Autárquicas: Concelhia do PSD/Bragança repudia vereador que deixou partido para assumir pelouros pelo PS

Autárquicas: Concelhia do PSD/Bragança repudia vereador que deixou partido para assumir pelouros pelo PS

A concelhia do PSD de Bragança repudiou o anúncio feito pelo vereador, Ricardo Pinto, que foi eleito pelo PSD nas autárquicas de 12 de outubro, mas decidiu deixar o partido e assumir pelouros no executivo liderado pelo PS.

“É com profunda indignação que a Comissão Política de Secção do PSD de Bragança informa os seus militantes e os cidadãos que, tendo tomado conhecimento da decisão de um dos seus vereadores eleitos de se afastar e alinhar-se com o Partido Socialista, retira-lhe formalmente a confiança política”, adiantou na página oficial do Facebook. 

O PSD tinha conseguido eleger, nas eleições autárquicas de 12 de outubro, três membros para fazerem parte do executivo municipal. Com o anúncio de Ricardo Pinto, ficou apenas com dois vereadores.

A concelhia de Bragança, liderada por Alex Rodrigues, criticou o autarca por “utilizar um cargo para o qual se foi eleito por um partido, do qual entretanto se desfilia, para atingir objetivos pessoais é inqualificável”.

Por respeito democrático para com quem o elegeu, a atitude digna seria abdicar do cargo e, então sim, seguir outro caminho político”, defendeu, acrescentando que “expressa repúdio pleno pela opção política de abandonar o projeto pelo qual foi eleito, optando por se aliar ao partido que hoje ocupa o poder sem qualquer fundamento político que o justifique”.

A Comissão Política de Secção do PSD Bragança vincou ainda que “não compactua com oportunismos políticos”.

O Partido Social-Democrata liderou a câmara de Bragança por 28 anos. Nas eleições autárquicas de 12 de outubro, Isabel Ferreira venceu pelo Partido Socialista, quebrando um ciclo laranja de quase três décadas. 

O executivo municipal de Bragança, que tomou posse na sexta-feira, era composto por três vereadores do PS, três do PSD e um independente, que tinha sido eleito pelo PS, mas deixou o grupo socialista. 

Com a saída de Ricardo Pinto do PSD, passa a ser composto por três vereadores do PS e um independente, com pelouro, dois do PSD e um independente, sem pelouro.

A presidente da câmara, Isabel Ferreira, tinha adiantado aos jornalistas, na tomada de posse, que esta quarta-feira, haveria reunião de câmara para distribuição dos pelouros. No entanto, o anuncio da integração de Ricardo Pinto foi feito já hoje.

A Lusa tentou falar com presidente da câmara e com Ricardo Pinto, mas até ao momento, não foi possível. 

Fonte: Lusa

Sendim: Cooperativa olivícola começa a laborar a 18 de novembro

Sendim: Cooperativa olivícola começa a laborar a 18 de novembro

Na vila de Sendim, a Cooperativa Olivícola “A Sendinense” vai começar a laborar a partir de 18 de novembro, informou a direção aos associados, no decorrer da assembleia geral, realizada a 2 de novembro, tendo os olivicultores indicado que apesar da seca durante o verão, os olivais aguentaram-se bem pelo que preveem um boa colheita.

A assembleia da cooperativa olivícola realizou-se no pavilhão multiusos, em Sendim, onde o presidente da direção da cooperativa olivícola “A Sendinense”, José António Rodrigues, informou os associados que no dia 18 de novembro, o lagar começa a receber as colheitas de azeitona para a transformação em azeite.

No caso dos associados que pretendam o azeite da sua própria colheita, a data prevista é o dia 5 de dezembro, de acordo com a lista do sorteio.

De acordo com a direção da cooperativa, na campanha deste ano, os preços praticados são:

– Azeitona para linha direta: 0,06€/Kg

– Azeitona para fazer azeite do sócio: 0,07€/Kg

-- Azeitona do não sócio: 0,12€Kg.

* Maquia em azeite = 4€

“Este ano, o valor da maquia, isto é, a porção de azeite que a cooperativa retêm dos olivicultores, como remuneração pela transformação da azeitona é de 4%. Ou seja, por cada 100 litros de azeite fabricado, a cooperativa retêm 4 litros”, explicou.

