Passeio: Pela Rota do contrabandista

Na noite do dia 14 para 15 de Agosto, cerca de 50 pessoas participaram na 3º edição do Passeio Pedestre Noturno – Pela Rota do Contrabandista. O evento organizado pelo município de Vimioso deu a conhecer aos participantes mais uma histórica rota do contrabando, entre as aldeias de Latedo (Alcañices) e Pinelo (Vimioso).

Os participantes apareceram junto à Casa de cultura de Vimioso devidamente equipados com lanterna, água e calçado adequado para umas horas de caminhada à luz da lua. O preço da inscrição foi de 10 euros, com oferta de colete refletor e a ceia final.

Sofia, António e Filipa são três jovens que conversam animadamente enquanto caminham, à noite, na rota do Contrabandista, um percurso de 12 km entre a aldeia espanhola de Latedo (Alcañices) e a aldeia portuguesa de Pinelo (Vimioso). O que motivou estes três jovens a abdicar da noite de sábado para aderir a esta iniciativa? O gosto pelas caminhadas e pela natureza? O interesse pela história e pela antiga atividade do contrabando?

Sofia é uma totalista nestas andanças e voltou a participar neste 3º passeio nocturno, tal como participou nos dois anteriores. Para esta jovem engenheira o gosto pelas caminhadas e a “originalidade” de se realizarem à noite, bem como o convívio que se estabelece entre os participantes são o seu incentivo.

António achou a ideia da caminhada noturna interessante e aceitou a sugestão da Sofia. Interpelou-o desde logo a finalidade desta iniciativa que é “retratar” a atividade do contrabando e assim conhecer os antigos percursos dos contrabandistas. Para António a participação nesta atividade significou também dizer “não” à rotina e fazer coisas diferentes e radicais.

Filipa participou na 1º edição destes passeios noturnos e voltou neste ano. Continua a querer conhecer a história e os vários percursos dos contrabandistas. Sobre a caminhada deste ano, entre Latedo (Espanha) e Pinelo (Portugal) Filipa diz ser mais “fácil” dada a menor distância do percurso. A jovem estudante lamenta porém a menor adesão de participantes, que contraria o que aconteceu no 1º Passeio em que estiveram muitos espanhóis.

E nesta 3ª edição da Rota do Contrabandista, do lado espanhol apenas participou um casal. Eloy e Carmén lamentam a reduzida participação dos seus concidadãos espanhóis, o que segundo eles poderá estar relacionado com a falta de publicidade em Espanha. Sobre a sua participação no 3º Passeio Pedestre Noturno, este casal de espanhóis naturais de San Vitero acharam a caminhada noturna interessante. Eloy lamentou apenas não puder contemplar mais o céu estrelado pois a escuridão da noite obrigava os caminhantes a dar permanente atenção ao traçado do caminho. Para Carmén esta experiência noturna permitiu-lhe viver a história das pessoas da raia e como ela própria referiu era o seu “modus vivendi”.

Percorridos os 12 km, entre vales e montes, alcançou-se finalmente a aldeia de Pinelo. Aí, a meia centena de “contrabandistas” foi recebida com palmas e com uma merecido caldo verde.

Hugo Anes

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