XXXI DOMINGO DO TEMPO COMUM – 1.º DIA DA SEMANA DOS SEMINÁRIOS

Não ter receio de ser pequeno

Sab 11, 22 – 12, 2 / Slm 144 (145), 1-2.8-11.13cd-14 / 2 Tes 1, 11 – 2, 2 / Lc 19, 1-10

Temos tendência a centrar a nossa atenção na forma como ficamos aquém do que Jesus nos pede. Mas não é assim que a nossa história deve ser contada. A entrada de Jesus em Jericó é o quadro ideal para que descubramos como pode a nossa história ser contada.

Quando Jesus entra em Jericó, um homem de baixa estatura, um cobrador de impostos – isto é, alguém que enriquece com uma percentagem do dinheiro cobrado aos seus irmãos judeus e é por isso mesmo desprezado – sobe a um sicómoro para ver Jesus. Zaqueu, consciente de que é baixo, busca o alto de uma árvore para ver Jesus. E, porque subiu ao alto, Jesus pode vê-lo. E porque o vê, Jesus ordena-lhe que desça, porque quer estar com ele.

Se Zaqueu se resignasse com a sua «baixa estatura», se tivesse vergonha em assumir a sua pequenez, seria apenas mais um entre a multidão. Mesmo que tivesse uma altura mais «comum», se optasse por ficar entre a multidão, Jesus não o veria.

Mas ele ousou escalar a árvore. Ele arriscou o ridículo de ter outros a olhar para ele por querer ver Jesus, de ser gozado pelo seu desejo de ver Jesus. E, por buscar Jesus, foi por Jesus encontrado.

O nosso Deus, quando nos encontra, só tem uma palavra: vem, junta-te a mim. Não tenhamos receio das nossas pequenezes, nem vergonha dos nossos tamanhos indevidos. Estejamos atentos ao Deus que passa e que nos quer perto. Façamos tudo o que estiver ao nosso alcance para o poder ver, pois Ele já está à nossa procura. Quando o encontrarmos, certamente iremos escutar, como Zaqueu escuta: «Desce depressa, que eu hoje devo ficar em tua casa».

Fonte: Rede Mundial de Oração do Papa

https://www.redemundialdeoracaodopapa.pt/meditacao-diaria/1868

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