Ambiente: PreZero e Resíduos do Nordeste celebram novo contrato na gestão de resíduos
A PreZero Portugal e a Resíduos do Nordeste, empresas responsáveis pela gestão e tratamento de resíduos na região do Nordeste Transmontano, assinaram recentemente um novo contrato de prestação de serviços urbanos, que entrou em vigor no início de janeiro de 2025.
Esta nova adjudicação, explica a PreZero em comunicado, representa “um marco significativo para o desenvolvimento sustentável e para a eficiência na gestão de resíduos urbanos em quatro Municípios da Terra Fria”.
O contrato público, com a duração de dez anos, visa garantir a melhoria contínua na recolha seletiva e indiferenciada e o transporte de aproximadamente 22 mil e 100 toneladas de resíduos sólidos urbanos para o Parque Ambiental do Nordeste Transmontano, produzidos anualmente pelos mais de 53 mil habitantes dos concelhos de Bragança, Miranda do Douro, Vimioso e Vinhais.
Tiago Borges, Administrador-Delegado da PreZero Portugal, refere-se a este novo contrato como “uma continuidade da nossa longa história de duas décadas de colaboração e parceria com a Resíduos do Nordeste, onde iremos manter o nosso compromisso em oferecer serviços de excelência que promovam a sustentabilidade e o bem-estar dos cidadãos da Terra Fria”.
Para Paulo Praça, Diretor Geral da Resíduos do Nordeste, “trata-se de um contrato resultado de concurso público internacional, visado pelo Tribunal de Contas e que constitui um bom exemplo, a nível regional e nacional, de verticalização do setor com integração da baixa e alta na Resíduos do Nordeste”. Salienta, ainda, que “este procedimento tem o mérito de resultar de uma adequada articulação entre os municípios envolvidos, com aprovação nos órgãos municipais, e a Resíduos do Nordeste procurando garantir uma gestão sustentável dos resíduos na região”.
Igreja: «Missão País» leva mais de quatro mil estudantes a 73 localidades de Portugal
Neste novo ano de 2025, o projeto católico de universitários ‘Missão País’ vai levar cerca de quatro mil e 200 participantes, provenientes de 60 faculdades, a 73 localidades do país, numa semana de fé, serviço e caridade.
“Há sempre mais missões a abrir, este ano foram quatro e esperamos continuar a crescer para que mais pessoas possam missionar e também para que mais localidades possam ser missionadas”, afirmou António Líbano Monteiro, um dos chefes nacionais da Missão País 2025, em entrevista ao Programa ECCLESIA, transmitido hoje na RTP2.
A também chefe nacional Madalena Marques Videira explica que este é um projeto que junta o serviço e a fé, com o “desejo de levar Jesus e de evangelizar Portugal através do serviço”, destacando que a semana é vivida de “forma verdadeira e intensa”.
Na pausa letiva entre semestres e durante sete dias, 50 jovens missionários, oito chefes nacionais, um padre e em algumas missões, seminaristas e uma irmã ou consagrada, realizam missão numa região isolada de Portugal, visitando lares, creches, escolas, levando alegria de porta em porta.
“Eu acho que os jovens hoje em dia têm muito esta sede de procurar isso”, afirma António Líbano Monteiro, realçando que a “’Missão País’ é um meio privilegiado para tirar uma semana de férias para viver numa realidade completamente distante daquilo que é do seu dia-a-dia”.
Madalena Marques Videira descreve que “é uma maravilha ver a vontade de tanta gente” de ir para “um meio completamente diferente para missionar”.
“E, por isso, cada ano há mais inscrições, o que é mesmo espetacular. Nós, este ano fomos quatro mil missionários, como disse, mas as inscrições são sempre superiores a isso e, por isso, há sempre uma vontade de abrir mais missões, porque não queremos negar a ninguém este desejo de missionar”, salienta a jovem.
Madalena Marques Videira e António Líbano Monteiro conheceram a ‘Missão País’ através do movimento de Schoenstatt, na origem do projeto católico de universitários, tendo os dois crescido com a vontade de integrar a experiência.
