XXIII DOMINGO DO TEMPO COMUM

Construir

Sab 9, 13-19 / Slm 89 (90), 3-6.12-14.17 / Flm 9b-10.12-17 / Lc 14, 25-33

«Quem de vós, desejando construir uma torre, não se senta primeiro a calcular a despesa, para ver se tem com que terminá-la? (…) E qual é o rei que parte para a guerra contra outro rei e não se senta primeiro a considerar se é capaz de se opor, com dez mil soldados, àquele que vem contra ele com vinte mil?»

Há decisões que tomamos por instinto ou impulso. Por vezes, tal decorre da necessidade de uma resposta em tempo útil; outras vezes, de uma certa sofreguidão. A adesão ao seguimento de Jesus não deve ser assim.

Com o Evangelho que hoje meditamos, Cristo pretende adestrar os nossos corações para as decisões que estão por vir, colocando-nos no papel de construtores no início do empreendimento ou de reis nas vésperas da batalha. O discípulo de Jesus é artífice e guerreiro, construtor e lutador. Seguir Cristo coloca-nos no papel de quem quer construir uma vida com Ele e de quem quer comprometer-se na luta por Ele.

Com o Evangelho que hoje meditamos, Cristo pretende adestrar os nossos corações para as decisões que estão por vir, colocando-nos no papel de construtores no início do empreendimento.

O Filho de Deus quer preparar-nos para as consequências do seguimento, para que o façamos em consciência. Seguir Jesus implicará optar pelo bem, pela verdade e pela justiça em todas as situações, em detrimento do nosso próprio bem-estar e até dos interesses dos nossos amigos e familiares.

Quantas vezes não somos tentados a tomar uma decisão que privilegie os «nossos» em detrimento do bem comum? Quantas vezes não confundimos o nosso próprio interesse com o que é verdadeiramente bom?

Cristo pede-nos que façamos uma ponderação prévia ao assumir o compromisso com o seu estilo de vida. Perguntemo-nos honesta e livremente: estou consciente das consequências? Quero mesmo seguir Cristo, vivendo ao seu estilo? Terei forças para tal?

Seguir Cristo, cumprir a vontade do Pai é o caminho da nossa maior felicidade. Mas Ele deseja que o façamos conscientes do «custo da graça», isto é, das consequências de uma vida com Ele e à sua maneira.

Encaremos as nossas vidas sem falsos entusiasmos nem adesões sem ponderação. Caminhemos pela mesma estrada de Cristo e com Ele, conscientes de que a nossa fé nos pode levar a tomar decisões que contrariem alguns dos nossos instintos naturais à autopreservação ou sacrifiquem os interesses ou bem-estar dos que nos são mais próximos.

Fonte: Rede Mundial de Oração do Papa

https://www.redemundialdeoracaodopapa.pt/meditacao-diaria/1812

Deixe um comentário