XXXII DOMINGO DO TEMPO COMUM / ÚLTIMO DIA DA SEMANA DE ORAÇÃO PELOS SEMINÁRIOS

Ser perseverante

2 Mac 7, 1-2.9-14 / Slm 16 (17), 1.5-6.8b.15 / 2 Tess 2, 16 – 3, 5 / Lc 20, 27-38 ou 27.34-38

São Paulo, na II leitura de hoje, pede a Jesus e ao Pai que confortem os corações dos tessalonicenses e os tornem firmes em boas obras e palavras. É comovente ver onde está a sua esperança. Esta não está na força ou resiliência humanas, mas sim na graça de Deus. Se seguimos Cristo, é porque há graça; se perseveramos no bem, é porque há graça. Da nossa parte, o que há a fazer é acolher a graça e aderir ao caminho que ela inaugura.

Esta atitude não se deve reservar para os momentos de prova, pois é uma forma de estar e um modo de habitar o mundo, e isso requer exercício. É necessário aprender a reconhecer, acolher e confiar na graça de Deus, nos grandes momentos e naqueles que ocorrem sob a marca do banal do dia a dia.

Não poucas vezes, cedemos nos pequenos prazeres do quotidiano, promovendo o reconhecimento pela parte de alguém, o retorno monetário por um trabalho bem feito, a deleitação sensual ou responsabilidades de chefia a fontes do nosso bem-estar. Pobres de nós, curtos de vistas e de entendimento. Honra, riqueza, prazer e poder são coisas boas, mas não se podem confundir com o Bem.

Que honra há na cruz de Nosso Senhor? Que riqueza, que poder, que prazer? Todos estão flagrantemente ausentes da cruz! A honra esvanece-se, a riqueza apodrece, o prazer entorpece e o poder dilui-se. Tudo isto morre, e cairmos nas suas garras é mortal. Mas o bem e a verdade, o Amor, esses são para sempre.

É esta confiança que leva os irmãos da I Leitura a oferecerem as suas vidas. Eles não são fundamentalistas, angustiados pelo cumprimento da lei, receosos de um deus vingativo. Eles sabem que os verdadeiros tesouros alcançam-se resistindo aos enganos e aos déspotas deste mundo. Eles sabem que o único caminho para a alegria eterna é aquele que é iluminado pelo Amor.

É melhor confiar no Amor que em todas as honras, riquezas, prazeres e poderes. É melhor confiar-se ao Amor, que derrota a morte, do que viver como cadáver que se arrasta.

O nosso Deus, o Deus de Abraão, de Isaac e de Jacob, não é um Deus de mortos, mas de vivos, pois todos os que vivem n’Ele estão vivos. Cada um de nós está vivo n’Ele. E não só vivo, como livre de uma morte em vida, uma morte que chega pela mão de uma cegueira causada por honras, riquezas, poderes e prazeres.

Optemos pelo bem, optemos por Cristo, optemos até pela cruz. Pois o Senhor confortará os nossos corações e dar-nos-á a firmeza e, principalmente, a alegria que dura para sempre.

Fonte: Rede Mundial de Oração do Papa

https://www.redemundialdeoracaodopapa.pt/meditacao-diaria/1875

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