Política: Câmaras com bandeiras a meia haste reclamam impostos das barragens

Política: Câmaras com bandeiras a meia haste reclamam impostos das barragens

Os municípios transmontanos, com barragens edificados nos seus territórios, como são Miranda do Douro, Mogadouro, Torre de Moncorvo e Carrazeda de Ansiães vão colocar as bandeiras a meia haste, em sinal de protesto pela falta da cobrança dos impostos resultantes da venda das barragens, pela EDP a um consórcio liderado pela empresa Engie.

Em sinal de indignação e de protesto, esta sexta-feira, dia 20 de dezembro, as bandeiras municipais vão estar a meia haste, durante o encontro com a secretária de Estado dos Assuntos Fiscais, agendado para as 11h00, no Ministério das Finanças, em Lisboa.

Os autarcas de Miranda do Douro, Mogadouro, Torre de Moncorvo e Carrazeda de Anciães, afirmam que “a venda por 2,2 milhões de euros feitas, a coberto de fórmulas de planeamento fiscal agressivo, sem o pagamento de IRC, do Imposto do Selo e do IMT e IMI, lesou os contribuintes portugueses em mais de 400 milhões de euros”.

Para o presidente da Câmara de Mogadouro, António Pimentel, concelho que tem no seu território, uma das seis barragens [Bemposta] que entraram no negócio feito entre a EDP e a Engie, disse à Lusa que vai colocar a bandeira municipal a meia haste como forma de reclamar os imposto devidos.

“Entendemos que temos direitos sobre os impostos resultantes da venda das seis barragens da bacia hidrográfica do rio Douro, tais como Miranda do Douro, Picote, Bemposta, Feiticeiro, Baixo Sabor e Foz Tua. Este negócio não foi feito corretamente, e se não foi há que fazer as devidas correções”, indicou o autarca social-democrata deste município do distrito de Bragança.

Vítor Bernardo, vereador do município de Miranda do Douro que tem no seu concelho as barragens de Miranda e de Picote, afirmou que vão proceder à colocação das bandeiras a meia haste, em sinal de luto, “pela pobreza franciscana que existiu na não cobrança de impostos e a consequente não entrega desses montantes aos municípios que têm esse direito”.

“Passados quatro anos sobre a venda das seis barragens, que se saiba, ainda nada foi feito em matéria de cobranças dos impostos por esta transação milionária”, vincou o autarca mirandês.

Em 20 de dezembro de 2024 passam quatro anos sobre o negócio em que a EDP Produção de Energia SA, vendeu por 2.200 milhões de euros seis barragens no rio Douro a um fundo liderado pela francesa Engie.

“O negócio ruinoso para os contribuintes e para o prestígio das instituições só foi possível porque o [então] ministro Matos Fernandes e a Agência Portuguesa do Ambiente [APA] o autorizaram, apesar de previamente alertados pelo Movimento Cultural da Terra de Miranda [MCTM], indicam os autarcas na mesma nota.

Segundo este grupo de autarquias, o mais grave é que o negócio só se concretizou porque na véspera, foi feita uma alteração cirúrgica ao artigo 60 do Estatuto dos Benefícios Fiscais.

“Uma lei à medida dos poderes instalados fabricada nas costas e com prejuízo dos contribuintes. Todos estes factos são do conhecimento público e foram a seu tempo denunciados, quer ao Ministério Público quer à Autoridade Tributária”, referem.

Os autarcas em causa interrogam-se de como é possível que a inspeção tributária realizada ao negócio da venda das barragens continue em banho-maria ou a quem interessa que a inspeção tributária se tenha tornado numa “espécie de obras de Santa Engrácia, sem fim à vista, e com os responsáveis pelo embuste impunes”.

Os municípios subscritores deste comunicado dizem permanecer “firmes, atentos e determinados a obter a cobrança dos impostos pela venda das barragens, até porque mais de 200 milhões de euros são receita dos municípios”.

“Estamos determinados a lutar até conseguirmos que se faça justiça a todos os cidadãos que vivem nos nossos concelhos. Nós vamos conseguir, só vamos parar quando a EDP pagar os 200 milhões de Euros que nos deve”, insistem estes municípios transmontanos com barragens nos seus territórios

Em 18 de novembro, o MCTM alertava para o “grave risco” de o Governo deixar caducar o IMI das barragens referente ao ano de 2020, sendo isto considerado “um grande escândalo nos negócios das barragens”.

