Ambiente: Apresentação do Plano ProRios

Ambiente: Apresentação do Plano ProRios

Até 2030, o Governo vai investir mais de 180 milhões de euros, em intervenções em rios e ribeiras de Portugal, segundo o Pró-Rios – Programa de Ação para o Restauro Ecológico de Rios e Ribeiras.

O Pró-Rios foi apresentado em Lisboa numa sessão presidida pela ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, que especificou que ao todo estarão afetos a obras em cursos de água 187 milhões de euros, o que da uma média de 46 milhões de agora até 2029.

Só para os rios e ribeiras do Algarve e Alentejo estão previstos 52,5 milhões de euros, disse Maria da Graça Carvalho, que pediu ambição e rapidez na apresentação e concretização dos projetos.

Deverão ser intervencionados mil quilómetros de rios e ribeiras, em mais de 80 intervenções, segundo a estimativa hoje apresentada.

O Pró-Rios pretende controlar e reduzir risco de inundações, reforçar a adaptação às alterações climáticas, melhorar o estado ecológico dos ecossistemas, recuperar a biodiversidade e habitats degradados e valorizar os territórios para uso das populações.

Fonte: Lusa | Vídeo: HA

Sendim: Viticultores pedem a continuidade da cooperativa Ribadouro

Sendim: Viticultores pedem a continuidade da cooperativa Ribadouro

Os viticultores do planalto mirandês apelaram às entidades bancárias credoras da Cooperativa Agrícola Ribadouro (ACR), instalada na vila de Sendim, que mantenham a adega em funcionamento, por considerarem ser uma importante atividade económica para a região.

“Existe uma dívida de cerca de 500 mil euros à Caixa de Crédito Agrícola e uma outra dívida de 200 mil euros ao Millennium BCP. Em três anos da nossa direção, conseguimos liquidar, neste período, cerca de 600 mil euros. O que é importante agora é atrair investidores para tomarem posse da ACR e que mantenham o mesmo fim: a recolha de uvas e produção de vinho”, explicou, André Xavier, da direção da Ribadouro.

Segundo o dirigente associativo, “em concordância com a Caixa de Crédito Agrícola, e sem qualquer tipo de atritos, ficou decidido que o ideal seria liquidar a dívida através de penhora e tentar arranjar um investidor que mantenha o ramo de negócio”, disse.

“Um dos objetivos de futuro é que um possível investidor, que esteja ligado ao setor vitivinícola, pegue no imóvel e os seus equipamentos para continuar a laborar. O importante, agora, é que quem comprar o imóvel, em hasta pública, compre também o seu recheio para a direção pagar aos restantes credores. O que está penhorado é o imóvel e o terreno. A cooperativa está pronta a receber uvas”, vincou.

Segundo a direção desta estrutura, a ACR nunca parou de laborar e quem a adquirir poderá fazer aqui uma espécie de “centro ponto de recolha de uvas e depósito de vinho, como acontece numa adega vizinha”, frisou.

André Xavier indicou que a entrega das propostas é feita por carta fechada, para aquisição do imóvel da cooperativa, e estão abertas até as 14:00 horas do dia 13 fevereiro. Estas propostas serão abertas no Tribunal de Bragança.

“Independente de nos custar muito entregar isto a outras pessoas ou entidades, já que se trata de património dos associados, a cooperativa tem condições estruturais para continuar a laborar. Contudo, na última reunião de associados que houve, todos os sócios concordaram que esta era a melhor opção”, disse.

Para o dia 1 de fevereiro está marcado um leilão, para aquisição de dois terrenos pertencentes à cooperativa, cujo montante recebido vai diretamente para os associados da ACR para pagamento de valores em atraso.

Já o associado André Almendra, que participou na última assembleia-geral da ACS, que decorreu em 12 de dezembro, disse que os problemas da ACR já vêm desde há algum tempo, porque o modelo de cooperativa já não é um modelo de negócio muito atual.

“Este modelo de negócio já não é muito atual, atendendo ao contexto deste negócio, onde há muita concorrência. A cooperativa já estava fragilizada. Anteriores direções à atual também cometeram bastantes erros”, explicou.

André Almendra considera que, se “houver a sorte de aparecer um investidor que continue o negócio nas mesmas instalações”, poderá ser bom para o viticultor.

“O pequeno produtor que estava habituado a meter as uvas nesta cooperativa, não terá capacidade de ir a outra adega que fique um pouco mais distante. São pessoas com idade avançada e sem maquinaria necessária para o transporte das uvas”, observou.

