Legislativas: Bragança tem menos listas candidatas aos três lugares de deputados

No círculo eleitoral de Bragança, o número de candidaturas às eleições Legislativas é menor do que em 2019, com 13 listas candidatas aos três lugares de deputados, atualmente repartidos por PSD e PS, na Assembleia da República.

As opções no boletim de voto, a 30 de janeiro, são menos cinco do que há dois anos, período em que o distrito de Bragança também viu diminuir o número de eleitores, com menos 2.754, passando de 141.587 para 138.833 inscritos, segundo dados da Comissão Nacional de Eleições (CNE).

O PSD e o PS são os partidos com maior expressão eleitoral há mais de 30 anos nesta região, que já teve cinco, passou para quatro e agora tem três, entre os 230 lugares na Assembleia da República.

Os sociais-democratas ocupam dois lugares e voltam a apostar em Adão Silva, atual líder parlamentar do PSD, para cabeça de lista pelo círculo eleitoral de onde é natural.

O PS colocou em terceiro lugar Jorge Gomes, atual e único deputado do partido por Bragança e antigo secretário de Estado da Administração Interna.

Para encabeçar a lista, os socialistas apostam, pela primeira vez, no atual secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Sobrinho Teixeira.

Conhecido na região pela ligação a esta área, Sobrinho Teixeira fez todo o percurso profissional ligado ao Instituto Politécnico de Bragança, do qual foi presidente.

O PS só ganhou uma vez as eleições Legislativas no distrito de Bragança, em 2005, na maioria absoluta de José Sócrates, sendo o PSD o tradicional vencedor, numa região tradicionalmente de Direita.

Mais de metade dos eleitores inscritos abstiveram-se, nas Legislativas de 2019, concretamente 55%.

Longe da votação superior a 40% e 36% do PSD e do PS, respetivamente, o Bloco de Esquerda foi o terceiro mais votado em 2019, com seis por cento, e posta em André Xavier, o jovem estudante de 19 anos, que já foi cabeça de lista em Bragança, nas eleições Autárquicas.

O CDS-PP apresenta António Mendonça, a CDU aposta em Joana Monteiro, o PAN em Octávio Pires, O Chega em José Pires, o RIR em Bruno Carvalho, o Livre em Machim Jaffe.

São ainda cabeças de lista Ana Justino pelo Partido da Terra, Teresa Aguiar pela Iniciativa Liberal, Ângela Lima pelo MAS e Luis Alberto Luis pelo Ergue-te.

O número de eleitores, quase 139 mil, continua a ser superior ao número de habitantes num dos maiores distritos em termos de área territorial de Portugal, mas com perda permanente de população.

O Censos de 2021 revelou que vivem nos 12 concelhos do distrito, menos de 123 mil pessoas, com a perda de mais de 13.600 habitantes numa década, comparando com 2011.

Menos de 10 por cento da população tem menos de 15 anos e quase um terço tem mais de 65 anos, segundo dados estatísticos de 2020, recolhidos EyeData, que reúne para a Lusa dados estatísticos.

O saldo natural população, a diferente entre óbitos e nascimentos, é negativo em 130, enquanto a nível nacional não chega a 38.

A taxa de desemprego, em 2020, foi convergente com a nacional, a rondar os seis por cento, embora o número de inscritos nos centros de emprego seja superior nesta região.

O poder de compra da população do distrito fixou-se em 2019,nos 78,3 (a referência nacional é de 100,2).

Os 945 euros de ganho mensal dos trabalhadores por conta de outrem, em 2019, foi também inferior aos 1.207 euros da média nacional.

A taxa de mortalidade infantil de 1,46% é inferior à registada a nível nacional (2,43%).

Fonte: Lusa

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