomos a equipa mais dominadora e por isso a vitória é merecida, mesmo que o último golo fosse mesmo em cima do apito final” – Tó Zé.


Equipa de arbitragem:

1º Árbitro: António Leal

2º árbitro: Erivelton

Cronometrista: Diogo Lapa


Texto e vídeos: HA

Gráficos: AFB

Comércio: UE e Mercosul criaram a maior zona de livre-comércio do mundo

Comércio: UE e Mercosul criaram a maior zona de livre-comércio do mundo

Após 25 anos de negociações, a União Europeia (UE) e o Mercosul assinaram a 17 de janeiro, em Assunção, na capital do Paraguai, o acordo comercial que cria assim a maior zona de livre-comércio do mundo.

Perante a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e do presidente do Conselho Europeu, António Costa, o acordo foi assinado pelos responsáveis dos países do Mercosul (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai) e pelo comissário europeu de Comércio, Maroš Šefčovič.

O acordo permite eliminar tarifas para 91% das exportações da UE para o Mercosul e para 92% das vendas sul-americanas para a Europa, abrindo um mercado conjunto de mais de 700 milhões de consumidores e que, juntos, representam um Produto Interno Bruto (PIB) de aproximadamente 22 biliões de dólares (19 biliões de euros), segundo dados da Comissão Europeia.

Fonte: Lusa

Política: Negociações com a Movhera para rever contributo para Fundo do Baixo Sabor 

Política: Negociações com a Movhera para rever contributo para Fundo do Baixo Sabor 

Os autarcas do Baixo Sabor retomaram as negociações com a Movhera, para rever a contribuição destinada ao fundo para o território proveniente da exploração da barragem, indicou o presidente deste organismo intermunicipal.

O novo presidente da Associação de Municípios do Baixo Sabor, António Pimentel, disse que ficou acordado que a concessionária, a Movhera, se disponibiliza a estudar o que está previsto na Declaração de Impacto Ambiental (DIA), procedendo à reanálise da fórmula inicialmente definida.

“O representante desta empresa concessionária da barragem do baixo Sabor [em Torre de Moncorvo] manifestou disponibilidade para propor aos acionistas a aplicação da fórmula inicial constante da DIA, comprometendo-se a apresentar, numa próxima reunião, valores concretos para o Fundo do Baixo Sabor (FBS)”, explicou o também autarca de Mogadouro.

Numa reunião de trabalho que aconteceu a 16 de janeiro e juntou na mesma mesa os autarcas de Torre de Moncorvo, Alfândega da Fé, Mogadouro e Macedo de Cavaleiros foi transmitido à empresa concessionária da barragem do Baixo Sabor que “seria necessário rever a fórmula da DIA e que a mesma fosse implementada no território”, afirmaram.

“O que transmitimos à Movhera é que não aceitamos o que está atualmente estipulado e que lei tem de ser cumprida e que os municípios ficam com a prerrogativa de, caso na seja aceite a proposta, de se puder vir a recorrer pela via judicial para fazer valer os propósitos da AMBS”, frisou António Pimentel, em nome dos quatro autarca deste território.

Atualmente o FBS tem uma dotação de 400 mil euros anuais, mas os autarcas deste território pretendem que este valor seja revisto em alta, após análise da fórmula que consta na DIA.

“A própria barragem do Baixo Sabor passou uma fase inicial em que deu prejuízo, e em parte, o mesmo foi financiado pelos quatro municípios banhados pela albufeira do empreendimento hidroelétrico, e entendemos que não é justo. Atualmente a barragem tem outra produção e a fórmula inicial deve ser revisto e a disponibilidade para ser implantada e que poderá haver uma abertura”, indicou o autarca.

Segundo António Pimentel, a fórmula inicial da DIA foi alterada e o que se pretende agora é que a mesma fórmula de cálculo seja adaptada aos interesses da região e da sua população para o desenvolvimento deste território transmontano.

“Entre os interesses empresariais e as expectativas geradas pela construção das barragens, que tiveram um contributo determinante para o desenvolvimento deste território que são os Lagos do Sabor, os quatro municípios reafirmam que defenderão sempre o desenvolvimento e o bem-estar das suas populações,” indicou o autarca social- democrata.

Em 28 de novembro os autarcas dos quatro concelhos do Baixo Sabor mostraram-se “mais otimistas” quanto ao pagamento das rendas resultantes da ocupação das albufeiras das barragens existentes no território, após uma reunião com o secretário de Estado Adjunto e da Energia.

