Pandemia: Incidência em Espanha é de 2.574 infeções por 100 mil habitantes

A incidência acumulada de contágios pelo novo coronavírus em Espanha subiu para 2.574 casos por 100.000 habitantes, enquanto a pressão hospitalar nas unidades de cuidados intensivos está nos 21%, segundo atualização do Ministério da Saúde espanhol.

A velocidade a que ocorrem os contágios teve um crescimento de 140 pontos desde 4 de janeiro, passando de 2.433,9 casos para 2.574,5 (a 5 de janeiro) por cada 100.000 habitantes diagnosticados nos últimos 14 dias.

As comunidades autónomas com maior incidência são as de Navarra (6.422,1 casos), a do País Basco (4.959,6) e a de Aragão (4.213,3).

Por outro lado, registaram-se 137.180 contágios nas últimas 24 horas, e o número de mortos associados à doença covid-19 foi de 148 pessoas durante o mesmo período.

O total de casos notificados em Espanha desde o início da pandemia é agora de 6.922.466 e já morreram 89.837 pessoas devido à doença covid-19.

O número de doentes hospitalizados subiu para 13.359 (eram 12.942 na terça-feira), o que corresponde a 10,91% da ocupação de camas hospitalares, encontrando-se 2.005 pacientes nas unidades de cuidados intensivos (1.983), que ocupam 21,58% das camas desses serviços.

A pressão hospitalar medida através da percentagem de ocupação de camas de doentes com covid-19 nas unidades de cuidados intensivos é maior nas comunidades da Catalunha (40,29%), do País Basco (30,02), de Aragão (29,55%) e de Castela e Leão (29,11%).

O Ministério da Saúde espanhol também informou que 38,04 milhões de pessoas já estão totalmente vacinadas contra a covid-19 (90,3% da população com mais de 12 anos) e 38,88 milhões têm pelo menos uma das doses do fármaco (92,3%).

A justiça espanhola autorizou o prolongamento por mais 14 dias, do recolher obrigatório noturno, em vigor numa grande parte da Catalunha (nordeste), a fim de travar a propagação de casos de covid-19 ligados à variante Ómicron.

O Tribunal Superior de Justiça da Catalunha concordou que as medidas de restrição, inicialmente previstas até 07 de janeiro, serão assim mantidas até 21 de janeiro.

As medidas, em vigor desde 23 de dezembro, incluem a introdução de um recolher obrigatório da 01:00 às 06:00 em todas as cidades com mais de 10.000 habitantes onde a incidência exceda os 250 casos por 100.000 habitantes durante sete dias.

Também são limitados os níveis de ocupação a 50% para restaurantes e 70% para locais desportivos e culturais.

As mesmas medidas preveem o encerramento de discotecas e a proibição de ajuntamentos com mais de 10 pessoas.

A covid-19 provocou 5.456.207 mortes em todo o mundo desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

Em Portugal, desde março de 2020, morreram 19.029 pessoas e foram contabilizados 1.499.976 casos de infeção, segundo dados da Direção-Geral da Saúde de hoje.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e atualmente com variantes identificadas em diversos países.

Uma nova variante, a Ómicron, considerada preocupante e muito contagiosa pela Organização Mundial da Saúde (OMS), foi detetada na África Austral, mas desde que as autoridades sanitárias sul-africanas deram o alerta, a 24 de novembro, foram notificadas infeções em pelo menos 110 países, sendo dominante em Portugal.

Fonte: Lusa

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