Portugal: Presidente da Conferência Episcopal apela ao voto nas eleições presidenciais

O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, Dom José Ornelas, apelou à participação nas eleições presidenciais, que vão decorrer no próximo Domingo, dia 18 de janeiro, destacando que o voto contribui para a qualidade da democracia em Portugal.

“A gente pode sempre lamentar que isto podia ser melhor ou podia ser pior, mas damos graças a Deus porque vivemos em democracia e podemos eleger um presidente e esperar que toda a gente tenha a serenidade, o gosto de participar na democracia deste país”, disse D. José Ornelas.

O bispo de Leiria-Fátima, lamenta os “níveis de abstenção”, referindo que significam que “alguma coisa não anda bem”.

“Posso não concordar com este ou com aquele, ou até com o processo, mas vou lá dizer que não concordo, porque, se não, não tenho autoridade para abrir a boca e para dizer que aqueles que são eleitos se responsabilizem por aqueles que os elegeram”, afirmou.

As eleições presidenciais 2026 vão decorrer no domingo, dia 18 de janeiro, após a possibilidade de voto antecipado e vão ser disputadas por 11 candidatos.

D. José Ornelas disse que foi definindo o seu voto “ao longo deste tempo”, e vai fazer as sua escolha para o presidente do país, rejeitando a possibilidade de “não participar”

“Eu não posso dizer que eu não vou, porque isso é não participar, é não dar o meu voto, é não estar lá onde se tomam as decisões, e isso eu não aceito”, sublinhou o presidente da CEP.

De acordo com a Comissão Nacional de Eleições, apesar do boletim de voto apresentar 14 candidatos, as candidaturas “definitivamente admitidas” às eleições presidenciais 2026, de acordo com a ordem do boletim, são: André Pestana da Silva, Eduardo Jorge Costa Pinto, Manuel João Gonçalves Rodrigues Vieira, Catarina Soares Martins, João Fernando Cotrim de Figueiredo, Humberto Raimundo Joaquim Correia, António José Martins Seguro, Luís Manuel Gonçalves Marques Mendes, André Claro Amaral Ventura, António Filipe Gaião Rodrigues e Henrique Eduardo Passaláqua de Gouveia e Melo.

Fonte: Ecclesia | Imagem: CNE

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