X DOMINGO DO TEMPO COMUM

A vontade de Deus é a nossa felicidade

Gen 3, 9-15 / Slm 129 (130), 1-8 / 2 Cor 4, 13 – 5, 1 / Mc 3, 20-35

Na carta encíclica Laudato sí’, o Papa Francisco afirma que a «ecologia integral exige que se dedique algum tempo para recuperar a harmonia serena com a criação, refletir sobre o nosso estilo de vida e os nossos ideais, contemplar o Criador, que vive entre nós e naquilo que nos rodeia». O relato bíblico do livro do Génesis apresenta-nos a vergonha que experimentam Adão e Eva por terem desobedecido a Deus, quebrando a harmonia da criação e ficando mal consigo mesmos, sentindo-se nus. Não é verdade que tudo o que é egoísmo, pecado, desamor, para além de ofender Deus e o próximo, também nos prejudica a nós mesmos, fazendo-nos sentir como estrangeiros no país da nossa própria identidade?

São Paulo exorta-nos a viver o tempo que passa com a dimensão de eternidade, do que fica para sempre. Assim, perante as provações e dificuldades que experimenta, confessa com grande transparência e otimismo: «Não desanimamos. Ainda que em nós o homem exterior se vá arruinando, o homem interior vai-se renovando de dia para dia. Porque a ligeira aflição dum momento prepara-nos, para além de toda e qualquer medida, um peso eterno de glória». Por vezes, sonhamos com o céu na terra, com um mundo feito de facilidades, sem contratempos nem sofrimentos. Quando acordamos destes sonhos, confrontamo-nos com a dureza da vida. Felizmente a nossa fé abre-nos os olhos para o mundo da graça salvadora de Cristo, tão misteriosa quanto real e eficaz.

“Por vezes, sonhamos com o céu na terra, com um mundo feito de facilidades, sem contratempos nem sofrimentos. Quando acordamos destes sonhos, confrontamo-nos com a dureza da vida. Felizmente a nossa fé abre-nos os olhos para o mundo da graça salvadora de Cristo, tão misteriosa quanto real e eficaz.”

No Evangelho encontramos Jesus no meio de um turbilhão de polémicas. Seus parentes puseram-se a caminho para o deter, pois acham que «está fora de si». Conheceram em Nazaré um jovem e um homem exemplar na normalidade da vida quotidiana e agora chegam-lhes notícias de rarezas de alguém que se faz Deus. Pensam ter o dever de o chamar à razão da sensatez. Os conceituados escribas vêm oficialmente de Jerusalém para lhe pedir contas do que faz, ao libertar os que estão sob o domínio de Satanás, e desferem-lhe uma acusação grave: «Está possesso de Belzebu, e é pelo chefe dos demónios que ele expulsa os demónios». Isto aconteceu a Jesus, perfeito Deus e perfeito homem. Não é verdade que devemos aprender a ser compreensivos com as incompreensões, a aceitar com paz que nem sempre sejamos bem interpretados quanto ao que dizemos ou fazemos?

Meditação diária no site da Rede Mundial do Apostolado da Oração:

https://redemundialdeoracaodopapa.pt/meditacao-diaria/1335

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