Fonte: Lusa

Espanha: Crescimento da economia

Espanha: Crescimento da economia

Em 2024 e 2025, o Banco de Espanha melhorou em três décimas, as previsões de crescimento da economia do país, prevendo agora aumentos do Produto Interno Bruto (PIB) de 3,1% e 2,5%, respetivamente.

A melhoria das previsões do Banco de Espanha – em linha com o que têm feito o próprio governo espanhol e entidades internacionais nas últimas semanas – deve-se ao bom desempenho da atividade na segunda metade deste ano, em especial, o consumo privado e público.

O banco central espanhol destacou, no relatório com as novas estimativas, que o crescimento do PIB em 2024 e 2025, sustentar-se-á essencialmente na procura interna e, sobretudo, no consumo privado, devido à evolução positiva do rendimento disponível, do mercado laboral, da confiança das famílias e do esperado aumento da população.

O investimento, que continua a ser a componente da procura interna mais frágil, aumentará também o contributo para o crescimento do PIB espanhol nos próximos trimestres, impulsionado pela execução de fundos europeus e por melhores condições de financiamento (crédito), segundo o Banco de Espanha.

Quanto à inflação, o banco central manteve as últimas previsões, que são de 2,9% para 2024 e 2,2% em 2025.

O Banco de Espanha prevê, por outro lado, que a taxa de desemprego no país, que tem um dos valores mais altos de toda a União Europeia, continue a baixar bos próximos anos, de 11,5% em 2024 para 9,9% em 2027.

Já as previsões para o défice público para este ano pioram numa décima, estimando agora o banco central que seja 3,4% do PIB, por causa dos gastos associados às inundações de 31 de outubro na região de Valência.

Em 2025, o défice público espanhol deverá baixar para 2,9% do PIB, segundo o Banco de Espanha.

Quanto à dívida pública espanhola, o banco central prevê que fique este ano em 103,1% do PIB e em 102,6% em 2025.

Também a Comissão Europeia (CE) melhorou no mês passado as perspetivas para o PIB de Espanha.

A CE prevê agora que Espanha cresça 3% em 2024 (mais cinco décimas do que os 2,5% que o PIB aumentou em 2023).

Segundo a CE, a inflação espanhola deverá ser 2,8% este ano (foi 3,4% em 2023) e a taxa de desemprego deverá situar-se em 11,5% (12,2% em 2023).

A CE manteve, por outro lado, a estimativa de um défice público de 3% do PIB este ano em Espanha (foi 3,5% em 2023).

Para 2025, Bruxelas prevê que o PIB de Espanha cresça 2,3%, que a inflação seja 2,2%, que a taxa de desemprego caia para 11% e que o défice público diminua para 2,6% do PIB.

O crescimento de Espanha deve-se ao consumo, “sustentado pela continuação da resiliência do mercado de trabalho, e pelo reforço do investimento”, segundo disse a Comissão Europeia (CE) no mês passado.

“A atividade económica [em Espanha] manteve a dinâmica no primeiro semestre de 2024, sustentada pela forte evolução do consumo e do impulso da atividade turística. A expansão económica deverá continuar no segundo semestre do ano”, segundo a CE.

Fonte: Lusa




Emprego: Hotelaria, agricultura e construção pedem mão-de-obra estrangeira

Emprego: Hotelaria, agricultura e construção pedem mão-de-obra estrangeira

Os empresários da hotelaria, agricultura e construção em Portugal estão preocupados com a falta de mão-de-obra e ainda aguardam pelas promessas do regresso do fluxo de imigrantes, suspenso com o fim das manifestações de interesse em junho.

Portugal tem “uma falta crónica de mão-de-obra” que “só é compensada pelos estrangeiros”, afirmou à Lusa o presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal, considerando que o fim das manifestações de interesse – um recurso jurídico que permitia a regularização a quem chegasse com visto de turista e começasse a trabalhar – mostrou a falta que os imigrantes fazem ao tecido económico português.

“Nos últimos meses, assistimos a um reconhecimento desta realidade. Julgo quetodos os partidos reconhecem que a economia portuguesa precisa de mão-de-obra estrangeira, o que não acontecia há uns meses”, disse Álvaro Mendonça e Moura.

