Miranda do Douro: CDMD vai competir no futsal e no atletismo

O Clube Desportivo de Miranda do Douro (CDMD) realizou no serão do dia 12 de agosto, a assembleia geral, durante a qual a direção do clube apresentou aos associados as contas da época passada e informou sobre o plano de atividades para 2023/2024, com os destaques de manter a atual equipa (campeã) de futsal e a constituição de uma equipa de atletismo.

O presidente do CDMD, Nuno Martins, apresentou aos associados o plano de atividades para a época 2023/2024, no qual se destaca a constituição de uma equipa de atletismo.

A assembleia geral do CDMD decorreu no miniauditório, em Miranda do Douro, onde a direção, presidida por Nuno Martins, começou por apresentar aos associados o relatório de contas relativo à época 2022/2023. Neste periodo, o CDMD alcançou um saldo positivo de cerca de 4 mil euros.

Para a nova época 2023/2024, o presidente do Clube Desportivo de Miranda do Douro (CDMD), apresentou também o novo orçamento e o plano de atividades, com a novidade da criação de uma equipa de atletismo, para competir nas provas da Associação de Atletismo de Bragança (AAB).

“No atletismo, o CDMD pretende formar uma equipa constituída por 7 a 9 atletas oriundos de concelho de Miranda do Douro. Ao longo do ano, vamos também organizar várias provas: a 23 de setembro, por exemplo, vamos organizar o Ultra Trail Tierra de Miranda, em Picote. Em dezembro, vai realizar-se uma corrida São Silvestre. E no próximo ano, pretendemos organizar a II Trail Contrabando do Café, em Paradela”, informou.

No futsal, o jogo de apresentação da equipa do Clube Desportivo de Miranda do Douro (CDMD), para a nova época 2023/2024, está agendado para o dia 10 de setembro, às 16h00, no pavilhão multiusos, diante do Vila Flor.

No arranque desta nova época desportiva, o Clube Desportivo de Miranda do Douro (CDMD) vai voltar a defrontar o Grupo Desportivo e Cultural de Salto (Vila Real), na final da Taça Transmontana, no dia 16 de setembro.

Noutra competição, a supertaça António Parente vai jogar-se a 23 de setembro, entre o CD Miranda do Douro e Escola Arnaldo Pereira.

O campeonato distrital de futsal inicia-se a 29 de setembro.

Para a nova época, a direção e equipa técnica do CDMD, definiram como estratégia manter o atual plantel, formado predominantemente com jovens jogadores do concelho de Miranda do Douro. Recorde-se que na época de estreia no futsal, o Clube Desportivo de Miranda do Douro (CDMD) conquistou o campeonato distrital e a taça distrital. De acordo com o presidente do CDMD, Nuno Martins, este sucesso desportivo foi construído passo a passo, graças ao compromisso e ao trabalho de toda a equipa.

“Ao longo da época passada conseguimos manter a união e o foco, desde os jogadores, a equipa técnica, os órgãos sociais e também os associados, que deram um apoio extraordinário à equipa. Destaco, ainda o compromisso e a dedicação dos jogadores em cada treino e não só no dia dos jogos. Foi assim que as vitórias foram surgindo, fomos conquistando pontos e atingimos os objetivos de ser campeões e conquistamos a taça distrital”, sublinhou.

Sobre a prestação da equipa no playoff de acesso à III divisão de futsal, no qual o CDMD averbou um empate e cinco derrotas, o líder do CDMD, interpretou a não qualificação como uma aprendizagem para o futuro.

“Com as derrotas também se aprende. No playoff, até começámos bem com o empate em Vila Nova de Cerveira, que até poderia ter sido uma vitória. Mas depois não conseguimos estar ao nível dos outros dois adversários. Nesta nova época desportiva, queremos revalidar o título, de modo a voltar a competir no playoff e subir à III divisão de futsal”, disse.

No final da assembleia geral do Clube Desportivo de Miranda do Douro (CDMD) foi ainda apresentado e aprovado o regulamento geral interno do clube.

HA

Economia: Exportações de cortiça atingem novo recorde

As exportações portuguesas de cortiça totalizaram um recorde de 670,4 milhões de euros no primeiro semestre, mais 3,2% do que na primeira metade de 2022, indicou a Associação Portuguesa da Cortiça (APCOR).

“As exportações portuguesas de cortiça alcançaram um marco histórico no primeiro semestre de 2023, com um total de 670,435 milhões de euros (+3,2%)”, apontou, em comunicado, a associação.

