Legislativas: Municípios com medidas extraordinárias para recolher votos devido à pandemia

Municípios de todo o país estão a adotar medidas extraordinárias para as eleições legislativas tendo em conta a pandemia, como o aumento de mesas de voto antecipado, brigadas para recolher boletins de confinados e maior distância entre secções de voto.

As eleições legislativas realizam-se no dia 30 de janeiro, mas no dia 23 ocorre o voto antecipado em mobilidade, tendo a Câmara do Porto previsto disponibilizar 50 mesas, mais do que o dobro do número das que estiveram disponíveis nas eleições presidenciais do ano passado.

Já em Lisboa, a Câmara Municipal prevê “uma resposta alargada face ao último ato eleitoral”, com um total de 133 secções de voto para uma distribuição de 500 eleitores por secção, num total de 66.500 inscritos.

A Câmara de Coimbra informou que está a preparar 20 mesas para o voto antecipado (o mesmo número utilizado para as presidenciais de 2021), tendo ainda “mais 20 mesas supletivas para ativar caso o número de eleitores inscritos venha a aumentar”.

No concelho de Évora, o número de mesas de voto destinadas aos eleitores que vão votar antecipadamente também deverá aumentar para o dobro em relação às autárquicas de 2021, passando de cinco para 10, revelou o presidente do município, Carlos Pinto de Sá.

Em Barrancos, o mais pequeno do distrito de Beja, com uma só freguesia e cerca de 1.300 eleitores inscritos, “facilmente se consegue controlar a situação para evitar aglomerados”, afirmou o presidente do município, Leonel Rodrigues.

Para o voto antecipado, Barrancos terá apenas uma secção de voto, no edifício da Junta de Freguesia, e no dia das eleições terá duas secções, uma no Quintalão de Festas e outra na sede do Agrupamento de Escolas de Barrancos, frisou o autarca, assegurando que “está tudo preparado para, com maior ou menor expressão da pandemia em Barrancos, os eleitores possam ir às urnas em segurança”.

Em Boticas, no distrito de Vila Real, estão inscritos cerca de 7.500 eleitores e a garantia do presidente do município, o social-democrata Fernando Queiroga, é que “não ficará ninguém por votar” nestas eleições legislativas, quer esteja confinado ou requisite o voto em mobilidade.

Segundo explicou vai ser preparada uma mesa para o voto em mobilidade, que deverá ser suficiente, já que nas eleições presidenciais de 2021 apenas 17 pessoas votaram nesta modalidade.

Os autarcas realçam que não é possível ter o número exato de equipas necessárias para a recolha de votos de pessoas em isolamento ou confinadas, já que este número depende da evolução da pandemia e os municípios só conhecerão o número de inscritos a partir do dia 24 de janeiro.

As eleições legislativas decorrem em 30 de janeiro, mas os cidadãos recenseados podem votar antecipadamente, no dia 23 de janeiro, numa mesa de voto em mobilidade escolhida por si, desde que o requeiram, o que pode ser feito através do portal www.votoantecipado.mai.gov.pt.

Já as pessoas em confinamento ou isolamento devido à covid-19 e outros impedidos de se deslocar à assembleia de voto no dia da eleição, como utentes de lares ou presos, podem pedir a recolha do respetivo voto na morada onde se encontram a cumprir confinamento, o que ocorrerá entre 25 e 26 de janeiro.

Fonte: Lusa

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