ASSUNÇÃO DE NOSSA SENHORA (Solenidade)

Ap 11, 19a; 12, 1-6a.10ab / Slm 44 (45), 10-12.16 / 1 Cor 15, 20-27 / Lc 1, 39-56

A solenidade que hoje celebramos em toda a Igreja é a glorificação de Nossa Senhora que, ao terminar os seus dias na terra, é assumida por Deus no paraíso em corpo e alma. É uma bela tradição referirmo-nos à morte de Maria como a sua «dormição» em Deus.

A piedade popular, desde o século V, venerava Nossa Senhora da Assunção. O Papa Pio XII, a 1 de novembro de 1950, proclamou este dogma da fé católica, quase um século depois de Pio IX, em 1854, ter definido o dogma da Imaculada Conceição de Nossa Senhora.

A passagem do livro do Apocalipse, com fortes imagens, apresenta-nos «uma Mulher vestida de Sol, com a Lua debaixo dos pés e com uma coroa de doze estrelas na cabeça». Imagens que ilustram o triunfo de Maria sobre o mal, redimindo o pecado de Eva e abrindo-nos as portas para a salvação de Cristo, seu Filho.

São Paulo apresenta-nos a ressurreição de Cristo não como um facto extraordinário que diga só respeito a Ele, mas como as «primícias» de todos os que morrem. Maria é a primeira a receber a plenitude dos frutos da ressurreição de Cristo. Paulo sublinha uma verdade que nos enche de esperança e alegria: «O último inimigo a ser destruído será a morte». Maria, na glória do Céu, confirma esta vitória, que ela vive em plenitude e que nos quer oferecer, como seus queridos filhos.

No Evangelho encontramos a cena da visitação de Maria a sua prima Isabel. É um excelente quadro da vida de Maria que espelha a atitude com que Nossa Senhora vive o triunfo da sua assunção ao Céu. Maria hoje vive em visitação a todas as «Isabéis» que dela necessitam, em visitação solícita a todos nós, seus filhos. E, no seu cântico do Magnificat, não se exalta a si mesma, mas glorifica a Deus que fez maravilhas na humildade da sua serva. É com este jeito mariano que vivo os meus êxitos, que rentabilizo as minhas qualidades?

Meditação diária no site da Rede Mundial do Apostolado da Oração)

https://www.redemundialdeoracaodopapa.pt/meditacao-diaria/1405

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