Vila Chã de Braciosa: Ano Novo iniciou-se com a Festa do Menino

Vila Chã de Braciosa: Ano Novo iniciou-se com a Festa do Menino

Na aldeia de Vila Chã de Braciosa, no concelho de Miranda do Douro, o Ano Novo iniciou-se a 1 de janeiro, com a tradicional Festa do Menino, uma celebração religiosa de adoração ao Nascimento de Jesus, que todos os anos é animada pelos mascarados de solstício de inverno – a Velha, o Bailador e a Bailadeira – que têm a missão de fazer a ronda pela aldeia para convidar as pessoas para a festa e desejar um Feliz Ano Novo à população.

Este ano, os mordomos da Festa do Menino, em Vila Chã de Braciosa foram Maria Arribas Meirinho, com oito anos e Daniel Arribas Escalante, de 20 anos. Os preparativos para a festa começaram a 21 de dezembro, com a recolha da lenha para a Fogueira do Menino, que se acende a 1 de janeiro, junto à igreja matriz de Vila Chã de Braciosa.

“Aos jovens mordomos compete acompanhar os gaiteiros e os mascarados no peditório pelas ruas da aldeia, assim como embelezar os altares da igreja matriz para a celebração da eucaristia e no final da missa cabe às crianças transportar o andor com a imagem do Menino Jesus. Para animar o serão, aos mordomos compete também contratar o grupo musical para o baile ao serão”, informou Ana Arribas, mãe da jovem mordoma.

Na ronda matinal pela aldeia, ao som da gaita de foles, a missão é angariar dinheiro para a festa e os mordomos são acompanhados pelas três figuras mascaradas – a velha, o bailador e a bailadeira – que têm a missão de convidar as pessoas para a festa e desejar-lhes um “Feliz Ano Novo”. Nas visitas às famílias, a comitiva é ocasionalmente presenteada com um aperitivo (licor, figos secos, tremoços, bolachas e chocolates) e em troca a mordomia dedica-lhes uma música da gaita-de-foles, caixa e bombo e as danças dos mascarados de inverno.

Este ano, após a conclusão do peditório pela aldeia, os mordomos, gaiteiros e mascarados tiveram direito a um merecido e saboroso almoço, com chouriças e alheiras assadas, bacalhau, butelo com cascas e na sobremesa as tradicionais fritas ou filhós.

Ao início da tarde (14h30), celebrou-se na Igreja matriz de Vila Chã de Braciosa, a Missa em honra do Menino Jesus, que a 1 de janeiro coincide com a solenidade de Santa Maria Mãe de Deus e o Dia Mundial da Paz. A celebração religiosa foi presidida pelo padre António Pires e na homília, o sacerdote convidou a assembleia a contemplar a união de Maria com Jesus e a aprender com os pastores a anunciar o Deus Menino.

“Neste primeiro dia de um novo ano, como cristãos somos convidados a anunciar o nascimento do Deus Menino, o Príncipe da Paz. Cada um de nós também é construtor de paz. Na mensagem para o Dia Mundial da Paz que se celebra a 1 de janeiro, o Papa Leão XIV ensina que a bondade desarma e a paz não é uma utopia. A paz começa em cada um de nós, por isso cabe-nos trabalhar pela paz com brandura, ternura, paciência e caridade”, exortou o sacerdote.

No final da missa, foram nomeados os novos mordomos para a Festa do Menino, agendada para 1 de janeiro de 2027, tendo sido nomeados os jovens Fernando Curralo Pires, Beatriz Venâncio e Leonor Preto.

Seguiu-se no adro da igreja de Vila Chã de Braciosa, a tradicional procissão da imagem do Menino Jesus e no final houve danças ao som da música tradicional.

Dado o frio do inverno, outro momento muito aguardado nesta aldeia das arribas do rio Douro, foi o acender da Fogueira do Menino, a meio da tarde, com a lenha recolhida pelos rapazes e homens da aldeia, um trabalho que todos os anos reforça a amizade e o espírito comunitário.