Contudo, “temos que criar condições no país para acolher dignamente” e é também necessário “pôr a funcionar os organismos do Estado competentes nesta matéria”, referiu o antigo embaixador, que destacou a contratação de 50 funcionários para a Direção-Geral dos Assuntos Consulares, a colocar em postos de emissão de emigrantes.

“O processo está em curso, isso já está a andar” e “eu compreendo que há aqui um espaço de meses” até que “as coisas comecem a funcionar”, afirmou o dirigente que pede também mais “rapidez” à Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA) na gestão dos processos pendentes.

O presidente da CAP elogiou a decisão recente do parlamento em criar “um regime transitório”, que permite a regularização de quem já estava em Portugal mas ainda não preenchia todos os requisitos para o pedido de manifestação de interesse.

“Havia pessoas que estavam em Portugal que estavam a descontar para a segurança social, em alguns casos estavam até a pagar impostos e depois não conseguiam regularizar a sua situação”, recorda.

No que diz respeito aos setores da hotelaria e turismo existem “picos de sazonalidade e de produção”, pelo que, por agora “não há ainda o efeito direto de terem terminado as manifestações de interesse”, afirmou Cristina Siza Vieira, vice-presidente da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP).

Contudo, o país vive um “bloqueio na entrada de quadros”, que pode causar prejuízos graves a setores de mão-de-obra intensiva e que têm de manter a resposta à procura dos mercados.

“Cerca de 30% dos nossos trabalhadores são imigrantes, eles estão a trabalhar, estão enquadrados e estão contextualizados”, mas é necessário “manter o fluxo de contratação” para responder à procura turística.

A hotelaria tem “necessidades transversais” de mão-de-obra, disse, comentando a possibilidade de cada setor estabelecer quotas de contratação, pedida pelo partido Chega.

“Esta é uma necessidade que atinge todos os níveis de funções e de qualificações”, afirmou a dirigente, que reclamou do Governo a criação de um modelo de identificação de quadros a partir dos consulados que assegure “um regime de segurança, mas com rapidez e transparência”, para dar resposta aos operadores económicos.

A lentidão do sistema público foi evidente no processo de regularização das manifestações de interesse, com 400 mil casos pendentes, “pessoas que têm contratos de trabalho, que já estão a descontar para a segurança social e que têm obviamente todo o direito a ser integrados”.

Na construção, “a escassez de mão-de-obra é o principal constrangimento” e os inquéritos às empresas indicam a “falta de cerca de 80 mil profissionais no setor, para atender às necessidades e executar as obras já previstas e calendarizadas”, afirmou Reis Campos, presidente da Associação dos Industriais da Construção e Obras Públicas (Aiccopn).

Esta falta de trabalhadores abrange “todos os níveis de qualificação” e a “mão-de-obra estrangeira tem vindo a tornar-se cada vez mais indispensável para garantir a execução” das obras, e já representa “cerca de 23% da força de trabalho”.

Atualmente, com o fim das manifestações de interesse, “só é possível a contratação de trabalhadores estrangeiros após emissão dos respetivos vistos pelos postos consulares dos países de origem”, recordou Reis Campos, que lamentou o “excesso de burocracia, rigidez e morosidade” dos processos.

O “reforço efetivo dos postos consulares, bem como a criação de canais e pontos focais de contacto no terreno, é fundamental para a captação dos trabalhadores imigrantes que o setor e o país tanto carece”, acrescentou.

A associação já propôs uma “via verde empresas” para a simplificação e desburocratização de obtenção de visto, com a concentração numa única unidade que centralize todos os serviços necessários do Estado, acrescentou ainda Reis Campos, salientando que sem a agilização dos processos será impossível executar as grandes obras públicas previstas, como o novo aeroporto, a terceira ponte em Lisboa ou a rede de alta velocidade ferroviária.

“Consciente do aumento das dificuldades para recrutar trabalhadores, a Aiccopn já apresentou ao Governo um conjunto abrangente de propostas destinadas a promover a captação e a qualificação dos recursos humanos necessários para atender às necessidades das empresas”, salientou Manuel Reis Campos.

Fonte: Lusa

Palaçoulo: Cutelaria Martins distinguida como PME Líder

Palaçoulo: Cutelaria Martins distinguida como PME Líder

A Cutelaria Martins, sediada em Palaçoulo, foi distinguida pela primeira vez, com o Estatuto PME Líder, pelo seu desempenho empresarial ao longo do corrente ano de 2024, uma distinção que para o administrador, Alberto Martins, deve-se à dedicação dos trabalhadores, à confiança dos clientes e ao profissionalismo dos fornecedores.

