Legislativas: BE pede “reforço expressivo” para “travar maioria absoluta do PS” nas legislativas

O líder parlamentar do BE, Pedro Filipe Soares e a deputada Mariana Mortágua apelaram ao voto no partido nas eleições legislativas, pedindo força para “travar uma maioria absoluta do PS”, mas também um eventual “bloco central”.

“Portugal precisa de um reforço amplo e expressivo do Bloco de Esquerda”, afirmou Mariana Mortágua.

Pedindo “um mandato claro aos eleitores”, a deputada salientou que o partido quer “força para determinar políticas nas questões cruciais para o desenvolvimento do país”.

O BE quer “força para travar a maioria absoluta do PS, e a maioria absolutíssima desse acordo de bloco central PSD e PS que agora está a ser namorado pelo primeiro-ministro”, mas também “força para responder à emergência climática, força para fazer respeitar o trabalho e o salário, força para proteger os serviços públicos, que são condição de igualdade”.

Mariana Mortágua e Pedro Filipe Soares discursaram, antes da coordenadora do BE, num comício distrital do partido que decorreu em Lisboa e juntou cerca de centena e meia de pessoas.

Apontando que “a direita se engalfinha por tudo e por nada”, a deputada apontou que “um acordo de bloco central “é só a repetição de um passado” a que os portugueses “não querem voltar”.

“Por isso mesmo, pela recordação do passado a que não queremos voltar, a esquerda tem uma gigantesca responsabilidade de apresentar soluções, soluções estruturais que vão ao que conta, que mudam a vida das pessoas, e não remendos para os problemas do país”, salientou também Mariana Mortágua.

Intervindo depois, o líder parlamentar do BE afirmou que a escolha nas próximas eleições legislativas “é tão simples, tão clara, tão óbvia, mas tão necessária de mobilização do povo à esquerda”.

“Esta é a esquerda que não tem medo de ser esquerda, que nasceu para combater a direita e o pântano de quem quer trazer o lamaçal para o centro da vida política. E sempre que o povo da esquerda confiou no Bloco de Esquerda, conseguimos fazer esse caminho”, salientou Pedro Filipe Soares.

O dirigente mostrou-se igualmente convicto de que nestas eleições os bloquistas serão “novamente fundamentais” para isso.

O Presidente da República convocou eleições legislativas antecipadas para 30 janeiro de 2022 na sequência do “chumbo” do Orçamento do Estado do próximo ano, no parlamento, em 27 de outubro.

O Orçamento teve apenas o voto favorável do PS e os votos contra das bancadas do PCP, BE e PEV, além dos deputados da direita, PSD, CDS, Iniciativa Liberal e Chega. O PAN e as duas deputadas não inscritas abstiveram-se.

A perda do apoio parlamentar no Orçamento do Estado de 2022 foi um dos motivos invocados por Marcelo Rebelo de Sousa para justificar a dissolução do parlamento e a antecipação das eleições.

Fonte: Lusa

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