Naquela altura foi avançado que depois da homologação de um parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) pela ministra do Ambiente, cabe ao secretário de Estado Adjunto e da Energia fazer cumprir o decreto-lei que define o pagamento de rendas pela ocupação e utilização do território pelas albufeiras das barragens, o que deixa os autarcas mais otimistas.

Segundo a AMBS, desde 2008 que há 9,2 milhões de euros de obrigações legais e contratuais não cumpridas, referentes a rendas e medidas compensatórias pela construção do aproveitamento hidroelétrico do Baixo Sabor.

A albufeira do Baixo Sabor estende-se ao longo de 60 quilómetros, ocupando áreas dos concelhos de Torre de Moncorvo, Alfândega da Fé, Mogadouro e Macedo de Cavaleiros.

As duas barragens em causa são Feiticeiro e Baixo Sabor.

Fonte: Lusa | Fortos: Flickr

Presidenciais: Seguro e Ventura disputam segunda volta a 8 de fevereiro

Presidenciais: Seguro e Ventura disputam segunda volta a 8 de fevereiro

António José Seguro, apoiado pelo PS, e André Ventura, apoiado pelo Chega, vão disputar a segunda volta das eleições presidenciais, a 8 de fevereiro, segundo os resultados provisórios, divulgados pela Secretaria Geral do Ministério da Administração Interna (SIGMAI).

 António José Seguro, vencedor da primeira volta das eleições presidenciais, considerou que “venceu a democracia” e “voltará a ganhar em 8 de fevereiro”, apelando aos democratas, progressistas e humanistas para que se juntem à sua candidatura para “derrotar extremismos”.

“Sou livre, vivo sem amarras e assim agirei como Presidente da República. Com a nossa vitória, venceu a democracia e voltará a ganhar no dia 8 de fevereiro”, disse António José Seguro no seu discurso de vitória na primeira volta das presidenciais.

Seguro entrou na sala do Centro Cultural e de Congressos das Caldas da Rainha em ambiente de festa, tendo percorrido os corredores do anfiteatro cheio ao som dos cânticos com o seu nome, subindo ao palco com a sua família.

No distrito de Bragança, António José Seguro também foi o candidato mais votado nas eleições presidenciais, obtendo 30,79% dos votos, segundo os dados do Ministério da Administração Interna.

O segundo candidato mais votado foi André Ventura com 27,93% e o terceiro foi Luís Marques Mendes, com 16,78% dos votos.

Resultados das eleições presidenciais no distrito de Bragança:

Fonte: Lusa | Imagens: SIGMAI

O mundo aposta na força. Deus aposta no amor.

II Domingo do Tempo Comum / 1.º Dia da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos

O mundo aposta na força. Deus aposta no amor.

Is 49, 3.5-6 / Slm 39 (40), 2.4ab.7-8a.8b-9. 10-11ab / 1 Cor 1, 1-3 / Jo 1, 29-34

O mundo aposta na força. Deus aposta no amor.

Vivemos num mundo que nos ensina a admirar os fortes, a seguir os vencedores, a confiar em quem domina. Olhamos à nossa volta e vemos os símbolos do poder: dragões, águias, leões, guerreiros. Quando o objetivo é vencer, quase nunca escolhemos a fragilidade. Apostamos na força.

E, no entanto, o coração do Evangelho começa com uma imagem que continua a desconcertar:

“Eis o Cordeiro de Deus.”

Não um herói armado. Não um líder dominador. Um cordeiro.

Deus não entra na história com gritos, nem com imposições. Entra em silêncio, com mansidão. Não conquista territórios, oferece-se. Não impõe a sua vontade, ama até ao fim. O cordeiro não ameaça, não agride, não responde com violência. Permanece, suporta, entrega-se. Assim é Jesus.

Também João Batista teve de reaprender Deus. Pensava conhecê-Lo, preparou o caminho durante toda a vida, mas acaba por reconhecer, com humildade: “Eu não O conhecia.” A fé começa aqui: quando deixamos cair as certezas rígidas e permitimos que Deus nos surpreenda.

A fé não nasce de ideias repetidas, mas de um encontro. João diz: “Eu vi.” Quem vê, testemunha. Quem é tocado, já não fala por ouvir dizer, mas por experiência vivida.

Talvez o mundo não precise de mais vencedores. Talvez precise de pessoas capazes de amar como Jesus: mansas, fortes por dentro e verdadeiramente livres.

