Ambiente: Engie apresenta projeto Parque Eólico de Avelanoso
A empresa elétrica Engie iniciou a apresentação e auscultação pública do projeto do Parque Eólico de Avelanoso, que prevê instalar 35 aerogeradores e consequente processo de hibridização da Central Hidrelétrica de Picote, com uma estimativa de produção de 157,5 Megawatts.

“O projeto está ainda numa fase muito inicial, a dar os primeiros passos no sentido de iniciar o licenciamento ambiental. As sessões de apresentação e esclarecimento à população têm como objetivo um envolvimento desde muito cedo das comunidades locais neste projeto, por forma a poder incorporar os seus contributos nesta fase de planeamento”, explicou a Engie.
Segundo a mesma fonte, nesta fase inicial do projeto, perspetiva-se a instalação de 35 aerogeradores, cuja localização será definida em sede de Avaliação de Impacte Ambiental (AIA)
A primeira sessão da apresentação deste projeto de hibridização da Central Hidrelétrica de Picote e parque eólico decorreu na aldeia raiana de São Martinho de Angueira, e que prevê uma ocupação de 105 hectares de terreno nos concelhos de Vimioso e Miranda Douro.
Apesar de questionada pela Lusa, empresa Engie optou por não revelar o valor global deste investimento, justificando que, “por estar ainda numa fase muito embrionária dos projetos, existindo muitas variáveis que poderão condicionar a evolução dos mesmos, seria prematuro e algo especulativo avançar com um montante “
Quanto à potência deste parque eólico, foi avançado que neste momento perspetiva-se que possa vir a ter uma capacidade de aproximadamente 157,5 MegaWatts.
“Este parque eólico será um projeto híbrido, fazendo uso de parte da infraestrutura de ligação à rede do aproveitamento hidroeléctrico de Picote, pelo que respeitará a capacidade de ligação à rede atribuída a este aproveitamento”, explicou a fonte da Engie.
Nesta fase de projeto estão previstos 105 hectares, de área não vedada, onde se inserirão os aerogeradores, valas de cabos e acessos.
“A área de estudo proposta para a realização do estudo de impacte ambiental é maior, no sentido de permitir estudar com rigor a área em apreço, e possibilitar a avaliação de opções e localizações alternativas, com vista a viabilizar a escolha da configuração que se traduza num menor impacte ambiental possível”, indicou a empresa elétrica.
Quanto ao tempo que durará a fase de licenciamento, avaliação de impacto ambiental e consulta pública, foi dito que o projeto está numa fase embrionária, na preparação do procedimento de avaliação de impacte ambiental – Proposta de Definição de Âmbito. Dependendo da evolução do processo, poderão passar três anos até serem obtidas todas as licenças necessárias.

Estes equipamentos de produção de energia eólica terão de ficar instalados num raio de 30 quilómetros dentro área da barragem de Picote, situada no sul do concelho de Miranda do Douro, por razões de operacionalidade e onde será, depois, será ligada à Rede Elétrica Nacional, para a distribuição da energia produzida.
Em relação ao Estudo de Impacto Ambiental (EIA) para dar início a este projeto transfronteiriço do Parque Eólico de Avelanoso e consequente processo de hibridização da Central Hidrelétrica de Picote, o processo poderá demorar cerca de dois anos, adiantaram os técnicos da empresa Gesto, encarregues desta fase inicial deste projeto.
Foi ainda explicado durante esta sessão aberta ao público que em Portugal haverá três momentos para a consulta pública de todo este processo de hibridização e do EIA, respeitando o regime jurídico em vigor.
A ocupação dos terrenos para a instalação de aerogeradores e outros equipamentos, a empresa Engie informou ter criado condições, que são iguais para todos os proprietários de terrenos e que vão desde o aluguer de longa duração, aquisição dos terrenos ou outros acordos.
Fonte: Lusa | Fotos: Engie e Flickr