II DOMINGO DO ADVENTO

Ir ao deserto para escutar

Bar 5, 1-9 / Slm 125 (126), 1-2ab.2cd-3.4-5.6 / Filip 1, 4-6.8-11 / Lc 3, 1-6

O Advento é tempo de preparação para a chegada do Senhor.

Na sua narração, São Lucas indica o momento histórico e os líderes políticos e religiosos de então e coloca no centro o anúncio de João Batista no deserto.

O evangelista pretende que assumamos duas coisas: primeiro, que o Senhor chega num contexto e momento históricos específicos.

Segundo, que a preparação da sua chegada nos deve levar a uma ação que, não ignorando o contexto, o transcende. Daí o convite do evangelista a sairmos das agitadas ruas de Roma e Jerusalém para descermos ao deserto e ao Rio Jordão, para ouvir o precursor.

O ónus da mudança do mundo parece estar depositado naqueles que ocupam lugares de governo, entregue àqueles que «têm» poder. Esperamos, justificadamente, que sejam os nossos líderes a abrir caminhos para o bem e para a justiça.

Contudo, para que o reino de Deus se instaure entre nós, há que ir além da confiança na ação de terceiros, pois o ónus é de cada um de nós. Temos de reconhecer, como nos indica Paulo na segunda leitura, o bem que Deus iniciou nas nossas vidas e prepararmo-nos, continuamente, para ser suas testemunhas.

Pela graça do batismo, somos chamados a colaborar na construção do Reino e a primeira leitura recorda-nos que é isso que o Senhor espera de nós, que é ao Reino que Ele nos convida e que conta com as nossas vidas para completar a sua ação. E, tudo isto, com alegria e não como mero dever.

Nas nossas famílias e lugares de trabalho, nas nossas comunidades e grupos, colaboremos com aqueles que recebem a missão de liderar. E para que a nossa colaboração seja eficaz, arrisquemos a viagem até ao deserto e estejamos atentos à voz que nos chama a preparar o caminho do Senhor.

(Meditação diária no site da Rede Mundial do Apostolado da Oração)

https://www.redemundialdeoracaodopapa.pt/meditacao-diaria/1528

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