Em Vila Chã de Braciosa, a Festa do Menino e a animação do ritual do solstício de inverno voltaram a atrair a visita de turistas: um grupo de portugueses naturais de Penafiel que veio passar o fim-de-ano à região e um grupo de cidadãos franceses. Ambos os grupos de visitantes, elogiaram a hospitalidade das gentes locais e a preservação de tradições como a música, os trajes, a fogueira, a gastronomia e a beleza natural da Terra de Miranda.

Festa do Menino – Fiesta De L Menino

Na aldeia de Vila Chã de Braciosa, o peditório para a Festa do Menino é animado pelas figuras da Velha, o bailador e a bailadeira.

A figura da "Velha" é interpretada por José Joaquim Sebastião, que se distingue pelo vestuário escuro, o rosto tisnado, um enorme terço pendurado ao pescoço feito de bugalhas com um cruz de cortiça queimada, usada para tisnar os mais distraídos. Numa das mãos, a Velha transporta ainda um pau com bexigas de porco, usado para afugentar os miúdos. Outro adereço, é a alforge carregada ao ombro para guardar as chouriças recebidas para a festa.

As outras duas figuras, também interpretadas por homens, o "Bailador" e a "Baladeira" vestem trajes mais coloridos e têm a missão de dançar durante o peditório, animado com a música do trio de gaiteiras (gaita-de-foles, caixa e bombo).

HA

UE/40 anos: Integração europeia foi “uma das grandes conquistas do 25 de Abril” – Marcelo Rebelo de Sousa

UE/40 anos: Integração europeia foi “uma das grandes conquistas do 25 de Abril” – Marcelo Rebelo de Sousa

 O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, considera que a integração europeia foi “uma das grandes conquistas do 25 de Abril” e que passados 40 anos, Portugal mantém um “compromisso inabalável” com a União Europeia (UE).

Marcelo Rebelo de Sousa assinala hoje, através de uma mensagem no sítio oficial da Presidência da República na Internet, os 40 anos da adesão de Portugal à então Comunidade Económica Europeia (CEE), em conjunto com a Espanha, formalizada em 12 de junho de 1985 e que entrou em vigor em 01 de janeiro de 1986.

“Ao longo destas quatro décadas, Portugal percorreu o caminho da consolidação democrática, beneficiando das enormes vantagens da pertença à UE, como modernização económica, desenvolvimento, estabilidade e reforço da mobilidade dos cidadãos. A integração europeia foi, por isso, uma das grandes conquistas do 25 de Abril”, sustenta o chefe de Estado.

O Presidente da República defende que Portugal “ofereceu também um contributo importante, trazendo uma perspetiva única de abertura e conexão com diferentes geografias, promoção das políticas de coesão e defesa do mercado único”.

Segundo Marcelo Rebelo de Sousa, “quarenta anos depois, Portugal e os portugueses mantêm um compromisso inabalável para com a União Europeia”.

“Ao olharmos para o mundo que nos rodeia, percebemos com total clareza a importância de seguirmos juntos, com os nossos parceiros da União Europeia, para preservar e fortalecer o nosso espaço de democracia, liberdade, solidariedade e dignidade humana, que construímos ao longo da nossa história comum e que urge defender”, afirma.

Em defesa do projeto europeu, o chefe de Estado acrescenta: “Juntos, temos mais força para fazer face aos enormes desafios que enfrentamos a bem do bem-estar e do futuro de todos nós”.

O tratado de adesão à então CEE foi assinado em 1985, por Mário Soares, pelo vice-primeiro-ministro do Governo PS/PSD, Rui Machete e pelos ministros dos Negócios Estrangeiros, Jaime Gama e das Finanças, Ernâni Lopes.

Horas depois, realizava-se em Madrid idêntica sessão, para a entrada de Espanha na CEE.

Quando o tratado entrou em vigor, em 1 de janeiro de 1986, já estava em funções o Governo do PSD chefiado por Aníbal Cavaco Silva, que iria governar durante dez anos.

Fonte: Lusa

Economia: IVA baixa para 6% na produção de azeite

Economia: IVA baixa para 6% na produção de azeite

A partir de 1 de janeiro, o IVA de 6%, que já se aplica ao azeite enquanto bem, passa a cobrir “as operações de transformação de azeitona em azeite”, com a entrada em vigor do Orçamento do Estado para 2026.