Sobre as perspectivas da quantidade de azeitona que poderão receber na cooperativa em Sendim, o presidente da coletividade, prevê uma redução de 20 a 30%, comparativamente com o ano anterior.

No decorrer da assembleia, os dirigentes da cooperativa olivícola “A Sendinense” informaram os associados que este ano a transformação da azeitona em azeite passou a ser tributada à taxa máxima de IVA, de 23%, na sequência de uma diretiva europeia.

“Um olivicultor associado que entregar 1000 quilos de azeitona na cooperativa, pelo serviço de transformação em azeite tem de pagar a maquia 0,06€/quilo, o que corresponde a um total 60€. Com o acréscimo do IVA a 23%, o olivicultor paga cerca de 74€, que podem ser pagos em azeite ou em dinheiro”, explicaram os dirigentes da cooperativa.

No entanto, no próximo ano de 2026, na proposta de Orçamento do Estado, o governo vai voltar a aplicar a taxa reduzida de 6% de IVA, quando a azeitona é deixada nos lagares para ser transformada em azeite, uma operação que é entendida em termos fiscais como uma prestação de serviços.

Para a campanha de receção das colheitas de azeitona e transformação em azeite, a cooperativa olivícola, em Sendim, está a procura de trabalhadores para executar as tarefas da balança, análises e lagareiros. O horário de trabalho é de oito horas diárias, em regime diurno e noturno, ou seja, a cooperativa trabalha durante 24 horas, até ao início de janeiro de 2026.

Outra novidade na cooperativa olivícola “A Sendinense” é o lançamento de um concurso para a substituição da linha de transformação mecanizada. Segundo a direção da cooperativa, a linha existente já funciona há cerca de 25 anos, pelo que o material já está bastante desgastado e por isso há a necessidade de renovação do equipamento de modo a modernizar a cooperativa e acelerar o processo de transformação da azeitona em azeite.

Atualmente, a cooperativa olivícola “A Sendinense” conta com 505 associados, oriundos da vila de Sendim, mas também de localidades dos concelhos de Miranda do Douro, Mogadouro e Vimioso.

Na campanha deste ano, o olivicultor, Avelino Branco, de Sendim, adiantou que que prevê iniciar a apanha da azeitona no final do mês de novembro e estima que a colheita deste ano seja melhor do que no ano passado.

“Já realizo a apanha mecânica da azeitona, que tem um custo de 70 a 80 euros à hora.”, disse.

Por sua vez, António Martins, também de Sendim, indicou que nos dois olivais com a variedade negrinha, prevê uma fraca colheita, por causa da seca prolongada durante os meses de verão.

“As azeitonas já estão murchas e esta chuva do final de outubro já vem tarde, pelo que a colheita deste ano vai ser pior do que no ano anterior. Costumo apanhar a azeitona durante os fins-de-semana, com a ajuda dos filhos”, disse.

Já Nuno Rodrigues, com olivais em Sendim e na aldeia de Teixeira, adiantou que não obstante a seca do verão, prevê uma colheita considerável, nas variedades de azeitona negrinha e cobrançosa.

“Vou apanhar a azeitona no início de dezembro, com a ajuda de cerca de 20 pessoas, entre familiares e amigos”, disse.

Outro olivicultor, José Mourinho, proprietário de olival, com as variedades negrinha, cobrançosa e santulhana, indicou que prevê uma redução na quantidade de azeitona e a qualidade, apesar da seca, é “bastante boa”.

“Vou realizar a apanha da azeitona nos dias 17, 18 e 19 de novembro. Costumo contratar três pessoas e a jornada de trabalho, com almoço incluído, custa 60€/dia. Para realizar este trabalho não é nada fácil contratar pessoas”, disse.

Com olivais em Sendim, Manuel Santiago, adiantou que vai ter uma melhor colheita de azeitona, em qualidade e quantidade, do que no ano passado.

“Apesar da falta de chuva nos meses de verão, no meu olival as azeitonas aguentaram-se bem, estão graúdas e há mais quantidade do que no ano passado. Em princípio vou iniciar a apanha na segunda semana de novembro”, referiu.

A Sendinense – Cooperativa Olivícola, C.R.L., produz a marca de azeite “Arribas em Flor”, que é comercializado em garrafão ou garrafa e pode ser adquirido na cooperativa, em Sendim.

