SAGRADA FAMÍLIA DE JESUS, MARIA E JOSÉ (FESTA) 

Família

1 Sam 1, 20-22.24-28 / Slm 83 (84), 2-3.5-6.9-10 / 1 Jo 3, 1-2.21-24 / Lc 2, 41-52

A família de Jesus era uma família de devoção. É possível que não tivéssemos qualquer dúvida sobre isso, mas o evangelho de Lucas que hoje ouvimos sublinha precisamente esse facto, com o relato desta viagem a Jerusalém: esta família não só vive junta, como viaja e reza junta. E, como certamente não será estranho para aqueles que são pais e que já peregrinaram em família, nem sempre sabem onde cada um deles está.

Maria e José inquietam-se com a ausência de Jesus e ficam admirados com o lugar onde o encontram, entre os doutores da Lei, ouvindo e fazendo perguntas, sinal da sua maturidade e emancipação como jovem judeu. E a perplexidade invade-os diante da justificação de Jesus: «não deveria estar Eu na casa do meu Pai?» – Não terá sido um episódio fácil para a Sagrada Família, mas no final de tudo, Jesus volta com os pais e era-lhes submisso.

O evangelista, ao relatar a peregrinação a Jerusalém, mais do que apontar a normalidade desta família e a irreverência adolescente de Jesus, preocupações que são de hoje, mas que não ocupavam espaço na mente de Lucas, põe diante de nós algo bem mais pertinente para o nosso itinerário como cristãos: que a nossa missão nos pode levar a sair da casa dos nossos pais; que tal não diminui a centralidade do papel dos pais na educação, nem o carinho e respeito de um filho pelos seus pais.

O centro desta passagem, cuja ação decorre entre o caminho de Jerusalém e o templo, não é um espaço, mas sim a relação com Deus: é a confiança em Deus que mantém esta família unida, diante das agradáveis surpresas e dos inesperados sobressaltos. É a centralidade do amor de uns pelos outros, aberto à relação com Deus, que permite a esta família prosseguir caminho. Esta e qualquer uma das nossas famílias.

Rezemos em família, como o faziam Maria, José e Jesus. Peregrinemos, viajemos, passemos tempo juntos, como o fazia a Sagrada Família. Mas, principalmente, coloquemos no centro esta atitude de abertura à voz de Deus e sejamos generosos na resposta à sua vontade.

” É a confiança em Deus que mantém esta família unida, diante das agradáveis surpresas e dos inesperados sobressaltos.”

Fonte: Rede Mundial de Oração do Papa

https://www.redemundialdeoracaodopapa.pt/meditacao-diaria/1549

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