Miranda do Douro: Mirandese(a)s aprendem a costurar o burel

Miranda do Douro: Mirandese(a)s aprendem a costurar o burel

A freguesia de Miranda do Douro continua a promover o curso “Artesão/ã de Artes Têxteis”, uma formação na qual participam 22 pessoas, mulheres e homens, interessados em aprender a costurar o burel, o tecido de lã de ovelha, que dá origem entre outras peças, às Capas d’honra Mirandesas.

Iniciado em maio de 2025, o curso “Artesão/ã de Artes Têxteis” tem como objetivo a preservação e transmissão a arte de trabalhar o burel. De acordo com Cristina Carvalho, da freguesia de Miranda do Douro, a formação destina-se a mulheres e homens, maiores de 23 anos, em idade ativa ou reformados.

“A formação começou com uma exposição teórica sobre a história do burel, o tecido grosseiro de lã, resistente e durável, tradicionalmente feito de forma artesanal para fazer, por exemplo, as Capas d’Honras Mirandesas. Nesta formação, uma das maiores satisfações foi verificar que entre os 22 formando(a)s, havia quem não sabia sequer utilizar uma máquina de costura e agora já aprenderam a costurar”, disse a autarca mirandesa.

Em Miranda do Douro, o curso “Artesão/ã das Artes Têxteis” é ministrado pela artesã, Palmira Falcão, em horário pós-laboral (20h30 às 23h00), dois dias por semana, às 2ª e 4ª feiras. A formadora, natural de Sendim, revelou que ao longo de oito meses de formação, os formando (a)s aprenderam a executar peças em burel, tais como porta-lápis, carteiras, porta-chaves, malas, tapetes, toalhas, alforges, miniaturas de capas d’honra e outros acessórios.

“Trabalhar e costurar o burel exige destreza e força nas mãos, porque é um tecido de lã mais grosso e difícil de manobrar”, disse a artesã.

Questionada sobre o processo de manufatura da capa d’Honras Mirandesa, Palmira Falcão explicou que é uma indumentária que demora cerca de um mês a confeccionar, porque é constituída por várias peças em burel.

“A confecção da Capa d’Honras Mirandesa começa com a escolha do tecido em burel, de cor castanha ou preta. Depois segue-se a idealização ou desenho da capa d’honras, com os vários detalhes. De seguida costuram-se as peças uma a uma: a frente, as abas dos lados, o capuz, a honra e em algumas capas, a racha atrás. No final monta-se ou costura-se a capa na íntegra”, explicou.


Na reta final do curso “Artesão/á de Artes Têxteis”, o objetivo é capacitar os formandos para a confecção das Capas d’honras Mirandesas. Um dos formandos, Ramiro Fernandes, natural de São Martinho, decidiu participar na formação em Miranda do Douro, para aprofundar os conhecimentos sobre a arte de trabalhar o burel.

“Anteriormente, frequentei formações em Alcañices (Espanha) dedicadas à manufatura da capa alistana. Por isso, decidi aproveitar esta oportunidade em Miranda do Douro, para continuar a aprender outras técnicas e instrumentos utilizados na confecção das capas tradicionais”, disse.

De Cércio, Maria Jesus Calejo, também veio participar no curso “Artesã de Artes Têxteis”, motivada pelo gosto pela arte da costura e um particular interesse pelas Capas d’honra Mirandesas.

“Gosto muito da costura e já fiz muitas peças de roupa. Sou natural do concelho de Mogadouro e sempre tive curiosidade e interesse pelo modo como se confeccionam as Capas d’honra Mirandesas. Ao frequentar o curso, para começar estou a fazer miniaturas das capas e com a prática espero costurar capas d’honra para os meus netos”, disse.

Da cidade de Miranda do Douro, a jovem Cíntia Robador, decidiu acompanhar a mãe, Estela, durante dois serões por semana, para aprender a costurar.

“Em maio do ano passado, quando iniciei o curso de Artes Têxteis não sabia sequer costurar! Passados oito meses, já aprendi a desenhar, recortar, a costurar e fazer várias peças, como porta-lápis, pega-alfinetes e neste momento estou a fazer uma mochila em burel”, disse a jovem mirandesa.