“Toda a gente que eu conhecia e dos meus círculos falava da ‘Missão País’ como se fosse esta experiência altamente gratificante e transformadora na vida de uma pessoa e obviamente quis experimentar isso e quis ver isso”, afirma o jovem.
Já a chefe nacional relata que na “teve a graça” de fazer parte da ‘Missão País’ no primeiro ano em que se inscreveu, ao contrário de António, e que, a partir daí, apaixonou-se pelo projeto, uma vez que “é uma semana muito verdadeira”, com uma rampa de fé que ajuda a viver o ano.
Uma das características do projeto católico de universitários é que a missão de cada faculdade fica três anos na mesma localidade, sendo o primeiro deles “o mais difícil”, segundo Madalena.
“Não é nada óbvio chegarmos a uma localidade e as pessoas abrirem-nos as portas, ou seja, eu penso que se fosse no meu caso também teria sempre alguma resistência em abrir as portas e, por isso, o primeiro ano é sem dúvida o mais exigente neste sentido”, testemunha.
Já no segundo ano, em que se dá uma “transformação”, a chefe nacional dá conta que as pessoas já conhecem os missionários, já sabem que vão lá para as ouvir, culminando com os jovens a receber “infinitamente mais” do que aquilo que dão, acreditando ainda assim que de alguma forma transformam as localidades.
O terceiro ano é aquele em que acontece a “despedida”, isto é um envio, tanto para a localidade como para os missionários, que sentem saudades logo no dia em que termina a missão.
“Apetece sempre ficar mais tempo e conhecer aquelas pessoas melhor, e ajudar mais, mas de facto a proposta que temos é uma semana por ano, durante três anos”, realça António Líbano Monteiro.
O jovem conta que há vários casos em que a presença da Missão País contagiou as comunidades, “avivou ali uma chama”, dando lugar a novos projetos, a “uma catequese mais bem feita” e ao início de campos de férias.
Para os missionários, a ‘Missão País’ não termina na experiência que os reúne durante uma semana, sendo promovidos encontros entre os universitários após os dias em que estiveram juntos.
Os chefes nacionais apresentam a Missão País 2025, que conta com quatro novas missões, destacando impacto do projeto nas localidades e nos missionários.
“A ‘Missão País’ traz uma coisa muito boa, que é amigos e bons amigos, portanto amigos em Cristo”, refere Madalena, destacando que isso é visível “na faculdade, nas alturas de estudo”.
“Surgem sempre coisas boas a partir daí ou iniciativas como missas ou os NECs ganham sempre mais vida, portanto os Núcleos de Estudantes Católicos ganham sempre mais vida depois das missões e que bom que é ver isso a acontecer, ou terços, ou ir visitar as localidades às vezes também”, exemplifica.
A ‘Missão País’ 2025 tem como tema “Não perturbe o vosso coração”, do Evangelho de João, e a cor lilás, que representa o caminho, a inquietação e a transformação.
Bragança: GNR avança com “e-Guard” para socorro à população sénior
Ao longo do ano, o comando distrital da GNR de Bragança vai implementar o projeto “e-Guard”, de forma a prestar ao auxílio imediato à população mais idosa, que vive isolada ou em situação vulnerável no distrito de Bragança.
“O projeto ‘e-Guard’ está inserido numa estratégia que está no alinhamento da Guarda Nacional Republicana (GNR) para o ano de 2025, no distrito de Bragança, que está focada nas pessoas, no âmbito da prevenção criminal e policiamento comunitário, como prioridades”, explicou hoje à agência Lusa, o oficial de relações públicas do comando da GNR em Bragança, Vítor Romualdo.
O projeto “e-Guard” assenta num equipamento eletrónico que procura desenvolver uma resposta integrada de segurança, ação social e saúde, especialmente dirigido às pessoas mais vulneráveis, como “uma resposta eficaz no socorro e apoio aos maiores de 65 anos”.