Para além do azeite, a cooperativa dispõe de uma máquina descaroçadora, o que permite reutilizar o caroço da azeitona.

Segundo a direção, as vantagens de ser associado da Cooperativa Olivícola “A Sendinense” são a prioridade na entrega da azeitona (relativamente aos não sócios); o custo de produção do azeite também é inferior; a maior facilidade na comercialização do azeite; e o acesso a apoios e incentivos na plantação de novos olivais.

HA

Agricultura: Castanha mais pequena mas com qualidade

Agricultura: Castanha mais pequena mas com qualidade

Nos concelhos de Bragança e Vinhais, a apanha da castanha já começou e vários produtores, adiantam que se prevê uma menor quantidade, com um fruto mais pequeno, mas de boa qualidade.

“Os castanheiros tomaram muito ouriço, então as castanhas são miúdas, não têm o calibre que têm nos outros anos”, disse Artur Fonseca, produtor do concelho de Vinhais, que, por outro lado, frisou que a qualidade é boa.

Tem oito hectares de soutos, mas muita da sua castanha ainda não caiu. “A maior parte dos ouriços não está madura e então a castanha não está a cair como devia ser”, revelou.

No entanto, com os ouriços verdes e fechados, a produção é uma incógnita, visto que podem estar ocos.

“Os verdes, porventura, não terão nada, porque nesta altura já deviam estar acastanhados, para começarem a abrir e as castanhas caírem. Se tiverem, é uma castanha miúda, portanto, a produção vai ser um bocadinho mais fraca em termos de castanha com calibre, por isso, para o mercado, é capaz de haver menos”, adiantou.

A cultura da castanha tem sido bastante afetada pelas doenças, como a tinta e o cancro, pela vespa da galha do castanheiro e pelas oscilações de temperatura.

Há dois anos, os agricultores tiveram muita castanha, no entanto, de baixa qualidade, devido a um fungo que provocou a podridão do fruto.  

Artur Fonseca chegou a colher 10 toneladas do fruto, nesse ano. No ano passado, o cenário foi diferente. Houve quebras significativas e conseguiu apenas duas toneladas.

Este ano, os castanheiros “tomaram ouriços a mais e as castanhas saem com um calibre muito reduzido”. “Se tivesse metade [das castanhas] de há dois anos, já ficava bem satisfeito”, sublinhou.

Embora a qualidade apontada por vários produtores, são esperadas quebras para alguns. É o caso de Pedro Santos, no concelho de Bragança.

O produtor considera que este ano a qualidade até será melhor que a do ano passado, no entanto, prevê uma quebra de “50%”. “Tenho vários soutos que os ouriços estão tão pequenos, que não têm castanha”, contou, adiantando que muitos ouriços estão verdes e “não têm castanha dentro”.

Situação causada pela falta de chuva, desde junho, e pelas vagas de calor, durante o Verão, o que levou também ao atraso da campanha em cerca de duas semanas.

Muitos agricultores só agora estão a fazer a apanha. Nesta fase, o preço pago pelo fruto ao produtor ronda os dois euros o quilo.

Alguns temem que não seja suficiente face à produção. “A castanha está melhor este ano e está a ser um bocadinho mal paga”, criticou Paulo Afonso, produtor no concelho de Vinhais.

A juntar a todos estes problemas, há ainda outro fenómeno que está a preocupar os agricultores e que pode pôr em causa o futuro dos soutos, a seca.

No concelho de Bragança, José Carlos Rodrigues é um dos maiores produtores. Tem 60 hectares de soutos a dar castanha e 30 têm castanheiros novos. Já chegou a colher 40 toneladas de castanha, mas no último ano ficou pelas 30. Nesta campanha não espera que seja diferente.

Contudo, o produtor revelou, à Lusa, que a sua maior preocupação é os castanheiros que estão a secar e, consequentemente, deixam de dar castanhas.

Apesar de apostar na replantação, salientou que são precisos muitos anos para que a produção dos novos seja igual à de um castanheiro mais velho. “Estes castanheiros, está tudo seco, quando estes castanheiros que estou a pôr novos virem a dar a produção daqueles eu já não estou cá, já é para os netos”, disse.