Para a APCOR esta evolução é ainda mais significativa tendo em conta que as quantidades exportadas, neste período, desceram 15%, o que revela que o crescimento resulta do valor acrescentado dos produtos.

“O setor conseguiu, num momento difícil em termos de procura, crescer em valor resultado de uma combinação de fatores, desde logo por via de um ‘mix’ de produtos de maior valor acrescentado, mas também de todo o trabalho que o setor tem feito em prol do incremento da performance técnica dos seus produtos e da promoção internacional da cortiça”, afirmou, citado na mesma nota, o secretário-geral da associação, João Rui Ferreira.

No entanto, este responsável ressalvou que se tem verificado uma tendência de abrandamento do crescimento ao longo do ano.

Para o segundo semestre, tendo em conta os dados da conjuntura internacional, a associação não prevê “uma alteração deste abrandamento”.

A APCOR, fundada em 1956, representa cerca de 250 empresas, que são responsáveis por 80% do volume total de negócios do setor e por 85% das exportações portuguesas de cortiça.

Fonte: Lusa

Vimioso: PJ deteve homem de 36 anos suspeito de abuso sexual de uma criança

A Polícia Judiciária (PJ), através do Departamento de Investigação Criminal de Vila Real, procedeu à identificação e detenção de um homem pela presumível autoria do crime de abuso sexual de crianças.

Em comunicado, a PJ indica que os factos ocorreram no decurso do mês de maio de 2023, num parque, localizado em Vimioso, sendo vítima uma criança de 7 anos.

O detido, de 36 anos de idade, empregado fabril, presente a primeiro interrogatório judicial, foi-lhe aplicada a medida de coação de proibição de contatos com a vítima e proibição de frequência do Parque Municipal de Vimioso. 

Fonte: Lusa

XIX Domingo do Tempo Comum

Confiança

1 Reis 19, 9a.11-13a / Slm 84 (85), 9-14 / Rom 9, 1-5 / Mt 14, 22-33

Jesus obriga os discípulos a subirem para o barco. Eles preferiam ficar com Ele e com a multidão, mas Jesus entende que é melhor que partam. E eles obedecem, ainda que contrariados. A certa altura, levanta-se uma tempestade e, com esta, o medo entre os discípulos.

Jesus vem e caminha sobre as águas, o que os assusta ainda mais. Pensam que Ele é um fantasma e gritam. Cristo tenta acalmá-los dizendo «não temais». Pedro duvida, mas confia numa coisa: se realmente é Jesus quem está diante dele, ele será capaz de caminhar sobre as águas. Jesus chama-o e Pedro arrisca uns passos. Mas assusta-se com o vento e começa a afundar-se. Jesus estende a mão, agarra-o e leva-o até ao barco. É então, quando entram no barco, que a paz chega e afasta a tempestade.

Este momento está cheio de drama, um drama feito de dor, medo, incerteza e confiança. A dor de abandonar o lugar onde nos sentimos bem, o medo que se instala no meio das tribulações da vida, a incerteza sobre a presença de Deus e a confiança necessária para deixar-se agarrar por Deus.

Este episódio é um esboço das tribulações próprias da vida como discípulo de Jesus, em que a tempestade é imagem do que acontece quando seguimos o Senhor formalmente, mas sem coração: a visão fica de tal forma desfocada que nem o conseguimos reconhecer. Mas Ele vem, faz-se presente e leva-nos pela mão até à segurança do barco, à bonança, ao porto seguro.

O nosso Deus não anula o medo, a dor e a incerteza. Ele aponta o caminho que Ele próprio traçou entre eles: o caminho da confiança. Cristo está sempre a colocar os seus discípulos em caminho, mostrando o que é próprio da nossa vida: irmos onde precisam de nós. Ele desafia-nos a partir, constantemente, rumo a quem vive sedento da graça. Mas não só com pés e mãos que obedecem, mas com verdadeira disponibilidade, mesmo entre tribulações.

Ganhemos a coragem de ir onde Ele nos manda, seja uma pessoa ou uma situação. E arrisquemos o caminho com confiança n’Ele, obedecendo com uma única segurança: a convicção de que o Senhor não abandona.

Fonte: Rede Mundial de Oração do Papa

Vimioso: A vila encheu-se de gente no feriado municipal

A vila de Vimioso comemorou no dia 10 de agosto, o feriado municipal, uma data que voltou a trazer muita gente, sobretudo os emigrantes, à sede de concelho, para realizar compras na feira anual de São Lourenço, acompanhar o concurso e a luta de touros mirandeses e no final do dia assistir ao concerto musical do artista, Mickael Carreira.