Questionada se no futuro próximo será capaz de manufaturar uma Capa d’honras Mirandesa, Cíntia Robador, respondeu que “sim”.

“Costurar o burel exige mestria no uso do calcador e uma grande sincronização das mãos com a máquina de costura. Por isso, acredito que, com prática e treino, um dia vou conseguir fazer uma Capa d’honras Mirandesa”, disse.

O curso “Artesão/ã de Artes Têxteis” decorre até meados de abril de 2026 e os trabalhos realizados pelos formando(a)s vão ser expostos na Famidouro – Feira de Artesanato e Multiatividades, que é organizada anualmente, durante o mês de agosto, pela Associação Comercial de Industrial de Miranda do Douro (ACIMD).

HA



Comércio: Mupis informam sobre produtos e serviços em Miranda do Douro

Comércio: Mupis informam sobre produtos e serviços em Miranda do Douro

As ruas comerciais do Mercado e 1º de maio, em Miranda do Douro, já dispõem de mupis, os pontos de informação digitais, que vão permitir ao público aceder a informações, sobre o comércio e os serviços existentes na cidade e no concelho de Miranda do Douro.

O vice-presidente da Associação Comercial e Industrial de Miranda do Douro (ACIMD), Emanuel Soares, informou que a instalação destes dois equipamentos é mais um passo para a digitalização dos negócios do concelho de Miranda do Douro.

“Os mupis do Bairro Comercial Digital La Nubre an Miranda integram a rede de canais digitais do projeto, juntamente com o site e a aplicação móvel, permitindo o acesso a informações sobre o comércio local, serviços e reservas na hotelaria e restauração. Os mupis instalados nas ruas comerciais do Mercado e 1º de Maio vão começar a funcionar brevemente”, disse o empresário e dirigente associativo.

Para implementar o bairro comercial digital “La Nubre Miranda do Douro”, inicialmente fez-se o registo digital dos comerciantes e empresários, com o objetivo de desenvolver o marketplace, uma plataforma digital, onde cada empresa tem sua própria página para mostrar o stock de produtos, gerir as vendas, indicar os métodos de pagamento, entre outras aplicações.

“O desenvolvimento do marketplace já está na fase final. Trata-se de uma plataforma de vendas online onde os comerciantes e empresários, da cidade e do concelho de Miranda do Douro, têm a oportunidade de publicitar e vender os seus produtos e serviços, com a mais-valia de o fazer para outras geografias e em vários idiomas como o português, mirandês, castelhano, francês e inglês”, informou.


A componente física ou urbana do projeto do Bairro Comercial Digital “La Nubre Miranda do Douro” é da responsabilidade da Câmara Municipal de Miranda do Douro, a quem compete a instalação de um sistema de internet wireless e a decoração das ruas comerciais da cidade.

O vereador do Município de Miranda do Douro, Vitor Bernardo, informou que já foram lançados novos concursos públicos, para instalar a rede de internet wireless e decorar as ruas do Mercado, 25 de Abril e 1º de Maio.

“Nos primeiros concursos públicos não houve empresas interessadas, pelo que tivemos de reformular os orçamentos e lançar novos concursos públicos. No concurso da decoração das ruas, este trabalho foi adjudicado. Relativamente ao concurso do wifi, vai ser lançado até ao final deste mês de janeiro”, disse o autarca de Miranda do Douro.

Em Miranda do Douro, a criação do bairro “La Nubre an Miranda” resulta de um trabalho conjunto entre a ACIMD e a Câmara Municipal de Miranda do Douro e dispõe de um investimento de 700 mil euros, proveniente do Programa de Recuperação e Resiliência (PRR).

A implementação do Bairro Comercial Digital “La Nubre an Miranda” incide em quatro áreas: a digitalização dos processos comerciais, tornando-os mais modernos e eficientes; a expansão dos negócios locais, através da venda online de produtos e serviços; o aumento da visibilidade do negócio com novas estratégias de marketing; e a conexão das ruas com rede Wi-Fi, para aproximar comerciantes e clientes.

