Energia: Engie apresentou o projeto éolico aos municípios de Miranda do Douro e Vimioso

Nos dias 27 e 29 de julho, a empresa Engie, apresentou aos municípios de Miranda do Douro e Vimioso, respetivamente, o projeto de hibridização da barragem de Picote, que prevê a instalação de um parque eólico com 35 aerogeradores, em freguesias dos dois concelhos.

Após a reunião, em Miranda do Douro, o vereador do município, Vitor Bernardo, indicou que a autarquia vai pronunciar-se sobre este projeto, através da Comunidade Intermunicipal das Terras de Trás-os-Montes (CIM-TTM), no âmbito de uma posição conjunta sobre as Zonas de Aceleração da Implantação de Energias Renováveis (ZAER).

“Na perspectiva do município de Miranda do Douro, não podem ser sempre os mesmos territórios a arcar com a instalação de grandes empreendimentos elétricos, como foi a construção das barragens de Picote e Miranda, nas décadas de 1950 e 1960, sem que as populações sejam devidamente ressarcidas. Agora surge o interesse da empresa Engie em instalar um parque eólico, para hibridizar a barragem de Picote. Entendo que estamos num processo de aproveitar as energias limpas, mas também há que considerar o enorme impacto ambiental que este parque éolico e as linhas de alta tensão vão provocar no concelho de Miranda do Douro”, disse o autarca mirandês.

Sobre a pretensão da Engie, em instalar o Parque Eólico da Fronteira nas freguesias de Avelanoso e Caçarelhos, o presidente do município de Vimioso, António Santos, confirmou que a área destas duas freguesias integra o mapa da Zonas de Aceleração da Implantação de Energias Renováveis (ZAER), definido pelo governo.

“Ambientalmente, a construção deste parque eólico tem vantagens e desvantagens, para as populações do concelho de Vimioso. Pessoalmente, vou informar-me melhor sobre os impactos ambientais da instalação de um projeto energético deste envergadura e só depois tornarei pública a minha posição e a do município de Vimioso”, disse o autarca vimiosense.

Por seu lado, a empresa ENGIE justificou as reuniões com os município de Miranda do Douro e Vimioso, com o objetivo de apresentar o ponto de situação, auscultar os autarcas, compreender preocupações e necessidades locais e esclarecer dúvidas sobre o processo em curso.

“Os projetos encontram-se ainda numa fase inicial de estudo, sendo que ainda não existem localizações finais definidas, nem configurações definitivas. Nesta fase, estão a ser avaliadas áreas de estudo mais amplas, para permitir analisar alternativas, identificar condicionantes ambientais e territoriais e procurar as soluções que possam ter menor impacte”, escreve a empresa Engie.

A empresa acrescenta que está a apresentar Propostas de Definição de Âmbito (PDA) relativas ao desenvolvimento de três projetos solares fotovoltaicos e de um projeto eólico.

“Nos projetos solares, está em estudo um parque solar na zona de Antas, nos municípios de Penedono e Trancoso, associado à Central Hidroelétrica de Foz Tua, com uma capacidade prevista de cerca de 140 MWp e aproximadamente 64 hectares ocupados por painéis solares; um parque solar na zona de Travanca, no município de Mogadouro e, de forma mais residual, em Miranda do Douro, associado à Central Hidroelétrica de Bemposta, com cerca de 104 MWp e aproximadamente 45 hectares ocupados por painéis solares; e um parque solar na zona de Carviçais, no município de Torre de Moncorvo, associado à Central Hidroelétrica do Baixo Sabor, com cerca de 110 MWp e aproximadamente 50 hectares ocupados por painéis solares”, informa a Engie.

Em estudo, está também o projeto eólico associado à Central Hidroelétrica de Picote, nos concelhos de Miranda do Douro e Vimioso, perspectivando-se, nesta fase, a instalação de 35 aerogeradores, com uma capacidade aproximada de 157,5 MW.

HA | Imagens: Flickr, HA e Engie







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