Política: Sede da concessionária das barragens em Miranda do Douro

O Movimento Cultural da Terra de Miranda (MCTM) congratulou-se com a decisão anunciada pela Movhera, empresa que detém a concessão das seis barragens transmontanas na bacia do Douro, de instalar a sede em Miranda do Douro.

“Com esta decisão, a sede da empresa, que é titular das barragens e dos direitos conexos com as concessões e a sua exploração, ficará instalada na nossa Terra, o que beneficiará as populações dos Municípios de Mogadouro, Miranda do Douro e Vimioso”, indicou em comunicado o MCTM.

Este movimento refere ainda que “dá muito valor a esta decisão, porque ela pode revelar que a nova concessionária não terá a mesma atitude extrativa da EDP e do Estado, relativamente à imensa riqueza produzida pelas barragens”.

“Se a Movhera vier por bem, pode contar connosco”, frisou aquele movimento tido como apartidário e cívico.

A Assembleia Geral da Movhera, a nova concessionária das seis barragens transmontanas instaladas na bacia hidrográfica do Douro, validou a transferência definitiva da sede da empresa do Porto para Miranda do Douro.

“Após um processo de registo iniciado em meados de março, a Assembleia Geral da Movhera validou localização definitiva da sua sede no município de Miranda do Douro, ficando assim mais próximo dos ativos da empresa localizados no Douro Internacional”, pode ler-se no sítio oficial da empresa.

Outras das medidas anunciadas foi a instalação da sede da Engie Hidroeléctricas do Douro também em Miranda do Douro, no distrito de Bragança.

“Com este passo, temos a satisfação de confirmar o nosso compromisso com o desenvolvimento económico da região que está na base da nossa atividade”, vinca a nota oficial da Movhera.

O MCTM espera agora que a instalação da sede de ambas as empresas corresponda também à instalação da direção efetiva, tornando a Terra de Miranda o centro de negócios real das empresas, e não apenas da sua sede formal.

“O Movimento pugna, acima de tudo, por um modelo justo de partilha dessa riqueza, porque ela é produzida pelos nossos recursos naturais”, vincou no mesmo documento.

Lusa | HA

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