A lista de bens com IVA reduzido – na qual estão elencados os bens e as prestações de serviços tributados com a taxa de 6% – passa a contar a partir de 1 de janeiro com três novas tipologias de bens ou serviços.

Da mesma forma, com o novo Orçamento do Estado para 2026 (OE2026) ficou assegurado que um conjunto de produtos continua a estar isento do imposto sobre o consumo.

O IVA de 6%, que já se aplica ao azeite enquanto bem, passa a cobrir “as operações de transformação de azeitona em azeite”, até agora tributadas com o IVA normal, de 23%.

O mesmo sucede com a venda de carne de caça, cujo IVA baixa de 23% para 6%, na sequência de uma proposta de alteração ao OE para 2026 (OE2026) apresentada pelo PSD e CDS-PP para equivaler a tributação da carne de caça ao que se verifica com as carnes e miudezas comestíveis, frescas ou congeladas.

Quando apresentaram esta proposta de alteração, as bancadas que suportam o Governo no parlamento justificaram o desagravamento com o facto de a carne de caça maior abatida em Portugal ser “imediatamente transportada para Espanha, onde é transformada, embalada e comercializada, sem gerar qualquer receita fiscal” em Portugal, regressando ao mercado nacional como produto final e “deixando em Espanha todo o valor acrescentado associado à cadeia de valor, desde o processamento à comercialização”.

Também as transmissões de objetos de arte efetuadas pelos revendedores registados de obras de arte passam a ser tributadas a 6%, em vez de 23%. Com isso, ficam em situação de igualdade com as vendas de obras realizadas pelos próprios autores, herdeiros e legatários, que já são tributadas com o IVA reduzido.

Além do alargamento da lista de 6%, o OE2026 prolonga até 31 de dezembro as isenções de IVA que atualmente já existem para quem compra adubos, fertilizantes e corretivos de solos, farinhas, cereais e sementes utilizados nas atividades de produção agrícola.

A legislação garante que estas operações continuam a conferir “o direito à dedução do imposto que tenha incidido sobre bens ou serviços adquiridos, importados ou utilizados pelo sujeito passivo para a sua realização”.

Também é prolongada até 31 de dezembro a isenção de IVA atualmente em vigor “na aquisição de alimentação para animais de companhia por parte das associações zoófilas legalmente constituídas”.

Fonte: Lusa | Foto: Flickr

Finanças: Novo ano traz descida do IRS

Finanças: Novo ano traz descida do IRS

A entrada em 2026 traz um desagravamento do Imposto sobre o Rendimento Singular (IRS), para a generalidade dos contribuinte, que vai refletir-se num alívio nos salários e pensões, pelo que as entidades que pagam os rendimentos têm de atualizar as retenções mensais.

A descida do imposto sobre os rendimentos é uma medida do Orçamento do Estado (OE2026) que entra em vigor em janeiro, no qual estão consagradas três alterações ao Código do IRS, que levam a um aumento do rendimento líquido dos trabalhadores e pensionistas.

Com o OE2026, há uma descida das taxas do 2.º ao 5.º escalões em 0,3 pontos percentuais, há uma atualização dos valores que definem os 9 degraus de rendimento em 3,51% em relação a 2025 (fazendo com que as taxas de cada escalão comecem a aplica-se mais acima na escala dos rendimentos) e há um aumento do referencial do mínimo de existência (mecanismo que garante uma isenção total do IRS para quem recebe o salário mínimo e uma redução parcial do imposto para quem tem um vencimento imediatamente acima).

Como o IRS é um tributo anual, é com base nos escalões que a Autoridade Tributária vai calcular o imposto sobre a totalidade dos rendimentos ganhos ao longo de 2026, de 1 de janeiro a 31 de dezembro.

Entretanto, para refletir o desagravamento no imposto descontado todos os meses, o Governo terá de adaptar as tabelas de retenção na fonte aplicadas aos trabalhadores por conta de outrem e aos pensionistas.

