Energia: Bruxelas “acompanha de perto” subida dos preços da energia

A Comissão Europeia está a “acompanhar de perto” a subida dos preços da energia e está a debater com os Estados-membros “ferramentas” para os conter, disse a comissária Kadri Simson.

Os preços da eletricidade aumentaram recentemente em vários países da União Europeia (UE).

“A comissão europeia está a acompanhar de perto a situação e a discutir os instrumentos que tem à disposição” para travar o aumento dos custos da eletricidade”, disse a comissária da energia, antes de uma reunião dos ministros da Energia e dos Transportes da UE, na Eslovénia, que detém a presidência rotativa da UE.

“Na situação atual, a Europa precisa de investir em energias renováveis, uma vez que estas oferecem uma alternativa real à nossa dependência de combustíveis fósseis importados”, acrescentou Kadri Simson.

“Precisamos de cooperação (…) a nível europeu para proteger o nosso povo em casa”, salientou o ministro da Energia lituano, Dainius Kreivys, enquanto a sua homóloga austríaca, Leonore Gewessler, denunciou “demasiada dependência (da UE) do gás russo”.

Em meados de setembro, um grupo de cerca de 40 eurodeputados tinha pedido à Comissão que investigasse a gigante energética russa Gazprom, acusando-a de cortar o fornecimento de gás através da Ucrânia para pressionar a Alemanha a aprovar mais rapidamente o gasoduto Nord Stream 2 através do Mar Báltico – e fomentando preços europeus mais elevados.

A Gazprom tinha negado qualquer manipulação de mercado.

Espanha é particularmente afetada pela sua dependência do gás para a produção de eletricidade, que é muito superior à dos países vizinhos europeus como a França.

Mas a França não é poupada: apesar de produzir a maior parte da sua eletricidade com as suas centrais nucleares, os preços de mercado seguem os das matérias-primas (gás e carvão), que aumentaram acentuadamente em resultado da recuperação económica pós-pandemia e do aumento das quotas de emissão de CO2.

A subida dos preços aumenta o risco da pobreza energética em toda a UE: um estudo publicado pela Confederação Europeia de Sindicatos (CES) estima que quase três milhões de trabalhadores pobres da Europa “já não poderão pagar” as suas contas de aquecimento neste outono e inverno.

Fonte: Lusa

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