Política: Presidente deu posse ao XXIII Governo Constitucional

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, deu posse ao XXIII Governo Constitucional, o terceiro chefiado por António Costa, numa cerimónia no Palácio Nacional da Ajuda, em Lisboa.

Na Sala dos Embaixadores do Palácio Nacional da Ajuda, o chefe de Estado empossou o primeiro-ministro, depois os 17 ministros e por fim os 38 secretários de Estado do novo Governo.

Os membros do XXIII Governo, 56 no total, foram chamados um a um, por ordem hierárquica, para prestar juramento e assinar o auto de posse, processo que durou cerca de 40 minutos.

A cerimónia de posse contou com os discursos do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e do primeiro-ministro, António Costa.

O Presidente da República prometeu perante o novo Governo que será solidário e cooperante, mas ao mesmo tempo vigilante, procurando “estabilidade e compromissos” e também “espaços de pluralismo e de afirmação das oposições”.

Na cerimónia de posse do XXIII Governo Constitucional, no Palácio Nacional da Ajuda, em Lisboa, Marcelo Rebelo de Sousa assinalou que foi reeleito há “pouco mais de um ano” e que o mandato do terceiro executivo chefiado por António Costa “vai praticamente coincidir” com o seu.

Sobre o seu papel no novo quadro político interno, com maioria absoluta do PS, afirmou: “Aqui estou, como estive durante estes seis anos, e estarei, na busca da estabilidade e de compromissos, mas também de espaços de pluralismo e de afirmação das oposições, e de cultura de democracia, de liberdade e de igualdade, ao serviço do interesse nacional”.

Marcelo Rebelo de Sousa acrescentou que será, “como sempre, institucionalmente solidário e cooperante, para mais estes quatro anos de aventura coletiva, construindo, não destruindo, unindo, não dividindo, vigiando distrações e adiamentos quanto ao essencial, autocontemplações, deslumbramentos” e “tentando evitá-los”.

Dirigindo-se a António Costa, o Presidente da República concluiu: “No fundo, fazendo exatamente aquilo que a Constituição prevê e que vossa excelência reconheceu em plena campanha eleitoral ser uma garantia decisiva contra os temores eventuais de que a maioria absoluta se convertesse no que não pode nem deve ser”.

O chefe de Estado desejou ao primeiro-ministro e ao seu Governo, “neste momento tão difícil no mundo e na Europa todas as felicidades a que aspira e que os portugueses merecem”.

O novo Governo tem como “número dois” a ministra da Presidência, Mariana Vieira da Silva, seguindo-se, segundo a ordem fixada em lei orgânica, os ministros dos Negócios Estrangeiros, João Gomes Cravinho, da Defesa Nacional, Helena Carreiras, da Administração Interna, José Luís Carneiro, da Justiça, Catarina Sarmento e Castro, das Finanças, Fernando Medina, e Adjunta e dos Assuntos Parlamentares, Ana Catarina Mendes.

Completam a lista os ministros da Economia e do Mar, António Costa Silva, da Cultura, Pedro Adão e Silva, da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Elvira Fortunato, da Educação, João Costa, do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, da Saúde, Marta Temido, do Ambiente e da Ação Climática, Duarte Cordeiro, das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, e da Agricultura e da Alimentação, Maria do Céu Antunes.

Fonte: Lusa

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