“Este projeto já se encontra implementado em alguns comandos distritais da GNR, havendo agendamentos para alguns municípios dos distrito de Bragança, para o mês de fevereiro. A seleção das pessoas vai ao encontro dos idosos sinalizados durante a operação anual Censos Sénior, respondendo a critérios de dependência, incapacidade, solidão ou isolamento”, vincou este oficial da GNR.
De acordo com o tenente-coronel Vítor Romualdo, a utilização do dispositivo “e-Guard” vai permitir aos idosos um maior tempo de permanência nas suas residências, “conferindo segurança na sua zona de conforto através de uma rede de resposta rápida ao cidadão”.
“O idoso que usar este equipamento vai estar ligado 24 horas por dias e sete dias por semana a um militar que se encontra na sala de situação da GNR, podendo comunicar para colmatar a solidão, caso de doença súbita ou até relatar algum incidente de ordem pública que ocorra”, disse.
O idoso a que seja atribuído este equipamento, após análise à sua situação, estará em contacto permanente através de uma ligação direta à GNR, no distrito de Bragança.
Por outro lado e suspeitando de alguma anomalia, a GNR também pode entrar em contacto com o idoso e caso necessário desloca-se uma patrulha ao local para verificar o que está a acontecer, porque o aparelho está dotado de uma componente de georreferenciação, e assim ser prestado auxílio ao nível da saúde ou segurança.
Segundo Vítor Romualdo, quando o utente carrega no botão SOS do aparelho aparece um alarme no portal de monitorização instalado na sala de situação do comando distrital da GNR.
“Através deste contacto, é de imediato verificada e monitorizada a situação do utente/idoso e, caso seja, necessário, aciona-se a deslocação de militares da GNR para o local. É quase como ter um guarda à porta”, explicou o oficial, responsável pelo projeto no comando da GNR de Bragança.
O serviço “e-Guard” pode também ser utilizado em situações de burla ou de furto, incêndios na redondezas, se um idoso estiver perdido ou desorientado (georreferenciação) ou com doença súbita.
Dados avançados pela GNR indicam que no distrito de Bragança, nos últimos cinco anos, foram registados entre 250 a 300 casos de doença súbita junto da comunidade idosa, o que se traduz numa média de mais de 50 ocorrências deste género por ano, em que várias ocasiões os idosos já são encontrados tarde e sem vida.
“No distrito de Bragança, e perante o número de idosos encontrados sem vida em casa, há duas linhas de orientação: a primeira são idosos que vivem sozinhos e que passados um dia ou dois os vizinhos estranham a sua ausência e alertam as autoridades, e deparamos com o idoso já cadáver”, explicou.
Há ainda outras situações em que o idoso vive com familiares mas na sua ausência é vítima de uma doença súbita.
Ambiente: Quantidade de água aumentou em todas as bacias hidrográficas
Em janeiro, comparativamente com o mês anterior de dezembro, a quantidade de água armazenada aumentou em todas as bacias hidrográficas, segundo o Sistema Nacional de Informação dos Recursos Hídricos (SNIRH).
Os armazenamentos de água por bacia hidrográfica apresentaram-se superiores às médias de janeiro dos anos 1990/91 a 2023/24.
Na bacia hidrográfica do Barlavento algarvio, a quantidade de água subiu de 12,6% em dezembro para 15,4% em janeiro. Esta bacia continua ser a que menor quantidade de água reserva.
Das 60 albufeiras monitorizadas, 33 apresentam disponibilidades hídricas superiores a 80% do volume total e oito inferiores a 40%.
Segundo os dados do SNIRH disponíveis a 3 de fevereiro, com menos água estavam no final de janeiro as bacias do Barlavento (15,4%), Arade (37,5%), Mira (39,4%) e Sado (58%).
As bacias do Ave e Tejo eram as que apresentavam maior volume de água, com 98% e 89,6%, respetivamente, seguidas do Douro (84,4%), Cávado (83%), Lima (81,9%), Guadiana (81,7%) Mondego (79,9%) e Oeste (74,5%).
A cada bacia hidrográfica pode corresponder mais do que uma albufeira.