“O que vai acontecer é que património genético das vinhas mais velhas vai-se perder, que é o grosso da produção dos pequenos produtores”, vincou André Almendra.

A ACR tem atualmente meio milhar de associados e foi criada em 1956 para servir os três concelhos do Planalto Mirandês: Miranda do Douro, Mogadouro e Vimioso, no distrito de Bragança.

Em setembro de 2013 a adega cooperativa de Sendim, anunciava o lançamento no mercado dos primeiros 10.000 litros de um vinho biológico produzido nesta sub da região vinícola de Trás-os-Montes.

Em 2012 anunciava igualmente a exportação de 210 mil garrafas de vinho ‘Pauliteiros’ para o Nepal, tornando-se a primeira produtora de vinhos a exportar para aquele país.

A Cooperativa Agrícola Ribadouro chegou a comercializar vinho para países como a França, Alemanha, Angola, Brasil e Bielorrússia.

Fonte: Lusa | Imagens: Ribadouro

Ensino: Inteligência Artificial (IA) não pode ser ignorada – Ministro

Ensino: Inteligência Artificial (IA) não pode ser ignorada – Ministro

O ministro da Educação, Fernando Alexandre, defendeu que o uso da Inteligência Artificial “é uma realidade que não pode ser ignorada”, apelando à adaptação nas escolas para maximizar os benefícios e minimizar os riscos.

“É uma realidade que não pode ser ignorada e por isso o que temos de fazer é, com essa mudança tecnológica, termos a capacidade de, seja com a formação dos professores, seja na alteração dos métodos de ensino, seja na alteração dos próprios currículos aproveitarmos as oportunidades que essa mudança nos traz”, disse Fernando Alexandre aos jornalistas.

Para o governante, “com as estratégias adequadas, esses riscos podem ser minimizados e os benefícios podem ser maximizados”.

À margem de visitas a escolas, o ministro da Educação admitiu que se deve “tornar a Inteligência Artificial num instrumento complementar que permite aumentar as capacidades dos nossos alunos”.

A OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico) considerou que a Inteligência Artificial tem potencial para melhorar o sistema de ensino, dado que disponibiliza mais “ferramentas para fins educativos”, apesar de admitir que também há riscos.

De acordo com este jornal Público, a estudantes de cinco universidades norte-americanas foi pedido que apresentassem um pequeno ensaio de 20 minutos: um primeiro grupo tinha de o fazer sem qualquer tipo de ajuda; outro poderia recorrer ao apoio de um motor de busca; e um terceiro usaria uma ferramenta de inteligência artificial generativa (o ChatGPT).

Concluídos os trabalhos, os deste último grupo tiveram melhores classificações. Mas uma hora após terem terminado, apenas 12% dos alunos conseguiram citar de memória um excerto do texto que tinham apresentado. Foi-lhes pedido que fossem rigorosos na autocitação. A esmagadora maioria não foi capaz. Em contraste, 89% dos estudantes dos outros dois grupos conseguiram fazê-lo.

Um manifesto subscrito por dezenas de professores de universidades e politécnicos portugueses apela à proibição do uso da Inteligência Artificial nas universidades para evitar reduzir a curiosidade intelectual dos estudantes e inverter a trajetória de empobrecimento cognitivo.

O manifesto, citado pelo jornal de Notícias, explica que o uso da Inteligência Artificial retira “esforço, trabalho e dedicação” sob um “espesso manto de ignorância, facilitismo, desonestidade intelectual, copianço e rapidez”, empobrecendo a capacidade de pensar.

Tendo em conta as formas de ensino centradas nos estudantes que têm vindo a ser adotadas, os docentes sentem-se incapazes de identificar com rigor práticas fraudulentas e pedem, por isso, a suspensão das ferramentas de Inteligência Artificial nos processos de ensino-aprendizagem.

Fonte: Lusa | Foto: HA

Serapicos: Presumível ataque de lobos mata vaca que estava prestes a parir

Serapicos: Presumível ataque de lobos mata vaca que estava prestes a parir

Numa exploração pecuária, em Serapicos, foi encontrada morta uma vaca da raça limousine, que esteva prestes a parir e de acordo com a criadora, Filomena Miranda, poderá ter-se tratado de um ataque de lobos, pelas lesões no pescoço e na parte traseira do animal.

