XV DOMINGO DO TEMPO COMUM

Quem é o meu próximo?

Deut 30, 10-14 / Slm 68 (69), 14.17.30-31.33-34.36ab.37 / Col 1, 15-20 / Lc 10, 25-37

«Mestre, que hei de fazer para receber como herança a vida eterna?» A pergunta que o doutor da lei coloca a Jesus é também nossa: o que é que devemos fazer? Quando a pronunciamos, buscamos de alguma forma uma espécie de lista de serviços mínimos que nos garantam a vida eterna sem grande perturbação do nosso quotidiano.

Este doutor da lei sabia a resposta à pergunta, por isso responde a Jesus citando o Deuteronómio com o maior dos mandamentos: «Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração e com toda a tua alma, com todas as tuas forças e com todo o teu entendimento; e ao próximo como a ti mesmo». Mas o alcance desta resposta, o doutor da lei não é capaz de enxergar. Daí a pergunta: «Quem é o meu próximo?»

Quem são os nossos próximos? Jesus apresenta-nos a Parábola do Bom Samaritano, em que um homem foi deixado à beira do caminho por ladrões, num estado lastimável. Homens religiosos e justos viram-no e tiveram receio de que o sangue os conspurcasse e os impedisse de entrar no templo, como os ritos judeus exigiam. Foi um Samaritano, inimigo religioso dos judeus por ter outra Escritura – somente os livros do Pentateuco – um outro templo que não o de Jerusalém, um outro calendário e outros ritos, quem se encheu de compaixão e cuidou do homem abandonado.

O doutor da lei conhecia a Escritura, mas o próximo facilmente pode ser somente aquele que conheço ou com quem me identifico. O Filho do nosso Pai de amor quer que o nosso coração seja muito maior: quer derrubar os nossos preconceitos para que o coração de cada um de nós seja um campo aberto onde o amor possa tocar qualquer um.

Quem é o nosso próximo? Todo aquele que está ao nosso alcance ajudar. Todos os que encontramos no nosso caminho.

Fonte: Rede Mundial de Oração do Papa

https://www.redemundialdeoracaodopapa.pt/meditacao-diaria/1756

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