ASCENSÃO DO SENHOR (SOLENIDADE)

Escutar o Espírito Santo

At 1, 1-11 / Slm 46 (47), 2-3.6-9 / Ef 1, 17-23 (ou Hebr 9, 24-28; 10, 19-23) / Lc 24, 46-53

Antes de partir para junto do Pai, Jesus ergue as mãos e abençoa-nos. É este gesto, central na solenidade de hoje, que marca o envio no final de cada Eucaristia. Todos os domingos nós somos enviados, como povo, a anunciar o perdão de Deus.

Tantas vezes insistimos em querer fazer coisas por Deus sem que o nosso coração esteja centrado nas maiores dádivas que Ele nos concede: a sua graça e a sua misericórdia. Queremos ser perfeitos à maneira do mundo, ignorando que o grande apelo de Deus é à conversão, própria e dos irmãos.

Naturalmente, nós queremos consertar o mundo. Mas para entrar no «Concerto da Criação», há que evitar a tentação de recriar o mundo à nossa maneira e à nossa medida. O reino de Deus não se faz assim. Há que aceitar o convite a fazer parte da sua orquestra e arriscar a harmonia sinfónica.

Não nos cabe saber o tempo e os momentos em que o Senhor instaurará o Reino, como ouvimos hoje na passagem dos Atos dos Apóstolos. Nós colaboramos na sua construção, confiadamente, escutando o Espírito, aquele que Jesus prometeu enviar-nos.

Como São Paulo nos diz na segunda leitura, não nos agitemos em busca da captura de Deus. Peçamos a graça da sua presença e deixemos que o Senhor se ofereça, a cada um de nós, nos sacramentos, na nossa vida de oração e nas nossas relações com os demais. É isto que nos cabe como discípulos.

Se assim fizermos, voltaremos para casa, cada dia, como os discípulos depois da Ascensão do Senhor: com grande alegria e dando graças a Deus. É esta a vida abençoada que o Senhor nos promete.

Fonte: Rede Mundial de Oração do Papa

https://www.redemundialdeoracaodopapa.pt/meditacao-diaria/1714

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