Questionado sobre o porquê de isto acontecer, disse não encontrar uma explicação.

A castanha é uma das culturas com mais impacto nos concelhos de Bragança e Vinhais.

Por ano, no concelho de Bragança são produzidas 20 mil toneladas e no concelho de Vinhais entre 15 a 20 mil toneladas. São os maiores produtores de castanha do país.

Fonte: Lusa | Fotos: HA

Morte: Universidade Católica apresenta pós-graduação para capacitar a agir na perda e no luto

Morte: Universidade Católica apresenta pós-graduação para capacitar a agir na perda e no luto

A Universidade Católica Portuguesa (UCP) vai apresentar uma nova edição da pós-graduação sobre perda e luto, com início em janeiro de 2026.

“A pós-graduação surge como uma oportunidade formativa, criação de competências, uma oportunidade também prática de intervenção neste âmbito para capacitar e tornar-nos mais capazes de agir quer na perda, quer no luto”, afirmou Tânia Afonso, coordenadora do curso, em entrevista à Agência ECCLESIA.

A formação é dirigida essencialmente a profissionais de saúde, estando também aberta à participação de outros terapeutas e técnicos cuja intervenção justifique a capacitação nesta área.

“Eu costumo dizer em aula que somos pessoas a cuidar de pessoas. Antes de sermos a nossa profissão, somos pessoas. E portanto, este assunto, quer a perda, quer o luto, é algo que nos toca e temos que estar capacitados pessoalmente para o gerir para depois conseguir intervir em vários âmbitos técnicos e profissionais”, referiu Tânia Afonso.

A coordenadora da pós-graduação reconhece que estes temas “não são muito vendíveis”, acabando por ser “escondidos” e “protegidos”.

Organizada pela Escola de Pós-Graduação e Formação Avançada da Faculdade de Ciências da Saúde e Enfermagem, a 4ª edição da formação centra-se em várias ciências, como a medicina, a sociologia e a antropologia, e aborda várias facetas do luto.

Tânia Afonso explica que o curso vai incluir um seminário inter-religioso, destacando a importância de abordar a perspetiva espiritual.

“Viktor Frankl fala desta noção do sofrimento como a procura de um significado. E o luto nessa adaptação à perda é também essa procura de significado. E por isso não fazia sentido fazer uma pós-graduação sem pensá-la globalmente, às várias ideias, nomeadamente este ano estamos a pensar integrar a noção de marketing nesta temática”, explicou.

Sobre o afastamento das pessoas da realidade da perda, a coordenadora da pós-graduação da UCP considera que, com a evolução das tecnologias da saúde, o sistema de saúde levou a “considerar que o recurso à morte deveria ser tecnicamente assistido”.

“E essa questão de termos muito mais resposta curativa também nos levou a criar as expectativas e talvez descentrarmos um pouco de nós próprios e da noção da nossa própria finitude. De vivermos as perdas antes até de pensarmos ou associarmos apenas o luto à morte”, salientou.

Tânia Afonso observa que, muitas vezes, esta é uma realidade que os pais querem abordar com os filhos, mas não se sentem capacitados.

“Eu diria que antes de censurarmos ou criticarmos a sociedade por se afastar, pensemos antes em capacitá-la para tal, em tornar natural algumas destas etapas e explicar como é que as podemos viver com significado, que o sofrimento faz parte da vida”, indicou.

A 4ª edição da pós-graduação em perda e luto vai funcionar em sistema misto (presencial e online) e realizar-se às sextas-feiras (14h-20h) e sábados (9h-16h), uma vez por mês.

As inscrições já se encontram abertas e exigem o preenchimento de um formulário, disponível online, que deve ser enviado para o e-mail saude.sede@ucp.pt.

Fonte e foto: Ecclesia



Mogadouro: Presidente da República lamenta morte e enaltece António Moraes Machado

Mogadouro: Presidente da República lamenta morte e enaltece António Moraes Machado

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa lamentou a morte do “amigo” António Moraes Machado, antigo presidente da Câmara Municipal de Mogadouro, enaltecendo a “forma humana, generosa e autêntica como se reinventou ao longo da vida para servir o país”.