Em Palaçoulo, a Cutelaria Martins emprega 24 pessoas, que se dedicam à manufatura de navalhas, facas e talheres, que são depois comercializados para vários nichos de mercado, sobretudo em Portugal e na vizinha Espanha.

O gestor da cutelaria, Alberto Martins, explicou que os resultados alcançados pela empresa no corrente ano de 2024 e que lhe valeram o Estatuto PME Líder, devem-se à dedicação e ao esforço contínuo de toda equipa de trabalho.

“É a primeira vez que a Cutelaria Martins recebe esta distinção, que vem premiar a eficácia e à eficiência da gestão da empresa. Para atingir esta notoriedade foi determinante a resiliência e coesão de toda a equipa de trabalho. Neste âmbito, o desempenho individual foi determinante para o sucesso coletivo de todos. Para este êxito, destaco também a confiança que fomos conquistando junto dos nossos clientes. E o profissionalismo e a assertividade dos nossos fornecedores.”, justificou.

O estatuto PME Líder foi lançado pelo IAPMEI – Agência para a Competitividade e Inovação, I.P. com o objetivo de distinguir empresas com perfis de desempenho superiores, conferindo-lhes notoriedade e criando-lhes condições otimizadas de financiamento para desenvolverem as suas estratégias de crescimento e de reforço da sua base competitiva.

HA

Bragança-Miranda: D. Nuno Almeida deseja que famílias construam presépios «com gestos de proximidade, de perdão e reconciliação»

Bragança-Miranda: Presépios «com gestos de proximidade, de perdão e reconciliação»

O bispo de Bragança-Miranda, D. Nuno Almeida afirma na sua mensagem de Natal 2024, que todos os anos “são construídos presépios originais, deslumbrantes e surpreendentes”, mas “o que realmente importa é que haja presépios vivos, construídos com gestos e ações de proximidade, perdão e reconciliação”.

Mensagem de Natal do bispo de Bragança-Miranda, Dom Nuno Almeida.

“Presépios vivos são os corações habitados pelo bem. É aí que Jesus quer renascer! Que o coração de cada um de nós esteja preparado para acolher com alegria o Deus Menino”, explica D. Nuno Almeida, na mensagem divulgada esta quinta-feira, dia 19 de dezembro, pela Diocese de Bragança-Miranda.

O bispo diocesano acrescenta que presépios vivos são também “as famílias e as comunidades” unidas e reunidas no amor verdadeiro, destacando que é no berço dos relacionamentos humanos que “Maria quer de novo colocar o seu Filho para iluminar”.

“Que a nossa família tenha um presépio e, sobretudo, seja presépio, construído com gestos de proximidade, de perdão e reconciliação! Que as nossas comunidades cristãs vivam e partilhem a alegria e a esperança do Evangelho, para que possamos ouvir, tocar e ver Jesus, o Salvador!”

D. Nuno Almeida, na mensagem aos seus diocesanos, refere que estão “todos sedentos de Paz”, e incentiva que, como os pastores, sejam “peregrinos de esperança em direção a Belém e que o Príncipe da Paz a todos envolva com a sua luz e alegria”.

A mensagem de Natal 2024 do bispo de Bragança-Miranda, intitulada ‘Presépios vivos de esperança’, foi traduzida para “linguagem e escrita fácil”, numa iniciativa realizada com o Serviço Diocesano da Pastoral a Pessoas com Deficiência; a diocese católica explica que a leitura fácil “pode ajudar as pessoas que têm dificuldade em compreender as coisas”.

“Votos de um santo e feliz Natal e que no Novo Ano cresça a Esperança”, deseja D. Nuno Almeida, na mensagem também gravada em vídeo no Seminário em Bragança, o Seminário de São José que é a nova residência do bispo diocesano.

Fonte: Ecclesia

Cultura: Museus e monumentos encerrados nos dias 24 e 31 de dezembro

Cultura: Museus e monumentos encerrados nos dias 24 e 31 de dezembro

Os museus e monumentos portugueses vão estar encerrados nos dias 24 e 31 de dezembro devido à tolerância de ponto para esses dias, anunciaram as entidades que os tutelam a nível nacional.

A empresa pública Museus e Monumentos de Portugal (MMP) revelou que os museus, monumentos e palácios sob a sua alçada vão estar encerrados nessas duas vésperas de feriado, assim como nos próprios feriados de 25 de dezembro e 1 de janeiro.

