VI Domingo da Páscoa

Amar é escutar

At 15, 1-2.22-29 / Slm 66 (67), 2-3.5-6.8 / Ap 21, 10-14.22-23 / Jo 14, 23-29

Por vezes imaginamos os inícios da Igreja como um momento sem mácula. Mas não encontramos na Sagrada Escritura justificação para essa fantasia. O Novo Testamento não tem nenhum pudor em assumir as dificuldades da Igreja nascente.

Na primeira leitura encontramo-nos com uma perturbação em Antioquia cuja fonte está numa pergunta que ainda hoje nos acompanha: quais são as marcas do bom cristão? Esta perturbação é tão grave que Paulo e Barnabé têm de ir até Jerusalém para consultar os apóstolos e anciãos.

Também hoje há divisões e tensões na Igreja. E trocamos argumentos sobre quem terá razão. Por vezes desejamos até que Jesus se manifestasse e ditasse, sem margem para dúvidas e interpretações, o que deveríamos fazer em cada caso.

O Evangelho deste domingo traz uma luz que deveria dissipar as nuvens desta ansiedade. Jesus diz-nos que devemos alegrar-nos por Ele estar junto do Pai e que não precisamos de nada mais do que o Espírito Santo, que nos ensina e nos recorda as suas palavras, e dos irmãos. Nós temos o Espírito e temo-nos uns aos outros. Tal é suficiente para fazer caminho em Igreja, como Igreja, comunidade de irmãos.

Para ser Igreja há que caminhar no amor. É por aí que começa a passagem do Evangelho de São João que escutamos hoje: Deus habitará aqueles que amam e quem ama guarda as palavras de Jesus. Quem ama é outro Jesus.

Encontremos alimento e paz nestas palavras. Para dissipar as nossas dúvidas e inquietações, recorramos à sinodalidade, com liberdade para o Espírito. Renovemos as nossas comunidades, a nossa Igreja, entregando-nos confiadamente às palavras que Jesus hoje nos dirige.

Fonte: Rede Mundial de Oração do Papa

https://www.redemundialdeoracaodopapa.pt/meditacao-diaria/1704

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