A 10 de agosto, a feira de São Lourenço atraiu a vinda de milhares de pessoas à vila de Vimioso.

Cerca de 70 feirantes vindos de todo o distrito de Bragança e de outras regiões do país vieram até Vimioso, para comercializar os seus produtos na Feira de São Lourenço. Quem visitou o certame, teve a oportunidade de adquirir fruta, hortícolas, carne, queijos, bacalhau, frango de churrasco, utensílios de cozinha, peças de vestuário, calçado, atoalhados, brinquedos, árvores de fruto, lenha e muitos outros produtos. Ao longo da manhã, vários milhares de pessoas percorreram as ruas da zona baixa da vila de Vimioso, para ver as novidades dos feirantes e encontrar amigos e conhecidos.

Foi o caso de Maria Fernanda, uma emigrante natural de Vimioso que vive em França há 52 anos. Neste regresso à vila onde nasceu, verifica que a localidade tem menos gente comparativamente com outros tempos. Ainda assim, elogia o cuidado urbanístico, que faz de Vimioso uma vila bonita e agradável para passar férias. Na visita à feira de São Lourenço deste ano, esta emigrante portuguesa disse que comprou flores para plantar no jardim e os típicos produtos de fumeiro local, como são o presunto e o salpicão.

Por sua vez, o lusodescendente, Jorge Coelho, regressou a Portugal, no início de agosto, juntamente com a sua família, para gozar quatro semanas de férias. Sobre a feira de São Lourenço, o emigrante expressou a sua alegria por participar novamente neste evento, que é também uma oportunidade de encontro e de convívio com amigos e conhecidos.

“Ao longo deste mês de agosto, o mais importante é a oportunidade em descansar e dedicar mais tempo à família e aos amigos. Nestas quatro semanas de férias, pretendemos conviver e participar nas festividades locais, ir à piscina, ao rio e dar alguns passeios”, disse.

Finalmente, o casal de emigrantes, Cristina da Silva e Rui Afonso, vivem e trabalham em Pamplona (Espanha). Também eles, regressam todos os anos, à aldeia de Algoso, para gozar as merecidas férias. Este ano, no decorrer da sua vinda à feira de São Lourenço, aproveitaram para comprar presunto e outros alimentos para preparar as festas na aldeia, agendadas para os dias 14, 15 e 16 de agosto.

O concurso concelhio de bovinos mirandeses

No concurso de bovinos mirandeses participaram 80 animais, provenientes de 16 criadores do concelho de Vimioso.

Em simultâneo, com a feira de São Lourenço realizou-se no recinto do gado, em Vimioso, o concurso concelhio de bovinos mirandeses, onde participaram 80 animais, pertencentes a 16 criadores, de localidades como Vimioso, Avelanoso, Serapicos, Vale de Frades, Pinelo, Santulhão, Matela, Junqueira, Algoso, Caçarelhos e Vilar Seco.

O concurso foi dividido em nove seções e atribuiu prémios aos criadores de bovinos miranteses entre os 55 e os 200 euros. No total, o município de Vimioso investiu cerca de 30 mil euros neste concurso.

No decorrer da atribuição dos prémios aos criadores de bovinos mirandeses, o presidente do município de Vimioso, Jorge Fidalgo, justificou o investimento afirmando que uma das prioridades da autarquia vimiosense é incentivar a população à produção e valorização dos recursos endógenos, como é o caso da carne mirandesa.

Luta de touros mirandeses

Após o concurso, o almoço e a atribuição dos prémios que decorreu no pavilhão multiusos, os participantes regressaram ao recinto de gado, para assistir às lutas ou chegas de touros mirandeses.

As lutas de touros mirandeses são uma grande atração para o público.

As lutas ou chegas de touros mirandeses são demonstrações da robustez e da força destes imponentes animais, o que desperta o interesse do público. Foi o que voltou acontecer no dia 10 de agosto, em Vimioso, onde se juntaram milhares de pessoas para assistir às 7 lutas de touros.

Segundo a organização, os prémios para os criadores destes animais variavam entre os 600€ e os 200€.