A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) indicou que as barragens do Algarve estão com 49% da sua capacidade total de armazenamento de água, depois das chuvas do final de janeiro, o que permite assegurar o abastecimento de água por mais de um ano.
Dados da Agência Portuguesa do Ambiente mostram ainda que, a nível nacional, a capacidade total de armazenamento nas 80 albufeiras está nos 77%.
Bragança-Miranda: Projeto sobre uso saudável da tecnologia
A Fundação Casa de Trabalho – Patronato de Santo António, da Diocese de Bragança-Miranda, anunciou que vai implementar de 2 de janeiro de 2025 até 31 de julho de 2027, o Projeto XPTO, que visa aumentar a literacia tecnológica de adolescentes, entre os 12 e os 16 anos.
A iniciativa tem como objetivo promover “o equilíbrio entre o mundo online e offline, abordando os riscos associados ao uso excessivo de redes sociais, videojogos e apostas online.
O projeto vai utilizar “a arte do teatro como ferramenta educativa e transformadora”.
“Cerca de 150 jovens, provenientes de contextos vulneráveis, participarão de laboratórios colaborativos em áreas como dramaturgia, cenografia, dança e música, culminando na criação de uma peça de teatro que aborda os desafios do uso da tecnologia”, pode ler-se na nota enviada à Agência ECCLESIA.
O Projeto XPTO responde às crescentes preocupações com o impacto da tecnologia na vida dos jovens.
“Queremos que esta geração esteja preparada para aproveitar as oportunidades do mundo digital, mas de forma equilibrada e consciente”, salienta a equipa responsável.
Segundo a Fundação Casa de Trabalho – Patronato de Santo António, o “projeto destaca-se pela metodologia participativa, sistémica e comunitária, envolvendo não apenas os jovens, mas também suas famílias e a comunidade escolar”.
“A solução inclui sessões psicoterapêuticas individuais, intervenções pedagógicas familiares e atividades grupais que estimulam competências sociais e emocionais”, explica o documento.
Até ao final do programa, espera-se que 70% dos participantes adotem práticas tecnológicas mais saudáveis.
A equipa do projeto é multidisciplinar, sendo composta por uma psicóloga a 100%, uma professora a 50%, um gestor e avaliador de Impacto Social a 50% e cinco monitores na área das artes.
Esta é uma iniciativa desenvolvida no âmbito do programa operacional Portugal Inovação Social, através do Programa Regional Norte 2030, e cofinanciado pelo Fundo Social Europeu e conta com o apoio de instituições públicas e privadas, incluindo o Banco BPI e a Fundação “la Caixa”, a Cáritas Diocesana de Bragança-Miranda, a PA Insurance e a União das Freguesias de Sé, Santa Maria e Meixedo (UFSSMM).
Os principais parceiros do projeto serão as escolas do distrito onde irá incidir a intervenção.
Em 2024, perto de 23 mil doentes oncológicos carenciados foram apoiados pela Liga Portuguesa Contra o Cancro, um número que tem vindo a aumentar, tal como o valor disponibilizado que atingiu quase 1,8 milhões de euros, sobretudo para medicamentos e alimentação.
Em 2024, a Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC) apoiou 22.965 doentes, mais 5.101 comparativamente ao ano anterior, com um valor de 1.783.250 euros (mais cerca 360 mil euros) para pagamento de medicamentos (1.067.267 euros), alimentação (297.806 euros), transportes (153.117 euros), próteses (55.012) e 210.048 em outros apoios, segundo dados avançados à agência Lusa na véspera do Dia Mundial de Luta contra o Cancro.
Em declarações à agência Lusa, o presidente da LPCC, Vítor Veloso, afirmou que todos os anos se verifica um aumento de pedidos, não só para pagamento de medicamentos, próteses, transportes, alimentação, mas também para rendas de casa, de eletricidade e de água.
“Os pedidos são para um sem número de situações dramáticas que os doentes oncológicos carenciados vivem”, disse o cirurgião, salientando que a LPCC gasta esta verba diretamente no doente, mas observou que os encargos com as infraestruturas que precisam de ser criadas para dar estes apoios “também gastam muito dinheiro à Liga”.