HA | Foto: ACIMD



Bragança-Miranda: Diocese apresentou «Turismo Espiritual»

Bragança-Miranda: Diocese apresentou «Turismo Espiritual»

O bispo de Bragança-Miranda, Dom Nuno Almeida, convidou a 12 de janeiro, os presidentes das Câmaras Municipais do território da diocese, para um ‘Almoço de Reis’, onde apresentou o projeto turístico da Casa Pastoral Diocesana, que vai ser instalada no Seminário de São José, em Bragança.

“Para além do convívio e do estreitar laços de amizade e cooperação, foi apresentado o projeto da Casa Pastoral Diocesana com especial atenção para a valência do ‘Turismo Espiritual’”, informaram D. Nuno Almeida e a Diocese de Bragança-Miranda, através de publicações na rede social Facebook.

O bispo de Bragança-Miranda disse que estavam a rever os planos da Casa Pastoral Diocesana, que tem o “projeto aprovado” e está construída “a parte mais estrutural”, para ser também hospedaria, para a sua sustentabilidade.

“A preocupação é termos uma casa que acolhe, que tem possibilidades para 60 camas, para retiros, para encontros, para alguém que passa e queira ficar, mas pela experiência, mesmo no país, não há nenhuma casa de retiros que sobreviva só com retiros. Não é possível”, explicou D. Nuno Almeida, em outubro de 2025, sobre o projeto que está em construção no edifício do seminário diocesano.

Sobre o ‘Almoço de Reis’ entre autarcas transmontanos e bispo diocesano, realizado a convite de D. Nuno Almeida, o Secretariado das Comunicações Sociais da Diocese de Bragança-Miranda informou a Agência ECCLESIA, que participaram os presidentes dos Municípios de Vinhais, Bragança, Mirandela, Vila Flor, Miranda do Douro, Vimioso, Alfândega da Fé, e a vice-presidente de Torre de Moncorvo.

“Foram estreitados laços entre a Diocese e os municípios”, acrescenta, sobre esta iniciativa que decorreu no Seminário Diocesano de São José, na cidade de Bragança.

No final do ‘Almoço de Reis’ foi oferecida aos autarcas a nova revista ‘Sementes de Esperança’, a primeira edição desta publicação diocesana corresponde ao primeiro ano e meio de ministério episcopal de D. Nuno Almeida, de junho de 2023 a dezembro de 2024.

Fonte: Ecclesia

Sociedade: Estudo sobre a importância das IPSS

Sociedade: Estudo sobre a importância das IPSS

A 15 de janeiro, a Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS) assinala o seu 45º aniversário, com uma sessão na Sala do Senado da Assembleia da República (Lisboa), que consiste na apresentação do quinto estudo da série «Importância Económica e Social das IPSS em Portugal».

Editado pela CNIS em formato impresso e em formato eletrónico, o quinto estudo, com dados relativos aos anos de 2022 e 2023, foi realizado por Américo Mendes, coordenador da ATES – Área Transversal de Economia Social, da Universidade Católica Portuguesa (Porto), e por Francisco Martins da Rocha, da Central de Balanços da CNIS.

O presidente da CNIS, padre Lino Maia, realça a importância da apresentação, no Dia da CNIS, na Assembleia da República: “É um estudo científico, a metodologia da Central de Balanços foi validada pelo Banco de Portugal, que revela a importância económica e social das instituições de solidariedade, que empregam mais de 250 mil trabalhadores e onde cada euro aplicado e investido se multiplica mais de quatro vezes. Em muitas zonas do país, é a única resposta de carácter público. Em 23% das freguesias deste país é uma IPSS que lá está e não qualquer organismo da função pública”.

Pelas 14h00, na cerimónia de apresentação, o presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, fará o discurso de abertura, a que se seguirá a intervenção do presidente da CNIS.

Logo depois, o estudo «Importância Económica e Social das IPSS em Portugal» será apresentado por Américo Mendes, cabendo à Secretária de Estado da Ação Social e da Inclusão, Clara Marques Mendes, o encerramento da sessão.

Fonte: Ecclesia

Mogadouro: «Valor patrimonial da barragem de Bemposta é decisão histórica» – António Pimentel

Mogadouro: «Valor patrimonial da barragem de Bemposta é decisão histórica» – António Pimentel

O presidente da Câmara Municipal de Mogadouro, Antonio Pimentel, afirmou que a decisão do Tribunal Administrativo e Fiscal de Mirandela, em manter o Valor Patrimonial Tributário (VTP), da barragem de Bemposta, é uma decisão histórica.

