Mobilidade: Novo concurso para a estrada Vinhais-Bragança

O presidente da Câmara Municipal de Vinhais, Luís Feranandes, informou que o novo concurso público internacional, para a construção da segunda fase da estrada que liga Vinhais a Bragança deve ser lançado este mês de julho, com uma nova margem financeira.

Luís Fernandes disse que a Infraestruturas de Portugal (IP) comunicou que o novo concurso público será lançado, “se for possível, ainda durante o mês de julho ou em agosto”.

No anterior concurso, lançado por 82,5 milhões de euros, os candidatos fizeram propostas com valores superiores.

Face a este cenário, ainda de acordo com Luís Fernandes, o Governo vai manter o mesmo valor base a concurso, mas com uma margem de mais 10%, para que possam ser aceites propostas até aos 90 milhões de euros.

“Permite, além do preço base, que as propostas que tenham valores superiores em 10% possam ser aceites, tendo em atenção as propostas que foram feitas no concurso anterior, de forma a podê-las enquadrá-las neste novo concurso”, adiantou ainda o presidente da Câmara de Vinhais.

A segunda fase, financiada pelo Governo, consiste na construção de uma variante na localidade de Vila Verde, concelho de Vinhais, distrito de Bragança, com uma extensão de quatro quilómetros, que fará duas ligações à Estrada Nacional (EN) 103. Está ainda prevista a construção de um viaduto sobre Vale de Cabrões e outro sobre Vale do Tuela.

O autarca já se tinha mostrado preocupado com mais um atraso na construção da estrada, que é reclamada “há décadas”, tendo solicitado reuniões ao Governo e à IP, com o intuito de reclamar a abertura célere do novo concurso e com uma verba maior.

“Penso que esta forma que encontraram [de mais 10%] será feita com bases sólidas e garantias e é nisso que eu quero crer, embora claro que enquanto isso não estiver no papel e no terreno não estarei descansado”, afirmou.

A primeira fase da construção da estrada Vinhais-Bragança, que consistiu na melhoria do troço existente e na redução de curvas, já está concluída desde o final de 2025. A obra custou 16,9 milhões de euros, financiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

A segunda fase, que tinha a conclusão prevista para 2029, também seria financiada pelo PRR, mas uma vez que não ficou concluída até junho, como era exigido, o Governo comprometeu-se com o financiamento da obra.

Fonte: Lusa | Imagens: IP

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