Miranda do Douro: Projeto do matadouro vai ser apresentado na abertura da Feira dos Grazes de Sendim

O novo executivo do município de Miranda do Douro completou a 18 de outubro o primeiro ano à frente da autarquia mirandesa e o vice-presidente, Nuno Rodrigues fez uma avaliação do trabalho já realizado. Neste exame, o autarca destacou apresentação pública do projeto do matadouro intermunicipal, a implementação do sistema de telegestão no abastecimento de água e os apoios à educação e à ação social. O governante referiu-se ainda às dificuldades sentidas pela autarquia na requalificação urbana, no restauro dos equipamentos municipais e na falta de pessoal.

Passado um ano de governação, o vice-presidente do município de Miranda do Douro, Nuno Rodrigues, informou que sob a responsabilidade do novo executivo, foram elaborados novos projetos como a despoluição do rio Fresno, a plantação de 8 mil árvores no concelho e a alteração do projeto do matadouro intermunicipal.

Segundo o município, os concursos de empreitada destes três novos projetos vão ser lançados a concurso até ao final deste ano e início de 2023.

“O projeto do matadouro intermunicipal vai ser apresentado publicamente no próximo dia 28 de outubro, aquando da abertura da feira dos Grazes, em Sendim”, informou o vice-presidente, Nuno Rodrigues.

Sobre o trabalho desenvolvido ao longo deste primeiro ano na autarquia de Miranda do Douro, Nuno Rodrigues destacou a implementação do sistema de telegestão na rede de abastecimento de água, o que permitiu reduzir substancialmente as fugas e perdas de água.

Para a região sul do concelho, o autarca informou que está prevista a construção de um grande reservatório de água na Trindade (Fonte Aldeia) e outro em Duas Igrejas, com os objetivos de acabar com as captações subterrâneas e servir várias localidades: Duas Igrejas, Fonte Aldeia, Sendim, Prado Gatão, Palaçoulo, Águas-Vivas, São Pedro da Silva, Granja, Fonte Ladrão, Teixeira e Atenor.

No âmbito do saneamento, o governante local informou também que foi adquirido um camião limpa-fossas, através de uma candidatura financiada a 85%.

Na educação, o responsável pelo pelouro, sublinhou a atribuição a todos os alunos do concelho, desde o
pré-escolar até ao 12.º ano de escolaridade, da Escola Virtual, a plataforma educativa digital mais utilizada a nível nacional por alunos, pais, professores e instituições de ensino.


Na ação social, que engloba várias áreas como a saúde, a proteção de crianças e jovens em risco, as vítimas de violência doméstica ou o apoio às pessoas idosas, o autarca indicou que o município está atento e empenhado em acompanhar e apoiar as pessoas e famílias mais vulneráveis que vivem no concelho.

Relativamente às obras municipais, Nuno Rodrigues reconheceu a dificuldade em concretizar os projetos de requalificação urbana no concelho, por causa da pouca disponibilidade na região de empresas de construção, assim como da falta e agravamento do custo das matérias-primas.

“Entendemos que não deveríamos iniciar obras, sem primeiro concluir as que estão em curso. Entretanto, os projetos de requalificação urbanística já estão feitos e no próximo ano vão ser implementados”, assegurou.

Outra atual dificuldade vivida pela autarquia de Miranda do Douro é a falta de pessoal nos serviços da autarquia, dada a pré-reforma de 28 pessoas e algumas baixas médicas.

“Na seção das obras ficámos muito desfalcados e esta falta de pessoal obrigou-nos a reorganizar os serviços da câmara municipal”, informou.

Questionado se Miranda do Douro já dispõe de todas as infraestruturas necessárias, Nuno Rodrigues, respondeu, por exemplo, que embora o atual pavilhão multiusos esteja finalmente a ser utilizado, o equipamento oferece condições mínimas para a prática desportiva.

“Queremos construir um novo pavilhão multiusos que esteja à altura da importância que os mirandeses dão ao desporto”, adiantou.

A par desta necessidade, o autarca lembrou que muitos dos equipamentos municipais necessitam de obras de requalificação e manutenção.

“Nos últimos 12 anos, houve um lamentável desleixe e abandono dos edifícios municipais, como são as piscinas municipais cobertas, a Casa da Cultura, a Biblioteca Municipal, o edifício da ex-UTAD e o auditório da zona histórica que está completamente obsoleto”, referiu.

Por fim, o vice-presidente do município de Miranda do Douro referiu-se à necessidade de requalificação de várias estradas municipais do concelho.

HA

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