Fonte oficial do Ministério das Finanças confirmou que as tabelas serão publicadas neste mês de janeiro, cabendo depois às entidades pagadoras (empresas privadas, serviços públicos, autarquias, IPSS e outras entidades, como a Segurança Social e a Caixa Geral de Aposentações) processar os rendimentos deste ano de acordo com as novas taxas mensais.

Ainda não se sabe, no entanto, se as entidades vão conseguir aplicar as novas tabelas nos salários e pensões de janeiro.

Em regra, quando as tabelas são conhecidas posteriormente ao primeiro processamento do ano, as entidades pagadoras podem corrigir os valores no mês seguinte.

Para se saber o que acontece este ano será preciso esperar pelo despacho que fixa as novas tabelas.

Com o OE2026, a taxa do 2.º degrau baixa para 15,7% (em vez dos anteriores 16%), a do 3.º escalão passa para 21,2% (em vez de ser de 21,5%), a do 4.º patamar diminui para 24,1% (em vez de 24,4%) e a do 5.º fica nos 31,1% (em vez de 31,4%).

Apesar de o desagravamento das taxas só acontecer nestes quatro patamares, os contribuintes de todos os escalões sentem uma descida do IRS, quer quem está acima, quer quem está abaixo, fruto das várias mudanças fiscais consagradas no Orçamento.

Além das novas taxas e dos novos limites dos escalões, o valor de referência do mínimo de existência sobe para 12.880 euros.

Com isso, fica assegurado que os contribuintes com um rendimento até ao salário mínimo nacional de 2026 (920 euros brutos por mês) ficam totalmente isentos de IRS, à semelhança do que acontecia com quem recebia o equivalente à retribuição mínima de 2025 (870 euros).

Uma vez que a fórmula de cálculo deste mecanismo salvaguarda que os contribuintes com um rendimento imediatamente acima de 920 euros também beneficiam de uma redução fiscal – de uma isenção parcial do imposto –, quem está no 1.º escalão também sente um desagravamento do IRS mesmo sem existir uma alteração da taxa.

Quem se encontra nos patamares de rendimento acima do 5.º escalão sente igualmente um aumento do rendimento líquido porque o cálculo do IRS é feito de forma progressiva e as taxas que incidem sobre 2.º, 3.º, 4.º e 5.º escalões, reduzidas em 0,3 pontos percentuais, também se aplicam a esses contribuintes.

Segundo simulações da consultora PwC, realizadas para a Lusa quando o Governo apresentou a proposta de OE2026 em 09 de outubro, as mudanças vão aumentar o rendimento dos contribuintes de todos os escalões.

Fonte: Lusa

Dia Mundial da Paz: Leão XIV pede reforço das instituições internacionais e da diplomacia

Dia Mundial da Paz: Leão XIV pede reforço das instituições internacionais e da diplomacia

Na Mensagem para o Dia Mundial da Paz, que se assinala a 1 de janeiro, o Papa Leão XIV apelou aos governantes de todo o mundo para que retomem o “caminho desarmante da diplomacia”, pedindo o fortalecimento das instituições supranacionais em vez da sua deslegitimação.

“É o caminho desarmante da diplomacia, da mediação, do direito internacional, infelizmente contrariado por violações cada vez mais frequentes de acordos alcançados com grande esforço”, lamenta Leão XIV, na mensagem para o 59.º Dia Mundial da Paz, que se celebra no primeiro dia de 2026,

O Papa aborda a dimensão política da construção da paz, num contexto de “desestabilização planetária” cada vez mais imprevisível.

O documento pede aos responsáveis políticos que investiguem a fundo a melhor forma de harmonizar as comunidades a nível mundial, baseando-se na “sinceridade dos tratados e na fidelidade aos compromissos assumidos”.

Leão XIV adverte contra a tentação do “fatalismo” perante a globalização e os conflitos, rejeitando a ideia de que as dinâmicas atuais são fruto de forças anónimas impossíveis de controlar.

Para contrariar a estratégia de quem procura “semear o desânimo”, o Papa propõe o desenvolvimento de “sociedades civis conscientes” e formas de associativismo que promovam a participação não violenta.