Segundo Vítor Veloso, são necessários administrativos, psicólogos, assistentes sociais, motoristas, auxiliares, nutricionistas, advogados, médicos e técnicos nas diversas áreas para prestar este apoio, que representam “um montante muito substancial”.
No entanto, vincou que “a Liga tem como primeiro desígnio apoiar o doente oncológico, nomeadamente os doentes mais carenciados”.
O responsável elucidou que muitos dos doentes que deixam de trabalhar são “o único rendimento que uma família tem”, uma situação para a qual a LPCC tem vindo a alertar o Governo.
Uma das reivindicações da Liga, que já foi colocada a nível ministerial, é que o doente oncológico, nomeadamente, os que “têm uma doença avançada ou pelo menos uma doença difícil de ser tratada”, tenha o subsídio de doença pago a 100%.
“Penso que isto está a ser objeto de estudo por parte do Ministério, mas julgamos que seria bom, seria saudável, e seria necessário, sobretudo para estes doentes carenciados e que são o único meio de sustento para uma casa, que tivessem possibilidade do Estado de lhes pagar um subsídio idêntico ao ordenado que tinham”, sustentou.
A LPCC também divulgou os dados da Linha Cancro (808 255 255), que inaugurou em fevereiro de 2008, que mostram um aumento no número de atendimentos.
Em 2023, a Linha Cancro recebeu 6.903 chamadas e ‘emails’, número que subiu para 7.134 no ano passado, referem os dados, segundo os quais desde 2020, o serviço recebeu 30.804 apelos.
Apesar deste aumento, Vítor Veloso disse que é preciso apostar numa maior divulgação deste serviço que visa fazer o acompanhamento de doentes, familiares e amigos em todas as fases do processo terapêutico, tendo uma equipa constituída por técnicos especializados, enfermeiros e psicólogos, com formação na área da oncologia.
“Nós temos de disseminar uma ideia de que esta linha telefónica é uma linha de ajuda para os doentes, não só de ajuda nos diversos meios que nós temos para apoiar os doentes, mas também, inclusivamente, na parte psicológica, que é muito importante”, salientou Vítor Veloso.
Segundo o último relatório do Registo Oncológico Nacional (RON), foram diagnosticados 60.717 novos casos de cancro em 2021, a segunda causa de morte em Portugal, com registo de 27.577 óbitos.
Segundo o RON, os cancros da mama, colorretal, próstata e pulmão foram os mais frequentes em 2021, ano em que se observou um aumento de 5% no número de novos casos face a 2019.
Apresentação do Senhor (Festa) – Ano C / Dia dos Consagrados
Jesus é a Luz das nações
Mal 3, 1-4 / Slm 23 (24), 7.8.9.10 / Hebr 2, 14-18 / Lc 2, 22-40 ou Lc 2, 22-32
As três pessoas da Sagrada Família de Nazaré, que se nos manifestaram na humildade do mistério do presépio de Belém, hoje voltam a revelar-se-nos no Templo de Jerusalém. De novo, José no seu silêncio eloquente; Maria a ponderar os acontecimentos no seu coração; Jesus aclamado Luz do mundo por Simeão e Ana, que perseveravam na esperança da vinda do Messias Salvador. Voltaremos a encontrar Jesus, Maria e José no episódio da perda e encontro do Menino Jesus no Templo, quando Jesus tinha doze anos.
Na festa que hoje celebramos, as três pessoas vão ao Templo cumprir o ritual prescrito pela Lei: a purificação da mãe, considerada impura devido ao parto, e a apresentação ao Senhor do Menino, primogénito, recordando a libertação do Povo de Deus das tribulações sofridas no Egito, e como que «resgatando» a criança, pertença de Deus, mediante o sacrifício que, para os pobres, consistia na oferenda de «um par de rolas ou duas pombinhas».