“Os bilhetes que tenham sido adquiridos para esses dias podem ser trocados para outra data ou reembolsados na íntegra, bastando efetuar o pedido, com envio do bilhete não usado” através do formulário disponível no ‘site’ da empresa.

Dias antes, o instituto público Património Cultural já tinha anunciado que os seus serviços, incluindo os sítios e monumentos que gere, também estariam encerrados nesses dias.

A MMP gere 37 museus e monumentos, desde o Castelo de Guimarães e a Fortaleza de Sagres aos palácios nacionais da Ajuda e Mafra passando pelos museus nacionais, entre outros espaços.

Já o Património Cultural tem a seu cargo múltiplas igrejas e conventos, de Freixo de Espada à Cinta à Vidigueira, e sítios como as ruínas de Milreu, em Faro.

No dia 11 de dezembro, o Governo anunciou ter concedido tolerância de ponto nos dias 24 e 31 de dezembro aos trabalhadores que exercem funções públicas no Estado.

No despacho publicado em Diário da República, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, justificou as tolerâncias de ponto considerando ser “tradicional a deslocação de muitas pessoas para fora dos seus locais de residência no período natalício e de ano novo, tendo em vista a realização de reuniões familiares”.

Fonte: Lusa

Política: Campanha contra não cobrança de IMI de barragens transmontanas

Política: Campanha contra não cobrança de IMI de barragens transmontanas

O Bloco de Esquerda (BE) lançou uma campanha contra o que considera ser um ‘jackpot’ fiscal promovido pelo Governo com a venda de seis barragens transmontanas, cujo Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) continua por cobrar.

Segundo o BE de Bragança, a ação passa pela colocação de faixas e cartazes pela região com as frases “Governo mantém ‘jackpot’ das barragens” e “O Bloco não lhes dá descanso”, uma iniciativa que vai abranger o território do nordeste transmontano.

Esta campanha visa “exigir ao Governo que intervenha na liquidação dos impostos devidos à região e alertar a população que o prazo para a cobrança se esgota”, refere o partido.

“Em março de 2019 a EDP anunciou a sua intenção de vender seis barragens da bacia do Douro. O comprador escolhido foi um consórcio liderado pelo grupo francês Engie e o valor avançado para a operação foi de 2,2 mil milhões de euros”, recorda o BE em comunicado.

Segundo os bloquistas, a venda destas barragens tem estado envolta em polémica, relacionada com o mecanismo encontrado pela EDP para evitar as suas obrigações fiscais, nomeadamente em sede de imposto de selo.

“A evasão fiscal da EDP privou a região de Miranda do Douro de recursos essenciais ao desenvolvimento do seu território, onde estão localizadas as barragens exploradas por estas empresas”, lê-se na mesma nota.

“Para além do imposto de selo, a operação levanta a questão da sujeição destas barragens ao IMI e, logo, ao IMT”, acrescenta o partido.

Segundo o BE, passados quatro anos de investigação e três governos, os impostos da venda das seis barragens no Douro ainda não reverteram para as populações da região.

“Se estes impostos fossem pagos, haveria um encaixe de 400 milhões a dividir por 10 concelhos da região [ do Nordeste Transmontano e Alto Douro]”, sustenta, acrescentando que, “numa altura que tanto se fala de coesão territorial e das dificuldades que o interior do país enfrenta, a cobrança destes impostos permitiria às autarquias da região terem fundos para aplicar em áreas como a habitação, a mobilidade, a saúde e a educação”.

Contudo, refere, de momento há a possibilidade de a cobrança de 110 milhões de euros expirar no final do ano, sendo que no início deste ano caducou a cobrança do IMI de 2019 relativamente a duas barragens situadas no concelho de Miranda do Douro.

O Bloco recorda ainda “que tem estado sempre ao lado das populações, exigindo que se faça justiça fiscal e que uma das maiores empresas do país não saia beneficiada e pague o que deve às localidades”.

Já no início de novembro, o Movimento Cultural da Terra de Miranda (MCTM) alertava para o “grave risco” de o Governo deixar caducar o IMI das barragens referente ao ano de 2020, sendo isto considerado “um grande escândalo nos negócios das barragens”.

Na altura, também em comunicado, este movimento cívico alertava que esta caducidade é intolerável, tal como foi terem deixado caducar o IMI de 2019.