“É necessário motivar e apoiar todas as iniciativas espirituais, culturais e políticas que mantenham viva a esperança”, escreve.

Citando a encíclica ‘Rerum Novarum’ de Leão XIII, escrita no final do século XIX, o Papa sublinha a importância da cooperação e da justiça restaurativa, tanto em pequena como em grande escala, lembrando que a dignidade humana está hoje exposta aos “desequilíbrios de poder entre os mais fortes”.

A mensagem evoca ainda o Jubileu da Esperança, que a Igreja Católica vive até 6 de janeiro de 2026, deixando votos de que este Ano Santo leve milhões de pessoas a iniciar um “desarmamento do coração, da mente e da vida”.

O Dia Mundial da Paz foi instituído em 1968, pelo Papa São Paulo VI, sendo celebrado anualmente a 1 de janeiro, pela Igreja Católica.

Fonte: Ecclesia

A notícia é o nascimento de Jesus!

Santa Maria, Mãe de Deus / (Solenidade) Dia Mundial da Paz

A notícia é o nascimento de Jesus!

Num 6, 22-27 / Slm 66 (67), 2-3.5-6.8 / Gal 4, 4-7 / Lc 2, 16-21

Começa a “propagação” da pessoa de Jesus.

São Lucas diz que os pastores foram visitar o Menino e depois regressaram «glorificando e louvando a Deus». Jesus nasceu e isso é a notícia. Jesus começa por ser «o Menino deitado na manjedoura». Nasce na margem da povoação (Belém), na margem dos nossos sistemas e das nossas seguranças, na margem do mundo. Mas é preciso que Ele passe da margem para o centro. Ele deve ser o centro do mundo e das nossas vidas.

Será um caminho árduo que requer as nossas forças.

Veja-se que a própria celebração do Natal é caminho. O Natal não é um dia só (o nascimento de Jesus). Engloba também as festas da Sagrada Família (Domingo passado), de Santa Maria, Mãe de Deus (hoje), da Epifania (próximo Domingo) e do Batismo do Senhor (Domingo posterior). Em tudo isto se revelam aspetos da Encarnação do Senhor. Esta não foi só a gestação de Jesus no ventre materno. É também a sua vinda e manifestação à humanidade.

Precisamos de interiorizar, então, a ideia de caminho. Parece que hoje estamos mais treinados para instantes do que para caminhos. Reparemos no caminho da interação com Deus. Invoca-se o Senhor? Então, Ele abençoa-nos. Dirige para nós o olhar e é-nos favorável (Números). Visita-se o Senhor? Então, voltamos para casa alegres com o que ouvimos e vimos (São Lucas). Acolhemos o Espírito que Deus nos envia? Então, temo-lo a habitar em nós, levando-nos a vê-lo como Pai (Carta aos Gálatas).

Reparemos também no caminho da maturação interior. «Maria conservava todos estes acontecimentos, meditando-os em seu coração» (São Lucas). Há as coisas que acontecem na nossa vida e há o sentido que lhes damos. Há o desenho que as coisas realmente têm e a impressão com que ficamos delas. Enfim, há a sequência dos impactos daquilo que a vida nos traz e há o encadeamento do laborar interior a respeito desses impactos.

Fonte: Rede Mundial de Oração do Papa

Sendim: Jovens pauliteiros receberam Palos d’Ouro

Sendim: Jovens pauliteiros receberam Palos d’Ouro

O Hotel “O Encontro”, na vila de Sendim, foi o palco da I Gala dos Palos d’Ouro, um evento cultural realizado a 26 de dezembro, com o propósito de homenagear os pauliteiros e pauliteiras sendineses, que preservam e divulgam das danças tradicionais da Terra de Miranda.

O Presidente da Associação de Pauliteiros de Miranda – Sendim, Telmo Ramos, anunciou que a Câmara Municipal de Miranda do Douro, na pessoa da presidente, Helena Barril, recebeu o Palo d’Ouro “Mérito e Excelência”, pelo trabalho desenvolvido na promoção cultural dos Pauliteiros de Miranda, em Portugal e no estrangeiro.