à criadora de bovinos de raça limousine, informou que na exploração pecuária, na aldeia de Serapicos, no concelho de Vimioso, têm atualmente 18 animais, em regime extensivo.

“Na manhã de Domingo, dia 25 de janeiro, encontrámos uma vaca morta, que estava prestes a parir e pelas lesões na cabeça e na parte de trás, suponho que se tratou de um ataque de lobos”, disse Filomena Miranda.

Em Serapicos, Filomena Miranda é ainda criadora de 270 ovinos, pelo que os sucessivos ataques de lobos na região, estão a causar grande preocupação, obrigando a criadora a redobrar os cuidados no pastoreio dos animais, sejam bovinos e ovinos.

A pecuária extensiva refere-se à criação de gado, ovino, caprino ou bovino em áreas extensas, sendo que o gado pasta livre nessa extensão. Este tipo de agropecuária é normalmente aplicado à criação de animais para produção de carne.

Segundo o Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF), desde 2024, foram registados mais de 30 ataques de lobos, em várias localidades dos concelhos do planalto mirandês (Miranda do Douro, Mogadouro e Vimioso).

De acordo com o ICNF, “todos os prejuízos causados por lobos são compensados sempre que se confirme, através de perícia, que o dano é efetivamente atribuível à espécie”.

A 5 de novembro, o Governo aprovou a revisão do regime da proteção do lobo ibérico, atualizando as regras de pagamento de indemnizações aos produtores pecuários por danos causados por ataques de lobos.


PREJUÍZOS ATRIBUÍDOS AO LOBO

Os prejuízos sobre efetivos pecuários atribuídos ao lobo são indemnizados pelo Estado Português desde a entrada em vigor da Lei n.º 90/88, de 13 de agosto - Lei de Proteção ao Lobo-ibérico.

Nesta revisão das normas aplicáveis alterou-se a abordagem que se faz ao direito à indemnização. Este modelo pretende potenciar a corresponsabilização dos proprietários de gado pela proteção do mesmo, sem pôr em causa a obrigação do Estado, de indemnizar, como compensação do risco que aqueles proprietários correm pela atividade que exercem, em áreas de presença de lobo. Institui-se um mecanismo de pagamento de indemnização que supõe o pagamento de um número limitado de prejuízos em cada ano civil, bem como uma redução do valor a pagar relativamente ao dano efetivo, à medida que aumenta o número de ocorrências.

É fixada a lista de animais passíveis de indemnização e clarificados os conceitos relativos aos requisitos de proteção a observar para que possa ser reconhecido o direito à indemnização, a título de exemplo a tipologia do cão de proteção de gado.

Outra alteração significativa prende-se com a transferência do pagamento das indemnizações do ICNF, para o Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas, de forma a aumentar a eficácia administrativa, proporcionado ainda uma maior acessibilidade no acompanhamento do processo por parte dos interessados.

Espera-se com este conjunto de medidas potenciar a coexistência da atividade pecuária com a presença de lobo.

De forma a melhor esclarecer sobre a implementação destas medidas, é disponibilizado um folheto informativo destinado aos criadores de gado em área de lobo.

Fonte: ICNF

HA



Santulhão: Comunidade celebrou a festa do padroeiro São Julião

Santulhão: Comunidade celebrou a festa do padroeiro São Julião

A comunidade paroquial de Santulhão celebrou a festa do padroeiro, São Julião, no Domingo, dia 25 de janeiro, com um peditório e arruada pela aldeia, seguido da eucaristia e a procissão da imagem do santo, um mártir do século IV, que terá dado o nome a esta localidade do concelho de Vimioso.

A celebração religiosa na igreja matriz de Santulhão, foi presidida pelo frade capuchinho, Hermano Filipe. Na homília, o sacerdote alertou para as falsas luzes que frequentemente fascinam e criam divisões nas famílias, nas comunidades e na própria igreja.

“Seguindo o exemplo de São Julião, mártir do século IV, padroeiro de Santulhão, procuremos e deixemo-nos guiar pela luz da Palavra de Deus. O pecado divide, mas Deus une e aproxima-nos uns dos outros. A espada de São Julião é sinal da profunda luta interior que enfrentou contra o pecado da idolatria. Por isso, em Santulhão, São Julião é amado, venerado e admirado. Agora é a nossa vez de seguir de seguir a luz de Deus, que nos ilumina e fortalece”, exortou o sacerdote.