Concerto Mickael Carreira

O feriado municipal, em Vimioso, culminou uma enchente de público, no parque municipal, para assistir ao concerto musical de Mickael Carreira. No decorrer do concerto, o cantor de música pop, interpretou temas como “Porque ainda te amo”, “Dou a vida por ti” ou “Bailando”. A noite em Vimioso, encerrou com a atuação do DJ Overrule, nome artístico do portuense, Bruno Castro, que é produtor de hip hop e música eletrónica.

O cantor Mickael Carreira foi o artista convidado no Dia do Município 2023.




As Festas em Vimioso prosseguem até ao dia 14 de agosto. Esta sexta-feira, dia 11 de agosto, iniciam-se as celebrações religiosas com a missa solene e a procissão em honra de Nossa Senhora dos Remédios. Ao serão, a Banda Filarmónica de Vimioso presenteia os emigrantes com um concerto. E o dia termina com o arraial da “Orquestra Magma”.

HA

Vimioso: Incêndio dominado em Argozelo

O incêndio que deflagrou ao final da manhã de quinta-feira, dia 10 de agosto, no concelho de Vimioso, foi dado como dominado, informou fonte da Proteção Civil Terras de Trás-os-Montes.

O incêndio que deflagrou em Argozelo, no concelho de Vimioso, teve duas frente ativas que chegaram a preocupar os bombeiros, nomeadamente uma que se dirigia em direção à aldeia de Vale de Pena.

O comandante Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil Terras de Trás-os-Montes, João Noel Afonso disse ainda esperar pela ação dos meios aéreos ao romper do dia desta sexta-feira, justificando que são importantes para chamada a consolidação dos muitos hectares de terrenos ardidos e de difícil acesso, onde o fogo já foi controlado.

“Os meios aéreos são sempre necessários, mesmo não havendo frente de fogo ativas e são importantes para a consolidação dos pontos quentes que ainda se fazem sentir no perímetro do incêndio”, vincou o comandante sub-regional transmontano.

O combate às chamas em Argozelo contou com a ajuda dos meios espanhóis, num dispositivo composto por meia centena de operacionais, nove meios aéreos, quatro veículos e quatro máquinas de rasto.

No terreno estão ainda a trabalhar máquinas de rasto para abrir corta-fogos e controlar as chamas bombeiros apeados ou apoio de veículos de combate a incêndios florestais.

O incêndio entrou em resolução pelas 01:40 da madrugada desta sexta-feira, dia 11 de agosto, acrescentou a mesma fonte do Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil Terras de Trás-os-Montes.

No local, nas operações de rescaldo permanecem mais de 220 bombeiros, apoiados por 77 viaturas, segundo o ‘site’ da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil.

Fonte: Lusa

Ambiente: Escolas recolhem mais de 300 toneladas de pilhas, lâmpadas e equipamentos

Cerca de 400 escolas nacionais recolheram mais de 300 toneladas de pilhas, lâmpadas e equipamentos elétricos usados, no âmbito da 12.ª edição da “Escola Electrão”, uma iniciativa da Associação de Gestão de Resíduos.

Em comunicado, a Electrão – Associação de Gestão de Resíduos indica que esta campanha, que decorreu entre setembro de 2022 e junho de 2023 e envolveu escolas de norte a sul do país, Açores e Madeira, permitiu recolher 10,4 toneladas de pilhas; 6,3 toneladas de lâmpadas e 284 toneladas de outros equipamentos elétricos usados, como torradeiras, telemóveis ou computadores.

“São resultados que representam um aumento de 12% face à edição anterior, relativa ao ano letivo de 2020/2021, em que foram recolhidas 269 toneladas”, lê-se em comunicado.

A organização aponta que esta campanha se destina a sensibilizar para a necessidade de entrega dos equipamentos elétricos usados para reciclagem e destaca que “o número de escolas inscritas que participam ativamente está a aumentar de ano para ano”.

“As escolas participantes recebem pontos em função das quantidades recolhidas, que são convertidos em prémios. Por cada 10 quilos de pilhas, 10 quilos de lâmpadas ou 100 quilos de equipamentos elétricos usados, cada escola recebe um cheque-prenda no valor de 75 euros”, explica a Electrão.

Nesta edição, houve 177 escolas premiadas, com o valor global dos prémios a ter ultrapassado os 30 mil euros, verba que pode ser trocada por novos equipamentos elétricos.

