Cultura: Bienal Contemporânea das Terras de Trás-os-Montes
A 1 de outubro, começa a Bienal Contemporânea das Terras de Trás-os-Montes, numa programação que decorre até ao final do ano, com 14 exposições de 160 artistas, nos nove municípios da Comunidade Intermunicipal (CIM TTM).

Pela primeira vez, a bienal não acontece em apenas um município escolhido e vai decorrer, em simultâneo, em todos os concelhos que compõem a CIM Terras de Trás-os-Montes, Alfândega da Fé, Bragança, Macedo de Cavaleiros, Miranda do Douro, Mirandela, Mogadouro, Vinhais, Vila Flor e Vimioso.
O objetivo é “estabelecer relações entre a criação contemporânea e o território, valorizar os equipamentos culturais existentes, promover a circulação de públicos e o acesso à cultura”.
“São 14 exposições que vão decorrer ao mesmo tempo nos nove concelhos trazendo aqui uma dimensão territorial ímpar. Também tem uma dimensão, evidentemente, para termos 14 exposições em todo o território, temos de ter obras, curadores, artistas, expositores, que são 160 ao todo, para que estas 14 exposições tenham conteúdo”, sublinhou o presidente da CIM, Pedro Lima.
Esta “celebração de arte contemporânea” conta com exposições de pintura, mas também escultura, que serão acompanhadas por “atividades educativas, visitas orientadas, conversas e oficinas”, direcionadas para todos os públicos, inclusive o escolar.
“Os artistas vão estar presentes, ou pelo menos alguns deles, para haver uma proximidade com a própria obra e as comunidades”, acrescentou Pedro Lima.
A Bienal Contemporânea das Terras de Trás-os-Montes vai decorrer até 31 de dezembro, com a direção artística de Inês Falcão e com diferentes projetos curatoriais de Ágata Rodrigues, Cabral Pinto, António Meireles, Natália Fauvrelle, Jorge da Costa, Rui Ferro, Marta Lima, Domingos Loureiro, Carlos Costa, Jacinta Costa, Jaime Silva, Ana Barroco, Alexandra Silvano, Felícia de Sousa e Agostinho Santos.
“Esperemos que tenha também impacto no território e que também crie, não só dinamismo dentro, mas que provoque dinamismo vindo de fora, porque a qualidade dos expositores e dos próprios curadores que temos em cada uma das exposições é muito relevante”, rematou o presidente da Comunidade Intermunicipal das Terras de Trás-os-Montes.
O evento cultural tem como parceiros o Centro de Arte Contemporânea Graça Morais, o Laboratório de Artes na Montanha Graça Morais, a Fundação Bienal de Arte de Cerveira, o Museu Abade de Baçal, o Museu do Douro e a Sociedade Nacional de Belas Artes.
A primeira Bienal Contemporânea das Terras de Trás-os-Montes aconteceu em 2022, em Macedo de Cavaleiros, intitulada como “Linha de Água”. Sob a mesma temática, a segunda edição aconteceu, em 2024, em quatro concelhos, Macedo de Cavaleiros, Vinhais, Alfândega da Fé e Freixo de Espada a Cinta. Já esta terceira edição, alargada aos nove municípios da CIM, tem o mote “Linha da Terra”.
Fonte: Lusa