«A entrega do prémio “Mérito e Excelência” ao município de Miranda do Douro, visa homenagear e agradecer o incansável apoio do executivo municipal, liderado pela presidente, Helena Barril, na valorização e projeção dos grupos de Pauliteiros de Miranda, através das atuações em Portugal e no mundo. No trabalho do executivo municipal, destaco também a inscrição das Danças Rituais dos Pauliteiros nas Festas Tradicionais da Terra de Miranda, no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial e a candidatura que já está a ser preparada para inscrever as Danças dos Pauliteiros de Miranda no Património Mundial da UNESCO”, justificou, Telmo Ramos.

Na I Gala dos Palos d’Ouro, o prémio de “Melhor Pauliteira” foi atribuído à jovem, Matilde Alves, numa eleição feita pelos cerca de 50 jovens que participam nos vários grupos de pauliteiros em Sendim.

Nos rapazes, Leandro Alves recebeu o prémio de “Melhor Pauliteiro”, um galardão entre pelo presidente da União de Freguesias de Sendim e Atenor, Luís Santiago.

Gabriel Ramos, em gaita-de-foles, recebeu das mãos da presidente do município de Miranda do Douro, Helena Barril, o Palo d’Ouro “Melhor Músico”.

O prémio “Revelação” resultou de uma escolha da direção da Associação de Pauliteiros de Miranda- Sendim e neste primeiro ano foi entregue a Gonçalo Esteves, pela sua dedicação, comportamento e talento que já lhe permite dançar com os pauliteiros seniores.

A I Gala dos Palos d’Ouro que decorreu no restaurante do Hotel “O Encontro”, na vila de Sendim, teve momentos de entretenimento, música e as danças dos pauliteiricos sendineses.

Em 2026, a II Gala dos Palos d’Ouro vai realizar-se no mês de dezembro e a pretensão da Associação de Pauliteiros de Miranda-Sendim é convidar todos os antigos pauliteiros, dirigentes e ensaiadores de modo a angariar novos associados e cujas quotas anuais gerem receita para a organização da gala anual.

“No novo ano de 2026, para além das atuações dos Pauliteiros de Miranda-Sendim em Portugal e no estrangeiro, com duas viagens já programadas a Veneza (Itália) e ao Brasil, vamos ainda desenvolver outros projetos como a instalação do Museu do Pauliteiro, em Sendim”, avançou Telmo Ramos.

No triénio 2025-2028, a Associação de Pauliteiros de Miranda-Sendim tem como principal missão dar continuidade ao ensino das danças na Escola do Pauliteiro, instalada na Casa de l’Pauliteiro, em Sendim.

Na vila de Sendim, o grupo de Pauliteiros já existe desde 1956. Contudo, a associação só foi constituída a 21 de junho de 2007 e dois anos depois, a 13 de julho de 2009 (feriado comemorativo de elevação de Sendim a vila) foi inaugurada a Casa de l’Pauliteiro, a atual sede dos pauliteiros e pauliteiras sendinesas.

HA

Sendim: “Tomba-Ladeiras” é uma caminhada turístico-cultural entre portugueses e espanhóis

Sendim: “Tomba-Ladeiras” é uma caminhada turístico-cultural entre portugueses e espanhóis

No sábado, dia 27 de dezembro, mais de uma centena de portugueses e espanhóis, participaram na “Caminhada Tomba-Ladeiras”, um percurso pedreste e fluvial de 11 quilómetros nas arribas do rio Douro, entre as localidades de Fermoselle (Espanha) e a vila de Sendim (Portugal).

Uma das caminhantes, a vice-presidente da União de Freguesias de Sendim e Atenor, Ana Paula André, indicou que a primeira caminhada Tomba-Ladeiras, entre Sendim e Fermoselle, realizou-se no ano 2005, por iniciativa da associação Mirai q’Alforjas.