Até 1960, a solenidade deste dia era dedicada mais à figura de Maria, invocada como «Senhora da Luz» ou das candeias. A partir da reforma litúrgica operada nessa data, a tónica passou a ser posta na Apresentação do Senhor, embora a bênção das velas faça com que não se esqueça totalmente a referência a Nossa Senhora da Luz.
Simeão viu em Jesus a verdadeira Luz. O próprio Senhor dirá de si mesmo que é a «Luz do mundo», como é também Caminho e Verdade.
Que aprender desta festividade? A simplicidade humilde de José e Maria, a sua obediência sem revolta às tradições piedosas do Povo de Deus, o não querer privilégios, a disponibilidade serena para aceitar o incompreensível, o mistério, as incertezas do futuro daquele Menino, de quem se profetiza que será «sinal de contradição», facto que provocará em sua e nossa Mãe dores atrozes como golpes de espadas afiadas. A Jesus agradeçamos a luz que a sua vida e a sua Palavra irradiam na nossa existência e que, se acreditamos n’Ele, fará com que passemos a ter olhos novos que conseguem, na fé, ver até na escuridão.
Sendim: Torneio de Bolota e feijoada para a Festa de Santa Bárbara
Neste fim-de-semana de 1 e 2 de fevereiro, a Comissão de Festas em honra de Santa Bárbara 2024/2025, organiza em Sendim, um torneio de bolota e uma feijoada takeaway, duas iniciativas que têm como objetivo promover o convívio entre a população e angariar dinheiro para as festas no mês de agosto.
De acordo com uma mordomas da Comissão de Festas em honra de Santa Bárbara 2024/2025, Ana Paula André, o torneio de bolota (Belote) vai decorrer na tarde de sábado (15h00), no pavilhão multiusos, na vila de Sendim.
“Este jogo é muito popular em França e foi trazido pelos nossos emigrantes. A Bolota é jogada em pares, por 4 pessoas. A inscrição no torneio custa 20 Santas e tem como 1º prémio dois cordeiros”, indicou.
No Domingo, também no pavilhão multiusos de Sendim, a Comissão de Festas em honra de Santa Bárbara 2024/2025 vai servir uma feijoada, na modadlidade de takeaway.
Para efetuar a encomenda, o público deve fazê-lo até ao dia 1 de fevereiro, através dos números 933 845 219 ou 934 505 414.
Ao longo do ano, os seis casais sendinseses, que constituem a equipa da Comissão de Festas em honra de Santa Bárbara 2024/2025 vão organizar outras iniciativas. Um dos destaques são os festejos do Carnaval, agendados para sábado, dia 1 de março, com um jantar, baile e um concurso de máscaras.
“Também vamos participar com o serviço de restaurante no ritual de máscaras, em Bemposta; na Queima das Fitas, no Porto; na Ronda das Adegas, em Atenor; na Festa do Senhor de Matosinhos, entre outras iniciativas”, elencou.
Este ano, a semana de Festas em honra de Santa Bárbara, na vila de Sendim, vai decorrer de 3 a 10 de agosto.
Macedo de Cavaleiros: Feira da Caça e Turismo até 2 de fevereiro
Em Macedo de Cavaleiros, a Feira da Caça e do Turismo decorre de 30 de janeiro até 2 de fevereiro, no seu programa inclui uma exposição de fauna viva, um parque aventura, espetáculos equestre e um trial todo-o-terreno, sendo esperados mais de 25 mil visitantes.
A XXVII Feira da Caça e do Turismo volta ao parque municipal de exposições de Macedo de Cavaleiros, entre 30 de janeiro e 2 de fevereiro. Para o município, este certame anual é uma importante alavanca para a dinamização económica do concelho e da região.
O presidente da Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros, Benjamim Rodrigues, disse que a feira “está a reforçar a sua atratividade, a ganhar cada vez mais escala e a dar passos seguros para se afirmar numa escala internacional”.
Do cartaz faz parte a XVI Copa Ibérica de Cetraria e o VII Troféu Interpaíses, duas provas internacionais.
A feira volta a contar com uma exposição de fauna viva, um parque aventura, espetáculos equestre e um trial todo-o-terreno.
