Palaçoulo: Peditório, missa e procissão em honra de Santa Bárbara

Em Palaçoulo, a Festa em honra de Santa Bárbara, culminou no Domingo, dia 13 de setembro, com o peditório animado pelos pauliteiros locais, seguido da celebração da eucaristia e da procissão, uma festividade que encerrou com o festival de folclore caramonico.

O dia festivo, em Palaçoulo, começou às 6h00 da manhã de Domingo, com a alvorada e a reunião dos mordomos e dos pauliteiros, para juntos iniciarem o peditório pelas ruas da aldeia. No decorrer do peditório, os pauliteiros dançaram de porta em porta e os “lhaços” ou danças que exigiram maior esforço, como o “Assalto ao castelo”, foram reconpensados com a maior esmola.

Finalizado o peditório, seguiu-se às 14h30, a eucaristia dominical, na igreja matriz de Palaçoulo. Na celebração religiosa, o padre António Pires, referindo-se ao perdão, explicou que Jesus, com a expressão do “70×7”, ensina que o perdão, tal como o amor não tem medida.

“O perdão não é um sentimento. O perdão é uma decisão. O perdão não apaga o passado e provavelmente nada fica como antes. Mas o perdão cura a ferida. O perdão muda o presente e o futuro”, disse o sacerdote, na homília da eucaristia dominical.

Ainda sobre o perdão, o pároco de Palaçoulo, acrescentou que quem se guia pelo amor e o perdão, renuncia à lógica do mal, do rancor e da vingança.

“Todos precisamos do perdão. Todos recebemos muito de Deus, pois tudo é dom, até a própria vida! Assim como o Senhor é misericordioso com as nossas faltas e pecados, também cada um de nós deve ser misericordioso com os irmãos. Perdoa, Senhor, as nossas faltas e ensina-nos a perdoar, como somos perdoados por Ti”, concluiu o sacerdote.

No final da missa solene, realizou-se a procissão pelas ruas da aldeia, com os pauliteiros de Palaçoulo a transportar os andores de Nossa Senhora do Rosário e de Santa Bárbara.

Durante a tarde, a festa prosseguiu com a realização do XXIII Festival de Folclore Caramonico. Este ano, o festival tem como grupos convidados: Rancho Folclórico da Casa do Povo de Ponte de Sôr, Rancho Folclórico de Escalos de Cima e Grupo de Danzas Mies e Barro (Valladolid).

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