Legislativas: Rui Rio inteira-se dos problemas da falta de médicos em Bragança

O presidente do PSD ouviu as preocupações sobre a falta de obstetras na maternidade de Bragança, um problema que disse ter “solução simples” que é “contratar mais médicos” para este distrito, onde quer manter a liderança social-democrata.

Os cânticos da Juventude Social-Democrata (JSD) e o som de um bombo aqueceram a manhã fria de Bragança, distrito onde o PSD tem uma forte implantação e onde Rio começou o dia de campanha eleitoral.

“Nós só queremos o Rio a governar, nós só queremos o Rio a governar”, cantaram por diversas vezes os jovens militantes do PSD que seguiram o líder do partido nesta arruada em que fez contactos com a população e os comerciantes locais.

Num estabelecimento onde parou para tomar um café, Rio folheou um jornal regional onde a notícia de destaque era a falta de médicos na Unidade Local de Saúde do Nordeste (ULS) que “obriga a mandar grávidas para Vila Real um dia por semana”.

Foi o mote para uma conversa com o cabeça de lista pelo PSD em Bragança, Adão Silva, deputado e líder parlamentar do PSD, que explicou que até há dois médicos interessados em vir trabalhar para o hospital de Bragança, mas a sua contratação não foi aprovada pelo ministério das Finanças.

Já na rua, aos jornalistas, Rio retomou este tema. “A maternidade de Bragança tem três obstetras, precisa de mais dois, até existem, coisa que muitas vezes não acontece, o Ministério das Finanças pura e simplesmente diz não. Isto no âmbito de um Governo que é suportado por um partido que diz ‘nós não somos pelos números, somos pelas pessoas’, não sei o que é que isso quer dizer, porque obviamente quanto estamos a analisar números é pelas pessoas”, salientou.

E segundo Rui Rio, “se todos os problemas da governação fossem como este, estava completamente à vontade e nem pensava duas vezes” antes de se deitar, pois a solução é “simples” e é “contratar dois obstetras”.

“Se fosse a dificuldade do Serviço Nacional de Saúde (SNS) sempre essa era fácil”, salientou.

Questionado sobre a concentração de organismos públicos em Lisboa e no Porto, Rio lembrou a “estratégia de desconcentração” do PSD e referiu que “todos os novos organismos a abrir não poderão ser em Lisboa”.

“Isso para mim é evidente, transferências é uma coisa que se deve procurar fazer, mas sempre com muito mais cuidado. (…) Não podemos fazer uma revolução do dia para a noite”, disse.

O distrito de Bragança elege três deputados e atualmente dois são do PSD e um do PS.

Rui Rio disse que quer manter a liderança neste círculo eleitoral, bem como em Vila Real, onde o PSD conquistou três deputados e o PS dois, e se “puder subir um bocado tanto melhor, como é evidente”.

“Eu tenho os pés assentes no chão, não é como o doutor António Costa que pede uma maioria absoluta em cada canto e em cada esquina, que sabe que é praticamente impossível. São dois distritos, quer Bragança quer Vila Real, onde nós temos obtido bons resultados. Bragança foi, aliás, até o melhor que tivemos da ultima vez”, frisou.

Dentro de uma agência de viagens, o presidente da Câmara de Bragança, Hernâni Dias, disse fazer “todo o sentido” retomar a carreira área para Paris por causa dos muitos emigrantes em França, e lamentou a falta de vontade para o fazer.

Numa ótica, o líder social-democrata disse que o país “está a precisar de óculos para ver ao longe e não para ver ao perto”. “Quando estamos a governar temos mais de ver ao longe do que ao perto”, salientou Rio.

Na rua uma senhora abordou-o dizendo que tinha visto o debate e o presidente do PSD brincou: “o que é que eles disseram, disseram mal de mim?”

Fonte: Lusa

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