“O Tribunal Administrativo e Fiscal [TAF] de Mirandela proferiu agora uma sentença que obriga a Movhera a pagar o [Imposto Municipal sobre Imóveis] IMI da barragem de Bemposta, sendo uma decisão histórica que faz justiça à nossa luta”, vincou o autarca social-democrata.

Segundo António Pimentel, desde outubro de 2021, o município de Mogadouro esteve na primeira linha deste combate.

“Primeiro, quando requeremos em 27 de janeiro de 2023 ao secretário de Estado dos Assuntos Fiscais que ordenasse à Autoridade Tributária [AT] a cobrança do IMI da barragem de Bemposta”, disse.

O autarca recordou ainda “quando se conseguiu pela via judicial que, na avaliação da barragem, fossem incluídos os órgãos de segurança e exploração, tendo por causa disso sido atribuído à barragem de Bemposta o valor de 178.940.820 euros, tendo daí resultado uma coleta de IMI anual de 536.822,46 de euros”.

“Terceiro, quando conseguimos que a primeira cobrança do IMI retroagisse a 2020, daí resultando que o IMI será pago desde essa data, pelo que a primeira coleta do IMI será de 2.147.289,84 euros, acrescida de juros de mora”, acrescentou.

“O facto é que a Movhera ainda pode recorrer desta decisão judicial, por isso, com todo o respeito, mas também com toda a determinação, apelamos ao sentido de responsabilidade social desta empresa, para que pague voluntariamente o IMI correspondente à Barragem de Bemposta, como sinal de que estão comprometidos com o desenvolvimento da nossa terra”, vincou António Pimentel

O município de Mogadouro deixou a garantia de que se manterá atento à evolução desta questão: “mas hoje é tempo de partilhar esta conquista e de celebrar esta vitória, que é de Mogadouro e dos Mogadourenses”, disse.

O TAF de Mirandela manteve o Valor Patrimonial Tributário (VPT) de quase 179 milhões de euros da barragem de Bemposta, em Mogadouro, segundo uma decisão judicial.

Segundo a sentença datada de 12 de janeiro, o TAF de Mirandela julgou improcedente a impugnação judicial deduzida pela Movhera contra a avaliação da Autoridade Tributária que atribuiu aquele valor à barragem.

Em outubro de 2024, a Movhera foi notificada do resultado da avaliação ao Aproveitamento Hidroeléctrico (AH) de Bemposta para efeitos de IMI, tendo sido apurado um VPT de 178.940.820 euros.

Não tendo concordado com o teor da avaliação promovida pelo Serviço de Finanças de Mogadouro, a empresa requereu uma segunda avaliação que foi realizada em novembro de 2024 e que manteve aquele valor.

Seguidamente, foi notificada das liquidações de IMI emitidas por referência ao AH de Bemposta e aos anos de 2020, 2021, 2022 e 2023.

A empresa impugnou esta avaliação junto do Tribunal Administrativo e Fiscal (TAF) de Mirandela alegando que uma barragem não pode ser qualificada como um prédio para efeitos de IMI.

No entanto, o tribunal concluiu que o AH é um prédio para efeitos de fixação de VPT e consequente liquidação de IMI.

“Temos o elemento físico que é constituído pelos edifícios e construções incorporados ou assentes com caráter de permanência; tem a suscetibilidade de ter valor económico, independentemente de produzir, ou não qualquer rendimento; e tem o elemento de natureza jurídica que corresponde à sua integração no património da impugnante até 31/12/2014 ( ou até 30/12/2042)”, lê-se na sentença.

A empresa alegava ainda que os órgãos de segurança e exploração da barragem não podiam ser objeto de inscrição e avaliação para efeitos de IMI. No entanto, o TAF concluiu que estes “estão para a barragem, como as portas, janelas ou telhado estarão para uma casa”.

Contactada pela agência Lusa, a concessionária Movhera reitera que “não comenta publicamente decisões dos tribunais portugueses”.

