Alcanices: Festa da Virgem de la Salud de 1 a 3 de julho
Nos dias 1, 2 e 3 de julho, a vila raiana de Alcanices (Espanha) celebra a festa em honra da Virgem de la Salud, com um programa religioso e cultural, que reúne espanhóis e portugueses, na fé e fraternidade entre os povos vizinhos.

Esta festividade é considerada de interesse turístico religioso, dado que une espanhóis e portugueses na devoção mariana, à Mãe do Filho de Deus, Jesus Cristo.
“Durante três dias, o santuário da Virgem de la Salud, em Alcanices, converte-se no coração da comarca de Aliste, com procissões, celebrações religiosas e atividades culturais organizadas pela confraria e pelo Ayuntaminento de Alcanices”, informam.
Na programação cultural, a festa em honra da Virgem de la Salud inclui música tradicional, gastronomia e o convívio entre espanhóis e portugueses.
“A romaria internacional da Virgem de la Salud é uma manifestação viva de devoção e da identidade cristã da população de Alcañices”, escreve o jornal Comarca de Aliste.
Nossa Senhora, com o título de Virgen de la Salud é a padroeira da região de Aliste, na diocese de Zamora.
A festividade tem um seu ponto alto no dia 2 de julho, numa celebração religiosa que conta com a participação de espanhóis e portugueses.
Nesta região fronteiriça, a devoção mariana está muito presente na vida de fé das comunidades espanholas e portuguesas.
Há inclusive o roteiro dos sete santuários dedicados a Nossa Senhora, em Espanha e Portugal. São sete invocações e peregrinações onde se vive a fraternidade e a convivência na sua forma mais pura em torno da devoção mariana, que aproxima os Alistanos e os trasmontanos.
Fonte: Comarca de Aliste
O Tratado de Alcanices
Foi a 12 de Setembro de 1297 na vila de Alcanices, localizada na província de Zamora a uns dois quilómetros da fronteira portuguesa de Trás-os-Montes, que foi assinado dos mais importantes tratados entre Portugal e Espanha e cujos traços essenciais se mantêm até aos nossos dias.
Tratou-se de um acordo de definição de fronteiras que pretendia resolver vários focos de conflito entre Portugal e Castela, evitando que pequenas disputas territoriais pudessem arrastar os dois países para uma guerra de dimensões superiores. O tratado foi assinado entre o rei de Portugal D. Dinis e o rei de Castela Fernando IV e seguiu-se a um período de tensão entre as duas coroas, no decorrer do qual várias incursões militares de ambos os lados e diversos pontos de discórdia haviam elevado o risco de um confronto geral. Tratou-se, portanto, de um acordo de cedência mútua de posições fronteiriças e de reconhecimento de uma linha de separação dos territórios dos dois países.
Fonte: RTP Ensina
HA