País: Situação de calamidade até 15 de fevereiro
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, anunciou que a situação de calamidade vai ser prolongada até 15 de fevereiro, devido à continuação das condições atmosféricas adversas, com a persistência de chuva intensa, que tem provocado cheias em todo o país continental.

“Sabemos que ainda teremos uma situação difícil que vai prolongar as condições que justificaram precisamente esta situação de calamidade”, afirmou Luís Montenegro, numa declaração na residência oficial em São Bento, em Lisboa, após a reunião semanal do Conselho de Ministros e depois de se ter reunido com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, em Lisboa.
Além de prolongar a situação de calamidade, o Governo decidiu decretar a situação de contingência “nas zonas com risco maior em termos de inundações”, que é o nível intermédio na Lei de Bases da Proteção Civil, inferior à calamidade e superior ao alerta.
“Garantimos assim, de facto, a continuação da mobilização de todos os meios da proteção civil, dos bombeiros, dos militares, das forças de seguranças, dos departamentos de saúde, de segurança social, de apoio psicológico, dos sapadores florestais, das autarquias locais. Só juntos, com todo o contributo, que tem sido absolutamente inexcedível de todas estas entidades, e também de muitas pessoas, de muitos voluntários, só com esse esforço conjunto é possível enfrentar uma adversidade como aquela que temos pela frente”, declarou o primeiro-ministro.
Devido à devastação provocada por uma tempestade a 28 de janeiro, o Governo começou por decretar situação de calamidade em Portugal continental, em 60 municípios, entre 28 de janeiro e 1 de fevereiro. Posteriormente, o estado de calamidade foi estendido até ao dia 8 de fevereiro, para 68 concelhos, sendo agora prolongado até 15 de fevereiro.
Fonte: Lusa | Foto: Exército Português (EP)