“Foi com emoção que o Presidente da República tomou conhecimento da morte de António Moraes Machado que, além de um amigo, foi sempre um exemplo, nomeadamente, na forma humana, generosa e autêntica como se reinventou ao longo da vida para servir o país e as gentes de Trás-os-Montes”, lê-se numa nota publicada na página oficial da Presidência da República.

Na nota, Marcelo Rebelo de Sousa recordou que António Moraes Machado “como médico pediatra, e como voluntário em África, cuidou das vidas das novas gerações” e como autarca, “cuidou de Mogadouro ao longo de doze anos”.

Além disso, “como promotor da cultura e da identidade local, desenvolveu múltiplas e incansáveis iniciativas para dar a conhecer o valioso património coletivo da região”.

Marcelo Rebelo de Sousa apresentou à família e amigos “as mais sentidas condolências”.

O antigo presidente da Câmara Municipal de Mogadouro António Moraes Machado morreu a 31 de outubro, aos 89 anos, vítima de doença prolongada, disse o provedor da Misericórdia local.

“O doutor António Moraes Machado faleceu na Estrutura Residencial para Pessoas Idosas São João Batista, da Misericórdia de Mogadouro, vítima de doença prolongada”, referiu João Henriques.

António Moraes Machado, que nasceu em 10 de novembro de 1935, reformou-se aos 65 anos e abraçou a carreira de autarca ao longo de 12 anos (três mandatos), entre 2001 e 2013, pelo PSD.

O antigo autarca de Mogadouro foi médico pediatra ao longo da sua vida profissional, tendo passado pelo Hospital de Santo António, no Porto.

Também participou em várias missões humanitárias em África, nomeadamente na Guiné.

O antigo autarca, também escritor e investigador da cultura popular, em particular de Mogadouro e do Planalto Mirandês, foi ainda o grande impulsionador da “Monografia de Mogadouro”.

Fonte: Lusa | Foto: ACISM

Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos

O amor vence a morte e permanece para sempre

Recordamos os defuntos. É importante que pensemos na morte.

Por que razão se evita falar dela e tanta gente se recusa a encarar esta realidade sempre presente no dia a dia e a interpelar-nos?

Temos receio do desconhecido. Assusta-nos a incerteza das possíveis surpresas desagradáveis do amanhã, que são prenúncio do adeus a este mundo, no qual não somos poupados a trabalhos e complicações.

Talvez também nos meta medo uma errada imagem de Deus, representado como juiz e castigador implacável. Ofendemo-lo se não o reconhecemos como Pai misericordioso que nos criou para sermos felizes com Ele, neste mundo e na eternidade.

Esperamos contemplar a bondade de Deus na «terra dos vivos»; «O Senhor é minha luz e salvação: a quem hei de temer. O Senhor é o protetor da minha vida: de quem hei de ter medo?» (Salmo 26).

Jesus, Deus feito homem, partilhou as nossas alegrias e tristezas, dores, tribulações, morte. Ressuscitou. Está vivo e connosco para sempre.

«Nós passámos da morte à vida, porque amamos os irmãos» (1 Jo 3, 14). O viático na peregrinação na terra é Jesus Cristo, «pão da vida». A conta a prestar no Juízo Final será sobre o amor / não amor ao próximo.

Imaginando que estamos às portas da morte, perguntemos: se pudesse voltar atrás, como agiria, como seria diferente, não cometendo os erros que pratiquei e continuo a não corrigir? Como um santo falecido muito jovem, interroguemo-nos: «De que serve isto para a vida eterna?».

A morte é uma porta que se fecha para o passado e se abre para o abraço cheio de ternura de Deus, autor dos nossos dias e meta da nossa peregrinação. O amor vence a morte e permanece para sempre.

O Senhor enxugará todas as lágrimas dos nossos olhos «e não haverá mais morte, nem pranto, nem grito, nem dor, porque todo o anterior já passou» (Ap 21, 4).

Fonte e imagem: Rede Mundial de Oração do Papa (RMOP)

Ser Santo!

Todos os Santos (Solenidade)

Ser Santo!

Ap 7, 2-4.9-14 / Slm 23 (24), 1-2. 3-4ab.5-6 / 1 Jo 3, 1-3 / Mt 5, 1-12a

«Porque Eu sou o Senhor, vosso Deus, deveis santificar-vos e permanecer santos, porque Eu sou santo…» (Lev 11, 44).