As três escolas mais premiadas foram a Escola Secundária de Serpa, no distrito de Beja, que “voltou a destacar-se nesta 12.º edição, ao conquistar 1.725 euros em cheques-prenda graças à recolha de 75 quilos de pilhas, 16 quilos de lâmpadas e 21812 quilos de equipamentos elétricos usados”, o Centro de Educação e Desenvolvimento Pina Manique – Casa Pia de Lisboa, com 1.125 euros em cheques-prenda ao recolher 27 quilos de pilhas, 1433 quilos de lâmpadas e 761 quilos de equipamentos elétricos usados, e a Escola Básica e Secundária de Arga e Lima, Lanheses, no distrito de Viana do Castelo, com 50 quilos de pilhas, 680 quilos de lâmpadas e 7630 quilos de equipamentos elétricos usados recolhidos.




Ao longo de 12 edições, esta campanha já permitiu a recolha de mais de seis mil toneladas de resíduos nas escolas aderentes.

Fonte: Lusa

Economia: Região Norte captou mais de 11 mil milhões de euros de fundos europeus

Entre 2014 e 2020, a região Norte captou mais de 11 mil milhões de euros dos programas comunitários, com a aprovação de mais de 40 mil candidaturas, revela relatório da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional.

“Foram aprovadas mais de 40 mil operações nos diversos programas operacionais da Política de Coesão da União Europeia do período de programação 2014-20”, adianta o boletim NORTE UE, publicado pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-Norte).

As mais de 40 mil candidaturas correspondem a 16 mil milhões de euros de investimento elegível, dos quais 11 mil milhões de euros de fundos comunitários foram aprovados.

Durante o segundo semestre de 2022, período em que ainda era possível aplicar os fundos do 2020, foram executados oito mil milhões de euros dos recursos do orçamento da Comissão Europeia, mais 15% do que no primeiro semestre de 2022.

Em Portugal, a Política de Coesão da União Europeia é operacionalizada por 12 programas, sendo que a região Norte “continua a ser a região NUTS II com maior expressão (absoluta) na alocação de fundos comunitários”.

De acordo com o boletim, o Norte concentra 45% do total de operações aprovadas, 41% do total de investimento elegível, 42% do total de fundo aprovado e 42% do total de fundo executado no país.

Na região, dos 12 programas da Política de Coesão destacam-se seis (NORTE 2020, COMPETE 2020, Programa Operacional Capital Humano , Programa Operacional Inclusão Social e Emprego, Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos e Programa Operacional Assistência Técnica), representando o NORTE 2020 35% dos fundos comunitários aprovados até ao final de 2022.

No final do ano passado, o Norte era a região com “menor intensidade de fundos comunitários aprovados por habitante”, nomeadamente, 3.039 euros.

“O Norte de Portugal, a região NUTS II com menor PIB [Produto Interno Bruto] por habitante, apresenta um montante de aprovações por habitante mais reduzido (3.039 euros) do que o Centro (3.354) e o Alentejo (3.677), as restantes regiões menos desenvolvidas do continente. O Alentejo beneficia de um programa regional com maiores apoios por habitante e o centro beneficia mais em termos relativos (por habitante) dos programas temáticos”, refere o documento.

Nas sub-regiões do Norte, a Área Metropolitana do Porto (AMP) concentra 18.997 do total de candidaturas aprovadas, sete mil milhões de euros de investimento elegível, dos quais 4,6 mil milhões de euros de fundo aprovados.

“A territorialização dos apoios por regiões NUT III reflete as acentuadas diferenças intrarregionais ao nível da estrutura económica e da demografia e, assim, da distribuição dos potenciais beneficiários”, refere o documento, destacando que cerca de 71% dos fundos aprovados concentram-se na AMP e na região do Ave e Cávado.

Das cerca de 80 tipologias de intervenção apoiadas, 43% dos fundos aprovados concentram-se na temática Competitividade e Internacionalização.

O boletim esclarece ainda que, com o encerramento do período de programação 2014-2020, os montantes executados aproximam-se dos montantes aprovados em todos os programas.

“Como resultado desta tendência, as diferenças entre as taxas de realização e de execução de todos os programas da Política de Coesão no Norte (72% e 82%, respetivamente) e as do NORTE 2020 (70% e 80%, respetivamente) situavam-se em apenas dois pontos percentuais no final de 2022, muito se devendo esta trajetória à aceleração do investimento da Administração Local”, refere.

Fonte: Lusa

Bancos: Distrito de Bragança em risco de perder caixas automáticos e balcões de bancos

O Banco de Portugal (BdP) identificou 30 freguesias “particularmente vulneráveis” a uma redução da rede de caixas automáticos multibanco e balcões de instituições de crédito, sobretudo nos distritos de Bragança e de Vila Real.

