Vila Flor: Acompanhar jovens da natalidade à universidade para os fixar à terra

O presidente da Câmara de Vila Flor, Pedro Lima, quer fixar os jovens deste concelho do distrito de Bragança com um programa de apoios e acompanhamento da natalidade à universidade, disse o autarca.

A ideia constava do programa eleitoral da coligação PSD/CDS-PP, que liderou, e que venceu as eleições autárquicas de 2021, conquistando a autarquia liderada há 28 anos pelo PS.

O presidente da Câmara concretizou hoje à Lusa que o que pretende é um programa mais abrangente do que os apoios existentes, nomeadamente à natalidade, que acompanhe as crianças e jovens, desde o nascimento aos diferentes níveis de escolaridade, incluindo estágios no final do percurso académico.

A autarquia disponibilizará “apoios financeiro e logístico” e acompanhará toda “a trajetória académica dos filhos da terra, tendo em vista a criação de estratégias individualizadas, vocacionadas, quase que criadas para cada um”, como concretizou à Lusa.

O autarca acredita que está será a forma de “fixar as pessoas”, através deste programa “Da Natalidade á Universidade”, que, como salientou, “deve ser olhado como um projeto de futuro, quase como um desígnio do município para não perder o rasto aos jovens”.

O problema de concelhos como o de Vila Flor, no interior de Portugal, é que os jovens têm de sair da terra para poderem, por exemplo, tirar um curso superior, o que leva a que muitos acabem por não regressar, segundo constatou.

O acompanhamento e apoio pensado pelo autarca inclui também estágios no final dos cursos no município ou em empresas de Vila Flor ou, no caso de áreas que ali não existem, noutros concelhos.

Para o efeito, o autarca quer envolver diversas entidades, nomeadamente a Comunidade Intermunicipal (CIM) Terras de Trás-os-Montes, da qual faz parte o concelho de Vila Flor.

A ideia é também ir junto das instituições de ensino superior frequentadas por jovens do concelho para divulgar os propósitos deste programa.

O acompanhamento aos jovens pretende “criar uma identidade, uma união com a terra, para não deixar que se quebrem os laços”, como salientou o autarca.

O programa, segundo disse, não implicará “um investimento enorme, mas recursos humanos”, parcerias e cooperação entre várias instituições e a criação de jovens, que pode ser apadrinhada pelo município.

Pedro Lima esclareceu que o programa “ainda é um embrião”, mas tem a ambição de o concretizar “durante este mandato”, começando pela realização de um estudo prévio para recolher os elementos necessários à operacionalização.

Fonte: Lusa

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