Como é tradição em Santulhão, a celebração religiosa concluiu-se com a procissão da imagem de São Julião, acompanhada pela música dos gaiteiros locais.

Em representação da freguesia de Santulhão, Carla Torrão, referiu que a festa em honra de São Julião realiza-se, anualmente, no último Domingo de janeiro.

“Antigamente, a romaria em honra de São Julião coincidia com feira mensal de Santulhão. Atualmente, dado o despovoamento e esta altura fria do ano, a festa do padroeiro é celebrada maioritariamente pela população residente. A festa iniciou-se com uma arruada e peditório pela aldeia, animado com a música dos gaiteiros de Santulhão”, disse a autarca de Santulhão.

De acordo com a população, a origem do nome “Santulhão” provém do latim “Sancti Juliani”, sendo que a imagem do santo, encontra-se na capela-mor, da Igreja Matriz.

HA



Ambiente: Minas de Santo Adrião com estatuto de Zona Especial de Conservação

Ambiente: Minas de Santo Adrião com estatuto de Zona Especial de Conservação

O Governo deu por concluído o processo de designação da Zona Especial de Conservação (ZEC) Minas de Santo Adrião, nos concelhos de Miranda do Douro e Vimioso, através de decreto–lei publicado em Diário da República.

Neste sentido, a Zona Especial de Conservação Minas de Santo Adrião passa a beneficiar de um regime jurídico de conservação de habitats conferindo-lhes uma proteção especial, especificamente direcionado à manutenção ou restabelecimento do estado de conservação favorável dos tipos de habitat naturais ou seminaturais e das populações das espécies selvagens com presença significativa nesta zona.

“O decreto-lei conclui o processo de classificação da Zona Especial de Conservação (ZEC) Minas de Santo Adrião em 16 de março, que procedeu à sua delimitação territorial e geográfica, e define para a sua área os objetivos e as medidas de conservação e de gestão que visam a manutenção ou o restabelecimento dos tipos de habitat naturais ou seminaturais e das populações de espécies da flora e da fauna selvagens num estado de conservação favorável”, lê-se na publicação.

Segundo o DR, a ZEC Minas de Santo Adrião é objeto de um plano de gestão a aprovar por portaria dos membros do Governo responsáveis pelas áreas do ambiente, do ordenamento do território, da agricultura e florestas.

O plano de gestão para a ZEC Minas de Santo Adrião apresenta um conjunto de medidas e ações de conservação complementares às previstas no presente decreto-lei, designadamente medidas de gestão ativa e de suporte, que visam contribuir para assegurar o estado de conservação favorável dos tipos de habitat e das espécies de fauna e flora a identificar na portaria referida no número anterior na região biogeográfica mediterrânica e que assentam numa abordagem integrada para dar resposta às suas exigências ecológicas.

O plano de gestão estabelece, ainda, as prioridades de conservação, determinando as espécies e os tipos de habitat em relação aos quais se impõem medidas mais urgentes.

Este nono regime de proteção da Minas de Santo Adrião foi aprovado em Conselho de Ministros, a 4 de dezembro de 2025.

Segundo informação do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF), as Minas de Santo Adrião são um sítio classificado, onde se encontra a maior área de calcários do Norte de Portugal, apresentando assim algumas características particulares no que respeita à flora e à fauna.

As minas situadas no planalto mirandês, entre os concelhos de Vimioso e Miranda do Douro, albergam importantes colónias de quirópteros (morcegos), onde se destacam espécies como o morcego-de-ferradura-grande (‘Rhinolophus ferrumequinum’) e o morcego-de-peluche (‘Miniopterus schreibersii’). São ainda locais de criação de espécies classificadas “em perigo”,  como o morcego-rato-pequeno (‘Myotis blythii’), desempenhando um importante papel na conservação destas espécies.

Fonte: Lusa | Foto: Património Geológico no Planalto Mirandês

Presidenciais: 250 personalidades apoiam António José Seguro

Presidenciais: 250 personalidades apoiam António José Seguro

Na campanha para a segunda volta das eleições presidenciais, agendadas para 8 de fevereiro, mais de duas centenas de personalidades da área política “não-socialista” lançaram uma carta aberta de apoio a António José Seguro, elogiando-o pela moderação.

Numa carta intitulada “Não-socialistas por Seguro”, 250 personalidades lembram que, apesar de também haver uma segunda volta, as eleições deste ano “não podiam ser mais diferentes” das de 1986, uma vez que não estão frente a frente um candidato de centro-esquerda e outro de centro-direita, mas sim um nome de centro-direita e outro das “direitas radicais”.