Fonte: Padre João Torres | Imagem: ACOM

Presidenciais 2026: Combate à pobreza e à exclusão social

Presidenciais 2026: Combate à pobreza e à exclusão social

Num apelo aos candidatos às eleições presidenciais 2026, a Rede Europeia Anti-Pobreza (EAPN) Portugal pediu que o combate à pobreza e à exclusão social ocupem um lugar central nas prioridades políticas do país.

“A Presidência da República, enquanto garante da coesão nacional e promotora dos Direitos Humanos, tem um papel essencial na mobilização da sociedade e das instituições para enfrentar estes desafios com visão, coragem e humanidade”, explica a coordenadora nacional da EAPN Portugal, Maria José Vicente, num comunicado enviado esta quarta-feira, dia 14 de janeiro, à Agência ECCLESIA.

A EAPN – European Anti Poverty Network – Rede Europeia Anti Pobreza Portugal, o país enfrenta “múltiplos desafios” – pobreza infantil, precariedade habitacional, acesso desigual à saúde, à educação e à proteção social – que requerem “ação política determinada, corajosa e sustentável”, e realça que o combate à pobreza “exige uma ação coordenada e transversal”, que acompanhe toda a trajetória de vida das pessoas, “desde o nascimento”.

O comunicado alerta para a “realidade preocupante” que Portugal enfrenta ainda com “mais de 1,6 milhões de pessoas” que vivem “com menos de 723€ por mês”, e uma em cada cinco pessoas encontra-se em situação de pobreza ou exclusão social.

Para a EAPN Portugal, que tem 18 Núcleos Distritais e um regional, na Madeira, o combate à pobreza e à exclusão social deve “ocupar” o centro das agendas políticas e dos compromissos públicos, e faz esse “apelo claro e urgente” aos 11 candidatos às eleições para a presidente da República, que vão decorrer este domingo, dia 18 de janeiro, após a possibilidade de voto antecipado e em mobilidade.

“Que a próxima Presidência da República seja uma voz firme na defesa de quem mais precisa, sobretudo daqueles que continuam invisíveis no debate público, um garante dos direitos de todas as pessoas e um catalisador de mudanças estruturais que permitam construir um Portugal mais justo, mais equitativo e mais solidário” – Maria José Vicente

A organização apresenta também “cinco compromissos essenciais”, apela às candidaturas presidenciais que os assumam, e começa pela defesa e promoção de políticas públicas orientadas para a erradicação da pobreza e das desigualdades.

Ao futuro presidente da República Portuguesa pede apoio à “implementação da Estratégia Nacional de Combate à Pobreza 2021-2030”, com especial atenção às crianças, jovens, idosos e trabalhadores pobres, e que mobilize “apoio político e institucional” à futura Estratégia Europeia de Combate à Pobreza, “reconhecendo-a como um instrumento essencial de transformação social”, que está prevista para este primeiro trimestre de 2026.

“Promover iniciativas permanentes de diálogo e união nacional, envolvendo Estado, parceiros sociais, academia, autarquias, sociedade civil e cidadãos em situação de pobreza”, é o quarto compromisso essencial, seguindo-se o combate ao “discurso de ódio, o racismo e todas as formas de discriminação”, e que promova uma narrativa pública “ancorada nos valores constitucionais da dignidade humana, solidariedade e inclusão”.

Segundo a coordenadora nacional da EAPN Portugal, um país que tolera a pobreza compromete a igualdade, “enfraquece a democracia e abdica do seu futuro comum”, e Maria José Vicente afirma ainda que este combate “mais do que um imperativo político, trata-se de um dever constitucional e ético”.

A Rede Europeia Anti Pobreza Portugal, criada a 17 de dezembro de 1991, lembra que a pobreza “é um fenómeno complexo”, que vai para além da precariedade económica, e que afeta “de forma profunda a vida das pessoas”, nas suas dimensões sociais, físicas, mentais e emocionais.

A EAPN – European Anti Poverty Network é a “maior rede europeia de redes nacionais, regionais e locais de ONG”, e organizações europeias ativas na luta contra a pobreza, fundada em 1990, em Bruxelas, está em 31 países.

Fonte: Ecclesia

Comércio: Acordo UE – Mercosul assinado a 17 de janeiro

Comércio: Acordo UE – Mercosul assinado a 17 de janeiro

O acordo comercial entre a União Europeia (UE) e os países do Mercosul é assinado a 17 de janeiro, no Paraguai, anunciou o ministro dos Negócios Estrangeiros argentino, Pablo Quirno.

“Vamos assinar um acordo histórico a 17 de janeiro, no Paraguai, o mais ambicioso entre os dois blocos”, disse o ministro Pablo Quirno na rede social X.

