Pandemia: PCP diz que Governo não está a ponderar “restrições significativas”

O secretário-geral do PCP afirmou que o Governo não está a preparar “restrições significativas” para responder ao aumento de contágios de covid-19 e defendeu que, apesar da “evolução negativa”, não há “razão funda” para “depressão” ou “medo”.

“Ficámos com a ideia de que não vão existir restrições significativas, de que cabe a cada um de nós evitar o contágio e adoptar as medidas de proteção sanitária”, frisou Jerónimo de Sousa à saída de uma reunião com o primeiro-ministro sobre a situação epidemiológica.

O secretário-geral do PCP defendeu que “seria profundamente negativo”, para alguns setores económicos que, neste momento, existissem muitas restrições e que são “muitas vezes mal explicadas”.

“Desta vez, não vamos ter essa situação”, reiterou.

Na ótica de Jerónimo de Sousa, apesar de se estar a viver um agravamento da pandemia, “não há razão funda para qualquer sinal de depressão e de medo, junto das pessoas”.

Frisando que “na evolução da situação pesou muito a vacinação”, o líder comunista disse ter transmitido ao Governo a necessidade de “encontrar respostas que visem o reforço da vacinação e dos serviços públicos de saúde”, assim como de “montar ou remontar o aparelho” de vacinação “para o caso de evolução deste processo”.

Questionado sobre se está a ser equacionado pelo Governo a vacinação dos mais novos – numa altura em que Bruxelas está a aguardar luz verde da Agência Europeia de Medicamentos sobre a vacinação das crianças entre os cinco e os 11 anos contra a covid-19 -, Jerónimo de Sousa disse que, neste momento, os mais de 65 anos “vão ter uma fase prioritária”.

Apesar disso, o secretário-geral do PCP defendeu que a vacinação das crianças é uma “consideração de grande pertinência e atualidade a que é preciso responder” e relembrou que na recente reunião do Infarmed, essa possibilidade foi admitida.

Interrogado sobre se o Governo está a preparar essa vacinação, Jerónimo de Sousa respondeu: “Não tenho assim essa confiança e essa segurança”.

O primeiro-ministro, António Costa, está a receber os partidos com representação parlamentar sobre a situação epidemiológica em Portugal, num momento em que o país regista um agravamento das taxas de incidência e de transmissão (Rt) da covid-19, antes de o Governo aprovar medidas.

Para além do chefe do executivo, participam nestas reuniões a ministra de Estado e da Presidência, Mariana Vieira da Silva, a ministra da Saúde, Marta Temida e o secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, Duarte Cordeiro.

Fonte: Lusa

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