Tríduo Pascal: Igreja Católica celebra a instituição da Eucaristia e do sacerdócio

A Igreja Católica começou a celebrar o Tríduo Pascal, ciclo central do calendário católico ligado à morte e ressurreição de Jesus Cristo, depois de dois anos marcados pelas limitações impostas pela pandemia.

A Quinta-feira Santa começou com a Missa Crismal, a celebração em que o clero de cada diocese se reúne à volta do seu bispo.

Nesta Eucaristia foram abençoados os óleos dos catecúmenos e dos enfermos e consagrado o óleo do crisma, utilizados na celebração de vários sacramentos.

Quanto à Missa vespertina da “Ceia do Senhor”, que evoca a instituição da Eucaristia e do sacerdócio, recordando a Última Ceia, omite-se o tradicional gesto do lava-pés.

No final da celebração, o Santíssimo Sacramento foi levado, como se prevê no rito, para o lugar da reposição numa capela da igreja onde se possa fazer a adoração, “no respeito das normas para o tempo da pandemia”.

Simbolicamente, o altar da celebração foi desnudado, como sinal do despojamento e sofrimento do Cristo, sendo sugerido ainda que se cubram as cruzes da Igreja com um véu de cor vermelha ou roxa.

Após a Missa, só volta a existir celebração da Eucaristia na Vigília Pascal, no final do próximo sábado.

O conjunto de celebrações que se desenrolam no chamado Tríduo Pascal remonta ao início do Cristianismo, seguindo as indicações deixadas pelos Evangelhos sobre estes acontecimentos.

O ‘Tríduo’ – palavra latina, que significa um período de três dias – apresenta-se como uma espécie de “centro de gravidade” do ano litúrgico, no qual a Igreja Católica assinala os momentos os momentos da prisão, julgamento e morte de Jesus, culminando na celebração da sua ressurreição, a Páscoa.

Fonte: Ecclesia

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