Palaçoulo: Pauliteiros animaram a festa de Santa Bárbara

Palaçoulo: Pauliteiros animaram a festa de Santa Bárbara

Celebrou-se no Domingo, dia 13 de setembro, em Palaçoulo, a festa em honra de Santa Bárbara, com a celebração da Eucaristia, às 9h00, seguida da atuação do grupo de Pauliteiros da Associação Cultural Caramonico.

No final da Eucaristia, os jovens pauliteiros dançaram em frente à Igreja, agradecendo a proteção de Santa Bárbara (HA)

O presidente da Associação Cultural Caramonico, o jovem pauliteiro Alfredo Delgado, explicou que na festa de Santa Bárbara, a tradição “manda” que no final da Eucaristia, o grupo de pauliteiros dance em frente à Igreja, agradecendo a Santa Bárbara a sua proteção. Depois, ao longo do dia, e se não fosse a atual pandemia, a festa em honra de Santa Bárbara, continuaria com a realização do festival de folclore.

O festival realiza-se habitualmente na praça central da aldeia, onde para além do grupo local de Pauliteiros, atuariam também outros três grupos de folclore convidados, vindos de todo país e/ou do estrangeiro.

Este ano e dada a impossibilidade de realizar o festival por causa da pandemia do vírus covid 19, a animação foi da inteira responsabilidade dos Pauliteiros da Associação Cultural Caramonico, que após o almoço, e ao longo da tarde, realizaram uma arruada pelas ruas de Palaçoulo.

Santa Bárbara, virgem e mártir

Os jovens pauliteiros transportam a imagem de Santa Bárbara (foto Ana Ramalho)

Santa Bárbara viveu entre os ano 305-311 D.C.  O seu pai era um homem rico da cidade fenícia de Heliópolis. Ficou viúvo muito cedo e dedicou toda a sua atenção à sua filha única. Bárbara era muito bela e o seu pai decidiu criá-la afastada dos olhos de estranhos. Para isso, mandou construiu uma torre, na qual ela vivia, junto de seus tutores.

Do alto da torre, ela podia contemplar a imensidão da criação de Deus: durante o dia, ela via as colinas cobertas de florestas, os rios que cortavam a terra e as planícies cobertas por flores de todas as cores; e à noite, ela maravilhava-se com o impressionante espetáculo e majestade dos céus estrelados. Desde cedo, a jovem Bárbara questionava-se sobre o Criador de um mundo tão esplêndido e harmonioso.

A fama da sua beleza espalhou-se e surgiram muitos pretendentes para casar com ela. Bárbara recusava. O seu pai pensou que o temperamento da sua filha havia sido afetado pela vida em reclusão e decidiu retirá-la da torre, para que ela pudesse socializar com as outras pessoas. Foi assim que Bárbara conheceu na cidade jovens cristãos, que lhe falaram sobre o Deus dos cristãos, a vida de Jesus, a Santíssima Trindade e a Sabedoria Divina. Passado algum tempo Bárbara quis ser batizada.

Entretanto, seu pai mandou construir um aposento com duas janelas. Bárbara, aproveitando-se da ausência do pai, pediu-lhes para que fosse feita uma terceira janela, representando a Santíssima Trindade.

Quando o seu pai regressou, mostrou-se desagrado pelas alterações na obra. E Bárbara justificou-se falando-lhe sobre o Deus Trino, sobre a salvação vinda pelo Filho de Deus e do engano dos ídolos.

O seu pai enfureceu-se, espancou-a e prendeu-a.  A jovem Bárbara, à noite, rezava a Deus, e Ele apareceu-lhe em pessoa, curando as suas feridas.

Bárbara foi torturada por diversas vezes. Uma mulher cristã chamada Juliana, encheu-se de compaixão pelo martírio da jovem e começou a denunciar os torturadores em voz alta, sendo também ela presa.

Barbara e Juliana, foram torturadas e levadas pelas ruas da cidade, sofrendo a zombaria e o escárnio da multidão.

Após a humilhação, as fiéis seguidoras de Cristo, Santas Bárbara e Juliana foram decapitadas.

No século XII, a princesa Bárbara, a filha do Imperador Bizantino, transladou as relíquias da Santa Mártir Bárbara, para Kiev, capital da Ucrânia. Hoje, as santas relíquias descansam na Catedral de São Valdomiro em Kiev.

HA