Entre os signatários constam nomes como o do advogado Adolfo Mesquita Nunes, os antigos ministros António Capucho, Miguel Poiares Maduro e Arlindo Cunha, a antiga vereadora da Câmara de Lisboa Filipa Roseta, o historiador José Pacheco Pereira, a futebolista Francisca Nazareth, o humorista José Diogo Quintela, os escritores Miguel Esteves Cardoso, Henrique Raposo, Pedro Mexia, Afonso Reis Cabral, Rita Ferro e Francisco José Viegas

A carta, que continua a recolher apoios ‘online’ e já conta com mais de 750 assinaturas, rejeita a dicotomia defendida por André Ventura, que vê “este sufrágio como um confronto entre o bloco de esquerdas e o bloco de direitas, que qualificou como o campo ‘não-socialista’”.

“Pertencendo todos os signatários ao campo não-socialista, entendemos que André Ventura não nos representa. Rejeitamos tanto o estilo como a substância, a manifesta falta de sentido de Estado e o divisionismo que o candidato anuncia ao dizer desde já que não pretende ser o Presidente de todos os portugueses”, enfatizam.

Os signatários dizem ver em Ventura “propostas e posições inconstitucionais, discriminatórias ou atentatórias da dignidade humana” dando como exemplo a defesa de “confinamentos étnicos, sanções penais degradantes, a hipótese do regresso à pena de morte”, a “estigmatização de comunidades migrantes, um securitarismo de razia” e “alinhamento com autocratas e governos autoritários”.

“Por estas e outras razões, André Ventura não apresenta condições objectivas nem subjectivas para exercer o mais alto cargo do Estado”, argumentam.

Em contrapartida, acrescenta o grupo, António José Seguro, “desde sempre ligado ao espaço socialista, evitou na campanha o facciosismo ou a ofensa, e tem um percurso político de moderação, honestidade e dignidade”.

“Assim sendo, os signatários, ainda que não-socialistas, votam e apelam ao voto em António José Seguro. Temos decerto discordâncias ideológicas, mas sabemos que António José Seguro não atentará contra os valores democráticos e humanistas, nem contra os direitos, as liberdades e as garantias dos cidadãos”, frisam os autores da carta.

António José Seguro e André Ventura vão disputar a segunda volta das eleições presidenciais, em 8 de fevereiro, depois do candidato apoiado pelo PS ter conquistado 31% dos votos e Ventura, líder do Chega, obtido 23%.

Fonte: Lusa | Foto: AJS

Internacional: UE nas comemorações do Dia da República na Índia

Internacional: UE nas comemorações do Dia da República na Índia

Os líderes da União Europeia (UE) assistiram ao desfile militar do Dia da República na Índia, como convidados de honra do Governo de Nova Deli, com o qual devem concluir um tratado de livre comércio.

“Este evento marca a nossa vontade coletiva de construir uma Índia desenvolvida”, disse o primeiro-ministro Narendra Modi antes do início do desfile, que homenageia as unidades e o material utilizado durante o confronto militar que opôs o país ao Paquistão, em maio.

Na tribuna, o homem forte do país mais populoso do planeta — 1,5 mil milhões de habitantes — estava rodeado pelo presidente do Conselho Europeu, o português António Costa, e pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

A UE e a Índia discutem há mais de 20 anos um tratado de livre comércio, cuja conclusão foi acelerada pela guerra de direitos aduaneiros imposta pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Os dois lados confidenciaram que esperavam selar este documento, qualificado como “o acordo de todos os acordos”, durante a cimeira bilateral agendada para 27 de janeiro.

A Índia deverá tornar-se a quarta maior economia do mundo este ano. Em 2024, a UE e o país asiático trocaram 120 mil milhões de euros em mercadorias – um aumento de quase 90%, em dez anos – e 60 mil milhões de euros em serviços, de acordo com as estatísticas europeias.

Ambas estão em busca de novos mercados para contornarem as taxas de Washington e os controlos à exportação impostos pela China.

Bruxelas vê na Índia um mercado importante para o futuro, enquanto Nova Deli considera a Europa uma fonte fundamental de tecnologia e investimento de que necessita para acelerar a modernização e criação de milhões de empregos necessários à população.

O Dia da República marca o aniversário da adoção da atual Constituição da Índia em 1950, três anos após a independência do Império Britânico.