Somos chamados a imitar o Criador, oleiro divino das nossas almas. É nossa vocação louvar a Deus, imitando os que nos precederam na fé, testemunhada no martírio e na fidelidade aos ditames da consciência bem formada na Palavra e no exemplo de Cristo e dos santos.

Recordamos a heroicidade de quantos viveram e morreram aceitando gozosamente os incompreensíveis e insondáveis caminhos de Deus. Os santos confiaram sempre na bondade e na misericórdia daquele que nos chama à existência para sermos felizes. Cultivamos a devoção aos canonizados, sem esquecer os «santos de ao pé da porta», familiares e vizinhos de quem reconhecemos e exaltamos os méritos e o legado que nos deixaram.

Todos os que já alcançaram a beatitude das moradas eternas santificaram-se neste mundo. O Céu é colheita. A vida na terra é tempo de sementeira, de crescimento, de poda e de mortes sucessivas.

Os santos foram e são de carne e osso como nós. Experimentaram, como todos, altos e baixos, crises e dúvidas (mesmo de fé), alegrias, dores, derrotas, vitórias, tentações de desânimo e desistência, impulsionados pela fé, que é luz que vence as noites escuras. Foram grandes, porque fiéis nas coisas pequenas.

«Portanto, também nós, cercados por tão grande número de testemunhas… corramos com paciência na carreira que nos é proposta, pondo os olhos em Jesus… Não vos deixeis cair no desânimo» (Heb 12, 1-3). Os que ainda combatemos na Igreja militante estamos em comunhão com os que se encontram no Além, membros da Igreja padecente ou da Igreja triunfante.

Queremos ser santos? Recorramos à intercessão dos que celebramos e saiamos de nós mesmos e vamos ter com os irmãos, fazendo por eles o que o Senhor e os seus santos fizeram pelos outros e continuam a fazer por cada um de nós.

Fonte e imagem: Rede Mundial de Oração do Papa (RMOP)

Vimioso: António Santos assumiu a presidência da Câmara Municipal de Vimioso

Vimioso: António Santos assumiu a presidência da Câmara Municipal de Vimioso

Em Vimioso, a cerimónia de tomada de posse dos órgãos autárquicos, para o mandato 2025/2029, realizou-se na manhã desta sexta-feira, dia 31 de outubro, no auditório da Casa da Cultura, onde o presidente eleito para a Câmara Municipal, António Santos, apelou a colaboração de todos os vimiosenses na governação e desenvolvimento do concelho.

Na cerimónia tomaram posse os membros eleitos da Câmara Municipal e da Assembleia Municipal de Vimioso, resultantes das Eleições Autárquicas, de 12 de outubro de 2025.

Para a assembleia municipal de Vimioso foram eleitos 15 deputados municipais, a que se somam os 10 presidentes de freguesias do concelho e o executivo municipal, constituído pelo presidente eleito, António Santos, coadjuvado pelos quatro vereadores (dois do PSD e dois do PS).

Na sessão solene, procedeu-se depois à tomada de posse da Câmara Municipal de Vimioso, com o presidente, António Santos, a afirmar que o seu desígnio é continuar a estabelecer laços de amizade com os munícipes, para em conjunto trabalharem no desenvolvimento do concelho.

“As nossas prioridades governativas continuam a ser a ação social, a educação e a saúde. Pretendemos também investir no empreendedorismo a no apoio à criação de emprego. No próximo mês de dezembro, vamos realizar a primeira feira ibérica de Artes e Sabores, em parceria com os nossos vizinhos espanhóis”, indicou.

Para ser bem sucedido na presidência do município de Vimioso, António Santos, apelou também à colaboração dos trabalhadores da autarquia e das freguesias.

A sessão marcou o início oficial do novo mandato autárquico (2025-2029), durante o qual os eleitos assumem formalmente as suas funções.

A sessão solene contou com a presença do presidente da Comunidade Intermunicipal Terras de Trás-os-Montes (CIM-TTM), Pedro Lima, da presidente do município de Miranda do Douro, Helena Barril e representantes de instituições, associações e da comunidade do concelho de Vimioso.

A cerimónia foi aberta ao público, pelo que todos os vimiosenses tiveram a oportunidade de testemunhar o ato solene da atividade autárquica.