Em comunicado, o banco central refere que, “apesar da ampla cobertura de caixas automáticos e balcões”, o estudo sobre a cobertura da rede de acesso a numerário em Portugal referente a 2022 “revela que 30 das 3.092 freguesias poderão ser afetadas no caso de uma eventual contração da rede”.

Estas freguesias são sinalizadas por “distarem mais de 10 quilómetros do ponto de acesso mais próximo e mais de 15 quilómetros do segundo ponto de acesso mais próximo”, explica o BdP em comunicado.

As freguesias identificadas pertencem aos distritos de Bragança (12), Vila Real (oito), Guarda (quatro), Beja (três), Faro (duas) e Viana do Castelo (uma), somando cerca de nove mil pessoas.

Ainda assim, o Banco de Portugal diz que a situação atual não aparenta deterioração relativamente a 2020 e que a maior distância em linha reta no país entre o extremo de uma freguesia e o ponto de acesso mais próximo “continuava a ser de 17 quilómetros”.

No estudo, o BdP identifica ainda quatro municípios onde cada caixa automático servia, em média, mais de cem quilómetros quadrados: Mogadouro e Vinhais (Bragança), Alcoutim (Faro) e Mértola (Beja).

Quanto ao número de agências bancárias, a comparação é feita com 2017, quando havia 4.592 em território nacional, tendo o número baixado para 3.515 no final de 2022.

A redução da rede de balcões foi “especialmente concentrada” nos distritos de Lisboa, Porto, Braga e Aveiro, que somavam 60% do total de agências encerradas.

No território nacional, existiam, em 2022, mais de 17 mil pontos de acesso a numerário: cerca de 14 mil terminais, concentrados em torno dos principais centros urbanos e no litoral, e 3,2 mil agências bancárias que prestavam serviços relacionados com notas e moedas.

Em comparação com a Área do Euro, Portugal era o sexto país com mais pontos de acesso físico ao sistema bancário, liderando em número de caixas automáticos ‘per capita’, mas ficando abaixo da média europeia na área coberta pela rede de balcões.

Fonte: Lusa

Miranda do Douro: XVI Festival Folclórico de Miranda do Douro vai animar a cidade

O XVI Festival Folclórico de Miranda do Douro, agendado para sábado, dia 12 de agosto, vai trazer muita animação à cidade, com a representação de tradições locais durante a tarde e à noite com as danças dos ranchos folclóricos de Miranda do Douro, Póvoa do Varzim, Pinhão e dos grupos espanhóis de Bimenes e de Zamora.

O festival folclórico é organizado pela Mirandanças – Associação para o Desenvolvimento Integrado da Terra de Miranda, uma entidade que foi fundada a 15 de setembro de 2005, com o objetivo de divulgar a cultura mirandesa.

Segundo a direção desta associação, atualmente participam na Mirandanças cerca de 40 pessoas, adultos, jovens e crianças, que dinamizam os grupos Danças Mistas, Pauliteiras e os Pauliteiricos.

As atuações da Mirandanças, no âmbito local e noutras regiões do país e do estrangeiro – foram à Madeira, a Ibiza e recentemente aos Açores – dizem contribuir um verdadeiro espírito de família entre todos os associados.

No próximo sábado, dia 12 de agosto, a associação Mirandanças organiza o XVI Festival Folclórico de Miranda do Douro. O evento cutlural inicia-se às 16h30, com a apresentação pelas ruas da cidade, de várias tradições mirandesas, como são a Festa do Menino, o Velho e a Gualdrapa ou a atuação da Banda Filarmónica Mirandesa, que este ano celebra 130 anos.

O evento prossegue depois à noite (21h30), na avenida Aranda del Duero, onde vai ser instalado o palco do Festival Folclórico.

Nesta 16ª edição do festival, a associação Mirandanças tem como grupos convidados, o Rancho Folclórico de São Pedro de Rates (Póvoa do Varzim), o Rancho Folclórico e Cultural do Pinhão e dois grupos vindos de Espanha: a Asociación Folklórica y Cultural Los Yerbatos (Bimenes/ Espanha) e a Asociación Etnográfica Bajo Duero (Zamora).




Em simultâneo, com o festival folclórico, decorre na avenida Aranda del Duero, a XXV Famidouro – Feira de Artesanato, com a exposição do melhor artesanato que de faz no concelho de Miranda do Douro e na região, onde se destaca a cutelaria, as peças de vestuário e adereços em burel, entre outras peças de artesanato.

HA