“Percorridos 20 anos desde a primeira caminhada entre Sendim e Fermoselle, este ano participaram na atividade 125 pessoas, entre crianças, jovens e adultos, 35 dos quais foram os vizinhos espanhóis. O percurso de 11 quilómetros, entre Fermoselle e Sendim levou-nos a calcorrear as arribas do rio Douro, que antigamente foram uma antiga rota de contrabando usada pelos portugueses e os espanhóis. Apesar do frio do inverno, o convívio e a confraternização aqueceu os corações e o ânimo de todos os caminhantes”, disse a autarca sendinesa.

A atividade começou ao início da manhã de sábado (8h30), com as viagens de autocarro da vila Sendim para Fermoselle (Espanha), onde os portugueses foram recebidos “calorosamente” pelos vizinhos espanhóis, com um “desayuno” (pequeno-almoço) de café, licor de café, bolos tradicionais de Espanha e os portugueses ofereceram a Bola Doce Mirandesa.

«Após o pequeno-almoço de boas-vindas, seguiu-se uma visita às históricas “bodegas” ou adegas subterrâneas de Fermoselle, que estão em processo de inscrição no Património Natural e Cultural Material da Humanidade, pela originalidade de estarem construídas no subsolo da localidade de Fermoselle”, destacou Ana Paula André.

A caminhada propriamente dita iniciou-se às 10h30, com a descida de Fermoselle até ao rio Douro, numa distância de três quilómetros. Chegados ao rio, a mais de uma centena de participantes fez a travessia fluvial do Douro, em viagens de barco.

Já na margem de Portugal, os caminhantes foram presenteados com um almoço convívio, no cais fluvial dos Pisões, preparado pela Comissão de Festas em honra de Santa Bárbara, cuja ementa foi um sopa quente, com postas de vitela assada na brasa e batatas, pão e fruta.

Após o almoço houve a animação musical dos jovens gaiteiros e as danças dos Pauliteiros de Sendim e os espanhóis também se juntaram à festa com a música do tamboril e a dança da garrafa.

Os mais de 100 participantes concluíram a caminhada “Tomba-Ladeiras” com a subida de sete quilómetros, dos Pisões até à vila de Sendim.

De acordo com a Freguesia de Sendim, no próximo ano de 2026, a Caminhada “Tomba-Ladeiras”, volta a realizar-se no mês de dezembro, mas desta vez começa em Sendim e termina em Fermoselle (Espanha).

“Em 2026, o autocarro vai buscar os vizinhos espanhóis a Fermoselle (Espanha), para iniciarmos juntos a caminhada desde Sendim até aos Pisões. No cais fluvial atravessamos o rio Douro de barco, para depois subirmos até Fermoselle, onde vamos concluir a atividade com um almoço nas bodegas”, adiantou a autarca de Sendim.

A “Caminhada Tomba-Ladeiras” é uma iniciativa anual, que pretende ser um projeto de cooperação transfronteiriça entre Sendim (Portugal) e Fermoselle (Espanha), para aprofundar as relações de vizinhança e potenciar o desenvolvimento turístico cultural de ambas as localidades.

HA | Fotos: APA

2026: Pão e pastelaria com “ligeiro aumento” de preço

2026: Pão e pastelaria com “ligeiro aumento” de preço

O pão e os produtos de pastelaria deverão sofrer um “ligeiro aumento” de preço no próximo ano, impactados pelas revisões laborais e pelo agravamento do gasto com os ovos, frutos secos e cartão, adiantou a Associação do Comércio da Indústria de Panificação, Pastelaria e Similares (ACIP).

“Para 2026, as perspectivas da ACIP são cautelosamente otimistas. A estabilidade nos mercados internacionais da farinha, energia e logística cria condições favoráveis para um ano sem grandes oscilações”, apontou a presidente da direção da associação, Deborah Barbosa.

Contudo, a ACIP antecipa “um ligeiro aumento” do preço do pão e da pastelaria, à boleia dos impactos de revisões laborais e das subidas dos preços dos ovos, frutos secos e do cartão.

A isto poderá ainda acrescer o impacto da possível retirada do apoio do Estado aos combustíveis, avisou.

Segundo dados da Deco – Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor, a 1 de janeiro de 2025 meia dúzia de ovos custava 1,61 euros, mas em 19 de novembro do mesmo ano a mesma caixa já estava a 2,12 euros, verificando-se assim um agravamento de 31,68%.