A vertente fiscal das barragens começou a ser discutida na sequência da venda pela EDP de seis barragens em Trás-os-Montes (Miranda do Douro, Picote, Bemposta, Baixo Sabor, Feiticeiro e Tua), por 2,2 mil milhões de euros, a um consórcio liderado pela Engie, tendo o negócio ficado concluído no final de 2020.

Fonte: Lusa | Foto: Flickr

Sociedade: Maior número de nascimentos da última década – INSA

Sociedade: Maior número de nascimentos da última década – INSA

Em 2025, nasceram em Portugal mais de 87.700 bebés, o valor mais alto da última década, segundo dados do Programa Nacional de Rastreio Neonatal (PNRN), coordenado pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA).

Segundo o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), no ano passado, foram rastreados 87.708 recém-nascidos, mais 3.077 do que em 2024 (84.631).

Os dados indicam que a Madeira e Santarém foram as únicas regiões do país que registaram menos nascimentos em 2025 comparativamente ao ano anterior, totalizando, respetivamente, 1.704 (menos 48) e 2.852 (menos 22).

Lisboa foi a cidade que rastreou mais recém-nascidos, somando 26.595, mais 739 do que em 2024, seguida do Porto, com 15.255 (mais 733) e de Braga, com 6.534 (mais 246).

O “teste do pezinho” é feito através de análises de sangue, a partir do 3.º dia de vida e se possível até ao 6.º, através de uma ou duas picadas no calcanhar do bebé.

De acordo com os dados, o menor número de exames foi registado nos distritos de Portalegre, com 574, e Bragança, com 587, mas ambos apresentaram um aumento de 27 e 93 rastreios, respetivamente, face ao ano anterior.

Os dados indicam ainda que julho foi o mês que registou o maior número de bebés rastreados (8.118), seguido de outubro (8.104) e de setembro (7.886).

Desde 1979 e até final de 2025, foram rastreados 4.396.889 recém-nascidos e identificados 2.963 casos de doenças raras, segundo dados do INSA avançados à agência Lusa.

Estes testes permitem identificar as crianças que sofrem de doenças, quase sempre genéticas, como a fenilcetonúria ou o hipotiroidismo congénito, que podem beneficiar de tratamento precoce

Em 2025, foram identificados 57 casos de doenças hereditárias do metabolismo, 26 casos de hipotiroidismo congénito, seis casos de fibrose quística, 10 casos de atrofia muscular espinal, um caso de imunodeficiência combinada grave e 47 casos de drepanocitose, perfazendo um total de 147 casos.

O Programa Nacional de Rastreio Neonatal é coordenado pelo INSA, através da sua Unidade de Rastreio Neonatal, Metabolismo e Genética, do Departamento de Genética Humana.

Fonte: Lusa | Foto: Flickr

Sendim: Cooperativa Ribadouro à venda

Sendim: Cooperativa Ribadouro à venda

A cooperativa agrícola Ribadouro, em Sendim, realizou a 12 de janeiro, uma assembleia geral extraordinária, durante a qual informou os associados da execução da dívida de 500 mil euros, por parte da Caixa de Crédito Agrícola, o que implica a venda do edifício, uma situação que até poderá atrair investidores privados, para modernizar o equipamento e assegurar a continuidade da atividade vitivinícola na região.

A assembleia geral extraordinária decorreu no pavilhão multiusos, em Sendim e teve como ordem de trabalhos informar sobre a atual situação financeira da cooperativa e auscultar os associados sobre a possibilidade de alienar duas propriedades (uma vinha e um terreno) desta coletividade.

Em representação da direção, o vice-presidente da cooperativa Agrícola Ribadouro, André Xavier, indicou que a dívida total é superior a 700 mil euros: 500 mil ao grupo Crédito Agrícola, 200 mil ao Millenium BCP, cerca de 30 mil euros a fornecedores e ainda há pagamentos em atraso aos vitivinicultores, relativos a entrega de uvas, nas campanhas de 2023 e 2022.

“Dada a incapacidade de saldar a dívida de 500 mil euros à Caixa de Crédito Agrícola, o edifício da cooperativa que já estava hipotecado vai agora ser posto à venda. A Caixa Agrícola entregou a execução da dívida a um agente para vender o imóvel, localizado na Estrada Nacional nº 221. A entrega de propostas para a compra do imóvel é feita por carta fechada, sendo que o valor mínimo definido pelo grupo bancário para a aquisição do imóvel é de 595 mil euros”, indicou o dirigente associativo.