Este acordo cria uma das maiores áreas de livre comércio do mundo, com mais de 700 milhões de consumidores.

O Brasil, a maior economia do bloco sul-americano, é um forte entusiasta do acordo, dado que o país é uma grande potência agrícola.

Inicialmente, o Presidente brasileiro, Lula da Silva, esperava que o tratado fosse assinado em dezembro na cimeira do Mercosul, na cidade de Foz do Iguaçu, no sul do Brasil, quando Brasília detinha a presidência rotativa do Mercosul.

Mas a assinatura teve de ser adiada devido a divisões europeias.

O acordo UE-Mercosul permitirá aos europeus exportar mais veículos, maquinaria, vinhos e bebidas espirituosas para a América do Sul.

No sentido oposto, facilitará a entrada na Europa de carne, açúcar, arroz, mel e soja.

Fonte: Lusa

Sociedade: IPSS’s com aumento de resultados financeiros negativos

Sociedade: IPSS’s com aumento de resultados financeiros negativos

O presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade Social (CNIS), padre Lino Maia, manifestou preocupação com a sustentabilidade financeira das instituições, na sequência da publicação de um estudo que indica um aumento do resultado financeiro negativo das IPSS’s.

“O que mais me preocupa, claramente, é este [resultado], é o da sustentabilidade das instituições, porque ali vê-se claramente que não tem decrescido”, afirmou o responsável, em declarações à Agência ECCLESIA, esta tarde.

A CNIS celebrou 45 anos, com uma sessão na Sala do Senado da Assembleia da República (Lisboa), que consistiu na apresentação do quinto estudo da série “Importância Económica e Social das IPSS em Portugal”.

De acordo com este relatório, “em 2022 e 2023, as percentagens de IPSS com resultados líquidos negativos foram de 33,81% e 40,88% na amostra de 565 IPSS e de 33,90% e 40,90% na amostra maior (1000 IPSS)”, verificando-se um aumento.

Américo Mendes, coordenador da ATES – Área Transversal de Economia Social, da Universidade Católica Portuguesa (Porto), que realizou e apresentou o estudo, indica que até 2022 esta percentagem esteve a diminuir, “o que era um bom sinal”, mas que no ano seguinte foi identificada a inversão desta tendência.

“Para que este setor cumpra a sua missão, tem de privilegiar sempre os mais carenciados, que não podem contribuir para as despesas, ou contribuem muito pouco, e, portanto, o Estado tem aqui que assumir uma responsabilidade, que é, de facto, a da proteção social”, afirmou o presidente da CNIS.

O padre Lino Maia considera que é função do Governo “contribuir” para “que ninguém fique para trás” e “para que este setor continue a ser o que é e não a abandonar a sua missão”.

O presidente da CNIS alertou também para o incumprimento do 2ºPacto de Cooperação para a Solidariedade Social, assinado em dezembro de 2021, em que o Estado se compromete a suportar 50% dos custos das instituições no global das respostas sociais e 85% nas respostas sociais de apoio a pessoas com deficiência.

“De facto não está a ser cumprido ainda”, lamentou, indicando que o fim e interrupção das legislaturas dificultaram que tal acontecesse.

“Era importante que este Governo, de facto, não estivesse à espera de nova legislatura, ou atirasse para outra legislatura o cumprimento deste compromisso assumido no Pacto de Cooperação”, acrescentou.

Editada pela CNIS em formato impresso e em formato eletrónico, a quinta edição da pesquisa, é composta por duas partes.

Uma delas corresponde à atualização para 2022 e 2023, da Central de Balanços, baseada em duas amostras de IPSS e outra em que se recorre a outras fontes de informação diferentes das demonstrações financeiras das IPSS, para analisar vários aspetos da importância económica e social destas organizações.

Nesse sentido, o professor Américo Mendes, apontou três contributos que as IPSS dão à sociedade: coesão territorial, coesão territorial e melhoria da saúde coletiva.

“Por estes vários serviços que têm a natureza de bem público, as IPSS merecem ser acarinhadas por cidadãos, contribuindo cada um na medida das suas possibilidades. Uns podem contribuir mais em termos financeiros, outros até nem podem, mas podem fazer voluntariado uma hora ou duas horas que seja por semana, numa organização dessas é uma forma de ajudar”, realçou.

A apresentação do quinto estudo da série “Importância Económica e Social das IPSS em Portugal”, financiado pelo PESSOAS 2030, contou com a participação do presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco e também da secretária de Estado da Ação Social e Inclusão, Clara Marques Mendes.

Fonte: Ecclesia