Fonte: Lusa | Imagem: EU

Jesus atravessa fronteiras e culturas

III Domingo do Tempo Comum / Último Dia da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos

Jesus atravessa fronteiras e culturas

Is 8, 23b – 9, 3 / Slm 26 (27), 1.4. 13-14 / 1 Cor 1, 10-13.17 / Mt 4, 12-23 ou 4, 12-17

São Mateus diz: «Quando Jesus ouviu dizer que João Batista fora preso, retirou-se para a Galileia». Neste início da vida pública de Jesus, aparecem dois aspetos que a configuram. O primeiro é a oposição que Jesus enfrenta. Ele “retira-se” por ver que onde está não encontra corações abertos. O segundo aspeto é o horizonte universal da proclamação de Jesus: atravessa fronteiras e culturas.

Na verdade, Jesus retirou-se para a Galileia, que muitos chamavam “Galileia dos gentios”. Era uma região de população mista, incluindo judeus e não judeus. Foi nessa ida de Jesus para a “Galileia dos gentios” que São Mateus reconheceu o que Isaías já tinha anunciado: «o povo que vivia nas trevas viu uma grande luz».

São Mateus diz: «Desde então, Jesus começou a pregar: “Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos Céus”». Jesus usa o modo imperativo, introduz a pressão do tempo, dá a entender ao que vem. Está aqui a inauguração solene do ministério de Jesus.

No início da vida pública de Jesus, aparecem dois aspetos que a configuram. O primeiro é a oposição que Jesus enfrenta. Ele “retira-se” por ver que onde está não encontra corações abertos. O segundo aspeto é o horizonte universal da proclamação de Jesus: atravessa fronteiras e culturas.

Jesus chama os primeiros discípulos. Vai direto àquilo que eles estão a fazer ou a viver. Eram quatro pescadores: dois lançavam as redes ao mar e outros dois estavam a consertá-las. Uma vez chamados, deixam tudo e seguem Jesus. “Deixar” e “seguir” aparecem diretamente associados. Não há mais explicações; não são precisas. Seguem Jesus, porque Ele os chamou. É assim a dinâmica da vocação: o chamamento vindo de Jesus é tudo o que há como justificação. Tem toda a autoridade por si.

São Paulo (1.ª Carta aos Coríntios) avança com uma recomendação à Igreja nascente, a fim de que não se ponha em causa o que é conseguido na sequência do que Jesus começou. Primeiro, Jesus arrancou com o seu ministério; agora, os apóstolos dão-lhe seguimento. Mas é preciso que o que daí resulta se mantenha sólido e credível: «rogo-vos (…) que não haja divisões entre vós, permanecendo bem unidos, no mesmo pensar e no mesmo agir».

Fonte: Rede Mundial de Oração do Papa (RMOP)

Miranda do Douro: Escolas encerraram por causa da neve

Miranda do Douro: Escolas encerraram por causa da neve

A presidente da Câmara Municipal de Miranda do Douro, Helena Barril, informou que a partir das 13:00 de sexta-feira, dia 23 de janeiro, as escolas do concelho encerraram, devido à queda de neve e ao possível agravamento das condições meteorológicas.

“Os alunos já estão a almoçar para serem levados para as suas residências, em condições de segurança. No terreno, estão igualmente as equipas da proteção civil municipal”, indicou a autarca mirandesa.

Segundo Helena Barril, a zona do concelho mais afetada é a parte sul, que faz fronteira com o concelho de Mogadouro.

De momento, por causa de alguns acidentes, o Itinerário Complementar (IC5) está interditado ao trânsito, no troço entre os nós de Mogadouro e Sanhoane, estando a circulação de veículos a fazer-se pela Estrada Nacional (EN221).Os Bombeiros e a GNR e concessionária deslocaram-se ao local para prestar auxílio aos condutores.

O distrito de Bragança está sob aviso laranja devido à queda de neve, pelo que os concelhos, Macedo de Cavaleiros, Vinhais, Mogadouro e Carrazeda de Ansiães decidiram encerrar as escolas, devido à impossibilidade de garantir o transporte dos estudantes.

O IPMA prevê chuva, neve, vento e agitação marítima como efeitos da passagem da depressão Ingrid por Portugal continental. Os distritos de Braga, Porto, Viana do Castelo, Vila Real e Viseu estão sob aviso vermelho (o mais grave de uma escala de três) por causa da neve.

Fonte: Lusa | Foto: José Pinto Oliveira