Tendo em conta a difícil situação financeira da cooperativa, para o vice-presidente da Ribadouro, André Xavier, a venda a um privado poderia ser a melhor solução para a sobrevivência da atividade vitivinícola em Sendim.

“O ideal seria que surgisse um comprador honesto, ligado ao setor do vinho, com poder financeiro de modernizar as instalações da Ribadouro e que continue a receber e transformar as colheitas de uvas dos vitivinicultores da região. Temos aqui ao lado, em Bemposta, o exemplo da empresa Sogrape, que realiza um bom trabalho neste setor”, disse.

Questionado se a Sogrape poderia ser um possível interessado na compra do imóvel da cooperativa Ribadouro, em Sendim, André Xavier, mostrou-se agradado com essa hipótese e adiantou que caso isso aconteça, a empresa adquiriria o monopólio na compra de uvas no planalto mirandês.

Outro assunto abordado na assembleia geral extraordinária foi a alienação e venda de dois terrenos pertencentes à cooperativa Agrícola Ribadouro.

“A alienação das duas propriedades, uma vinha em Sendim e um terreno na gare do Urrós, vai realizar-se por leilão, no prazo de um mês, tendo como destinatários os associados da cooperativa Ribadouro”, informou.

No final da assembleia geral, os associados da Cooperativa Agrícola Ribadouro, mostraram-se resignados com a venda do edifício, mas ao mesmo tempo esperançados de que surja um investidor, que assegure a continuidade da vitivinicultura, em Sendim.

O associado, Óscar Salgado, por exemplo, vitivinicultor de Sendim, apesar de mostrar uma grande afeição pela cooperativa Ribadouro, onde a sua família entregou anualmente as colheitas de uvas, afirmou que a venda talvez seja a melhor solução.

“Dada a avultada dívida e a incapacidade de inverter esta situação, creio que a venda é inevitável. Deus queira que uma empresa como a Sogrape tenha interesse na Ribadouro, de modo a dar continuidade à cultura da vinha e à produção de vinho, nesta nossa região”, disse o vitivinicultor sendinês.

Na vila de Sendim, a Adega Cooperativa Ribadouro foi constituída em 1959. Segundo dados da Ribadouro, a cooperativa chegou a ter registados 2600 associados, sendo que atualmente estão ativos cerca de 700 vitivinicultores, dos concelhos de Miranda do Douro, Mogadouro e Vimioso.

A cooperativa Agrícola Ribadouro produz os vinhos “Ribeira do Corso”, “Lhéngua Mirandesa”, “Mirandum” e “Pauliteiros”.

HA

Política: Álvaro Santos eleito presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N)

Política: Álvaro Santos eleito presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-Norte)

No ato eleitoral realizado a 12 de janeiro, o antigo vice-presidente da Câmara Municipal de Gaia, Álvaro Santos, indicado pelo PSD e pelo PS, venceu a presidência da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-Norte), sucedendo a António Cunha.

O social-democrata (PSD), Álvaro Santos foi eleito presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) Norte, tendo obtido mais de 55% dos votos, enquanto António Cunha, que se recandidatava ao cargo não chegou aos 40%.

O antigo vice-presidente da Câmara de Gaia contou com os apoios do PSD e PS, enquanto António Cunha, em funções desde 2020 e que se recandidatou como independente, contou com o apoio de membros do colégio eleitoral.

As eleições para a CCDR-Norte realizaram-se a 12 de janeiro e envolveram a participação de mais de 10.700 autarcas, para eleger os presidentes e um dos vice-presidentes das cinco Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR).

Nas outras CCDR’s do país, Ribau Esteves foi eleito presidente da CCDR Centro, Teresa Mourão Almeida, preside à CCDR de Lisboa e Vale do Tejo, Ricardo Pinheiro lidera a CCDR do Alentejo e José Apolinário, é o responsável pela CCDR do Algarve.

