Igreja: Papa recorda Aparições de Fátima e pede orações pela paz

O Papa recordou as Aparições de Fátima, de 13 de outubro, pedindo orações pela paz, em particular perante o conflito na Ucrânia.

“Nestes dias, o meu coração está sempre voltado para o povo ucraniano, especialmente das localidades sobre as quais se encarniçaram os bombardeamentos. Trago dentro de mim a sua dor, e por intercessão da Santa Mãe de Deus, apresento-o ao Senhor, na oração”, disse, durante a audiência pública semanal, que decorreu na Praça de São Pedro.

Francisco rezou para que Deus possa “transformar o coração dos que têm nas mãos o destino da guerra, para que cesse o furacão da guerra e se possa reconstruir uma convivência pacífica, na justiça”.

“A Bem-Aventurada Virgem Maria, de quem a 13 de outubro recordaremos as aparições de Fátima, seja nossa guia no caminho da conversão contínua e penitência para encontrar Cristo, o sol da justiça. Que a sua suave luz nos liberte de todo mal e dissipe a escuridão deste mundo devastado pela guerra”, afirmou, minutos antes.

Saudando os peregrinos de vários países, Francisco falou do “forte desejo de uma civilização de paz, de amor, de reconciliação e harmonia” na humanidade.

“Que o Senhor nos faça participantes da sua plenitude de vida com as nossas aspirações mais profundas, por uma humanidade mais bela e pacífica”, apelou.

O Papa saudou os participantes lusófonas, entre eles os membros da Confederação Nacional das Associações de Famílias, vindos de Portugal, e os peregrinos de Brasil, que celebram a festa da Senhora Aparecida.

“Rezemos com eles pela paz e peçamos a Nossa Senhora que nos ajude a assumir o grande desejo do Pai celeste: fazer-nos participantes, a todos, da sua plenitude de vida”, recomendou.

No final da audiência, Francisco citou a figura de São João XXIII, cuja memória litúrgica se celebrou a 11 de outobro, destacando o trabalho do Papa italiano “pela salvação das almas e pela paz no mundo”.

“Que a sua proteção vos ajude a todos no esforço da fidelidade quotidiana a Cristo e sustente aqueles que sofrem com as guerras, especialmente a amada e martirizada população ucraniana”, declarou.

O encontro semanal prosseguiu o ciclo de reflexões que o Papa tem dedicado ao “discernimento” espiritual e, depois da oração e do conhecimento de si, abordou o “desejo”, como “ponto de referência que orienta o caminho da vida”

“O desejo faz-te forte, corajoso, faz-te seguir em frente, sempre”, referiu.

Francisco observou que, no mundo contemporâneo, as pessoas são “bombardeadas por mil propostas, projetos e possibilidades”, que tornam difícil discernir.

“Assim certas mudanças, embora desejadas em teoria, quando se apresenta a ocasião, nunca são postas em prática”, observou.

Fonte: Ecclesia

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