Há ainda aquela que será a quinta edição de um seminário sobre turismo, no qual “serão abordadas novas oportunidades para tornar a fileira cinegética ainda mais atrativa também como produto turístico”, revelou a organização.
Segundo os dados avançados pelo município de Macedo de Cavaleiros, o setor cinegético representa 330 milhões de euros na economia portuguesa, impulsionando outros setores económicos, como a hotelaria e a restauração.
A inauguração oficial está marcada para esta sexta-feira, dia 31 de janeiro, às 18:00.
Saúde: Bombas automáticas de insulina disponíveis nas farmácias
As farmácias iniciam nos próximos dias a dispensa das bombas automáticas de insulina, para o tratamento da diabetes tipo 1, depois de concluída a necessária atualização dos sistemas informáticos e a rede logística para permitir a disponibilização aos utentes.
“Esperamos que nos próximos dias a situação esteja estabilizada e que já seja possível fazer essa encomenda através das farmácias”, adiantou a presidente da Associação Nacional das Farmácias (ANF), Ema Paulino.
Em 21 de janeiro, foi publicada a portaria que criou o regime excecional de comparticipação dos dispositivos médicos de perfusão subcutânea contínua de insulina (PSCI) e dos respetivos consumíveis, permitindo que possam ser adquiridos nas farmácias comunitárias, uma medida que era reivindicada pelas associações representativas dos diabéticos.
A portaria do Ministério da Saúde, que entra em vigor na sexta-feira, justificou a medida com a necessidade de “melhorar o desempenho do processo atual” com o objetivo de garantir a disponibilização das bombas automáticas de insulina a um maior número de utentes e com maior celeridade.
Até agora essas bombas eram disponibilizadas através dos centros de tratamento.
“Neste momento, estamos a preparar o processo, que é algo complexo, uma vez que implica atribuir códigos informáticos a cada uma das bombas e a cada um dos consumidores das bombas”, adiantou Ema Paulino.
Além disso, está a ser adaptada a cadeia logística, ou seja, estão a ser “criadas as pontes” entre a indústria, os distribuidores farmacêuticos e as próprias farmácias, referiu a presidente da ANF, ao adiantar que também “é preciso assegurar o sistema de prescrição”.
“Os códigos que estão a ser criados para as bombas e para os consumíveis também vão ser os códigos que vão ser utilizados pelos médicos prescritores para poderem passar as receitas”, explicou.
“A informação que tenho é que não demorará mais de uma a duas semanas para todo o sistema estar estabilizado”, estimou a presidente da ANF, ao salientar que está também a ser preparada formação adicional para as equipas das farmácias no sentido de prestarem esclarecimentos aos utentes sobre os dispositivos.
A prescrição destes dispositivos só poderá ser realizada por especialistas em medicina interna, endocrinologia e pediatria, desde que devidamente autorizados e identificados pelos centros de tratamento, reconhecidos pela Direção-Geral da Saúde no âmbito da consulta onde o utente é acompanhado.
Segundo a portaria, os dispositivos médicos abrangidos por este regime excecional são comparticipados a 100% pelo Estado no seu preço, quando destinados a beneficiários do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e dispensados em farmácia de oficina.
O programa integrado de tratamento das pessoas com diabetes tipo 1 pretende garantir a disponibilização destes dispositivos a todos os potenciais beneficiários com desenvolvimento progressivo até 2026.
Segundo a Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal (APDP), que tem exigido a disponibilização das bombas nas farmácias, a sua utilização pode proporcionar uma melhor compensação, assim como uma redução em 80% do número de picadas nos dedos e 95% do número de injeções que uma pessoa com diabetes tipo 1 tem de dar por ano, contribuindo para uma melhoria significativa da qualidade de vida.
A APDP estima que serão mais de 30 mil as pessoas que vivem com diabetes tipo 1, em Portugal, 5 mil das quais serão crianças e jovens.
A diabetes tipo 1 é uma doença autoimune, em que o sistema imunológico da própria pessoa compromete o funcionamento das células do pâncreas que produzem insulina.