Após a cerimónia de tomada de posse, realizou-se a primeira sessão da Assembleia Municipal, para a eleição da Mesa.

HA

Bruçó: Festival “Cinturada” com castanhas e máscaras solsticiais

Bruçó: Festival “Cinturada” com castanha e máscaras solsticiais

A 1 de novembro, o festival “Cinturada” e a Feira de Produtos da Terra vai animar a aldeia de Bruçó, no concelho de Mogadouro, para a celebração das colheitas e dos rituais de inverno.

Segundo a organização, este festival é também alusivo às figuras dos “Velhos”, quatro personagens que fazem parte das tradições do solstício de inverno e que vão desfilar pela aldeia, ao lado de outros grupos de mascarados da região transmontana e da vizinha Espanha.

A 2.ª edição do festival “Cinturada” inclui uma exposição de máscaras dos rituais do solstício de inverno.

Outros dos destaques do evento é a castanha, um dos produtos locais, que é um importante complemento económico para a população desta freguesia do comcelho de Mogadouro.

Fonte: Lusa

Igreja: Papa Leão XIV comemora fiéis defuntos com Missa num cemitério em Roma

Igreja: Papa Leão XIV comemora fiéis defuntos com Missa num cemitério em Roma

O Papa Leão XIV vai deslocar-se este Domingo, dia 2 de novembro, ao Cemitério de Verano, em Roma, para presidir à Missa na comemoração de todos os fiéis defuntos.

A Eucaristia tem início marcado para as 16h00 locais (menos uma em Lisboa) e segue uma tradição iniciada pelos últimos pontífices.

De acordo com o comunicado do Vicariato de Roma, esta celebração integra-se nas iniciativas promovidas pela diocese por ocasião desta celebração do calendário litúrgico.

Leão XIV referiu-se a esta comemoração na audiência geral desta semana: “A oração pelos nossos entes queridos lembra-nos que a nossa pátria está nos céus”.

“Que os esforços para obter os bens temporais, necessários na vida terrena, brotem sempre do amor e da fidelidade à verdade do Evangelho, que não passam porque têm a sua fonte no próprio Deus”, acrescentou.

A comemoração de todos os fiéis defuntos remonta ao final do primeiro milénio: foi o abade de Cluny, Santo Odilão, quem no ano 998 determinou que em todos os mosteiros da sua Ordem se fizesse nesta data a evocação de todos os defuntos ‘desde o princípio até ao fim do mundo’.

Durante a I Guerra Mundial, o Papa Bento XV generalizou esse uso em toda a Igreja (1915).

Dia de Todos os Santos 

A Igreja Católica celebra a 1 de novembro a solenidade litúrgica de Todos os Santos, feriado nacional em Portugal, na qual lembra conjuntamente “os eleitos que se encontram na glória de Deus”, tenham ou não sido canonizados oficialmente.

As Igrejas do Oriente foram as primeiras (século IV) a promover uma celebração conjunta de todos os santos quer no contexto feliz do tempo pascal, quer na semana a seguir.

No Ocidente, foi o Papa Bonifácio IV a introduzir uma celebração semelhante em 13 de maio de 610, quando dedicou à Santíssima Virgem e a todos os mártires o Panteão de Roma, dedicação que passou a ser comemorada todos os anos.

A partir destes antecedentes, as diversas Igrejas começaram a solenizar em datas diferentes celebrações com conteúdo idêntico.

A data de 1 de novembro foi adotada em primeiro lugar na Inglaterra do século VIII acabando por se generalizar progressivamente no império de Carlos Magno, tornando-se obrigatória no reino dos Francos no tempo de Luís, o Pio (835), provavelmente a pedido do Papa Gregório IV (790-844).

Segundo a tradição, em Portugal, no dia de Todos os Santos, as crianças saíam à rua e juntavam-se em pequenos grupos para pedir o ‘Pão por Deus’ de porta em porta: recitavam versos e recebiam como oferenda pão, broas, bolos, romãs e frutos secos, nozes, amêndoas ou castanhas, que colocavam dentro dos seus sacos de pano; nalgumas aldeias chama-se a este dia o ‘Dia dos Bolinhos’.

Fonte: Ecclesia | Foto: Flickr