Palaçoulo: Arcebispo emérito de Braga orientou retiro no mosteiro trapista

No fim-de-semana de 28 de fevereiro e 1 de março, o arcebispo emérito de Braga, Dom Jorge Ortiga, orientou um retiro a 35 pessoas, no mosteiro de Santa Maria Mãe da Igreja, em Palaçoulo.

No retiro e estadia na hospedaria do mosteiro trapista, em Palaçoulo, o arcebispo emérito de Braga, Dom Jorge Ortiga, veio acompanhado do sacerdote, Eduardo Duque e dum grupo de 35 pessoas ligadas à pastoral da cultura, na Arquidiocese de Braga.

“Viemos acompanhados de 35 pessoas que trabalham em várias áreas culturais na arquidiocese de Braga. Houve muitas outras pessoas que gostariam de ter vindo, mas a hospedaria do mosteiro tem capacidade apenas para 41 pessoas”, indicou Eduardo Duque, sacerdote de Braga.

Sobre o retiro, o arcebispo emérito de Braga, Dom Jorge Ortiga, disse que todas as pessoas têm sede de Deus e a vinda até ao mosteiro em Palaçoulo ajudou ao silêncio, à interioridade e à reflexão.

“Este grupo vindo de Braga é constituído por pessoas de várias idades, alguns inclusive já estão reformados, em carreiras profissionais marcadas pelo estudo e pela investigação. Uns já vivem a fé com convicção e outros andam à procura de Deus. Esta procura é um bom sinal, dado que atualmente, no meio de tantas solicitações e propostas de estilos de vida é fácil cair na indiferença. A nós, compete-nos ajudar estas pessoas, no dia-a-dia, a continuarem esta procura e o conhecimento de Deus”, explicou Dom Jorge Ortiga.

Referindo-se à comunidade das monjas trapistas do mosteiro, em Palaçoulo, Dom Jorge Ortiga, sublinhou o importante papel que estas religiosas desempenham na vida da Igreja.

“Por vezes, a sociedade, com os critérios do mundo, olha para os mosteiros como espaços de inutilidade e considera estas pessoas como fracassadas. Mas não é nada assim, pois estes lugares e estas mulheres de permanente oração, não o fazem apenas por elas, fazem-no por toda a igreja e por cada um de nós. Estes mosteiros são uma lâmpada e uma fogueira que ilumina e aquece a Igreja. A oração vivifica a alma da Igreja e os cristãos são a alma do mundo”, realçou o arcebispo emérito de Braga.

Neste tempo de Quaresma, Dom Jorge Ortiga, referiu-se à mensagem do Papa Leão XIV e às palavras “escutar”, “jejuar” e “juntos”.

“Para aproveitar bem este tempo de Quaresma, o Papa anima-nos a escutar a Palavra de Deus, escutar os outros e escutar o mundo com os seus problemas. Sobre o jejum, Leão XIV recomenda atenção às palavras vazias e ofensivas, pois um cristão deve edificar e não destruir. E finalmente, o Santo Padre diz que a Quaresma não é um caminho solitário, mas um tempo de reconciliação comunitária”, disse.

Ão longo do fim-de-semana em Palaçoulo, o grupo bracarense visitou na manhã de sábado, 28 de fevereiro, a concatedral de Miranda do Douro e acompanhou os vários momentos de oração no mosteiro trapista de Santa Maria Mãe da Igreja.

“Foi um fim-de-semana de retiro com momentos de silêncio, de reflexão e de oração, vividos com a comunidade das monjas trapistas”, descreveu o arcebispo emérito de Braga.

D. Jorge Ortiga foi arcebispo de Braga durante 22 anos, tendo renunciado ao cargo em dezembro de 2021, após completar 75 anos.

HA

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