Vimioso: “Como polinizadores naturais, as abelhas desempenham um papel crucial na produção de frutas e legumes” – Vitor Ferreira

Na tarde desta quinta-feira, dia 22 de abril, o Agrupamento de Escolas de Vimioso (AEV) recebeu a visita do apicultor, Vitor Ferreira, técnico da Associação de Apicultores do Parque Natural do Douro Internacional (APPNDI), para elucidar os alunos dos 1º, 2º e 3º ciclos, sobre a importância das abelhas no processo de polinização ou fecundação das plantas e árvores de fruto.

O diretor do Agrupamento de Escolas de Vimioso (AEV), Jorge Gonçalves, justificou o convite endereçado à Associação de Apicultores do Parque Natural do Douro Internacional (APPNDI), com o imperativo de informar os alunos sobre a importância dos polinizadores, como as abelhas, na preservação da biodiversidade.

“Por iniciativa dos professores da área científica convidámos o engenheiro Vitor Ferreira, da Associação de Apicultores do Parque Natural do Douro Internacional (APPNDI), para informar os alunos sobre o importante papel das abelhas e outros polinizadores. Neste âmbito, também é importante informar sobre a crescente ameaça da vespa asiática, que põe em causa a sobrevivência das abelhas e por conseguinte a sua importante função de polinização das árvores de fruto e outras plantas”, justificou o diretor do AEV.

Nas sessões de esclarecimento aos alunos do 1º, 2º e 3º ciclos, o engenheiro, Vitor Ferreira, da Associação de Apicultores do Parque Natural do Douro Internacional (APPNDI) começou por realçar a importância das abelhas e de outros insetos no processo de polinização.

“A polinização é a transferência de pólen das anteras (parte masculina) da flor para o estigma (parte feminina) da flor, dando assim origem à fecundação e produção de sementes e frutos. Para que a polinização aconteça, muitas flores necessitam de insetos como as abelhas para transferir o pólen. Como polinizadores naturais, as abelhas desempenham um papel crucial na produção de frutas e legumes, levando a melhores colheitas e a uma melhor qualidade das culturas.”, explicou.

Na sala de convívio do Agrupamento de Escolas de Vimioso, o também apicultor, Vitor Ferreira, mostrou alguns exemplares de abelhas e os equipamentos utilizados na atividade apícola, como as colmeias, fato de apicultor, luvas, fumigadores, entre outros utensílios.

No final de cada sessão, os alunos vimiosenses ttiveram a oportunidade de degustar o mel que as abelhas produzem na região do nordeste transmontano.

“Nesta região produzem-se dois tipos de mel. Na zona do rio Sabor, onde a flor predominante é o rosmaninho, as abelhas produzem um mel mais dourado e saboroso. Por sua vez, na região do planalto mirandês e nas arribas do rio Douro, onde a floração existente é a do castanheiro e do carvalho, o mel é mais escuro mas igualmente saboroso. Outro produto que as abelhas produzem é o pólen, que tem cada vez maior utilização na alimentação”, indicou.

No AEV, a iniciativa “Apicultura para a Biodiversidade” teve como propósito assinalar o Dia Mundial da Terra. Esta efeméride celebra-se anualmente a 22 de abril, tendo sido criada em 1970 pelo senador norte-americano Gaylord Nelson, em modo de protesto contra a poluição da Terra, após um desastre petrolífero ocorrido em 1969, na Califórnia.

Em 2026, a celebração do Dia da Terra tem como tema “Our Power, Our Planet” (O nosso poder, o nosso planeta). Este tema recorda que cada pessoa, cada comunidade e cada instituição possui um “poder” real para influenciar o destino do planeta, com a participação ativa para um futuro mais justo e sustentável.

HA



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