Segundo o MCTM, já passaram quase dois anos desde que o secretário de Estado Nuno Félix deu ordens expressas para que fosse liquidado e cobrado o IMI das barragens.

No final de setembro, a coordenadora do BE, Mariana Mortágua, exigia explicações da diretora da Autoridade Tributária [Helena Borges] e da atual e antigos governantes responsáveis pelos Assuntos Fiscais sobre a cobrança de impostos das barragens de Miranda, Picote, Bemposta, Feiticeiro, Baixo Sabor e Foz Tua, no distrito de Bragança.

Fonte: Lusa

Sendim: Fogueira do Galo anima (e aquece) o Natal

Sendim: Fogueira do Galo anima (e aquece) o Natal

No dia 24 de dezembro, a vila de Sendim vai celebrar o dia de consoada, com a festa da Fogueira do Galo, em que os destaques são o acender da fogueira ao final da tarde, a Missa do Galo à meia-noite e a ceia de Natal pela noite dentro, animada com a música dos gaiteiros e as danças dos pauliteiros.

Na vila de Sendim, a Fogueira do Galo é organizada anualmente pela mordomia constituída por três rapazes solteiros e outros três casados, indicados pelo pároco local.

“Este ano, os mordomos casados são Luís Santiago, André Xavier e Carlos Manuel. E do lado dos solteiros, os mordomos são o Leonel Arribas, o Vasco (que entretanto casou!) e o Pedro Teixeira”, indicou o mordomo, Luís Santiago.

No decorrer da quadra natalícia, a mordomia da Fogueira do Galo tem a responsabilidade de criar um ambiente festivo na vila de Sendim. Uma das principais tarefas dos mordomos é a recolha da lenha, na manhã do dia 24 de dezembro, para fazer a fogueira de Natal, junto à igreja matriz.

“Ao longo do ano, a população de Sendim vai doando raízes e árvores velhas retirados dos seus terrenos, para que chegados ao Natal, se faça uma grande fogueira. A festa inicia-se com uma arruada dos gaiteiros pelas ruas da vila, para que no final da tarde se acenda a fogueira, que antigamente ficava acesa até ao dia de Reis”, explicou.


A pensar nas crianças, a Fogueira do Galo tem programada a atividade “Chegada do Pai Natal”, às 23h00.

O momento alto da festa é a celebração da Missa do Galo, à meia-noite (24h00), na igreja matriz. Em Sendim, esta celebração religiosa inclui um recital sobre o Nascimento do Deus Menino e a apresentação e leilão do Ramo de Natal.

O Ramo de Natal dedicado ao Menino Jesus é uma antiga tradição, na vila de Sendim. Na véspera de Natal, as mulheres sendinesas confeccionam pães e doces típicos, como económicos, rosquilhas, cavacas e bolinhos de pão-de-ló, que vão enfeitar o ramo (ou andor). No final da Missa do Galo, os pães e os doces são leiloados.

“Assim como os pastores e os magos ofereceram presentes ao Menino Jesus, também esta tradição do Ramo de Natal visa presentear o Deus Menino, com produtos tradicionais como o pão, doces e frutos. O Ramo de Natal é um modo de louvar e agradecer a Deus.”, explicou José Mourinho.

Na vila de Sendim, a noite de Consoada continua à volta da fogueira, com a Queimada do Pau Velho, Esta tradição dos pauliteiros locais visa assinalar o fim das atuações e ensaios do ano que está prestes a terminar e preparar o ano que aí vem.

A festa prossegue com a Ceia de Natal, que consiste num tempo de convívio e confraternização à volta da fogueira do galo, onde este ano se vão degustar os “chichos” assados na brasa.

Para angariar dinheiro para pagar as despesas da festa, a mordomia da Fogueira do Galo tem à venda boinas, golas e guarda-chuvas.

A Fogueira do Galo é uma iniciativa da mordomia, que conta com o apoio da União de Freguesias de Sendim e Atenor, da Casa de L’ Pauliteiro, do Município de Miranda do Douro e da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Sendim.

HA

São Pedro da Silva: O Velho a a Galdrapa vão rondar pela aldeia

São Pedro da Silva: O Velho a a Galdrapa vão rondar pela aldeia

No Domingo, dia 22 de dezembro, a localidade de São Pedro da Silva, no concelho de Miranda do Douro, recria o tradicional peditório da Festa de Santa Luzia, um antigo ritual protagonizado pelos mascarados de inverno, o Velho e e Galdrapa e que este ano tem como novidades a apresentação do mural e de um livro.

