Ambiente: Frota da Resíduos do Nordeste com viaturas mais ecológicas e eficientes
A empresa intermunicipal Resíduos do Nordeste apresentou uma nova frota, com 25 viaturas mais amigas do ambiente e que permitem a recolha de lixo mais célere e segura, nos concelhos de Bragança, Vinhais, Vimioso e Miranda do Douro.

De acordo com o presidente da Resíduos do Nordeste e autarca de Carrazeda de Ansiães, João Gonçalves, a renovação da frota fazia parte do caderno de encargos e representa um investimento de cerca de 1,3 milhões de euros, que considera “relevante” e que vai permitir prestar “um melhor serviço”.
As viaturas utilizadas para fazer a rota da Terra Fria, ou seja, os concelhos de Bragança, Vinhais, Vimioso e Miranda do Douro, foram apresentadas a 23 de fevereiro, no Teatro Municipal de Bragança.
O diretor-geral da empresa intermunicipal, Paulo Praça, salientou que a frota foi totalmente renovada, com 25 viaturas, de várias dimensões, incluindo varredoras de rua, elétricas, a gás e a Diesel de “última geração”.
“Era estritamente necessário melhorar a eficiência da frota. Não é uma questão só de ser nova, frota mais eficiente, adequada ao território, com preocupações ecológicas, menos ruído, menos consumos, menos emissões de CO2 (Dióxido de Carbono)”, adiantou Paulo Praça.
As novas viaturas vão permitir ainda fazer um trabalho mais célere e chegar a locais que até agora, com os camiões antigos, não era possível, como por exemplo, na zona histórica de Bragança, junto ao castelo.
Por outro lado, segundo Paulo Praça, dão mais conforto e mais segurança aos trabalhadores. “Com o sistema do duplo gancho (…) [a recolha] torna-se mais segura e mais ágil de fazer, evita intervenção humana e é menos arriscada do que aquilo que se fazia. Esperamos conseguir fazer mais e melhor”, vincou.
Quanto à recolha de resíduos indiferenciados e resíduos seletivos, o diretor-geral revelou, à Lusa, que, em 2025, houve um crescimento nos dois tipos de materiais, embora ainda não tenha números oficiais.
Em causa estará o aumento das atividades económicas e o turismo flutuante. Paulo Praça explicou que têm sido instalados equipamentos de recolha seletiva, nos locais dos eventos, porém, este é um problema que diz ser europeu, uma vez que a Europa ainda não conseguiu quebrar o ciclo de “mais crescimento económico mais produção de resíduos”.
“Faltam medidas, nomeadamente umas medidas que não nos compete a nós, não são da nossa responsabilidade, que são as de prevenção. Veja-se o caso dos resíduos têxteis, o próprio desperdício alimentar (…) existe bastante desperdício na nossa sociedade e isso não é adequado e esperamos que, no futuro, as pessoas e as políticas definam cada vez mais prevenção para a área dos resíduos, que é fundamental”, defendeu.
Ainda assim, espera que “com este reforço de meios de equipamentos e com o papel dos cidadãos, que é determinante”, em 2026, a recolha de resíduos indiferenciados diminua e a recolha de materiais reciclados aumente.
Fonte: Lusa | Imagem: RN