HA

Ambiente: Novo concurso de apoio à compra de veículos elétricos

Ambiente: Novo concurso de apoio à compra de veículos elétricos

Até março, o Governo vai lançar um novo concurso de apoio à compra de veículos elétricos, mantendo as mesmas regras do anterior, incluindo o apoio ao abate de automóveis a combustível fóssil com mais de 10 anos.

A informação foi adiantada pela ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, que confirmou ainda que o apoio terá uma dotação de 20 milhões de euros.

Em dezembro passado, o programa público de apoio à compra de automóveis elétricos para pessoas singulares esgotou ao fim de poucas horas no dia em que o Fundo Ambiental abriu o prazo de candidaturas.

O Governo tinha destinado 8,8 milhões de euros para o apoio a pessoas singulares, para atribuir 2.200 incentivos à compra de veículos elétricos. ­

O programa prevê que os veículos ligeiros elétricos de passageiros podem receber entre quatro mil e cinco mil euros, consoante o tipo de beneficiário, não podendo o seu preço ser superior a 38,5 mil euros (incluindo IVA e despesas associadas) ou 55 mil euros para veículos com mais de cinco lugares.

No caso das bicicletas (de carga, com ou sem assistência elétrica, e elétricas e convencionais), o valor do apoio varia entre os 500 e os 1.500 euros, enquanto os motociclos, ciclomotores, triciclos e quadriciclos elétricos podem receber um incentivo até ao máximo de 1.500 euros.

São também elegíveis para apoio os carregadores para baterias de veículos elétricos.

A medida inserida no pacote Mobilidade Verde “tem como objetivo apoiar a descarbonização do setor dos transportes, responsável pela maior parte das emissões de carbono em Portugal”, assim como “melhorar a qualidade do ambiente e incentivar a utilização de modos de mobilidade mais sustentáveis”, de acordo com o ministério do Ambiente e Energia.

Fonte: Lusa | Imagem: MAE

Presidenciais: Voto nas eleições é «expressão de serviço ao bem comum»

Presidenciais: Voto nas eleições é «expressão de serviço ao bem comum»

Os bispos portugueses apelaram à participação “responsável” de todos os cidadãos nas eleições presidenciais, que se realizam no próximo Domingo, 18 de janeiro, sublinhando que “exercer o direito de voto é uma expressão concreta do serviço ao bem comum, de corresponsabilidade na construção da sociedade e um sinal de respeito pela democracia”.

“Ainda em ambiente de campanha eleitoral e a propósito da eleição para o Presidente da República que se realiza no próximo dia 18 de janeiro, o Conselho Permanente apela à participação consciente, informada e responsável de todos os cidadãos na vida democrática do país”, refere o organismo, em comunicado enviado à Agência ECCLESIA, após a reunião do Conselho Permanente, em Fátima.

Os bispos católicos sublinham que “exercer o direito de voto é uma expressão concreta do serviço ao bem comum, de corresponsabilidade na construção da sociedade e um sinal de respeito pela democracia”.

A nota do organismo episcopal destaca a importância da ida às urnas, “mesmo quando existem discordâncias em relação às opções apresentadas” pelos candidatos a Belém.

A reunião mensal do órgão executivo da CEP ficou ainda marcada pelo anúncio de que o cardeal D. José Tolentino Mendonça, prefeito do Dicastério para a Cultura e a Educação (Santa Sé), aceitou o convite para orientar o próximo retiro do episcopado português.

Os exercícios espirituais dos bispos vão decorrer de 23 a 27 de fevereiro de 2026.

O Conselho Permanente da CEP reiterou o seu “regozijo” pela nomeação do novo núncio apostólico em Portugal, D. Andrés Carrascosa, manifestando total disponibilidade para colaborar “em espírito sinodal” com o representante do Papa Leão XIV.

No comunicado final, os bispos avaliaram “muito positivamente” a realização do II Encontro Sinodal Nacional, que decorreu no último sábado em Fátima, considerando que as conclusões representam um “significativo passo comum” para as dioceses e organismos eclesiais.

nota convida ainda à participação no encontro agendado para 3 de fevereiro, em Coimbra, no Convento de São Francisco, para assinalar o sétimo aniversário da assinatura do ‘Documento sobre a Fraternidade Humana’, texto assinado por Francisco, em Abu Dhabi.

Fonte: Ecclesia | Imagem: CNE