II DOMINGO DO TEMPO COMUM

Quem nos dá a alegria?

Is 62, 1-5 / Slm 95 (96), 1-3.7-8a.9-10a.c / 1 Cor 12, 4-11 / Jo 2, 1-11

As Bodas de Caná colocam-nos numa festa acompanhados de Maria, Jesus e os seus discípulos. Uma festa em que se acaba o vinho. Sendo este um relato do Evangelho de São João, tudo o que nos é apresentado tem um sentido que vai mais fundo do que a narração parece indicar.

São João, ao relatar que falta vinho, aponta algo bem mais grave que um problema logístico. Diz-nos que não há efusividade, que não há alegria. É essa a carga simbólica do vinho. O que está diante de nós é a imagem de uma festa da Humanidade em que não há alma. Quem poderá vir em auxílio dos convivas?

Muitos terão dado pelo problema, mas só Maria sabe a resposta: é no seu filho Jesus que reside a esperança e por isso ela pede-lhe que intervenha. Jesus, no entanto, está reticente, porque ainda não chegou a sua hora, tema fundamental em São João. Mas a hora é determinada pela necessidade da Humanidade e, diante das talhas vazias, Jesus não hesita em pedir que as encham de água. Diante de Jesus, as talhas da purificação, as talhas da observação dos ritos antigos tornam-se obsoletas e enchem-se de lágrimas de arrependimento, pois o que o Senhor quer é um coração contrito. Jesus converte essas mesmas lágrimas na alegria da vida no Espírito: converte-as no melhor vinho.

São João, ao relatar que falta vinho, aponta algo bem mais grave que um problema logístico. Diz-nos que não há efusividade, que não há alegria.

Olhemos Caná como se fosse a nossa vida. A que preceitos ou hábitos estamos agarrados que não passam de gestos vazios, vazios como se encontram aquelas talhas da purificação? Choremos os nossos vazios, reconheçamos os nossos pecados e enchamos aquelas talhas diante do Senhor com as nossas lágrimas. Uma vez cheias do nosso arrependimento, peçamos, sem vergonha, que Ele transforme essas lágrimas em vinho. E juntemo-nos à festa, ao grande banquete de Deus com a Humanidade, pois não é o pecado que nos impede a festa. É somente a ausência de arrependimento pelas nossas faltas que faz com que não haja «vinho» nas nossas vidas.

Fonte: Rede Mundial do Apostolado da Oração

https://www.redemundialdeoracaodopapa.pt/meditacao-diaria/1570

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