O preço dos ovos mantém-se estável desde 22 de outubro, quando atingiu o pico de 2,12 euros. Por sua vez, o valor mais baixo foi o atingido no início do ano (1,61 euros) e manteve-se até ao dia 29 do mesmo mês.

Segundo a ACIP, o setor deverá focar-se na “consolidação, eficiência produtiva e reforço da diferenciação”, fatores que para a ACIP são essenciais para atingir margens sustentáveis e responder às expectativas dos clientes.

Deborah Barbosa disse ainda que os dados preliminares do corrente ano mostram um alinhamento dos preços da pastelaria e padaria com a inflação, após anos de forte volatilidade nos custos e de baixa no consumo.

“O setor apresenta uma evolução moderada, com crescimento contido mas positivo, sustentado pela normalização dos preços das matérias-primas e por um comportamento do consumidor mais previsível. Embora ainda existam muitas pressões ao nível da mão-de-obra e dos serviços essenciais, 2025 evidencia um ambiente de maior equilíbrio operacional”, afirmou.

Fonte: Lusa | fotos: Flickr

Sociedade: Pensões aumentam em janeiro – Governo

Sociedade: Pensões aumentam em janeiro – Governo

A atualização das pensões, com aumentos de 2,80% para a maioria dos pensionistas é paga já em janeiro, segundo um esclarecimento do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.

“Um esforço adicional da Segurança Social permitiu que as pensões relativas ao mês de janeiro já sejam pagas com os valores atualizados, e não apenas em fevereiro, como tinha sido anteriormente comunicado”, adianta o gabinete de Rosário Palma Ramalho, em comunicado enviado esta tarde.

O esclarecimento surge depois de esta manhã, também em comunicado, o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social ter indicado que os aumentos das pensões para o próximo ano, que decorrem da lei, só seriam pagos a partir de fevereiro “e com retroativos a janeiro, uma vez que as pensões desse mês têm de ser processadas ainda em dezembro”.

A maioria dos pensionistas vai ter um aumento de 2,80% nas pensões a partir de janeiro de 2025, segundo a portaria publicada hoje em Diário da República.

De acordo com a legislação, as pensões até 1.074,26 euros, onde se situa a grande maioria dos pensionistas, vão subir 2,80% no próximo ano. No mínimo, estas pensões têm de ter um aumento de 9,29 euros (para pensões entre 331,79 euros e 1.074,26 euros).

As pensões de montante superior a 1.074,26 euros e até 3.222,78 euros sobem 2,27% (no mínimo de 30,08 euros) e as pensões acima de 3.222,78 euros sobem 2,02% (no mínimo de 73,16 euros).

Já as pensões de montante superior a 6.445,56 não serão atualizadas.

A portaria explica a fórmula de cálculo da atualização das pensões, tal como prevista na lei, que tem em conta o crescimento médio real do produto interno bruto (PIB) dos últimos dois anos, terminados no terceiro trimestre de 2025, e a variação média dos últimos 12 meses do índice de preços no consumidor sem habitação, disponível em dezembro deste ano.

Na prática, estes valores de atualização significam que, a partir de janeiro, um pensionista que atualmente tem uma reforma de 400 euros brutos passa a receber 411,2 euros mensais, mais 11,20 euros.

Por sua vez, uma pensão de 950 euros avançará para 976,60 em 2026, isto é, mais 26,60 euros.

Já uma pensão de 1.100 euros passa a receber 1.124,97 euros, uma subida de 24,97 euros.

Ao mesmo tempo, uma pensão de 3.300 euros subirá para 3.366,66, mais 66,66 euros mensais.

O parlamento aprovou na votação na especialidade da proposta do Orçamento do Estado para 2026 (OE2026) a iniciativa do PSD e CDS-PP para que o Governo volte a pagar no próximo ano o suplemento extraordinário para as pensões mais baixas, em função da evolução das contas públicas, ao passo que as propostas da oposição para um aumento estrutural das pensões foram todas chumbadas.

Fonte: Lusa | Imagem: SS