A festa estava agendada para o dia 15 de dezembro, mas por motivos fúnebres na localidade, a organização decidiu adiar a festa para o dia 22 de dezembro.

Recorde-se que no concelho de Miranda do Douro, a Festa de Santa Luzia e do Velho e a Galdrapa, em São Pedro da Silva, dá início às Festas de Solstício de Inverno. Estas festividades acontecem com a chegada da estação do frio e estão associadas ao antigo modo de vida predominantemente agrícola, em que havia uma pausa nos trabalhos da terra.

Todos os anos, a festa inicia-se com a missa em honra de Santa Luzia, uma mulher que nasceu no final do século III e por causa da fé cristã foi martirizada.

Após a celebração religiosa realiza-se o peditório para a festa, pelas ruas da aldeia de São Pedro da Silva, uma tarefa realizada pelas figuras mascaradas do Velho e a Galdrapa.

“Este ritual consiste numa ronda pela aldeia, na qual participam o Velho, a Galdrapa e os Bailadores, acompanhados pelo trio de gaiteiros e os mordomos. O objetivo da ronda é convidar a população para a festa e angariar dinheiro ou outras dádivas, sendo que antigamente se oferecia fumeiro”, explicou o presidente de freguesia, Silvino Silva.

Após a conclusão do peditório pela aldeia, segue-se o almoço convívio para toda a população, na casa do Povo.

Este ano, a festa continua durante a tarde de Domingo, com as apresentações do mural “O Velho e a Galdrapa” e também do livro “Pretérito Imperfeito”, da autoria de António Pinelo Siza.

“O autor do livro é um estudioso das festas de mascarados de inverno, em Trás-os-Montes e em Espanha. António Pinela Siza é o atual presidente da Academia Ibérica da Máscara e escreveu este livro de contos, inspirando-se nas festas e rituais de solstício de inverno, como é o caso da festa de Santa Luzia e do Velho e a Galdrapa, em São Pedro da Silva”, indicou o professor Alfredo Cameirão, natural da localidade.

HA

Malhadas: “Aldeia Presépio” com mercado rural e muita animação

Malhadas: “Aldeia Presépio” com mercado rural e muita animação

No fim-de-semana de 21 e 22 de dezembro, realiza-se na aldeia de Malhadas, no concelho de Miranda do Douro, a IV Aldeia Presépio, um evento que pretende preservar a tradição natalícia e que este ano tem como novidades, um mercado rural e muita animação.

Em Malhadas, o evento “Aldeia Presépio” é uma iniciativa organizada pela Associação Cultural e Recreativa de Malhadas “Todas”, com os propósitos de incentivar a criatividade e preservar a tradição natalícia na construção dos presépios e promover o convívio entre a população.

“Este ano, no concurso dos presépios vamos atribuir prémios a todos os participantes”, revelou o presidente da Associação Cultural e Recreativa de Malhadas “Todas”, Vitor Córdova.

Nesta quarta edição, o programa da Aldeia Presépio tem como maior novidade a introdução de um Mercado Rural, onde vão participar 24 expositores, na sua maioria produtores locais e das localidades vizinhas, adiantou Vitor Córdova.

“Entre os produtos que vão ser expostos no mercado rural, o público vai encontar fumeiro, pão, produtos hortícolas, frutos secos, mel, artesanato, vinho e outros produtos locais e regionais”, indicou.

Para animar a “IV Aldeia Presépio”, a organização preparou um diversificado programa que no primeiro dia começa com as danças dos Pauliteiros e Pauliteiras de Malhadas. Depois, a animação prossegue com as arruadas dos grupos Porbatuka e Madrugadores e termina ao serão com o concerto dos Pica & Trilha e a atuação do DJ Barroso.

No Domingo, dia 22, a animação do evento tem como convidados os Gaiteiros da Póvoa e durante a tarde, realizam-se dois concertos: Os Madrugadores, seguidos dos Marotos da Concertina.

Ao longo do fim-de-semana, que antecede o Natal, a organização espera uma grande afluência de público à “Aldeia Presépio”, em Malhadas, para contemplar os presépios pelas ruas da aldeia e adquirir alguns produtos para a ceia de Natal.

HA